Posse do Conselho de Igualdade Racial de Petrolina marca novo capítulo da luta dos movimentos sociais antirracistas, fortalecida com o Estatuto no município

Avanço institucional reforça política de Igualdade Racial construída desde 2020 com a lei pioneira no Estado de Pernambuco proposta pelo vereador Professor Gilmar

No dia 20 de março, véspera do Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial, Petrolina deu um passo importante na promoção da igualdade racial com a posse do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR). O órgão passa a atuar na construção, acompanhamento e fiscalização de políticas públicas voltadas ao enfrentamento do racismo no município, com participação da sociedade civil e do poder público.

A composição do Conselho reúne representantes de diferentes segmentos sociais. Pela sociedade civil, integram o COMPIR nomes como Robisnayara Barbosa, representando entidades de direitos humanos; Victória Santana, pela juventude negra organizada; Marianne Nunes, pelas organizações culturais negras; e Jéssica Silva (Mãe Jéssica de Yemanjá), representando os povos e comunidades de matriz africana.

A eleição para a mesa diretora do Conselho aconteceu na última segunda-feira, 23, tendo como presidenta Mãe Jéssica, vice-presidenta Robisnayara Barbosa e secretária Victória Santana, reforçando o protagonismo das mulheres negras na condução das políticas de igualdade racial no município.

A criação e funcionamento do Conselho dialogam diretamente com a Lei nº 3.330/2020, construída pelo Mandato Coletivo e representada pelo Vereador Professor Gilmar Santos (PT), que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa em Petrolina. A legislação colocou o município como o primeiro de Pernambuco a instituir um Estatuto dessa natureza, tornando-se referência na promoção de políticas públicas voltadas à população negra e no enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa.

Representando a sociedade civil, Robisnayara Barbosa destacou a importância do novo espaço para o município. “Esse Conselho é resultado de uma luta histórica do movimento negro. Ele chega como instrumento de controle social, para propor, fiscalizar e garantir políticas públicas que dialoguem com a realidade de uma cidade majoritariamente negra, especialmente nas periferias”, pontuou.

Para o Vereador Professor Gilmar Santos (PT), a posse do Conselho representa a continuidade de uma luta histórica construída pelos movimentos sociais. “Cerca de 72% da nossa população se autodeclara negra. Isso mostra a importância de políticas públicas efetivas. O racismo ainda estrutura a nossa sociedade, e espaços como o Conselho são fundamentais para garantir participação, enfrentar desigualdades e promover justiça social”, afirmou.

A implantação do COMPIR representa mais um avanço na consolidação de políticas públicas em Petrolina e reafirma o compromisso com a promoção da igualdade racial, fortalecendo uma construção coletiva que tem como base a participação popular e o protagonismo dos movimentos sociais.

Por Aléxia Viana
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Após denúncias de esgoto, risco estrutural e abandono, Professor Gilmar tem audiência pública aprovada para Vila Verde e Vila Real em Petrolina

Requerimento do vereador foi aprovado por unanimidade na Câmara e vai discutir falta de saneamento, falhas na drenagem e impactos na vida de moradores dos dois residenciais

Na sessão da Câmara Municipal de Petrolina realizada na última terça-feira (17), a Casa Plínio Amorim aprovou, por unanimidade, o requerimento de autoria do vereador Professor Gilmar-PT para a realização de uma audiência pública que irá discutir os graves problemas de saneamento, drenagem e estrutura enfrentados por moradores/as dos residenciais Vila Verde e Vila Real.

A proposta surge após uma série de denúncias feitas pelas comunidades, que há anos convivem com esgoto a céu aberto, mau cheiro constante, proliferação de insetos e riscos à estrutura dos imóveis, uma realidade que transformou o sonho da casa própria em um cenário de insegurança e indignidade.

Construídos por meio do programa Minha Casa Minha Vida, os Residenciais Vila Verde e Vila Real deveriam garantir moradia digna para dezenas de famílias. No entanto, o que se observa hoje é um quadro de abandono, agravado pela ausência de políticas públicas estruturantes na região.

De acordo com os relatos, a principal origem dos problemas está na falta de saneamento básico no bairro Mandacaru, localizado nos fundos dos residenciais. Sem um sistema adequado, o esgoto e a água das chuvas acabam sendo direcionados para dentro do Vila Verde e do Vila Real, comprometendo a estrutura dos prédios e expondo os/as moradores/as a condições insalubres.

A situação se agrava durante o período chuvoso. Com o aumento do volume de água, áreas inteiras do condomínio ficam alagadas, favorecendo infiltrações e acelerando o desgaste das estruturas. No Vila Verde, parte do muro já desabou, enquanto outros trechos apresentam rachaduras visíveis, aumentando o risco para as famílias.

“É mau cheiro dentro de casa, é muriçoca. Eu não aguento mais nem sair aqui fora. Quando começa a chover, a gente fica com medo. Já teve muro que caiu. A gente não sabe o que pode acontecer”, relata uma moradora que não quis se identificar, ao descrever a rotina enfrentada diariamente.

Levantamentos apontam que cerca de 256 unidades habitacionais, entre os blocos 3 e 19, do Residencial Vila Verde, estão diretamente afetadas pelos problemas, evidenciando a dimensão da crise enfrentada pela comunidade. Além dos danos à moradia, a situação também compromete atividades econômicas e serviços realizados dentro do residencial. Um espaço utilizado para atendimentos terapêuticos, por exemplo, apresenta acúmulo de água de esgoto infiltrada, tornando inviável seu funcionamento.

Moradores/as também denunciam que o problema não é recente e que, ao longo dos anos, diversas solicitações foram feitas ao poder público sem que houvesse uma solução definitiva. A falta de intervenção tem gerado revolta e sensação de abandono por parte da população. Diante desse cenário, as comunidades se organizaram, realizaram abaixo-assinado e passaram a cobrar providências, levando a pauta até a Câmara Municipal.

A partir dessa mobilização, o vereador Professor Gilmar Santos apresentou o requerimento para a realização da audiência pública, aprovado por unanimidade pelos parlamentares. Para o vereador, a audiência representa um passo fundamental para dar visibilidade ao problema e cobrar responsabilidades do poder público.

“A gente vai ter um espaço para debater com os vereadores, com órgãos do município e do governo do estado, para resolver essa situação lamentável da falta de saneamento e drenagem, que tem levado esgoto e água da chuva para dentro desses condomínios, gerando tantos transtornos”, afirmou.

O parlamentar também destacou que a participação popular será essencial para garantir avanços concretos. “É uma vitória importante. Eu espero que essas comunidades se mobilizem para participar da audiência pública, para que a gente possa construir soluções e cobrar providências. Estamos cumprindo nosso dever na defesa dos direitos desses cidadãos e cidadãs”, declarou.

A audiência pública deverá reunir representantes da Prefeitura, órgãos estaduais, técnicos e moradores/as para discutir medidas como a implantação do saneamento básico no bairro Mandacaru, melhorias no sistema de drenagem urbana e intervenções estruturais nos residenciais Vila Verde e Vila Real. Enquanto aguardam soluções, os/as moradores/as seguem convivendo com uma realidade marcada por insegurança, insalubridade e medo, especialmente em períodos de chuva, quando os problemas se intensificam e colocam em risco a vida das famílias.

A data e o horário da audiência pública ainda serão divulgados.

Por Aléxia Viana
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Dona Preta e Mãe Jéssica de Yemanjá recebem homenagem do vereador Professor Gilmar em sessão solene pelo Dia da Mulher

Homenageadas representam resistência e transformação social: da histórica mobilização por moradia no bairro José e Maria à luta das comunidades de terreiro

A Câmara Municipal de Petrolina realizou na manhã da última quinta-feira, 19, uma sessão solene em alusão ao Dia Internacional da Mulher, para celebrar a luta, a resistência e as conquistas das mulheres.

Durante a cerimônia, o vereador Professor Gilmar-PT prestou homenagem a duas mulheres negras e periféricas que têm trajetórias marcadas pela luta, pelo cuidado coletivo e pela transformação social no município: Jéssica Silva (Mãe Jéssica de Yemanjá) e Avelina Maria dos Santos, conhecida como Dona Preta.

Gestora cultural, sacerdotisa e articuladora comunitária, Mãe Jessica construiu sua trajetória atuando na valorização da ancestralidade, das tradições populares e da espiritualidade. Dirigente do Templo Religioso Dona Colondina, desenvolve ações de fortalecimento das mulheres, combate ao racismo, preservação e difusão da cultura de matriz africana, além de iniciativas formativas e comunitárias. Ao lado de outras lideranças religiosas da cidade, ela contribui para a construção de um dos mais importantes eventos de valorização das tradições de matriz africana no município, fortalecendo a fé, a cultura e a identidade do povo de terreiro: O Festival de Oxum. 

“Eu dedico essa homenagem a todas as mulheres que foram queimadas, que foram mortas, a todas as Iyá’s do candomblé, que prepararam essa estrada para que pudesse estar aqui, que preparam essa estrada para garantir a sobrevivência das que estão por vir, porque elas são o futuro. Agradeço demais ao professor Gilmar por lembrar da minha trajetória e por garantir que pessoas como eu estejam ocupando espaços como esse”, disse Mãe Jéssica.

“Estar aqui é muito emocionante”, comentou Maria Petrolina, com os olhos marejados, durante a sessão solene. Representando sua mãe, Dona Preta, que não pôde estar presente devido à saúde fragilizada, ela acompanhou a homenagem a uma das figuras mais importantes da luta por moradia em Petrolina.

Dona Avelina Maria dos Santos, conhecida popularmente como Dona Preta, é uma das principais lideranças populares da história da cidade. Ao lado de seu esposo, João Barbosa, esteve na linha de frente da ocupação que deu origem ao bairro José e Maria, no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, quando centenas de famílias resistiram em barracos improvisados na chamada “Vila Papelão”, em busca do direito de viver com dignidade. Sua trajetória é símbolo da luta popular por moradia no município. Hoje, aos 86 anos, Dona Preta segue sendo referência de resistência, dignidade e inspiração.

Para o vereador Professor Gilmar, a homenagem representa o reconhecimento de histórias que muitas vezes não ocupam os espaços institucionais, mas que são fundamentais na construção da cidade.

“São mulheres que carregam a força da nossa história, que construíram Petrolina com suas mãos, com sua fé, com sua luta e com seu cuidado coletivo. Homenagear Dona Preta e Mãe Jéssica é reconhecer a importância das mulheres negras e periféricas na transformação da nossa cidade”, destacou o parlamentar.

Por Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Projeto do vereador Professor Gilmar garante Medalha Dom Malan para Tatiana Sampaio, cientista brasileira que descobriu substância capaz de curar pessoas tetraplégicas

A proposta reconhece contribuição histórica da pesquisadora para a ciência e a saúde pública

Na última sessão da Câmara Municipal de Petrolina, realizada no dia 17 de março, a Casa Plínio Amorim aprovou o Projeto de Decreto Legislativo de autoria do vereador Professor Gilmar (PT) que concede a Medalha Dom Malan à cientista brasileira Tatiana Lobo Coelho Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O projeto foi subscrito pelos demais vereadores. A honraria, a mais alta concedida pelo Legislativo municipal, reconhece a relevância do trabalho desenvolvido pela pesquisadora, que há mais de 20 anos se dedica à investigação científica na área de regeneração do sistema nervoso, contribuindo para avanços importantes na medicina e na saúde pública.

Tatiana Lobo é responsável pelo desenvolvimento da polilaminina, substância experimental que tem apresentado resultados promissores na recuperação de movimentos em pessoas com lesões na medula espinhal. Um teste preliminar com humanos, divulgado em setembro do ano passado, foi animador. Seis dos oito pacientes paraplégicos e tetraplégicos recuperaram parte dos movimentos. Um deles voltou a andar. “Ninguém esperava. Cinco meses depois da aplicação, ele devolveu a cadeira de rodas”, disse Tatiana em entrevista concedida à revista Forbes.



A pesquisa representa um avanço importante para a medicina e pode ampliar possibilidades de tratamento no Brasil, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).  Em janeiro, a Anvisa autorizou o início de um estudo clínico oficial para avaliar a segurança do uso da polilaminina em humanos. Se as três fases de teste forem bem sucedidas, o medicamento poderá estar disponível em até cinco anos.

Para o vereador Gilmar Santos, a homenagem reafirma a importância de valorizar a ciência produzida nas universidades públicas e o papel dos pesquisadores brasileiros na transformação social.

“Quando a gente reconhece uma cientista como Tatiana, a gente está dizendo que acredita na ciência como ferramenta de transformação da vida do nosso povo. Quando o nosso Presidente Lula investe cada vez mais na educação, é esse o compromisso que ele reafirma com a população brasileira. A ciência salva vidas. E é por isso que defender investimento nas universidades públicas e nos pesquisadores brasileiros é também defender dignidade, saúde e futuro para o nosso país.”

A homenagem acontece em um momento de retomada dos investimentos na ciência e na educação no Brasil. Desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o país voltou a priorizar áreas estratégicas como pesquisa, inovação e tecnologia, com recomposição do orçamento das universidades e fortalecimento das políticas científicas.

Além de sua relevância científica, a trajetória de Tatiana Sampaio também representa a força das mulheres na ciência, em um campo historicamente marcado por desigualdades de gênero. Sua atuação inspira novas gerações de pesquisadoras e reforça a importância de ampliar o acesso e o reconhecimento das mulheres na produção do conhecimento.

Com a aprovação do projeto, o município de Petrolina presta reconhecimento institucional a uma trajetória que ultrapassa fronteiras e contribui para o avanço da ciência no Brasil e no mundo. A data da entrega da honraria ainda será definida.

Por Aléxia Viana e Victória Santana
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

O QUE ELES QUEREM ESCONDER? | Base do governo derruba requerimento de Professor Gilmar que cobrava transparência sobre R$700 milhões em empréstimos da Prefeitura de Petrolina

Durante a sessão da Câmara Municipal de Petrolina, realizada na última terça-feira (10), a base do Prefeito Simão Durando derrubou um requerimento apresentado pelo vereador Professor Gilmar-PT, que solicitava informações detalhadas sobre a aplicação de cerca de R$700 milhões em operações de crédito contratadas pela Prefeitura junto a bancos nacionais e internacionais.

O Requerimento nº 0086/2026 pedia o envio de um relatório técnico detalhado sobre os empréstimos autorizados por duas leis aprovadas pela própria Câmara em 2025, que somam valores que se aproximam de R$700 milhões. Entre elas está a operação de crédito externo de até US$80 milhões junto ao FONPLATA e ao Fundo OPEP, destinada ao Programa de Desenvolvimento Urbano de Petrolina, além de um financiamento interno de até R$ 200 milhões para investimentos em infraestrutura, saneamento, pavimentação, habitação, aquisição de equipamentos e amortização de dívidas.

No requerimento, o vereador solicitava informações essenciais para garantir transparência no uso dos recursos públicos, como cópias dos contratos firmados, lista detalhada das obras previstas, cronograma físico-financeiro, percentual de execução dos projetos, valores individualizados por ação e o impacto das parcelas da dívida no orçamento municipal ao longo dos próximos anos.

Também foram solicitadas informações sobre o percentual da Receita Corrente Líquida comprometido com os empréstimos, a evolução da dívida consolidada do município e a identificação das secretarias responsáveis pela execução de cada projeto financiado.

Apesar da relevância das informações solicitadas, o requerimento foi derrubado pela maioria dos vereadores da base do governo, impedindo que a Câmara e a população tenham acesso a dados detalhados sobre o destino dos recursos.

Votaram a favor da transparência os vereadores:
Professor Gilmar (PT)
Ronaldo Silva (PSDB)
Dhiego Serra (PL)

Votaram contra a transparência os/as vereadores/as:
Maria Elena (União Brasil)
Rosarinha Coelho (União Brasil)
Roberto da Gráfica (DC)
Diogo Hoffmann (União Brasil)
Capitão Alencar (PP)
Josivaldo Barros (Republicanos)
Gaturiano Cigano (PV)
Cláudia Ferreira (DC)
Marquinhos Amorim (Republicanos)
Júnior Gás (Avante)
Aero Cruz (PDT)
Ronaldo Cancão (Republicanos)

O vereador Wanderley Alves (PDT) se absteve da votação. Já os vereadores Gilberto Melo (União Brasil) e Wenderson Batista (PDT) se retiraram do plenário.

Para o Professor Gilmar, a derrubada do requerimento levanta um grave alerta sobre a transparência na gestão dos recursos públicos.

“Estamos falando de quase R$700 milhões em empréstimos. A população tem o direito de saber como esse dinheiro será aplicado, quais obras serão realizadas e qual será o impacto dessas dívidas no orçamento municipal. Transparência não deveria ser motivo de medo para nenhum governo. O que eles querem esconder?”, questionou.

A votação ocorre em um contexto de investigações conduzidas pela Polícia Federal, como a Operação Vassalos, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo integrantes da família Coelho, grupo político que há mais de 70 anos exerce forte influência na política de Petrolina. Entre os investigados estão o ex-prefeito Miguel Coelho. O atual prefeito Simão Durando, que foi vice-prefeito durante a gestão de Miguel Coelho, integra o mesmo grupo político.

Para o vereador, a decisão da base governista de impedir o acesso às informações reforça a necessidade de maior fiscalização e controle sobre a aplicação dos recursos públicos.

Por Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

NOTA PÚBLICA – OPERAÇÃO VASSALOS

O Diretório Municipal do Partido das Trabalhadoras e dos Trabalhadores de Petrolina vem a público manifestar indignação diante dos fatos investigados na Operação Vassalos, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 25 de fevereiro de 2026, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo nota oficial da PF, a operação apura possíveis crimes licitatórios, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão.

De acordo com informações amplamente divulgadas na imprensa, as medidas atingem figuras centrais do grupo político historicamente dominante em Petrolina, incluindo o ex-senador Fernando Bezerra Coelho e os seus filhos Miguel Coelho (ex-prefeito de Petrolina) e Fernando Coelho Filho (deputado federal). Ainda conforme noticiado, a investigação aponta suspeitas de direcionamento de recursos federais (inclusive emendas parlamentares) e de contratos para beneficiar a empresa Liga Engenharia Ltda., mencionada como vinculada a familiares, com indícios de favorecimento e desvio de valores.

Sublinhamos nosso entendimento de que investigação não é sentença. Defendemos o devido processo legal, o amplo direito de defesa e a presunção de inocência. Mas defendemos, com a mesma firmeza, que ninguém se coloque acima da lei e que o dinheiro não seja escudo para capturar o Estado, sabotar a transparência e transformar orçamento público em balcão privado.

Petrolina conhece, no cotidiano, a consequência social dessa captura: obras sem planejamento e sem qualidade; ausência de drenagem e saneamento; esgoto a céu aberto corroendo o asfalto e a dignidade. Quando a política urbana vira atalho para contratos, quem perde é a classe trabalhadora. Perdemos em saúde, mobilidade, segurança, educação, renda e tempo de vida.

Por isso, aplaudimos a Operação Vassalos, conduzida pela PF sob controle jurisdicional do STF, como expressão de uma conquista democrática do povo brasileiro: instituições funcionando sem tutela de oligarquias locais. Nos governos federais do PT, a autonomia técnica da PF tem sido defendida e praticada como princípio republicano. Não para proteger aliadas, mas para proteger a democracia e o interesse público. Esse compromisso com investigação sem interferência que precisa ser reconhecido e aprofundado.

Do mesmo modo, é preciso reconhecer o papel do STF no enfrentamento de mecanismos estruturais de corrupção e de abuso do poder econômico. O julgamento que declarou inconstitucional o “orçamento secreto”, por exemplo, afirmou explicitamente que a destinação de recursos públicos deve obedecer a parâmetros republicanos de publicidade e controle social, sem anonimato e sem atalhos.

O povo de nossa cidade deu a ampla maioria de seus votos aos candidatos do PT nas últimas eleições presidenciais, o que, esperamos, se repetirá em 2026, na reeleição do Presidente Lula. Nesse sentido, o PT Petrolina reafirma seu compromisso, nesta cidade, com as instituições republicanas e com controle social e popular das políticas estatais: transparência ativa, fiscalização permanente, participação popular na definição de prioridades e políticas públicas que enfrentem a desigualdade territorial, começando pelo básico que muda a vida (saneamento, drenagem, mobilidade, iluminação, escolas, saúde e justiça socioambiental nas periferias).

Esperamos que as investigações avancem com seriedade e responsabilidade. Se confirmadas irregularidades, que haja responsabilização na forma da lei, recuperação do dano ao erário e reparação social aos territórios atingidos.

Petrolina merece justiça, respeito e gestão pública orientada pelo interesse coletivo e merece, como todo o povo de nosso Brasil, mais representantes no Legislativo e Executivo, comprometidas com o povo e com a democracia substantiva. Convocamos cada pessoa de nossa cidade a lembrar disso nas urnas!

Petrolina (PE), 05 de março de 2026
Diretório Municipal do Partido das Trabalhadoras e dos Trabalhadores – PT Petrolina (PE)

NOTA DE REPÚDIO AO PASTOR EDILSON LIRA

O Mandato Coletivo, representado pelo vereador Professor Gilmar Santos, vem a público manifestar veemente repúdio às declarações do pastor Edilson Lira, da Igreja Verbo da Vida, que comparou a Ilha do Massangano à Ilha do Marajó, associando esses territórios a imagens de pecado e degradação.

A Ilha do Massangano é um patrimônio histórico, cultural e espiritual do povo de Petrolina. Território centenário de descendentes de quilombolas e escravizados, carrega a força da ancestralidade africana, indígena e do catolicismo popular. É reconhecida por suas belezas naturais – sob as bênçãos do Velho Chico, pela tradicional Festa de Santo Antônio e pelo emblemático Samba de Véio, expressões legítimas da identidade do nosso povo.

Estigmatizar comunidades tradicionais, atribuindo-lhes uma suposta condição moral inferior, é uma atitude preconceituosa, desrespeitosa e incompatível com os princípios constitucionais da dignidade humana, da liberdade religiosa e do respeito à diversidade cultural.

Os problemas sociais que atingem a Ilha do Massangano, assim como a Ilha do Marajó, não decorrem de suas tradições culturais ou religiosas, mas do abandono histórico do poder público e de desigualdades estruturais que precisam ser enfrentadas com políticas públicas sérias e comprometidas com a justiça social.

Nossa manifestação de repúdio se impõe, principalmente, diante do fato do pastor, após atacar a dignidade dos moradores da Ilha do Massangano, ao invés de se retratar perante uma comunidade indignada, resolve atacar também esse vereador que representa a luta de grupos vulnerabilizados socialmente por equidade e justiça social, numa evidente ofensiva que destoa do evangelho e alimenta uma lógica revanchista.  

Reafirmamos nosso compromisso com a defesa das comunidades tradicionais, da liberdade de crença e da valorização da cultura popular. Não aceitaremos que discursos de uma evangelização colonizadora sirvam para alimentar preconceitos, atacar identidades e reforçar estigmas contra o nosso povo.

A Ilha do Massangano exige e merece respeito. Respeitem os povos tradicionais!

Petrolina, 20 de fevereiro de 2026
Mandato Coletivo – Vereador Professor Gilmar Santos (PT/Petrolina-PE)

“Vá em frente e defenda bem o nosso Pernambuco”, disse Lula ao Professor Gilmar durante o 14.º Encontro Nacional do MST em Salvador

Vereador de Petrolina esteve ao lado de lideranças do MST, dialogou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do governo federal, reafirmando sua pré-candidatura a deputado estadual em defesa da reforma agrária e da justiça social

Foto: Ricardo Stuckert


O vereador de Petrolina e pré-candidato a deputado estadual, Professor Gilmar Santos, participou durante três dias do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado de 19 a 23 de janeiro em Salvador. O evento reuniu cerca de 3 mil militantes de todo o país e foi marcado por intensos debates sobre reforma agrária, agroecologia, soberania alimentar, justiça social e os rumos do Brasil no próximo período.

O encontro culminou em um grande ato político com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reafirmou seu compromisso histórico com a reforma agrária, com os movimentos populares e com a construção de um projeto de país voltado para os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. Em sua fala, Lula destacou a importância da organização popular, da luta por terra, comida saudável e dignidade, além de reforçar a necessidade de manter o Brasil no caminho da democracia, da soberania e da justiça social.

Durante o Encontro, Professor Gilmar esteve ao lado de diversas lideranças políticas e sociais, como a deputada estadual Rosa Amorim, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, além de deputados federais, estaduais e pré-candidatos da base do governo Lula que estarão juntos na construção do projeto político para as eleições de 2026.

Gilmar também teve a oportunidade de dialogar diretamente com o presidente Lula, momento em que reafirmou sua pré-candidatura a deputado estadual em Pernambuco, colocando seu nome à disposição para fortalecer a bancada comprometida com a reforma agrária, os direitos humanos, o combate às desigualdades e a defesa das periferias e do povo trabalhador. Ao saber que o Professor estava no terceiro mandato de vereador pelo PT de Petrolina, o Presidente o incentivou a candidatura estadual: “Vá em frente e defenda bem nosso Pernambuco”.

“A participação no Encontro Nacional do MST reafirma nosso compromisso com a luta por um Brasil que enfrente desigualdades históricas. Saímos desse encontro ainda mais motivados para disputar 2026, principalmente por receber esse incentivo do presidente Lula, que acredita na nossa candidatura a deputado estadual por Pernambuco, onde temos a missão de fortalecer esse projeto e garantir sua reeleição”, destacou o vereador.

O 14º Encontro Nacional do MST é uma das principais instâncias de formulação política do movimento e não acontecia com essa dimensão desde 2009. Além dos debates internos, o evento reforçou a articulação entre movimentos sociais e forças políticas progressistas, apontando caminhos para a retomada e o avanço das políticas públicas no campo e na cidade.

A presença do Professor Gilmar no Encontro reforça sua trajetória de diálogo permanente com os movimentos populares e sua atuação política alinhada ao projeto liderado pelo presidente Lula, em defesa da democracia, da soberania nacional e de um Brasil mais justo e igualitário.

Por Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Secretárias de Juventude do PT de Petrolina e Juazeiro recebem a Secretária Nacional Júlia Kopf e fortalecem unidade da juventude petista no Vale do São Francisco

Julia Kopf, Secretária Nacinal de Juventude ao centro, e as secretárias municipais de Juventude de Petrolina e Juazeiro, Victória Santana e Manuela Conceição

O Vale do São Francisco recebeu na última quarta-feira (14), a visita da nova secretária nacional de Juventude do Partido dos Trabalhadores, Júlia Kopf. Em sua primeira agenda no Nordeste após assumir o cargo, Júlia esteve em Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), onde participou de um encontro com lideranças da juventude do PT e promoveu um importante momento de articulação política entre os dois estados.

A visita marcou o início de sua gestão com diálogo, escuta e aproximação com as bases, especialmente com a juventude do Semiárido brasileiro. Durante a passagem pelo Vale, Júlia se reuniu com a secretária de Juventude do PT de Petrolina, Victória Santana, e com a secretária de Juventude do PT de Juazeiro, Manuela Conceição, além de outras lideranças jovens do partido nas duas cidades. 

O encontro reuniu juventudes da Bahia e de Pernambuco em um espaço de integração, troca de experiências e construção coletiva. Entre as principais pautas debatidas estavam a mobilização da juventude para a reeleição do presidente Lula, o fortalecimento da democracia, a organização partidária e o protagonismo da juventude nos territórios. As discussões reforçaram que a juventude petista do Vale do São Francisco está viva, organizada e ocupando espaços de decisão, com destaque para a forte presença da juventude periférica e da zona rural nas secretarias municipais.

Para Júlia Kopf, o encontro com a juventude de Juazeiro e de Petrolina foi marcado por muita alegria, e afirmou sair do Vale do São Francisco com a energia renovada para o ano de 2026, fortalecida pela organização e pelo compromisso da juventude local rumo à reeleição do presidente Lula e ao fortalecimento da democracia.

A secretária de Juventude do PT de Petrolina, Victória Santana, destacou o papel da juventude como força política no território: “Nós somos o presente que constrói o futuro, e é com organização, esperança e luta que seguimos organizados e organizadas, fortalecendo o projeto nacional do PT no sertão e no Brasil. Seguiremos firmes na luta, articulando a juventude e ocupando espaços de poder com coragem, responsabilidade e compromisso com a transformação social, com a reeleição histórica do maior presidente da história do país, o Presidente Lula.”

“Esse momento mostra que a nossa juventude de Juazeiro e Petrolina está junta e conectada. Temos muitos projetos em comum e seguimos alinhadas para fortalecer e organizar a juventude petista nas duas cidades, construindo uma atuação cada vez mais integrada no Vale do São Francisco. Através desse encontro fortalecemos laços, construímos unidade e reafirmamos que somos parte fundamental dessa luta coletiva”, reforçou Manuela, secretária de Juventude do PT de Juazeiro.

A agenda reafirma o compromisso do Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras com a organização da juventude como eixo estratégico, fundamental para consolidar conquistas, defender a democracia e fortalecer o projeto coletivo que tem o povo como centro.

Por Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Natal pede morada: quando a cidade escolhe luzes em vez de vidas

Por Victória Santana

Enquanto a cidade se enfeita com luzes, árvores cenográficas e cenários instagramáveis, milhares de pessoas seguem vivendo no escuro da negação de direitos básicos. Em Petrolina, o Natal mais uma vez escancara uma ferida antiga: a desigualdade não nasce do acaso, ela é construída, é fruto de escolhas políticas feitas ao longo do tempo, marcadas por uma oligarquia que governa o município há cerca de 80 anos, priorizando aparência, marketing e espetáculo, enquanto nega ao povo o direito de viver com dignidade.

No último mês, os veículos de comunicação locais foram incendiados com denúncias de que a Prefeitura gastou quase R$6 milhões em decoração natalina. Ao mesmo tempo, centenas de famílias seguem morando em barracos de lona, madeira e restos de material de construção, sem saneamento, sem água, sem banheiro, sem segurança. Famílias inteiras tentando existir onde o poder público escolheu não enxergar, sobrevivendo em condições indignas, empurradas para a invisibilidade.

Não se trata de ser contra o Natal. Pelo contrário. Trata-se de perguntar, com honestidade e coragem:
que Natal é esse? Para quem ele existe?

O Natal que celebra o nascimento de Cristo não é o da ostentação. É o da partilha. É o do cuidado com os pobres, com os excluídos, com quem não tem onde repousar o corpo depois de trabalhar seis dias, em uma jornada de trabalho escrava. É o Natal de Maria e José, trabalhadores, sem teto, periféricos. E uma cidade que se diz moderna, desenvolvida e próspera não pode aceitar como normal que crianças durmam em barracos, que mães criem seus filhos em áreas sem qualquer infraestrutura, que trabalhadores e trabalhadoras vivam sob a constante ameaça do despejo, da chuva, do abandono.

Petrolina não possui um programa municipal de habitação com recursos próprios capaz de enfrentar seu déficit habitacional. Depende de programas federais históricos, que não alcançam a todos e que, muitas vezes, são mal executados. O resultado está diante dos nossos olhos: o crescimento das ocupações, a criminalização da pobreza e a naturalização da extrema pobreza, tratados como se não fosse uma consequência de decisões políticas.

É preciso dizer com todas as letras, sem rodeios nem maquiagem: falta vontade política! Se há dinheiro público para milhões em decoração, há dinheiro para iniciar a construção de casas populares. O que falta não é recurso. Falta prioridade com a vida de quem mais precisa. Falta compreender que cidade não é vitrine. Cidade é gente, é corpo, é história, é vida.

Esse descaso com a moradia não é neutro. Ele tem cor, território e classe social. Em Petrolina, a ausência de políticas habitacionais atinge majoritariamente a população negra e periférica, que historicamente convivem com áreas degradadas, próximas ao lixo, sem saneamento, sem água, sem arborização e sem qualquer cuidado do poder público. Isso tem nome: racismo ambiental. É quando o Estado escolhe investir em projetos de embelezamento, como a ampliação da orla, já na construção da Orla 3, com paisagismo, iluminação e arborização, enquanto mantém famílias negras vivendo em barracos, expostas à extrema pobreza, à contaminação e à insegurança. A cidade cresce para poucos e empurra muitos para a sobrevivência precária, reforçando um modelo urbano excludente, onde o desenvolvimento nunca chega para quem mais precisa. O que Mbembe chamaria de necropolítica: a política que decide que merece viver e quem deve morrer. Em Petrolina, o segundo grupo são de homens, mulheres e crianças negras da periferia.

Em meio ao silêncio conveniente de uma gestão que governa para poucos, a atuação do vereador Professor Gilmar se destaca pela coragem de enfrentar privilégios históricos e denunciar desigualdades profundas. Sua voz tem sido uma das poucas na Câmara Municipal a ecoar, de forma firme e constante, em defesa da justiça social, do direito à moradia, da dignidade das periferias e da vida do povo negro e trabalhador. Ao longo dos anos, Gilmar não se limitou a discursos: esteve nos territórios, caminhou nas ocupações, ouviu as famílias, enfrentou interesses poderosos e colocou seu mandato a serviço de quem nunca teve vez. Em uma cidade marcada pela concentração de poder e pela exclusão social, essa postura não é comum, é política feita com compromisso, coerência e lado bem definido.

Levar a campanha “Natal Pede Morada” para o centro da cidade, ao lado da Catedral, exatamente onde está montada a principal decoração de Natal é disputar consciências. É provocar incômodo, para lembrar que, enquanto o Prefeito divulga sorridente o milionário “natal da neve”, que simula o polo-norte no sertão pernambucano, centenas de famílias lutarão para proteger seus filhos das águas que invadirão seus barracos nas próximas chuvas de verão, só que na vida real.

Natal pede morada porque sem casa não há dignidade. Natal pede morada porque a vida do nosso povo seria prioridade para Jesus. Natal pede morada porque uma cidade só é verdadeiramente iluminada quando escolhe cuidar de todas as pessoas, principalmente das que mais precisam.

Se o poder público insiste em não enxergar essa urgência, o povo vai lembrar. E vai cobrar. Porque cidade sem justiça social é só cenário. Cenário montado, caro, artificial, feito para durar pouco. Próximo mês, no natal do Prefeito Simão Durando, as luzes se apagam, a propaganda envelhece, o cenário desmonta. Mas as ocupações seguem. Seguem resistindo, vivendo, lutando, até que a oligarquia que há décadas governa Petrolina seja rompida. E nós seguiremos do lado certo da história: do lado da Vila da Fé, da Vila da Paz, da Vila Palmares, da Vila Sossego. Do lado do povo, do lado dos/as nossas/as, da dignidade e da justiça social.