Solenidade marca entrega de Título de Cidadã Petrolinense e Medalha Dom Malan a Rosa Amorim

Homenagem reconhece trajetória da deputada e sua atuação em Petrolina, com destaque para ações na área social e destinação de emendas ao município

A Câmara Municipal de Petrolina realizou, no último dia 30 de março, a entrega do Título de Cidadã Petrolinense e da Medalha de Honra ao Mérito Legislativo Dom Malan à deputada estadual Rosa Amorim (PT). A solenidade marcou o reconhecimento institucional à trajetória da parlamentar e à sua atuação política voltada às pautas sociais.

A homenagem, proposta pelo vereador Professor Gilmar Santos (PT), destacou a atuação de Rosa na defesa da democracia, dos direitos do povo e de agendas como a reforma agrária, a agricultura familiar e o combate à fome.

Durante a cerimônia, a deputada ressaltou que o reconhecimento não é individual, mas fruto da construção coletiva dos movimentos sociais que integram sua trajetória política. Também destacou o trabalho desenvolvido em Petrolina, tanto na zona rural quanto na cidade, incluindo a destinação de emendas parlamentares, especialmente na área da saúde, com apoio ao Hospital Dom Malan.

Em seu discurso, Rosa enfatizou a importância da parceria com lideranças locais e reafirmou o compromisso de seguir contribuindo com o desenvolvimento do município e com a melhoria da qualidade de vida da população.

O vereador Professor Gilmar, autor da proposição, reforçou que a homenagem representa o reconhecimento a uma trajetória construída ao lado do povo. Segundo ele, a atuação da parlamentar dialoga diretamente com as necessidades de Petrolina, sobretudo nas áreas sociais e no fortalecimento da agricultura familiar.

O evento contou com a presença de representantes do senador Humberto Costa (PT-PE), da superintendência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), de militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), incluindo integrantes do diretório de Petrolina, além de representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), coletivos do movimento estudantil, trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cultura, lideranças de povos de terreiro e entidades que atuam na defesa da população LGBTQIAPN+.

Natural de Caruaru, Rosa Amorim é deputada estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e tem sua trajetória marcada pela militância nos movimentos sociais. Criada no Assentamento Normandia, no Agreste pernambucano, iniciou sua atuação ainda jovem no Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST).

Ao longo da vida pública, também teve atuação no movimento estudantil e cultural, sendo dirigente do Levante Popular da Juventude e diretora de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE). Na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), se destaca por pautas como combate à fome, igualdade racial, direitos humanos, agricultura e cultura.

A solenidade marcou um momento de reconhecimento e valorização de uma trajetória política ligada às lutas sociais e à construção de políticas públicas voltadas à população.

Por Aléxia Viana
Edição: Victória Santana

Após aprovação, Entrega de Título de Cidadã Petrolinense e Medalha Dom Malan para Rosa Amorim já tem data marcada

Solenidade acontece na próxima segunda-feira (30), na Câmara Municipal de Petrolina, marcando o reconhecimento à sua atuação política por Petrolina e Pernambuco

A Câmara Municipal de Petrolina aprovou a concessão do Título de Cidadã Petrolinense e da Medalha de Honra ao Mérito Legislativo Dom Malan à Deputada Estadual Rosa Amorim. A entrega das honrarias já tem data marcada: será realizada na próxima segunda-feira, dia 30 de março, às 15h, na sede do Legislativo municipal.

A homenagem, proposta pelo vereador Professor Gilmar, reconhece a trajetória de Rosa na defesa da democracia, dos direitos do povo e das pautas sociais, com destaque para a luta pela reforma agrária, fortalecimento da agricultura familiar e combate às desigualdades. A iniciativa também leva em consideração sua contribuição com o município de Petrolina, por meio da destinação de emendas parlamentares, especialmente na área da saúde, com apoio ao Hospital Dom Malan. Conforme o projeto aprovado, a honraria simboliza o reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à sociedade.

Rosa Amorim, 29 anos, é deputada estadual por Pernambuco, natural de Caruaru e filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Mulher negra e lésbica, tem atuação política voltada ao enfrentamento da fome, à defesa da população negra, da comunidade LGBTQIAPN+, da agricultura familiar, da cultura popular e dos direitos das mulheres.

Sua trajetória tem origem no Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), onde cresceu no Assentamento Normandia, no Agreste pernambucano. Filha de militantes do movimento, iniciou desde cedo sua vivência nas lutas sociais, acompanhando mobilizações e processos organizativos.

Ao longo da juventude, também se envolveu com a cena cultural e com o movimento estudantil, durante sua formação em Teatro pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Nesse período, integrou o Levante Popular da Juventude e exerceu a função de diretora de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), tem se destacado pela atuação parlamentar, especialmente na pauta do combate à fome e à insegurança alimentar. Preside a frente temática sobre o tema, é autora do Estatuto da Igualdade Racial de Pernambuco e participa de comissões ligadas à agricultura, direitos humanos, educação e cultura.

A solenidade de entrega das honrarias deve reunir lideranças políticas, movimentos sociais e a população em geral, em um momento de reconhecimento à trajetória de luta e contribuição da parlamentar para o estado de Pernambuco e, agora, para Petrolina.

Por Aléxia Viana
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Projeto do vereador Professor Gilmar garante Medalha Dom Malan para Tatiana Sampaio, cientista brasileira que descobriu substância capaz de curar pessoas tetraplégicas

A proposta reconhece contribuição histórica da pesquisadora para a ciência e a saúde pública

Na última sessão da Câmara Municipal de Petrolina, realizada no dia 17 de março, a Casa Plínio Amorim aprovou o Projeto de Decreto Legislativo de autoria do vereador Professor Gilmar (PT) que concede a Medalha Dom Malan à cientista brasileira Tatiana Lobo Coelho Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O projeto foi subscrito pelos demais vereadores. A honraria, a mais alta concedida pelo Legislativo municipal, reconhece a relevância do trabalho desenvolvido pela pesquisadora, que há mais de 20 anos se dedica à investigação científica na área de regeneração do sistema nervoso, contribuindo para avanços importantes na medicina e na saúde pública.

Tatiana Lobo é responsável pelo desenvolvimento da polilaminina, substância experimental que tem apresentado resultados promissores na recuperação de movimentos em pessoas com lesões na medula espinhal. Um teste preliminar com humanos, divulgado em setembro do ano passado, foi animador. Seis dos oito pacientes paraplégicos e tetraplégicos recuperaram parte dos movimentos. Um deles voltou a andar. “Ninguém esperava. Cinco meses depois da aplicação, ele devolveu a cadeira de rodas”, disse Tatiana em entrevista concedida à revista Forbes.



A pesquisa representa um avanço importante para a medicina e pode ampliar possibilidades de tratamento no Brasil, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).  Em janeiro, a Anvisa autorizou o início de um estudo clínico oficial para avaliar a segurança do uso da polilaminina em humanos. Se as três fases de teste forem bem sucedidas, o medicamento poderá estar disponível em até cinco anos.

Para o vereador Gilmar Santos, a homenagem reafirma a importância de valorizar a ciência produzida nas universidades públicas e o papel dos pesquisadores brasileiros na transformação social.

“Quando a gente reconhece uma cientista como Tatiana, a gente está dizendo que acredita na ciência como ferramenta de transformação da vida do nosso povo. Quando o nosso Presidente Lula investe cada vez mais na educação, é esse o compromisso que ele reafirma com a população brasileira. A ciência salva vidas. E é por isso que defender investimento nas universidades públicas e nos pesquisadores brasileiros é também defender dignidade, saúde e futuro para o nosso país.”

A homenagem acontece em um momento de retomada dos investimentos na ciência e na educação no Brasil. Desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o país voltou a priorizar áreas estratégicas como pesquisa, inovação e tecnologia, com recomposição do orçamento das universidades e fortalecimento das políticas científicas.

Além de sua relevância científica, a trajetória de Tatiana Sampaio também representa a força das mulheres na ciência, em um campo historicamente marcado por desigualdades de gênero. Sua atuação inspira novas gerações de pesquisadoras e reforça a importância de ampliar o acesso e o reconhecimento das mulheres na produção do conhecimento.

Com a aprovação do projeto, o município de Petrolina presta reconhecimento institucional a uma trajetória que ultrapassa fronteiras e contribui para o avanço da ciência no Brasil e no mundo. A data da entrega da honraria ainda será definida.

Por Aléxia Viana e Victória Santana
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Mãe do Professor Gilmar é homenageada com as maiores honrarias da Câmara Municipal de Petrolina por sua trajetória de luta e solidariedade nas periferias

Aos 84 anos, Dona Diuza recebeu o Título de Cidadã Petrolinense e a Medalha Dom Malan em meio a música, poesia e reconhecimento por uma vida dedicada à transformação social

Na última sexta-feira (25), a Câmara Municipal de Petrolina concedeu à senhora Maria Diuza dos Santos, mãe do vereador Professor Gilmar-PT, as suas maiores honrarias: o Título de Cidadã Petrolinense e a Medalha de Honra ao Mérito Dom Malan. A homenagem reconhece a trajetória de vida de Dona Diuza, marcada por resistência, solidariedade e compromisso com a coletividade, especialmente nas periferias da cidade, onde vive há mais de quatro décadas.

A cerimônia foi realizada na Associação das Mulheres Rendeiras do bairro José e Maria, local de luta, afeto e formação da homenageada, onde dedicou grande parte da vida ao fortalecimento de mulheres periféricas por meio do trabalho digno e da construção coletiva.

O evento lotou o espaço e emocionou a todos os presentes. Dona Diuza chegou no salão acompanhada de seus netos e familiares, em uma entrada marcada por grande comoção. Foi homenageada pelas amigas da Associação, Dona Santinha e Dona Angelita, além da roteirista Dione Carlos, que acompanhada pelo sanfoneiro Iván Greg, interpretou a música Maria Maria, celebrando sua trajetória de força e ternura. Antes do discurso oficial, a cerimônia foi encerrada com o vereador Professor Gilmar, seu filho e autor da proposição, recitando uma poesia autoral dedicada à mãe, um momento de intensa emoção e gratidão compartilhada com todos os presentes.

O coração que floresce

Na casa de Dona Diuza, as plantas têm nome, história e propósito. Cada vaso é um pequeno altar onde ela deposita o amor pela terra, o respeito ao tempo e a crença de que a natureza cura. Cultivar não é apenas uma ocupação, é labor, um gesto político, uma forma de cuidado e um jeito de existir no mundo. Como quem rega o futuro com as mãos que um dia enfrentaram a enxada, o fogo do fogão de feira, e as lágrimas silenciosas das perdas.

Maria Diuza dos Santos nasceu entre os ventos e veredas do sertão pernambucano, em 1940, no sítio Baixa Verde, povoado de Santa Filomena (Piauí), onde aprendeu desde cedo a transformar desafios em sabedoria. Casou-se com Euclides Paulo dos Santos, o conhecido e querido “Dió”, com quem construiu uma história de parceria, afeto e resistência. Dessa união nasceram oito filhos: Deomário, Vilanir, Francisca, Adercino, Gilberto, Gildenir, Alzenir e Gilmar. Criaram sete, pois o primogênito faleceu ainda bebê. Cada filho foi uma extensão do amor e da coragem desse casal que, fizeram da vida um exercício constante de entrega e luta.

As dificuldades de criar os filhos na roça, levaram o casal, em 1972, a migrar para Juazeiro, na Bahia. Lá, encontraram na feira uma nova forma de sustento, vendendo alimentos típicos e reafirmando a dignidade do trabalho popular. Em 1979, com a iminente ameaça do rompimento da barragem do São Geraldo, foram obrigados a recomeçar mais uma vez, agora em Petrolina, Pernambuco, onde se fixaram no bairro Jardim Maravilha e viveram por mais de 30 anos. Foi ali, entre barracas, panelas e redes estendidas, que a matriarca consolidou seu papel de referência comunitária e materna.

Filha da caatinga, criou seus filhos na labuta da feira do Ouro Preto, no bairro Jardim Maravilha, vendendo buchada, caldo de mocotó e sarapatel, e oferecendo, junto à comida, palavras de coragem e acolhimento. Não foi o sertão que a moldou com dureza, mas ela quem ensinou que, por trás da terra árida, há uma potência de vida esperando por cuidado, por mãos generosas, por fé. 

Mesmo diante das maiores dificuldades, nunca abandonou seu profundo compromisso com o amor cristão e a solidariedade. Era conhecida por abrir as portas de sua casa a quem precisasse, gente de Petrolina e de longe, acolhendo, ofertando teto, alimento e palavra amiga, como quem estende um pedaço do próprio coração. Sua religiosidade a guiou pelas missas no bairro Ouro Preto, pelos projetos comunitários, e pelo cuidado com a saúde por meio das plantas medicinais, numa parceria com as Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Entre folhas, orações e partilhas, Dona Diuza fez da fé um gesto diário, uma prática viva, ensinando que a palavra de Jesus é sobre cuidar, amparar, dividir o pouco para multiplicar esperança.

No coração de Dona Diuza também floresce a luta constante e fecunda das Mulheres Rendeiras. Desde 2009, ao lado de Angelita e Santinha, ela forma um trio formoso e “quente”, como dizem, tecendo dignidade com as próprias mãos. Na Associação das Mulheres Rendeiras do bairro José e Maria, um quilombo urbano onde, há 27 anos, mulheres transformam o que parece pouco em abundância, Diuza cultiva mais que plantas: cultiva vidas. Lá, entre linhas, agulhas e sonhos, ela fortaleceu gerações de mulheres periféricas, bordando autonomia, trabalho digno e construção coletiva no tecido da resistência.

Não por acaso, Dona Diuza é mãe de Gilmar Santos, Professor Gilmar, que entre os encontros da Pastoral da Juventude do Meio Popular e as partilhas com a mãe, aprendeu que política se faz com gente, com solidariedade, com abraço e com coragem. Sua luta pelas periferias, pelo povo preto, pelas mulheres e pela justiça social é o reflexo vivo do legado materno que carrega. É como se cada passo dado por Gilmar na Câmara, cada lei proposta, cada denúncia feita nas ruas de Petrolina, fosse também um desdobramento das lições que aprendeu com ela: lutar, acolher, resistir. A mata que Oxóssi protege é a mesma que Dona Diuza cultiva no coração, com folhas, orações e gestos de amor.

Essa mesma mulher sertaneja e periférica, que caminhou lado a lado com as Irmãzinhas da Imaculada Conceição, que abriu as portas de casa para gente de perto e de longe, é agora reconhecida como símbolo de cidadania e dignidade. O título que Petrolina entrega a Dona Diuza é mais do que uma honraria: é o reconhecimento de que sua história borda, com delicadeza e coragem, o tecido da memória coletiva do povo dessa terra. Com a entrega da Medalha de Honra ao Mérito Dom Malan, a Câmara reconhece não apenas sua trajetória, mas a de tantas outras mulheres que, como ela, movem este país com afeto, resistência e luta.

Por Victória Santana e Glícia Barbosa (ASCOM | Mandato Coletivo)
Fotos: Lizandra Martins

Carina Lacerda e Dona Santinha são homenageadas com Títulos de Cidadãs Petrolinenses; Santinha também foi agraciada com a Medalha Dom Malan

As homenagens, proposições do vereador Professor Gilmar Santos-PT, reuniram amigos, familiares e autoridades na Associação das Mulheres Rendeiras do bairro José e Maria

Fotos: Lizandra Martins

A noite do dia 25 de maio foi marcada por uma emocionante sessão solene na Associação das Mulheres Rendeiras do bairro José e Maria, zona norte de Petrolina, onde uma das suas fundadoras Cícera Rodrigues, conhecida como Dona Santinha, e a escultora Carina Lacerda foram agraciadas com os Títulos de Cidadãs Petrolinenses, em reconhecimento pelos relevantes trabalhos prestados pelo desenvolvimento social e cultural do município. A Rendeira Santinha também foi homenageada pelo parlamentar com uma das mais importantes honrarias da Câmara Municipal, a Medalha de Honra ao Mérito Legislativo Dom Malan.

Durante o momento, Santinha e Carina receberam homenagens de amigos e familiares.

“Carina é mulher-ventania, furacão, catou restos de madeira, depois embrenhou-se no mato e foi atrás da sua matéria-prima, mas diferente da maioria, ciente de que não podia machucar a natureza para extrair veleza dela passou a coletar madeira de árvores mortas no mato, nos restos de fogueira de São João, nas sobras de madeireiras, pois é, as madeiras mortas ganharam vida através de suas mãos. Carina engravidou de beleza, pariu as carrancas de peito, não bastando dois seios, esculpiu um terceiro. Suas imagens protegem os espaços da intolerância, da ignorância, da falta erotismo. Suas obras afastam a doença, a morte, são convocação de vida em madeira”, destacou Dione Carlos em sua homenagem à Carina Lacerda.

Com os olhos marejados, Carina agradeceu aos convidados e ao vereador Gilmar pelo reconhecimento.

“A arte pode mudar a nossa realidade e pode nos levar para mundos que jamais poderíamos imaginar e esse momento que estou vivendo agora é um mundo que eu jamais imaginei”, disse.

Santinha, em seu discurso, ofereceu suas honrarias às mulheres rendeiras e a todas as mulheres sertanejas.

“A gente espera que se renove cada vez mais, porque esse projeto é muito lindo. Trabalhar com mulher é a coisa mais bonita que se tem, e quando a gente trabalha para empoderar as mulheres, para que a mulher possa ter seus direitos respeitados, é ainda mais bonito”, explicou Santinha.

Cícera Rodrigues, “Dona Santinha”

Dona Santinha, nome afetuoso de Cícera Josefa, chegou a Petrolina aos nove anos com sua mãe, enfrentando muitas dificuldades. Mesmo com obstáculos, ela sempre quis estudar, mas teve que parar na terceira série devido à falta de recursos. Casou-se aos 16 anos e, com muita luta, obteve um terreno onde criou sua grande família. Sua atuação comunitária começou em 1982, fundando a associação de moradores do bairro José e Maria, e desde então tem sido uma figura central na luta pelos direitos da comunidade. Participou ativamente de vários conselhos municipais e estaduais e foi fundamental na fundação da Associação das Mulheres Rendeiras, que combate diversas formas de injustiça. Além disso, é ativa na Igreja Anglicana, lutando contra a intolerância religiosa.

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Carina Lacerda

Carina Lacerda, residente em Petrolina desde 1990, decidiu se dedicar à escultura em madeira em 2005, enfrentando desafios devido ao machismo estrutural no Centro de Artes Mestre Quincas. Enfrentou dificuldades para obter matéria-prima devido ao seu gênero, sendo apelidada de “Urubu” por coletar madeira descartada. Sempre preocupada com o meio ambiente, coletava árvores derrubadas e restos de madeira nobre. Em 2006, criou Zaia, carranca de peito, escultura representativa da força das mulheres, desafiando a misoginia. Em 2020, defendeu sua tese na Universidade Federal do Vale do São Francisco e em 2022 foi aprovada em mestrado na UFPE. Continua sua jornada como escultora, recebendo reconhecimento e expondo em todo o país. Fundou o Vetor Cultural, oferecendo oficinas de escultura para diversos grupos, incluindo mulheres, LGBTQIA+ e comunidades quilombolas.

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Por Victória Santana (ACS/Mandato Coletivo)

Professor Herlon Bezerra recebe Medalha Dom Malan 

Apresentada pelo vereador Professor Gilmar-PT através do Projeto de Decreto Legislativo nº 080/2023, a honraria é um reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à educação do município

O Professor doutor e pesquisador em Psicologia da Educação Herlon Bezerra foi homenageado nesta terça-feira (16), na Câmara Municipal, com a entrega da Medalha de Honra ao Mérito Legislativo Dom Malan. A honraria, concedida pela Casa Plínio Amorim através do Projeto de Decreto nº 080, apresentado pelo vereador Gilmar Santos (PT), foi aprovada em plenário por unanimidade em outubro de 2023. O título é um reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à educação do município, especialmente na área de Psicologia e do ensino junto ao IF Sertão/Petrolina, bem como pelas lutas em defesa da democracia e da justiça social, que tem desempenhado tanto na condição de militante quanto na de reverendo da Igreja Anglicana, com ações voltadas à solidariedade.

Professor Herlon Bezerra discursa na Câmara Municipal após receber Medalha Dom Malan

Natural de Angra dos Reis, Rio de Janeiro, o Professor Herlon mudou-se para Petrolina em 2009 e a partir desse momento sempre manteve uma relação de carinho com a cidade, município com o qual assume grande identificação e admiração. Apaixonado pela educação e pesquisa, a partir de 2011 se envolveu em diversas atividades voltadas para questões sociais e étnico-raciais. Ele se comprometeu com a luta contra o Racismo Religioso, organizando fóruns anuais sobre o tema, e com a organização do Grito das/os Excluídas/os, realizado anualmente no dia 7 de setembro. Além disso, trabalhou para aproximar o IFSertãoPE das populações indígenas e quilombolas da região, participando de grupos que buscavam oferecer educação e tecnologia para essas comunidades.

Essas iniciativas resultaram na criação de programas como a Especialização em Interculturalidade e Decolonialidade na Educação Escolar Indígena e Quilombola, a implementação de políticas de cotas étnico-raciais em todas as ofertas de ensino da instituição e o estabelecimento de disciplinas dedicadas às relações étnico-raciais em todos os níveis de ensino. Herlon também participou da organização de uma Audiência Pública sobre os direitos sociais das populações indígenas e quilombolas dos Sertões Pernambucanos em 2013, e se envolveu no movimento sindical, ajudando a criar a seção sindical do Sinasefe em sua instituição.

Herlon escolheu o sindicalismo docente como tema de sua pesquisa de doutorado, defendida em 2019, e realizou um estágio doutoral na Universidade Santiago de Compostela, na Espanha. Após o doutorado, Herlon continuou suas atividades profissionais no IFSertãoPE e sua militância social, além de participar da organização do Mãos Solidárias Petrolina, que ajudou famílias em vulnerabilidade durante a pandemia da Covid-19. Por seu trabalho nesse campo, foi convidado a representar o Brasil no World Christianity Summer Institute 2022, e também representa o Brasil na Global Anglican Health and Community Network.

Professor Gilmar durante a cerimônia de entrega da medalha na Câmara Municipal

Por Victória Santana (ACS/Mandato Coletivo)