Após apoio do Professor Gilmar, Justiça Federal determina que famílias em luta por moradia sejam ouvidas antes de eventual desocupação

Decisão do TRF5 acolhe parcialmente pedido da Defensoria Pública da União e determina mediação, cadastramento social e garantia de direitos antes de qualquer remoção forçada no Residencial Nova Vida III.

As famílias que ocupam o Residencial Nova Vida III, em Petrolina, foram ouvidas em audiência de mediação e conciliação nesta terça-feira, 04/08, na 17ª Vara Federal de Pernambuco, em Petrolina. A determinação do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), acolheu parcialmente recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU) e estabeleceu uma série de providências obrigatórias a serem adotadas pela Justiça Federal antes do cumprimento de qualquer medida de desocupação.

A decisão ocorre após dias de mobilização das famílias e do acompanhamento realizado pelo vereador e candidato a Deputado Estadual Professor Gilmar Santos (PT), que vem atuando na mediação do conflito e defendendo que a situação seja conduzida por meio do diálogo e da garantia de direitos. 

Além de solicitar à Polícia Federal a apuração de denúncias relacionadas ao processo de seleção do Programa Minha Casa, Minha Vida em Petrolina, o parlamentar manteve contato com a Defensoria Pública da União, acompanhou as reivindicações da comunidade e apoiou a construção de um abaixo-assinado em defesa da abertura de diálogo entre as famílias e os órgãos públicos.

Na decisão, o TRF5 determinou que, antes de qualquer retirada compulsória das famílias, o Juízo de origem deverá adotar medidas compatíveis com a natureza coletiva do conflito. Entre elas estão a intimação da Defensoria Pública e do Ministério Público para acompanhamento do caso, a avaliação sobre a necessidade de encaminhamento à Comissão Regional de Soluções Fundiárias, a realização de mediação e conciliação, a identificação e citação pessoal dos ocupantes, visitas técnicas, cadastramento socioeconômico das famílias e articulação com a rede de assistência social para proteger crianças, idosos, gestantes, pessoas com deficiência e demais pessoas em situação de vulnerabilidade.

O Tribunal também suspendeu, temporariamente, os atos materiais de desocupação forçada, como o uso de força policial, retirada compulsória de pessoas e bens e aplicação de multa pelo descumprimento da ordem de desocupação imediata, até que essas medidas sejam cumpridas. Ao mesmo tempo, a decisão deixa claro que a liminar de reintegração de posse continua válida e que permanecem autorizadas as medidas de preservação do empreendimento, identificação dos ocupantes e prevenção de novas ocupações.

Para o Professor Gilmar, a decisão representa um avanço importante ao reconhecer que conflitos fundiários envolvendo centenas de famílias em situação de vulnerabilidade exigem diálogo e respeito aos direitos fundamentais: “Nosso mandato nunca defendeu o descumprimento da lei. O que defendemos é a luta por moradia e que nenhuma família seja tratada sem dignidade”.

O parlamentar também reafirmou que a ocupação evidencia um problema estrutural da política habitacional no município e reforça a necessidade de investimentos permanentes em moradia popular. Segundo ele, o mandato seguirá acompanhando os desdobramentos do processo e cobrando que todas as determinações fixadas pelo TRF5 sejam integralmente cumpridas, garantindo que as famílias sejam efetivamente ouvidas e que seus direitos sejam respeitados ao longo de todo o procedimento.

Por Aléxia Viana
Edição: Victória Santana
(ASCOM Mandato Coletivo)

Após dias de mobilização, famílias da ocupação Nova Vida III apresentam abaixo-assinado exigindo moradia popular em Petrolina-PE

Sem respostas da Prefeitura, moradores organizam documento com reivindicações e cobram políticas permanentes para enfrentar um déficit habitacional que há décadas deixa famílias sem acesso à moradia em Petrolina

Depois de dias de mobilização e sem qualquer presença de qualquer representante da Prefeitura de Petrolina-PE, as famílias da Ocupação Nova Vida III, no bairro João de Deus, decidiram formalizar suas reivindicações em um abaixo-assinado que cobra do poder público medidas concretas para enfrentar um déficit habitacional que há anos permanece sem resposta do poder público.

O abaixo-assinado reúne propostas que vão da construção de moradias populares à criação de um programa permanente de habitação para famílias de baixa renda e será encaminhado à Prefeitura de Petrolina, ao Governo de Pernambuco, ao Ministério Público de Pernambuco e a outros órgãos públicos.

O documento exige a abertura imediata de uma mesa de diálogo com o prefeito de Petrolina e o Governo do Estado. Também reivindica a criação de um programa municipal de habitação, a construção de mil moradias populares até julho de 2027, a concessão de mil auxílios-moradia por um ano e a fiscalização dos empreendimentos habitacionais para identificar possíveis irregularidades e garantir novas seleções para famílias em situação de vulnerabilidade.

O abaixo-assinado ainda reivindica a reativação do Conselho Municipal das Cidades (Concidades), órgão responsável por discutir, fiscalizar e acompanhar a política habitacional do município. Ao Governo de Pernambuco, as famílias reivindicam a construção de mil moradias populares e a concessão de mil auxílios-moradia pelo período mínimo de um ano.

As famílias também solicitam que o Ministério Público de Pernambuco e as comissões de Obras e de Direitos Humanos da Câmara Municipal atuem como mediadores na construção de um diálogo com o poder público. A coleta de assinaturas segue aberta entre as famílias da ocupação. A expectativa é ampliar o número de apoiadores antes da entrega oficial do documento às autoridades.

Desde o início da mobilização, o movimento tem contado com o acompanhamento do mandato do vereador Professor Gilmar Santos (PT), que chamou a atenção do grupo sobre a ilegalidade da invasão, mas apoia a continuidade da luta por meios legítimos. Diante da decisão da Justiça Federal, que determinou a desocupação da área, o mandato orientou as famílias a cumprirem a determinação judicial. Para o parlamentar, a ocupação evidencia o fracasso da política habitacional no município e reforça a necessidade de investimentos permanentes em moradia popular.

Aqui tem mães atípicas, mães que já foram despejadas das suas casas, porque não têm mais condição de pagar o aluguel. Eu estou com energia cortada também, porque esse mês deu pra pagar o aluguel, mas não deu pra pagar a energia. Então tem muita gente aqui que está precisando”, afirmou Amanda, uma das mães ocupantes.

Para ela, um dos principais problemas é a ausência de diálogo com a população: “A gente só está pedindo aqui a presença da governadora Raquel Lyra e do prefeito Simão Durando, assim como ele veio na nossa porta pedir voto, ele tem que vir ouvir a população dele. Porque a gente votou, Simão, em você. Não é justo você fazer isso com a gente. Não é com violência que você vai resolver”, reclamou Amanda.

Enquanto a coleta de assinaturas continua, as famílias afirmam que a mobilização seguirá até que o poder público apresente uma resposta concreta às reivindicações. Para os moradores, a luta não se resume à ocupação do Nova Vida III, mas à cobrança por uma política habitacional capaz de enfrentar um déficit histórico que, há décadas, nega o direito à moradia a centenas de famílias em Petrolina.

Por Glícia Barbosa
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

NOTA DE PESAR E SOLIDARIEDADE À COMUNIDADE DA IGREJA VERBO DA VIDA, AMIGOS E FAMILIARES DE ALBA, GEAN E RUTH

O Mandato Coletivo, representado pelo vereador Professor Gilmar, manifesta profundo pesar pelo falecimento de Alba Simões, Gean Santos e da adolescente Ruth Gomes, vítimas do trágico acidente ocorrido no Cariri paraibano, enquanto se deslocavam para uma conferência religiosa em Campina Grande.

Neste momento de profunda dor, expressamos nossa solidariedade aos familiares, amigos/as e a toda a comunidade da Igreja Verbo da Vida, em Petrolina, Queimada Nova e demais pessoas enlutadas por essa irreparável perda.

Também desejamos plena recuperação às pessoas feridas e rogamos a Deus que conforte o coração de todos os familiares e amigos.

Professor Gilmar
Vereador de Petrolina

Marco histórico: Leis de autoria Professor Gilmar reconhecem a capoeira como patrimônio cultural e criam o Dia e a Semana Municipais em Petrolina

Além de fortalecer a valorização da cultura afro-brasileira, as novas leis sancionadas reconhecem a contribuição dos mestres e grupos capoeiristas e consolidam políticas de promoção da igualdade racial no município

Foram sancionadas em Petrolina, na última segunda-feira (29), duas leis de autoria do vereador Professor Gilmar Santos (PT) que garantem reconhecimento inédito à capoeira no município. A Lei Nº 3.943/2026 institui o Dia e a Semana Municipal da Capoeira, enquanto a Lei Nº 3944/2026 declara a prática como Patrimônio Cultural Imaterial de Petrolina-PE.

Agora, com a sanção das novas legislações, o dia 15 de julho passa a integrar oficialmente o calendário do município como Dia Municipal da Capoeira. Presente em bairros, escolas, projetos sociais e espaços culturais, a capoeira reúne esporte, arte, musicalidade, educação e ancestralidade. Em Petrolina, gerações de mestres, professores e grupos mantêm viva essa tradição, transformando-a em instrumento de formação cidadã, inclusão social e fortalecimento da identidade negra.

A semana em que o Dia Municipal da Capoeira estiver inserido será dedicada à realização de rodas em escolas e espaços públicos, oficinas, apresentações culturais, seminários, festivais e atividades educativas voltadas à promoção da igualdade racial e ao combate ao racismo.

Os projetos também preveem ações de preservação da memória da capoeira em Petrolina, por meio de exposições, registros audiovisuais e iniciativas de reconhecimento aos mestres e mestras responsáveis pela transmissão dos saberes tradicionais. A proposta ainda incentiva oficinas de musicalidade e de construção e utilização de instrumentos como berimbau, atabaque, pandeiro, agogô e reco-reco, além de estimular o acesso à prática por crianças, adolescentes, mulheres, idosos e pessoas com deficiência.

Para o Professor Gilmar, a conquista pertence à comunidade capoeirista e representa mais um passo no fortalecimento da cultura popular e das políticas de promoção da igualdade racial em Petrolina: “A capoeira vai além de uma manifestação cultural ou esportiva. Ela é história, resistência, identidade e ancestralidade. Ao reconhecer oficialmente essa tradição, estamos homenageando aqueles que mantiveram viva uma prática que nasceu da luta do povo negro e que segue transformando vidas nas comunidades”, afirmou o parlamentar.

Em Petrolina, a história da capoeira foi construída por gerações de mestres e grupos que ajudaram a consolidar a capoeira como ferramenta de educação e transformação social. Entre as referências estão Mestre Deca (Francisval Domingo de Souza), pioneiro na difusão da capoeira em Petrolina e Juazeiro desde a década de 1980, e Mestre Tampinha, cuja atuação contribuiu para a formação de crianças, jovens e adultos e para a expansão da prática nas comunidades. Professor Gilmar também destacou a contribuição do professor Atum, do professor Araúna e da instutora Delicada, no desenvolvimento de ações comunitárias, tendo a capoeira como instrumento de inclusão social nas periferias.

Por Glícia Barbosa
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Sem banheiros acessíveis: Professor Gilmar denuncia descumprimento de lei no São João de Petrolina

Lei nº 3.833/2025, de autoria do vereador, obriga a instalação de banheiros químicos acessíveis em eventos públicos e privados, mas estrutura do São João não oferece o equipamento para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida

O vereador Professor Gilmar Santos-PT denunciou, durante fiscalização realizada no São João de Petrolina, o descumprimento da Lei Municipal nº 3.833/2025, de sua autoria, que determina a instalação de banheiros químicos acessíveis para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em eventos públicos e privados realizados no município.

Ao visitar o Pátio Ana das Carrancas, Gilmar constatou que os banheiros disponibilizados ao público não contavam com unidades acessíveis, o que, segundo o parlamentar, compromete o direito de milhares de pessoas de participarem da festa com autonomia, segurança e dignidade: “Cadê os banheiros acessíveis, prefeito? Essa deveria ser uma festa democrática, para todas as pessoas e todas as classes sociais. Mas, infelizmente, além dos preços elevados que afastam parte da população, as pessoas com deficiência também estão sendo excluídas porque sequer encontram um banheiro acessível para utilizar”, afirmou o vereador em vídeo publicado nas redes sociais.

A Lei nº 3.833/2025 nasceu justamente a partir das reivindicações de pessoas com deficiência em Petrolina. Durante o Carnaval de 2025, o estudante de biologia da UPE, João Pedro Carvalho, pessoa com deficiência e com baixa mobilidade, procurou o vereador para denunciar a falta de banheiros acessíveis nos grandes eventos da cidade. A partir dessa demanda, Gilmar apresentou o projeto de lei, que foi aprovado pela Câmara Municipal e sancionado, tornando obrigatória a instalação desses equipamentos em eventos realizados na cidade.

Ao longo do mandato, Professor Gilmar tem atuado de forma permanente na defesa da inclusão. Entre as iniciativas estão a realização da primeira audiência pública de Petrolina voltada às pessoas com deficiência, autismo e síndromes raras; a proposição para criação de parques sensoriais no município; a defesa de políticas públicas para famílias atípicas e diversas ações de fiscalização para assegurar o cumprimento da legislação de acessibilidade.

O vereador reforçou que continuará exercendo seu papel de fiscalização e adotará as medidas cabíveis diante do descumprimento da Lei nº 3.833/2025. 

“A pessoa com deficiência também participa da festa, consome, movimenta a economia e tem o direito de viver esse momento com dignidade. Não é aceitável que exista uma lei obrigando a instalação de banheiros acessíveis e que ela simplesmente seja ignorada pelo poder público. A acessibilidade não é favor, é um direito”, destacou Gilmar.

Por Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Licença-paternidade: Câmara aprova proposta do Professor Gilmar que amplia direito para 20 dias

Requerimento pede que a Prefeitura envie projeto de lei ampliando para 20 dias a licença-paternidade dos servidores públicos municipais, seguindo medidas já adotadas pelos governos federal e estadual

A Câmara Municipal de Petrolina aprovou, na sessão da última terça-feira (12), o Requerimento nº 0247/2026, de autoria do vereador Professor Gilmar Santos (PT), que solicita ao prefeito Simão Durando (União Brasil) o envio de um projeto de lei para ampliar para 20 dias a licença-paternidade dos servidores públicos municipais.

A proposta busca adequar o município ao novo entendimento adotado nacionalmente sobre a importância da participação dos pais nos primeiros dias de vida dos filhos. De acordo com a Agência Câmara de Notícias, em março deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  sancionou a Lei Federal nº 15.371/2026, que amplia gradualmente a licença-paternidade e reforça a corresponsabilidade no cuidado com crianças recém-nascidas. 

Em Pernambuco, a licença-paternidade de servidores estaduais já é de 20 dias desde 2021. A mudança foi oficializada pela Lei Complementar Estadual nº 471/2021, que alterou a legislação anterior, de 1968, e ampliou o período para servidores da administração direta, autárquica e fundacional do Estado.

Ao defender o requerimento na Casa Plínio Amorim, o Professor Gilmar afirmou que a medida representa um avanço no fortalecimento dos vínculos familiares e no apoio às mães no período pós-parto: “O que estamos solicitando é que o município acompanhe um direito que já vem sendo assegurado em outras esferas. A ampliação da licença-paternidade permite que os pais estejam mais presentes nos primeiros dias de vida dos seus filhos e filhas, fortalecendo esse vínculo familiar e compartilhando responsabilidades que, muitas vezes, acabam recaindo exclusivamente sobre as mães”, destacou.

Nos últimos anos, o debate sobre a ampliação da licença-paternidade ganhou força no Brasil a partir da defesa de políticas públicas voltadas à paternidade ativa, ao fortalecimento dos vínculos familiares e à divisão mais equilibrada das responsabilidades de cuidado dentro das famílias. O parlamentar também defendeu que a gestão municipal encaminhe o projeto com celeridade para garantir o direito aos servidores públicos de Petrolina.

A gente espera que o prefeito envie esse projeto o mais rápido possível para esta Casa, porque muitos servidores aguardam esse direito de poder acolher seus filhos e acompanhar de perto esse momento tão importante para as famílias”, afirmou Professor Gilmar.

Por Glícia Barbosa
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Professor Gilmar convoca audiência pública sobre esgoto, infiltrações e risco estrutural no Vila Verde e Vila Real em Petrolina nesta quinta-feira, 23

Encontro acontece no espaço de eventos do Residencial Vila Verde, e vai debater condições precárias enfrentadas por moradores

A Câmara Municipal de Petrolina realizará, nesta quinta-feira (23), às 19h, no espaço de eventos do Residencial Vila Verde, uma audiência pública que vai tratar dos graves problemas de saneamento, drenagem e estrutura enfrentados por moradores/as dos residenciais Vila Verde e Vila Real.

A iniciativa aprovada por unanimidade na Casa Plínio Amorim é de autoria do vereador Professor Gilmar Santos (PT), que propôs o debate após uma série de denúncias sobre a situação vivida pelas comunidades, marcada por esgoto a céu aberto, alagamentos, infiltrações e graves riscos estruturais.

Os problemas estão diretamente relacionados à ausência de saneamento básico no bairro Mandacaru, localizado na área posterior aos residenciais. Sem a infraestrutura adequada, a água das chuvas e o esgoto acabam sendo direcionados para dentro dos condomínios, agravando as condições de moradia e colocando em risco a segurança das famílias.

Relatos de moradores apontam que, durante o período chuvoso, a situação se intensifica, com aumento dos alagamentos, surgimento de rachaduras e até registros de desabamento de parte do muro no Residencial Vila Verde. Além dos danos estruturais, a realidade também impacta diretamente a saúde da população, que convive diariamente com mau cheiro, proliferação de insetos e condições insalubres.

A audiência pública será um espaço de escuta e diálogo entre moradores/as, representantes do poder público e instituições, com o objetivo de dar visibilidade à situação e construir encaminhamentos para enfrentar os problemas históricos da região.

Autor da proposta, o vereador Professor Gilmar Santos destacou a importância do momento e reforçou a participação popular: “Essa audiência é fundamental para que a gente enfrente de forma coletiva essa realidade. É preciso ouvir a população, reunir os órgãos responsáveis e cobrar soluções efetivas. A participação dos moradores é essencial nesse processo”, afirmou.

A audiência é aberta ao público e representa um espaço importante para que a comunidade contribua com o debate e fortaleça a luta por melhores condições de moradia e qualidade de vida nas periferias.

Por Aléxia Viana
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Professor Gilmar e Rosa Amorim lançam pré-candidaturas em Petrolina unindo forças do campo e da cidade

Dobradinha reúne liderança do Sertão e atuação do MST em defesa da reforma agrária, agricultura familiar e direitos das periferias

O vereador Professor Gilmar Santos (PT) e a deputada estadual Rosa Amorim (PT) lançam, na próxima segunda-feira (30), às 19h30, no Hotel do Grande Rio, em Petrolina, suas pré-candidaturas a Deputado Estadual e Deputada Federal. O ato marca a construção de uma dobradinha política que busca fortalecer a representação das lutas populares no Sertão de Pernambuco, conectando pautas do campo e da cidade.

Em seu terceiro mandato na Câmara Municipal, Professor Gilmar Santos tem se consolidado como uma das principais vozes das periferias de Petrolina. Com trajetória construída junto aos movimentos sociais e às bases populares, o parlamentar atua na defesa de direitos como saúde, educação, moradia, juventude e direitos humanos, além de exercer papel ativo de fiscalização e defesa da democracia no município.

Ao mesmo tempo, sua atuação se estende ao campo, com presença em ocupações e assentamentos rurais, onde defende os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras sem terra, a reforma agrária e o fortalecimento da agricultura familiar. Professor de História e ex-feirante, Gilmar construiu sua trajetória a partir das lutas populares e pastorais sociais, consolidando sua identidade como representante “do campo e da cidade”.

Entre suas iniciativas, está a criação do Estatuto da Igualdade Racial de Petrolina, tornando o município o primeiro de Pernambuco a instituir uma legislação específica de combate ao racismo e promoção da igualdade.

A pré-candidatura de Rosa Amorim fortalece esse projeto político em nível federal. Deputada estadual em primeiro mandato, ela tem origem no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e integra a primeira geração de assentados da reforma agrária no estado. Nascida e criada no Assentamento Normandia, em Caruaru, construiu sua trajetória na militância social e no movimento estudantil.

Mesmo não sendo de Petrolina, Rosa tem ampliado sua atuação no Sertão, especialmente na defesa das famílias do campo. Um dos marcos recentes dessa atuação foi a intermediação para a criação do Assentamento Soberania Popular, na zona rural do município, oficializado em 2025. A área, antes ociosa e pertencente à CODEVASF, concedida à Embrapa, foi destinada à reforma agrária após dois anos de ocupação e hoje beneficia cerca de 100 famílias em uma área de 600 hectares .

A parlamentar também tem atuado em articulações para o fortalecimento do INCRA, da regularização fundiária e de políticas voltadas à agricultura familiar, além de pautas como combate à fome, igualdade racial, cultura, juventude e direitos das populações historicamente vulnerabilizadas, a exemplo da população LGBTQIAPN+..

A construção conjunta das pré-candidaturas aponta para uma estratégia de ampliação da presença política das pautas populares em Pernambuco. Ao unir a atuação nas periferias urbanas com as lutas do campo, Professor Gilmar Santos e Rosa Amorim buscam consolidar um projeto que represente, de forma mais ampla, trabalhadores e trabalhadoras do Sertão, aliados ao Presidente Lula.

O evento desta segunda-feira marca o início dessa articulação, que deve ganhar força ao longo do período eleitoral.

Por Aléxia Viana
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Posse do Conselho de Igualdade Racial de Petrolina marca novo capítulo da luta dos movimentos sociais antirracistas, fortalecida com o Estatuto no município

Avanço institucional reforça política de Igualdade Racial construída desde 2020 com a lei pioneira no Estado de Pernambuco proposta pelo vereador Professor Gilmar

No dia 20 de março, véspera do Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial, Petrolina deu um passo importante na promoção da igualdade racial com a posse do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR). O órgão passa a atuar na construção, acompanhamento e fiscalização de políticas públicas voltadas ao enfrentamento do racismo no município, com participação da sociedade civil e do poder público.

A composição do Conselho reúne representantes de diferentes segmentos sociais. Pela sociedade civil, integram o COMPIR nomes como Robisnayara Barbosa, representando entidades de direitos humanos; Victória Santana, pela juventude negra organizada; Marianne Nunes, pelas organizações culturais negras; e Jéssica Silva (Mãe Jéssica de Yemanjá), representando os povos e comunidades de matriz africana.

A eleição para a mesa diretora do Conselho aconteceu na última segunda-feira, 23, tendo como presidenta Mãe Jéssica, vice-presidenta Robisnayara Barbosa e secretária Victória Santana, reforçando o protagonismo das mulheres negras na condução das políticas de igualdade racial no município.

A criação e funcionamento do Conselho dialogam diretamente com a Lei nº 3.330/2020, construída pelo Mandato Coletivo e representada pelo Vereador Professor Gilmar Santos (PT), que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa em Petrolina. A legislação colocou o município como o primeiro de Pernambuco a instituir um Estatuto dessa natureza, tornando-se referência na promoção de políticas públicas voltadas à população negra e no enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa.

Representando a sociedade civil, Robisnayara Barbosa destacou a importância do novo espaço para o município. “Esse Conselho é resultado de uma luta histórica do movimento negro. Ele chega como instrumento de controle social, para propor, fiscalizar e garantir políticas públicas que dialoguem com a realidade de uma cidade majoritariamente negra, especialmente nas periferias”, pontuou.

Para o Vereador Professor Gilmar Santos (PT), a posse do Conselho representa a continuidade de uma luta histórica construída pelos movimentos sociais. “Cerca de 72% da nossa população se autodeclara negra. Isso mostra a importância de políticas públicas efetivas. O racismo ainda estrutura a nossa sociedade, e espaços como o Conselho são fundamentais para garantir participação, enfrentar desigualdades e promover justiça social”, afirmou.

A implantação do COMPIR representa mais um avanço na consolidação de políticas públicas em Petrolina e reafirma o compromisso com a promoção da igualdade racial, fortalecendo uma construção coletiva que tem como base a participação popular e o protagonismo dos movimentos sociais.

Por Aléxia Viana
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Após denúncias de esgoto, risco estrutural e abandono, Professor Gilmar tem audiência pública aprovada para Vila Verde e Vila Real em Petrolina

Requerimento do vereador foi aprovado por unanimidade na Câmara e vai discutir falta de saneamento, falhas na drenagem e impactos na vida de moradores dos dois residenciais

Na sessão da Câmara Municipal de Petrolina realizada na última terça-feira (17), a Casa Plínio Amorim aprovou, por unanimidade, o requerimento de autoria do vereador Professor Gilmar-PT para a realização de uma audiência pública que irá discutir os graves problemas de saneamento, drenagem e estrutura enfrentados por moradores/as dos residenciais Vila Verde e Vila Real.

A proposta surge após uma série de denúncias feitas pelas comunidades, que há anos convivem com esgoto a céu aberto, mau cheiro constante, proliferação de insetos e riscos à estrutura dos imóveis, uma realidade que transformou o sonho da casa própria em um cenário de insegurança e indignidade.

Construídos por meio do programa Minha Casa Minha Vida, os Residenciais Vila Verde e Vila Real deveriam garantir moradia digna para dezenas de famílias. No entanto, o que se observa hoje é um quadro de abandono, agravado pela ausência de políticas públicas estruturantes na região.

De acordo com os relatos, a principal origem dos problemas está na falta de saneamento básico no bairro Mandacaru, localizado nos fundos dos residenciais. Sem um sistema adequado, o esgoto e a água das chuvas acabam sendo direcionados para dentro do Vila Verde e do Vila Real, comprometendo a estrutura dos prédios e expondo os/as moradores/as a condições insalubres.

A situação se agrava durante o período chuvoso. Com o aumento do volume de água, áreas inteiras do condomínio ficam alagadas, favorecendo infiltrações e acelerando o desgaste das estruturas. No Vila Verde, parte do muro já desabou, enquanto outros trechos apresentam rachaduras visíveis, aumentando o risco para as famílias.

“É mau cheiro dentro de casa, é muriçoca. Eu não aguento mais nem sair aqui fora. Quando começa a chover, a gente fica com medo. Já teve muro que caiu. A gente não sabe o que pode acontecer”, relata uma moradora que não quis se identificar, ao descrever a rotina enfrentada diariamente.

Levantamentos apontam que cerca de 256 unidades habitacionais, entre os blocos 3 e 19, do Residencial Vila Verde, estão diretamente afetadas pelos problemas, evidenciando a dimensão da crise enfrentada pela comunidade. Além dos danos à moradia, a situação também compromete atividades econômicas e serviços realizados dentro do residencial. Um espaço utilizado para atendimentos terapêuticos, por exemplo, apresenta acúmulo de água de esgoto infiltrada, tornando inviável seu funcionamento.

Moradores/as também denunciam que o problema não é recente e que, ao longo dos anos, diversas solicitações foram feitas ao poder público sem que houvesse uma solução definitiva. A falta de intervenção tem gerado revolta e sensação de abandono por parte da população. Diante desse cenário, as comunidades se organizaram, realizaram abaixo-assinado e passaram a cobrar providências, levando a pauta até a Câmara Municipal.

A partir dessa mobilização, o vereador Professor Gilmar Santos apresentou o requerimento para a realização da audiência pública, aprovado por unanimidade pelos parlamentares. Para o vereador, a audiência representa um passo fundamental para dar visibilidade ao problema e cobrar responsabilidades do poder público.

“A gente vai ter um espaço para debater com os vereadores, com órgãos do município e do governo do estado, para resolver essa situação lamentável da falta de saneamento e drenagem, que tem levado esgoto e água da chuva para dentro desses condomínios, gerando tantos transtornos”, afirmou.

O parlamentar também destacou que a participação popular será essencial para garantir avanços concretos. “É uma vitória importante. Eu espero que essas comunidades se mobilizem para participar da audiência pública, para que a gente possa construir soluções e cobrar providências. Estamos cumprindo nosso dever na defesa dos direitos desses cidadãos e cidadãs”, declarou.

A audiência pública deverá reunir representantes da Prefeitura, órgãos estaduais, técnicos e moradores/as para discutir medidas como a implantação do saneamento básico no bairro Mandacaru, melhorias no sistema de drenagem urbana e intervenções estruturais nos residenciais Vila Verde e Vila Real. Enquanto aguardam soluções, os/as moradores/as seguem convivendo com uma realidade marcada por insegurança, insalubridade e medo, especialmente em períodos de chuva, quando os problemas se intensificam e colocam em risco a vida das famílias.

A data e o horário da audiência pública ainda serão divulgados.

Por Aléxia Viana
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo