AGORA É LEI! Petrolina passa a contar com Dia Municipal de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio  

Lei de autoria do Professor Gilmar, institui a data no calendário oficial do município e fortalece ações de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres

Petrolina passa a contar oficialmente com o Dia Municipal de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio. Instituída pela Lei nº 3.922/2026, de autoria do vereador Professor Gilmar Santos (PT) e subscrita pela vereadora Rosarinha Coelho (UNIÃO), a medida estabelece o dia 17 de outubro no calendário oficial do município como uma data dedicada à memória das mulheres assassinadas em decorrência da violência contra a mulher e ao fortalecimento das ações de prevenção e enfrentamento ao feminicídio.

A nova legislação representa uma importante conquista para a luta das mulheres e para o fortalecimento das políticas públicas de proteção em Petrolina. Além de preservar a memória das vítimas, a lei prevê ações de conscientização e reparação simbólica, como a implantação do Banco Vermelho em espaços públicos, a criação de memoriais físicos ou digitais e a promoção de atividades educativas voltadas à prevenção da violência.

A iniciativa surge em um cenário que continua exigindo atenção e resposta do poder público. Em Pernambuco, 88 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, um aumento de 14% em relação ao ano anterior. O estado registrou uma mulher assassinada em razão de gênero a cada quatro dias. No mesmo período, mais de 34 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica e familiar.

Os dados mais recentes também reforçam a gravidade do problema. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, Pernambuco registrou 15.248 vítimas de violência doméstica e familiar. Especialistas apontam que regiões do Agreste e do Sertão seguem apresentando índices preocupantes, evidenciando a necessidade de ampliar as ações de prevenção, proteção e acolhimento às mulheres.

Em Petrolina, casos recentes reforçaram a urgência do debate e da construção de políticas públicas permanentes para o enfrentamento da violência contra as mulheres. O assassinato da professora Elizângela Santos Oliveira, em dezembro de 2025, mobilizou a sociedade e reacendeu a cobrança por medidas efetivas de prevenção e proteção.

“Essa lei é um compromisso com a memória das mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência. Lembrar dessas vítimas é também denunciar uma realidade que ainda persiste e reafirmar que o enfrentamento ao feminicídio precisa ser uma responsabilidade de toda a sociedade. Não podemos naturalizar a violência nem permitir que essas histórias sejam esquecidas”, destacou.

Agora, com a Lei sancionada pelo Prefeito, Petrolina passa a contar com mais um instrumento de memória, conscientização e mobilização social, reafirmando o compromisso com o enfrentamento à violência contra as mulheres e a defesa da vida.

Por Aléxia Viana
Edição: Victória Santana
(ASCOM Mandato Coletivo)

Vereadores do prefeito rejeitam pedido de transparência sobre cobranças a barraqueiros no São João de Petrolina

Requerimento do Professor Gilmar buscava esclarecimentos sobre critérios, valores cobrados e atuação da associação responsável pelos espaços comerciais nos eventos do município

A sessão da Câmara Municipal de Petrolina realizada nesta terça-feira (9) foi marcada pela rejeição do Requerimento nº 0344/2026, de autoria do vereador Professor Gilmar Santos (PT), que solicitava informações à Prefeitura sobre a atuação da Associação dos Barraqueiros e Ambulantes de Eventos do Vale do São Francisco (ABAEV) e as cobranças realizadas a comerciantes durante eventos públicos no município.

A proposta tinha como objetivo obter esclarecimentos sobre os critérios utilizados para a ocupação dos espaços comerciais, os valores cobrados aos barraqueiros e ambulantes, a relação da Prefeitura com a associação e os mecanismos de fiscalização e prestação de contas adotados. Apesar de se tratar de um pedido de informações, instrumento previsto para garantir transparência e fiscalização dos atos da administração pública, o requerimento foi rejeitado pela maioria dos vereadores presentes.

Votaram contra os vereadores Aero Cruz (PDT), Diogo Hoffmann (União Brasil), Rosarinha Coelho (União Brasil), Wanderley Alves (PDT), Wenderson Batista – Pé de Galo (PDT), Zenildo do Alto do Cocar (PSD), Cláudia Ferreira (DC), Manoel da Acosap (União Brasil), Ronaldo Cancão (Republicanos), Roberto da Gráfica (DC), Maria Elena (União Brasil), Josivaldo Barros (Republicanos), Gabriel Menezes (PSD), Gilberto Melo (União Brasil), Marquinhos Amorim (Republicanos), Júnior Gás (Avante), Rogério Passos (União Brasil) e Capitão Alencar (PP).

O vereador Gaturiano Cigano (PV) esteve ausente da sessão e Dhiego Serra (PL) se ausentou da votação.

Segundo o Professor Gilmar, o requerimento buscava respostas para questionamentos que vêm sendo feitos por barraqueiros e ambulantes que trabalham nos grandes eventos realizados em Petrolina: “Queremos saber por que apenas uma associação realiza essas cobranças, quais são os critérios utilizados e por que os valores cobrados são tão altos. Não estamos acusando ninguém de corrupção ou irregularidade. Estamos exercendo o nosso dever de fiscalizar e pedir informações, conforme os princípios constitucionais”, afirmou o vereador durante a sessão.

O parlamentar também questionou o modelo adotado na organização dos espaços destinados ao comércio durante os eventos públicos da cidade: “É uma festa realizada com recursos públicos. A população paga impostos e os pequenos comerciantes enxergam nesses eventos uma oportunidade de gerar renda para suas famílias. A pergunta é simples: por que essas pessoas precisam pagar valores tão altos e sem que haja transparência sobre os critérios adotados? O que estamos pedindo são explicações”, declarou.

O requerimento também buscava informações sobre contratos, critérios de seleção, prestação de contas e possíveis garantias de igualdade de acesso aos espaços comerciais disponibilizados durante os eventos promovidos ou apoiados pelo município. Para Gilmar, a rejeição do pedido gera ainda mais questionamentos sobre a falta de compromisso da maioria dos vereadores com a transparência do processo.

“Quando um simples pedido de informações é rejeitado, a população tem o direito de perguntar por quê. Transparência não deveria incomodar ninguém. Quem trabalha, quem paga impostos e quem movimenta a economia dos eventos merece respeito e respostas”, concluiu.

Após a rejeição do requerimento, o Professor Gilmar afirmou que vai encaminhar um pedido de providências ao Ministério Público.

Por Aléxia Viana
Edição: Victória Santana
(ASCOM Mandato Coletivo)

Após solicitação do Professor Gilmar, Ministro afirma que retomada da rotatória próxima ao Posto Asa Branca será analisada pelo Governo Federal

Moradores/as relatam dificuldades de deslocamento desde a retirada da ligação viária; demanda foi apresentada pelo vereador em busca de uma solução para o problema

O vereador e pré-candidato a Deputado Estadual por Pernambuco, Professor Gilmar (PT), entregou, na terça-feira (2), um ofício ao Ministro dos Transportes, George Santoro, solicitando a realização de estudos e intervenções para melhorar a mobilidade e a segurança viária na BR-407, nas proximidades do Posto Asa Branca, no bairro Cosme e Damião, periferia de Petrolina.

A demanda foi apresentada durante a visita do ministro à região e atende a reivindicações de moradores e moradoras dos bairros São Gonçalo, Rio Corrente, Portal da Cidade, Jardim Amazonas, Alto do Cocar, João de Deus e comunidades circunvizinhas, que passaram a enfrentar dificuldades de deslocamento após as mudanças realizadas no local durante as obras de duplicação da rodovia.

No documento, o vereador reconhece a importância das obras para o desenvolvimento regional, mas destaca a necessidade de adequações. Segundo relatos recebidos pelo mandato, moradores que antes realizavam trajetos curtos entre os bairros passaram a percorrer distâncias significativamente maiores para acessar regiões vizinhas. A situação também tem impactado trabalhadores/as que utilizam a bicicleta como principal meio de transporte e aumentado os riscos para pedestres que, diante da ausência de uma alternativa adequada, acabam se arriscando na travessia da rodovia.

Em devolutiva, o ministro George Santoro reconheceu a importância da reivindicação: “Gilmar, você sabe que o presidente Lula se preocupa com as pessoas. Aqui é uma demanda das pessoas, do povo de Petrolina. Vamos analisar com todo carinho, todo cuidado e a gente vai incluir essa solicitação de vocês nas nossas demandas. Vamos resolver isso”, declarou o ministro.

No ofício, o vereador solicita que o Ministério dos Transportes e o DNIT realizem estudos técnicos para avaliar alternativas que restabeleçam a conexão entre os bairros afetados. Entre as possibilidades estão a implantação de retorno adequado, passagem inferior, viaduto, passarela ou outra solução tecnicamente recomendada pelos órgãos responsáveis.

A entrega do documento ocorreu durante agenda que contou também com a presença do superintendente regional do DNIT em Pernambuco, Bruno Lezan Bittencourt. Na ocasião, o ministro participou da entrega de obras de infraestrutura em Juazeiro (BA) e, posteriormente, realizou vistoria nas obras da Travessia Urbana de Petrolina, uma das principais intervenções de mobilidade em andamento no Sertão.

Para o Professor Gilmar, o feedback do ministro representa um passo importante para que a demanda da população avance junto aos órgãos responsáveis.

Por Glícia Barbosa
Edição: Victória Santana
(ASCOM Mandato Coletivo)

VITÓRIA DAS MULHERES | Câmara aprova Projeto de Lei do Professor Gilmar que cria Dia Municipal de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio

Proposta aprovada busca manter viva a memória das vítimas e fortalecer o enfrentamento à violência contra as mulheres no município

A Câmara Municipal de Petrolina aprovou, na quinta-feira (14), o Projeto de Lei nº 035/2026, de autoria do vereador Professor Gilmar Santos (PT) e subscrito pela vereadora Rosarinha Coelho, que institui o dia 17 de outubro como o Dia Municipal de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio no município.

A proposta cria uma data oficial dedicada à memória das mulheres assassinadas pela violência de gênero e estabelece ações de conscientização e reparação simbólica, como a implantação do Banco Vermelho em espaços públicos, a criação de memoriais físicos ou digitais e a priorização de homenagens a mulheres vítimas de feminicídio em equipamentos públicos da cidade. O projeto também busca fortalecer o debate sobre prevenção, acolhimento e enfrentamento à violência contra as mulheres em Petrolina.

Durante a defesa do projeto, Professor Gilmar afirmou que a criação da data em Petrolina também representa um chamado para que a sociedade não naturalize a violência contra as mulheres: “Quando instituímos essa data no nosso município, estamos dizendo que não podemos normalizar a violência contra as mulheres. Não podemos aceitar discursos que inferiorizam mulheres, como essa cultura “redpill”, porque quando se desumaniza e se inferioriza a mulher, também se abre espaço para violências cada vez mais graves”, afirmou.

A escolha do dia 17 de outubro faz referência ao caso de Eloá Cristina Pimentel, assassinada em 2008 em um crime que marcou o país e expôs falhas no enfrentamento à violência contra a mulher.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, o maior número desde que o crime passou a ser tipificado na legislação brasileira. Em Pernambuco, os casos cresceram 15,7% no último ano.

Em Petrolina, casos recentes também intensificaram a urgência e cobrança por políticas públicas permanentes de prevenção e acolhimento às mulheres vítimas de violência, como o assassinato da professora Elizângela Santos Oliveira, em dezembro de 2025.

O projeto integra um conjunto de propostas apresentadas pelo Mandato Coletivo, representado pelo Professor Gilmar, durante uma mobilização de parlamentares de todo o país em defesa dos direitos das mulheres, o “Protocolaço pela vida das mulheres”. 

Entre as iniciativas protocoladas pelo vereador estão medidas de prevenção à violência obstétrica, fortalecimento da proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e melhoria do atendimento realizado pelos serviços públicos municipais. A proposição aprovada segue agora para sanção do Poder Executivo Municipal.

Por Glícia Barbosa
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Licença-paternidade: Câmara aprova proposta do Professor Gilmar que amplia direito para 20 dias

Requerimento pede que a Prefeitura envie projeto de lei ampliando para 20 dias a licença-paternidade dos servidores públicos municipais, seguindo medidas já adotadas pelos governos federal e estadual

A Câmara Municipal de Petrolina aprovou, na sessão da última terça-feira (12), o Requerimento nº 0247/2026, de autoria do vereador Professor Gilmar Santos (PT), que solicita ao prefeito Simão Durando (União Brasil) o envio de um projeto de lei para ampliar para 20 dias a licença-paternidade dos servidores públicos municipais.

A proposta busca adequar o município ao novo entendimento adotado nacionalmente sobre a importância da participação dos pais nos primeiros dias de vida dos filhos. De acordo com a Agência Câmara de Notícias, em março deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  sancionou a Lei Federal nº 15.371/2026, que amplia gradualmente a licença-paternidade e reforça a corresponsabilidade no cuidado com crianças recém-nascidas. 

Em Pernambuco, a licença-paternidade de servidores estaduais já é de 20 dias desde 2021. A mudança foi oficializada pela Lei Complementar Estadual nº 471/2021, que alterou a legislação anterior, de 1968, e ampliou o período para servidores da administração direta, autárquica e fundacional do Estado.

Ao defender o requerimento na Casa Plínio Amorim, o Professor Gilmar afirmou que a medida representa um avanço no fortalecimento dos vínculos familiares e no apoio às mães no período pós-parto: “O que estamos solicitando é que o município acompanhe um direito que já vem sendo assegurado em outras esferas. A ampliação da licença-paternidade permite que os pais estejam mais presentes nos primeiros dias de vida dos seus filhos e filhas, fortalecendo esse vínculo familiar e compartilhando responsabilidades que, muitas vezes, acabam recaindo exclusivamente sobre as mães”, destacou.

Nos últimos anos, o debate sobre a ampliação da licença-paternidade ganhou força no Brasil a partir da defesa de políticas públicas voltadas à paternidade ativa, ao fortalecimento dos vínculos familiares e à divisão mais equilibrada das responsabilidades de cuidado dentro das famílias. O parlamentar também defendeu que a gestão municipal encaminhe o projeto com celeridade para garantir o direito aos servidores públicos de Petrolina.

A gente espera que o prefeito envie esse projeto o mais rápido possível para esta Casa, porque muitos servidores aguardam esse direito de poder acolher seus filhos e acompanhar de perto esse momento tão importante para as famílias”, afirmou Professor Gilmar.

Por Glícia Barbosa
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

NOTA PÚBLICA | Cancelamento de audiências públicas representa ataque à participação popular e à democracia em Petrolina

O Mandato Coletivo, representado pelo vereador Professor Gilmar Santos (PT/Petrolina) vem a público manifestar profunda indignação diante da decisão de 19 vereadores da Câmara Municipal de Petrolina, que assinaram requerimento para o cancelamento de audiências públicas de autoria do nosso mandato e de extrema relevância para a população.

As audiências tinham como objetivo garantir um espaço democrático de escuta e participação popular sobre problemas urgentes que afetam diretamente a vida do povo petrolinense. Entre os temas estavam o saneamento básico no bairro Jardim Petrópolis;  o sistema de drenagem nos bairros Mandacaru e Parque Mandacaru, que tem provocado alagamentos e invasão de esgoto nas residências Vila Verde e Vila Real, no Antônio Cassimiro; o acesso à água tratada e permanente nas áreas ribeirinhas, irrigadas e de sequeiro; o direito à moradia, considerando que mais de 30 mil famílias vivem sem casa em Petrolina; a proposta para o fim da passagem do transporte coletivo (tarifa zero); os direitos das pessoas com diabetes; e o fortalecimento do Sistema Municipal de Cultura.

Das audiências aprovadas e agendadas, apenas duas foram realizadas. Na dos Residenciais Vila Verde e Vila Real, apenas dois vereadores compareceram: Professor Gilmar e Dhiego Serra. Na do Jardim Petrópolis, apenas o Professor Gilmar. O prefeito não compareceu e nem enviou representantes nas duas ocasiões. O cancelamento das demais pelos vereadores do prefeito, representa um grave ataque ao direito da população de participar das decisões que impactam sua própria vida.

Como justificativa, os vereadores apresentaram um argumento estapafúrdio: alegam que, por ser ano eleitoral, é preciso evitar debates públicos para não dar visibilidade a pré-candidatos. Trata-se de uma desculpa inaceitável. Parlamentares eleitos e pagos pelo povo têm o dever de exercer plenamente suas funções, independentemente de serem ou não pré-candidatos, sejam da situação ou da oposição.

Fiscalizar o Poder Executivo e promover audiências públicas são obrigações do mandato. Não podem ser suspensas por conveniência política. O próprio vereador Professor Gilmar Santos é pré-candidato a deputado estadual e, nem por isso, deixará de cumprir suas responsabilidades como vereador, honrando o compromisso com a população.

Ao tomarem essa decisão absurda, esses vereadores dão as costas ao povo e demonstram alinhamento automático com o Executivo Municipal, movidos pelo medo de perder espaços e privilégios. Evidenciam, ainda, sua subordinação a uma política coronelista, que opera na lógica do mando e do controle – os mesmos que, em mais uma eleição vão percorrer as casas da população pedindo votos para deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da república, conforme suas próprias conveniências, mas que agora impedem o povo de debater seus próprios problemas. De quais partidos eles são? Dos partidos controlados pelos coroneis. Diferentemente, o Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, do Presidente Lula, ao qual pertenço e me orgulho, é construído com as lutas populares e os movimentos sociais, pelo poder do povo.

Trata-se de uma medida impopular, que enfraquece a democracia e silencia as vozes das periferias, justamente onde os problemas são mais intensos e urgentes. É inaceitável que parlamentares eleitos para defender o povo – e remunerados com altos salários – atuem contra a participação popular e o debate público. A população precisa ter conhecimento dessas ações.

O Mandato Coletivo reafirma seu compromisso com a democracia, com a transparência e com a defesa dos direitos sociais. Seguiremos firmes na luta por políticas públicas que garantam dignidade, especialmente para os que mais precisam. Reforçamos, por fim, a importância da consciência política. É fundamental que a população reflita sobre suas escolhas. Aqueles que hoje impedem o debate público estarão, em breve, pedindo novamente o seu voto. Se você vota neles, corre um grande risco de manter as coisas como sempre estiveram: eles se dando sempre bem e a maioria da população vivendo sempre mal.

Não podemos permitir a continuidade de práticas políticas autoritárias, coronelistas, que enfraquecem a força do povo, aprofundam desigualdades, mantêm injustiças e atrasam o desenvolvimento social de Petrolina. Então, pedimos à população que use o seu poder enquanto maioria, organizada e mude as coisas como estão.

Contra todos os privilégios deles, a nossa dignidade!

Vereador Professor Gilmar
Petrolina – PE

Prefeitura de Petrolina não comparece a audiências sobre saneamento e base governista articula bloqueio a novos debates públicos

Após ausência em encontros com moradores das periferias, vereadores/as aliados/as ao governo apresentam requerimento para impedir audiências e reduzir a participação popular; Professor Gilmar manifesta indignação através de Nota Pública à imprensa

A ausência da Prefeitura de Petrolina, sob gestão do prefeito Simão Durando (União Brasil), em audiências públicas sobre saneamento e infraestrutura, realizadas nos dias 23 e 29 de abril, foi seguida por uma articulação da base governista na Câmara Municipal para restringir a participação popular nos debates.

As audiências, propostas pelo vereador Professor Gilmar Santos (PT), tinham como objetivo discutir problemas estruturais graves enfrentados por moradores de bairros periféricos como Vila Verde, Vila Real, Mandacaru e Jardim Petrópolis, incluindo falta de saneamento básico, falhas na drenagem, ausência de pavimentação e riscos à saúde decorrentes do esgoto a céu aberto.

Mesmo diante da gravidade das pautas, e da aprovação unânime pela própria Câmara, a Prefeitura não enviou representantes nem apresentou justificativas. A ausência também se repetiu entre a maioria dos vereadores da base governista. Na dos Residenciais Vila Verde e Vila Real, apenas dois vereadores compareceram: Professor Gilmar e Dhiego Serra. Na do Jardim Petrópolis, apenas o Professor Gilmar.

Após a última audiência, realizada no Jardim Petrópolis, os vereadores do prefeito assinaram o Requerimento nº 0218/2026, estabelecendo que novas audiências públicas só sejam realizadas após o período eleitoral. Na prática, a medida adia debates sobre demandas urgentes da população e reduz os espaços institucionais de escuta direta dos moradores, impactando negativamente a participação popular.

Entre os temas que ficariam suspensos estão:

  • O debate sobre o fim da passagem no transporte coletivo (Tarifa Zero);
  • Moradia, diante do déficit habitacional no município (em Petrolina, mais de 30 mil famílias não tem onde morar dignamente);
  • Abastecimento de água em comunidades rurais, irrigadas e de sequeiro;
  • Debate sobre os direitos das pessoas com diabetes;
  • E o fortalecimento do Sistema Municipal de Cultura.

Assinam o requerimento os vereadores: Gilberto Melo (União), Manoel da Acosap (União), Maria Elena de Alencar (União), Rogério Passos (União), Rosarinha Coelho (União), Diogo Hoffmann (União), Capitão Alencar (PP), Aero Cruz (PDT), Wenderson Batista (PDT), Wanderley Alves (PDT), Zenildo do Alto do Cocar (PDT), Josivaldo Barros (Republicanos), Marquinhos Amorim (Republicanos), Ronaldo Cancão (Republicanos), Cláudia Ferreira (DC), Roberto da Gráfica (DC), Gabriel Menezes (PSD), Júnior Gás (Avante) e Gaturiano Cigano (PV).

Diante do cenário, o vereador Professor Gilmar Santos divulgou uma nota pública à imprensa e à população de Petrolina, manifestando indignação com a decisão e denunciando o que considera um ataque ao direito de participação popular.

A sequência dos acontecimentos – ausência do Executivo nas audiências e posterior tentativa de suspender novos debates – evidencia um enfraquecimento proposital dos canais de diálogo com a população, especialmente nas periferias, onde os problemas são mais intensos. Para os moradores das áreas afetadas, a principal reivindicação segue a mesma: ser ouvido e ter acesso a soluções concretas para problemas que se acumulam há anos.

Em sua nota, o Professor Gilmar faz um apelo à população: “Não podemos permitir a continuidade de práticas políticas autoritárias, coronelistas, que enfraquecem a força do povo, aprofundam desigualdades, mantêm injustiças e atrasam o desenvolvimento social de Petrolina. Então, pedimos à população que use o seu poder enquanto maioria, organizada e mude as coisas como estão”.

Por Glícia Barbosa
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Professor Gilmar convoca audiência pública sobre esgoto, infiltrações e risco estrutural no Vila Verde e Vila Real em Petrolina nesta quinta-feira, 23

Encontro acontece no espaço de eventos do Residencial Vila Verde, e vai debater condições precárias enfrentadas por moradores

A Câmara Municipal de Petrolina realizará, nesta quinta-feira (23), às 19h, no espaço de eventos do Residencial Vila Verde, uma audiência pública que vai tratar dos graves problemas de saneamento, drenagem e estrutura enfrentados por moradores/as dos residenciais Vila Verde e Vila Real.

A iniciativa aprovada por unanimidade na Casa Plínio Amorim é de autoria do vereador Professor Gilmar Santos (PT), que propôs o debate após uma série de denúncias sobre a situação vivida pelas comunidades, marcada por esgoto a céu aberto, alagamentos, infiltrações e graves riscos estruturais.

Os problemas estão diretamente relacionados à ausência de saneamento básico no bairro Mandacaru, localizado na área posterior aos residenciais. Sem a infraestrutura adequada, a água das chuvas e o esgoto acabam sendo direcionados para dentro dos condomínios, agravando as condições de moradia e colocando em risco a segurança das famílias.

Relatos de moradores apontam que, durante o período chuvoso, a situação se intensifica, com aumento dos alagamentos, surgimento de rachaduras e até registros de desabamento de parte do muro no Residencial Vila Verde. Além dos danos estruturais, a realidade também impacta diretamente a saúde da população, que convive diariamente com mau cheiro, proliferação de insetos e condições insalubres.

A audiência pública será um espaço de escuta e diálogo entre moradores/as, representantes do poder público e instituições, com o objetivo de dar visibilidade à situação e construir encaminhamentos para enfrentar os problemas históricos da região.

Autor da proposta, o vereador Professor Gilmar Santos destacou a importância do momento e reforçou a participação popular: “Essa audiência é fundamental para que a gente enfrente de forma coletiva essa realidade. É preciso ouvir a população, reunir os órgãos responsáveis e cobrar soluções efetivas. A participação dos moradores é essencial nesse processo”, afirmou.

A audiência é aberta ao público e representa um espaço importante para que a comunidade contribua com o debate e fortaleça a luta por melhores condições de moradia e qualidade de vida nas periferias.

Por Aléxia Viana
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Solenidade marca entrega de Título de Cidadã Petrolinense e Medalha Dom Malan a Rosa Amorim

Homenagem reconhece trajetória da deputada e sua atuação em Petrolina, com destaque para ações na área social e destinação de emendas ao município

A Câmara Municipal de Petrolina realizou, no último dia 30 de março, a entrega do Título de Cidadã Petrolinense e da Medalha de Honra ao Mérito Legislativo Dom Malan à deputada estadual Rosa Amorim (PT). A solenidade marcou o reconhecimento institucional à trajetória da parlamentar e à sua atuação política voltada às pautas sociais.

A homenagem, proposta pelo vereador Professor Gilmar Santos (PT), destacou a atuação de Rosa na defesa da democracia, dos direitos do povo e de agendas como a reforma agrária, a agricultura familiar e o combate à fome.

Durante a cerimônia, a deputada ressaltou que o reconhecimento não é individual, mas fruto da construção coletiva dos movimentos sociais que integram sua trajetória política. Também destacou o trabalho desenvolvido em Petrolina, tanto na zona rural quanto na cidade, incluindo a destinação de emendas parlamentares, especialmente na área da saúde, com apoio ao Hospital Dom Malan.

Em seu discurso, Rosa enfatizou a importância da parceria com lideranças locais e reafirmou o compromisso de seguir contribuindo com o desenvolvimento do município e com a melhoria da qualidade de vida da população.

O vereador Professor Gilmar, autor da proposição, reforçou que a homenagem representa o reconhecimento a uma trajetória construída ao lado do povo. Segundo ele, a atuação da parlamentar dialoga diretamente com as necessidades de Petrolina, sobretudo nas áreas sociais e no fortalecimento da agricultura familiar.

O evento contou com a presença de representantes do senador Humberto Costa (PT-PE), da superintendência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), de militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), incluindo integrantes do diretório de Petrolina, além de representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), coletivos do movimento estudantil, trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cultura, lideranças de povos de terreiro e entidades que atuam na defesa da população LGBTQIAPN+.

Natural de Caruaru, Rosa Amorim é deputada estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e tem sua trajetória marcada pela militância nos movimentos sociais. Criada no Assentamento Normandia, no Agreste pernambucano, iniciou sua atuação ainda jovem no Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST).

Ao longo da vida pública, também teve atuação no movimento estudantil e cultural, sendo dirigente do Levante Popular da Juventude e diretora de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE). Na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), se destaca por pautas como combate à fome, igualdade racial, direitos humanos, agricultura e cultura.

A solenidade marcou um momento de reconhecimento e valorização de uma trajetória política ligada às lutas sociais e à construção de políticas públicas voltadas à população.

Por Aléxia Viana
Edição: Victória Santana

Do campo à cidade: Professor Gilmar e Rosa Amorim lançam pré-candidaturas em noite marcada por mobilização popular em Petrolina

Ato reuniu militância, lideranças do campo e da cidade e integrou agendas com acampamentos, universidades, comunidades tradicionais e setores organizados da sociedade

A segunda-feira (30) foi de agenda intensa e mobilização política em Petrolina (PE). O vereador Professor Gilmar Santos (PT) e a deputada estadual Rosa Amorim (PT) lançaram suas pré-candidaturas a deputado estadual e deputada federal por Pernambuco, respectivamente, em um ato que reuniu trabalhadores e trabalhadoras, lideranças populares e organizações com atuação direta nas lutas sociais do estado.

Realizado no auditório Ilha do Fogo, no Hotel do Grande Rio, o encontro contou com forte presença de base social organizada. Integraram o evento militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), coletivos do movimento estudantil, trabalhadores/as do campo, trabalhadores/as da cultura, lideranças de povos de terreiro e entidades que atuam na defesa da população LGBTQIAPN+. Também participaram o vice-prefeito de Juazeiro Tiano Félix (PT/BA), representantes do senador Humberto Costa (PT/PE), da superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e organizações que atuam na garantia de direitos e na organização popular no Nordeste.

O lançamento fez parte de uma agenda histórica construída ao longo dos dias anteriores. Ao lado de Gilmar, Rosa conheceu a dimensão histórica e cultural da Ilha do Massangano, em Petrolina, visitou acampamentos do MST na região e ocupações de luta por moradia; esteve em universidades e no Instituto Federal, debatendo programas do Governo Federal e a valorização da educação pública; e participou de encontros com organizações que atuam com juventude, cultura e direitos humanos.

Durante sua passagem por Petrolina, a deputada também foi homenageada com o Título de Cidadã Petrolinense e Medalha de Honra ao Mérito Dom Malan, maior honraria da casa, concedidos pela Câmara Municipal, por proposição do vereador Professor Gilmar Santos. A solenidade reuniu o plenário com integrantes do MST, além de militantes do PT, movimento estudantil, trabalhadores/as e organizações comprometidas com a defesa de direitos no município.

No ato de lançamento, esse conjunto de lutas e trajetórias foi traduzido nas falas dos pré-candidatos. Ao apresentar sua pré-candidatura, Gilmar destacou a memória histórica e as lutas populares. “Estou aqui para dar cumprimento a cada indígena que foi executado pelo sistema de colonização, para representar o sentimento de cada homem e de cada mulher africana escravizada e para defender cada camponês e a memória daqueles que foram expulsos de suas terras. Também estou aqui para representar a juventude negra que é assassinada nas periferias; as comunidades de terreiros, que seguem sendo atacadas pela intolerância religiosa; e as mães de crianças com neurodivergências que precisam de acolhimento e dignidade”, ressaltou.

Professor de História, criado entre as feiras das periferias de Petrolina e as pastorais sociais, Gilmar conectou sua própria caminhada às lutas que defende, reforçando sua pré-candidatura como parte de um projeto coletivo pautado na vivência em comunidade, nos espaços de organização popular na luta por justiça social em Pernambuco.

A deputada Rosa Amorim ressaltou o caráter coletivo dessa construção política e a centralidade das lutas do campo e da cidade. “A gente se levanta e afirma que a nossa luta é por justiça social. Eu nunca falo enquanto Rosa. Nós somos sujeitos e sujeitas de uma luta coletiva”, enfatizou.

Criada no Assentamento Normandia, fruto da luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Rosa relembrou a infância entre marchas e ocupações que garantiram terra para milhares de famílias em Pernambuco, e destacou que outras 20 mil ainda aguardam reforma agrária. Ao defender a ocupação dos espaços institucionais, afirmou: “Se nós ousamos ocupar esses espaços que sempre nos foram negados, nós vamos mudar a fotografia do poder nesse país”.

Ao se projetar para o cenário nacional, a deputada destacou a necessidade de fortalecer uma representação política comprometida com o povo e com o enfrentamento às desigualdades na Assembleia Legislativa de Pernambuco, indicando a candidatura de Gilmar como um passo importante nesse caminho. Além disso, Rosa reforçou o apoio à reeleição do senador Humberto Costa, em Pernambuco, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A sintonia entre as pré-candidaturas também se expressa na construção de políticas públicas concretas em ambos os mandatos. Em Petrolina, Professor Gilmar criou e aprovou o primeiro Estatuto de Promoção da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa em Pernambuco. Na Assembleia Legislativa, Rosa Amorim deu sequência a essa agenda ao criar e aprovar o Estatuto em nível estadual, ampliando o alcance dessas políticas para todo o estado. Além disso, a dupla aprova leis voltadas à promoção da cultura, à defesa do meio ambiente e à garantia de direitos das mulheres e de populações sociovulnerabilizadas.

No dia seguinte ao lançamento, a agenda de Gilmar e Rosa seguiu, em visitas ao IF Sertão Rural e à Universidade de Pernambuco (UPE), conhecendo instalações e participando de rodas de conversa com professores e estudantes. Também foram até o novo acampamento Vermelhos (MST), em Lagoa Grande (PE), conhecer e ouvir as famílias. Ao final do dia, participaram de roda de conversa com lideranças femininas de terreiros nas periferias, debatendo resistência e direitos em um Brasil marcado por racismo e misoginia. 

Por Glícia Barbosa
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo