Nota Pública de Repúdio às declarações do Deputado Antônio Coelho e do vereador Dhiego Serra

O  Mandato Coletivo, representado pelo Vereador Professor Gilmar Santos, vem a público manifestar total repúdio às declarações infelizes e ofensivas do deputado estadual Antônio Coelho e do vereador Dhiego Serra (PL), que atacaram o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), classificando seus integrantes como “vagabundos” e “bandidos”, além de acusarem o movimento de promover invasões de terras.

É fundamental reafirmar que o MST atua dentro dos marcos legais e constitucionais. A Constituição Federal, em seu artigo 184, determina que a União poderá desapropriar, por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social. Portanto, a luta do MST por terra, dignidade e justiça social é legítima, necessária e amparada pela nossa Carta Magna.

Ao contrário do que foi afirmado pelos parlamentares, o MST tem um histórico reconhecido de luta pela terra e por direitos, sendo hoje um dos maiores produtores de alimentos sem uso de agrotóxicos do país. Aqui na região do Vale do São Francisco, especialmente nos municípios de Petrolina, Lagoa Grande e Santa Maria da Boa Vista, diversos assentamentos conquistados por meio da luta do MST produzem alimentos que chegam às mesas de milhares de famílias, inclusive à mesa do Sr. Antônio Coelho e do Sr. Diego Serra.

É contraditório que o deputado Antônio Coelho, em declaração ao Blog Nossa Voz, tenha afirmado que “invadir terras, seja produtiva ou não, é uma violência contra a democracia e uma usurpação da autoridade do Estado brasileiro”. Violência contra a democracia é, na verdade, abandonar os mais de 40 mil eleitores de Petrolina que confiaram em seu mandato para assumir uma secretaria em outra cidade, revelando total desrespeito ao compromisso público assumido. 

Violência contra a democracia é apoiar Jair Bolsonaro, ex-presidente inelegível investigado por envolvimento em atentados golpistas contra as instituições do país, associação criminosa, incitação ao crime e falsificação de documentos, que por sinal teve seu pai, Fernando Bezerra Coelho, como líder no Senado. Ao invés de atacar movimentos populares que lutam por justiça social, o deputado deveria voltar sua crítica a quem, de fato, ameaça a ordem democrática e os direitos do povo brasileiro.

Reafirmamos, com firmeza, nossa solidariedade ao MST e a todas as famílias assentadas que lutam diariamente por uma sociedade mais justa, igualitária e sustentável. Somente por meio da reforma agrária, da democratização da terra e da valorização do trabalho no campo, poderemos superar os históricos atrasos sociais e construir um projeto de desenvolvimento que contemple a todos e todas com dignidade e justiça social.

Viva a luta do MST! Viva a reforma agrária!

Mandato Coletivo do Professor Gilmar Santos – Vereador de Petrolina

Professor Gilmar reforça compromisso com a educação em reunião com a secretária Rosane Costa

Saúde mental dos/as servidores/as, Plano de Cargos e Carreiras e segurança nas unidades escolares estiveram entre os principais temas discutidos

O Mandato Coletivo, representado pelo vereador Professor Gilmar (PT-PE), se reuniu na última segunda-feira (31) com a secretária municipal de Educação, Rosane Costa, para mais uma rodada de diálogo em defesa da educação pública de qualidade. O encontro abordou pautas urgentes apresentadas pela comunidade escolar, com foco na valorização profissional, infraestrutura e garantia de direitos.

A reunião teve início com questionamentos sobre os recentes processos seletivos da rede municipal, especialmente os realizados para o programa Nova Semente. O vereador denunciou possíveis indicações políticas feitas por aliados do governo em algumas unidades, levantando preocupações sobre a transparência nas contratações. Em resposta, a secretária reconheceu que parte das vagas ainda são preenchidas por cargos comissionados e informou que o programa passará por reformulações jurídicas, com previsão de substituição gradual por servidores/as concursados/as.

Outro ponto central da conversa foi a atualização do Plano de Cargos e Carreiras dos profissionais da educação, em vigor desde o ano 2000. “Estamos falando de mais de 15 anos de defasagem, em que os trabalhadores vêm sendo desvalorizados”, criticou Gilmar. A secretária respondeu que uma comissão do Sindicato dos Servidores Municipais está responsável por elaborar uma nova proposta, que deverá ser analisada pela gestão municipal.

Sobre o Plano Municipal de Educação (PME), que previa o cumprimento de metas entre 2015 e 2025, a secretária informou que, com autorização do Ministério da Educação, o prazo foi prorrogado até 2026. Apesar disso, o Mandato Coletivo reforçou a urgência em garantir concursos públicos e valorização dos/as profissionais, como condição para o cumprimento das metas e melhoria da qualidade do ensino

Durante a reunião, a secretária anunciou que entre 2025 e 2026, 20 novos equipamentos educacionais — entre escolas, creches, unidades de tempo integral e centros esportivos — devem ser entregues à população, com recursos federais e contrapartida do município.

A saúde mental dos trabalhadores e das trabalhadoras da educação também foi debatida com preocupação. O vereador relatou denúncias de assédio moral, perseguições e sobrecarga de trabalho enfrentadas por servidores/as. “Essa realidade precisa mudar com urgência”, afirmou Gilmar. A secretária se comprometeu com a criação de uma ouvidoria específica da pasta e a implantação de um centro de apoio psicológico para os/as profissionais da rede.

O Mandato também cobrou a reabertura da escola da comunidade de Cruz de Salinas, atualmente fechada. Segundo a secretária, o levantamento realizado pela Secretaria identificou número insuficiente de estudantes para a formação de turmas regulares na unidade.

Outro tema abordado foi a situação do Museu do Sertão, fechado para reforma desde outubro de 2024. Gilmar destacou a importância do espaço para a valorização da história e da cultura regional e cobrou agilidade na reabertura. De acordo com Rosane Costa, parte do museu já está acessível ao público e a reabertura completa está prevista para o próximo ano, com a conclusão das obras.

A segurança da unidade da Nova Semente Pingo de Sabedoria, no bairro Dom Avelar, foi uma das pautas mais sensíveis. A escola sofreu cinco arrombamentos em 2024 e já foi invadida duas vezes em 2025, mesmo após a instalação de cercas elétricas, serpentinas e câmeras de segurança. O vereador cobrou maior articulação da Prefeitura com os órgãos de segurança pública do município e do estado para conter os ataques.

O Mandato Coletivo, construído com as vozes da população negra e periférica — a que mais sofre com as desigualdades e violências do sistema — segue firme na defesa dos trabalhadores da educação e na luta por uma escola pública, democrática e de qualidade para todas e todos.

Por Glícia Barbosa
Editado por Victória Santana
(ASCOM/Mandato Coletivo)

Nota de Repúdio do Mandato Coletivo à homenagem concedida à Jair Bolsonaro na Câmara Municipal

“Homenagear alguém que ameaçou as instituições e tentou usurpar o poder por meios ilegais é um ato inaceitável e vergonhoso, que fere os princípios republicanos e o respeito à ordem constitucional”

O Mandato Coletivo, representado pelo vereador Professor Gilmar (PT) manifesta seu profundo repúdio à decisão da Câmara Municipal de Petrolina de conceder a Medalha de Honra ao Mérito Dom Malan ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. A honraria, a mais alta do legislativo municipal, foi aprovada por 21 votos favoráveis, com apenas um voto contrário do Professor Gilmar (PT), nesta quinta-feira, 03/04.

Consideramos essa decisão um grave equívoco e um desrespeito à história, à democracia e à dignidade do nosso povo. Jair Bolsonaro, ao longo de sua trajetória política, tem sido conhecido por declarações e atitudes que atentam contra os direitos humanos, a Constituição e os valores democráticos. Seu governo foi marcado por discursos de ódio, ataques à ciência e à imprensa, além de declarações misóginas e de incentivo à violência.

Causa ainda mais preocupação o fato de que vereadoras da Casa Legislativa, Cláudia Ferreira (DC), Maria Elena de Alencar (União Brasil) e Rosarinha Coelho (União Brasil), que formam a Comissão das Mulheres, tenham apoiado essa homenagem, desconsiderando os recorrentes posicionamentos do ex-presidente que desqualificam e ameaçam os direitos das mulheres. É fundamental que agentes públicos tenham mais compromisso com a luta pela igualdade e o respeito à dignidade de todas as pessoas.

Além disso, Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado e responde a investigações conduzidas pela Procuradoria-Geral da República por crimes como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, associação criminosa, incitação ao crime e falsificação de documentos. Homenagear alguém que ameaçou as instituições e tentou usurpar o poder por meios ilegais é um ato inaceitável e vergonhoso, que fere os princípios republicanos e o respeito à ordem constitucional.

O Mandato Coletivo reafirma sua posição intransigente na defesa da democracia, da justiça social e dos direitos da população. Seguiremos lutando contra qualquer tentativa de legitimação de figuras e práticas que representam retrocessos para o nosso país e para a democracia.

Mandato Coletivo
Petrolina, 03 de abril de 2025.

Câmara de Petrolina comete ataque à democracia ao conceder Medalha Dom Malan a Bolsonaro

Professor Gilmar (PT), único vereador a votar contra a homenagem, repudia gesto e denuncia ataque à dignidade popular

Na sessão desta quinta-feira (03), a Câmara Municipal de Petrolina envergonhou a história e a dignidade da população petrolinense ao conceder a Medalha de Honra ao Mérito Dom Malan ao ex-presidente inelegível e réu por tentativa de golpe de Estado Jair Bolsonaro. A mais alta honraria do legislativo municipal foi concedida por 21 votos favoráveis, com apenas um voto contrário do vereador Professor Gilmar (PT).

A proposição partiu do vereador bolsonarista Dhiego Serra (PL) e foi subscrita pelo também bolsonarista Diogo Hoffmann (União Brasil), ambos alinhados a um projeto político que representa o atraso, a violência e a intolerância. O que choca ainda mais é o fato de que as vereadoras da Casa Legislativa que formam a Comissão das Mulheres, Cláudia Ferreira (DC), Maria Elena de Alencar (União Brasil) e Rosarinha Coelho (União Brasil) também votaram a favor da homenagem, mesmo cientes de que Bolsonaro construiu sua carreira política às custas de discursos misóginos, de ataques sistemáticos aos direitos femininos e, inclusive, da incitação ao estupro.

Além disso, Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado e responde a investigações conduzidas pela Procuradoria-Geral da República por crimes como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, associação criminosa, incitação ao crime e falsificação de documentos. O Professor Gilmar denunciou a homenagem como um ataque à democracia e à dignidade popular, lembrando que Bolsonaro não só pisoteou a Constituição como também incentivou o ódio, a violência e o negacionismo durante sua gestão. “Nosso mandato jamais compactuará com esse tipo de ação. Homenagear quem tentou destruir a democracia, riu da dor do povo e fez apologia ao estupro é um tapa na cara da história”, afirmou o vereador.

O Mandato do Professor Gilmar reafirma seu compromisso com a democracia, a justiça social e a defesa dos direitos da população. Em um momento de ataques às conquistas históricas do povo brasileiro, é fundamental que a sociedade esteja atenta e mobilizada para impedir que figuras antidemocráticas sejam enaltecidas e legitimadas por instituições que deveriam zelar pelo bem comum.

Como foi a votação

Votaram A Favor da Homenagem a Bolsonaro

Aero Cruz (PDT), Capitão Alencar (PP), Cláudia Ferreira (DC), Dhiego Serra (PL), Diogo Hoffmann (União Brasil), Gabriel Menezes (PSD), Gilberto Melo (União Brasil), Josivaldo Barros (Republicanos), Júnior Gás (Avante), Major Enfermeiro (PDT), Manoel da Acosap (União Brasil), Maria Elena (União Brasil), Marquinhos Amorim (Republicanos), Osório Siqueira (Republicanos), Roberto da Gráfica (DC), Rogério Passos (União Brasil), Ronaldo Silva (PSDB), Ronaldo Cancão (Republicanos), Rosarinha Coelho (União Brasil), Wanderley Alves (PDT), Zenildo do Alto do Cocar (PDT).

Votou contra a Homenagem a Bolsonaro

Professor Gilmar Santos (PT)

Se absteve da votação para Homenagear Bolsonaro

Gaturiano Cigano (PV)

Por Victória Santana (ASCOM/Mandato Coletivo)

Vereador Gilmar Santos denuncia Prefeitura de Petrolina por descumprimento da Lei de Prestação de Contas das Ações Antirracistas

Gestão municipal ignora legislação e compromete transparência na implementação de políticas públicas para enfrentamento ao racismo

Foto: Carl de Souza/AFP

Na última terça-feira (26), o vereador Gilmar Santos (PT), líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de Petrolina, protocolou uma denúncia no Ministério Público de Pernambuco contra a Prefeitura Municipal por descumprimento da Lei nº 3.585/2022. A legislação, de autoria do próprio parlamentar, determina que o Executivo preste contas anualmente sobre as ações de enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa, garantindo transparência e participação popular na fiscalização dessas políticas.

De acordo com o texto da lei, a prestação de contas deve ocorrer por meio de audiência pública na Câmara Municipal e pela apresentação de um relatório detalhado, contemplando informações sobre recursos destinados, ações realizadas, número de pessoas beneficiadas e planejamento para o ano seguinte. No entanto, mesmo após dois anos da sanção da legislação, a Prefeitura não cumpriu nenhuma das exigências previstas.

“O que vemos é uma gestão que ignora a legislação e, consequentemente, desrespeita a luta histórica da população negra e das religiões de matriz africana. Petrolina foi a primeira cidade do estado a instituir um Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa, luta do nosso mandato e dos movimentos sociais antirracistas, e essa conquista não pode ser tratada com desdém pelo poder público”, declarou o vereador.

A ausência de transparência da Prefeitura compromete não apenas o controle social sobre a destinação de recursos públicos, mas também enfraquece políticas fundamentais para a promoção da igualdade racial em um município onde mais de 72% da população se autodeclara negra. “Não podemos aceitar que, em uma cidade onde o racismo estrutural se manifesta diariamente nas desigualdades sociais, a gestão municipal se omita no enfrentamento desse problema. O descumprimento da lei não é apenas uma falha administrativa, é um ataque direto aos direitos da população negra”, criticou o parlamentar.

No último dia 21 de março, foi celebrado o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, uma data que reforça a necessidade de ações concretas contra o racismo estrutural. No entanto, em Petrolina, o cenário é de omissão e descaso por parte do poder público. Para Gilmar Santos, a não aplicação da Lei nº 3.585/2022 vai na contramão dos esforços globais e locais pela equidade racial.

Além da Lei nº 3.585/2022, o Professor Gilmar é autor de outras legislações voltadas para o combate ao racismo, como a Lei nº 3.562/2022, que instituiu o Dia Miguel Otávio de Combate ao Racismo e Genocídio contra Crianças e Adolescentes Negros, e a Lei nº 3.330/2020, que criou o Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa. Para o vereador, a negligência da Prefeitura demonstra um descompromisso generalizado com o avanço dessas pautas.

A denúncia encaminhada ao Ministério Público solicita a apuração do caso, a notificação da Prefeitura para que apresente justificativas pelo descumprimento da lei e a adoção de medidas que assegurem o cumprimento imediato da norma.

“A população negra de Petrolina exige respeito! Não basta fazer discursos bonitos sobre igualdade racial. O compromisso com a justiça social precisa ser efetivo, e nós vamos continuar lutando para que as nossas conquistas não fiquem apenas no papel”, concluiu Professor Gilmar.

A sociedade civil e os movimentos sociais acompanham de perto o desdobramento da denúncia e reforçam a cobrança para que o poder público municipal respeite as leis e garanta transparência na gestão das políticas de enfrentamento ao racismo e à intolerância religiosa.

Por Victória Santana (ASCOM/Mandato Coletivo)

61 Anos do Golpe Militar: Professor Gilmar defende memória histórica e alerta sobre ameaças à democracia

Vereador petista e professor de história de Petrolina critica apoio da oligarquia Coelho ao regime militar e defende uma educação que promova reflexão sobre o passado para evitar retrocessos

Hoje, 31 de março, o Brasil recorda um dos episódios mais sombrios de sua história: o golpe militar de 1964, que instaurou uma ditadura de 21 anos marcada por repressão, censura e violação de direitos humanos. Em um momento de crescente tensionamento político, com ataques golpistas recentes à democracia e ao Governo do Presidente Lula em 8 de janeiro de 2023, e o ex-presidente inelegível Jair Bolsonaro prestes a ser preso como mandante do atentado, o vereador de Petrolina e professor de história, Gilmar Santos (PT), aproveitou a data para reforçar a importância da memória histórica e da defesa intransigente da democracia. As declarações foram dadas hoje, em entrevista à Rádio Ponte FM, com a jornalista Cinara Marques.

“A população brasileira ainda não teve o seu direito à memória respeitado. Nossa história não foi contada como deveria para as crianças, adolescentes e para a população em geral. É muito comum ouvirmos que ‘brasileiro tem memória curta’, mas isso se deve ao fato de não sermos estimulados a pensar sobre o passado e ter acesso às informações corretas”, pontuou Gilmar.

A família Coelho e o apoio ao Regime Militar

A ditadura militar (1964-1985) reprimiu brutalmente movimentos sociais, sindicatos e a liberdade de expressão, além de promover um modelo econômico que aprofundou as desigualdades sociais. Um dos objetivos do regime foi impedir as reformas de base que o então presidente João Goulart tentava implementar, como a tributação das grandes fortunas, a amplificação do acesso à educação e a reforma agrária. Para barrar essas iniciativas, setores conservadores da sociedade – incluindo empresários, militares e a grande imprensa – articularam o golpe.

Durante a entrevista, Gilmar também trouxe à tona a história da oligarquia Coelho, uma das famílias mais influentes do Vale do São Francisco, destacando seu envolvimento com o regime ditatorial.

“A prova concreta de que a família Coelho apoiou esse golpe militar é que, se você for ao Parque Municipal Josepha Coelho, logo na entrada, vê fotos da matriarca da família, Josepha Coelho, jantando com generais da ditadura. Além disso, o então Deputado Federal Nilo Coelho era o Primeiro Secretário do Congresso Nacional e muito próximo do general Humberto Castello Branco, sendo responsável por repassar uma lista de deputados considerados ‘subversivos’, que seriam cassados pelo regime”, destacou o parlamentar.

Para Gilmar, esse histórico de apoio a regimes autoritários se repete até os dias atuais, com membros da família Coelho respaldando o governo de Jair Bolsonaro, marcado pela retórica golpista e pelo desmonte de políticas sociais.

Memória e Justiça: Um chamado para o presente

O vereador ainda enfatizou que o Brasil não puniu os torturadores e agentes do regime militar, criando um clima de impunidade que se perpetua e fortalece figuras que atentam contra a democracia.

“Os torturadores da ditadura nunca foram punidos adequadamente, de maneira que essa impunidade se mantém na nossa sociedade através dos apologistas da violência. Bolsonaro é a maior representação disso. E é esse Bolsonaro que continua incentivando ataques à democracia, como ocorreu em 8 de janeiro de 2023. O que a gente espera é que ele e seus seguidores sejam processados, condenados e presos, para que sirva de lição”, declarou.

Para evitar retrocessos, Gilmar Santos defende que as escolas, especialmente as públicas, sejam locais de reflexão crítica sobre o passado e de fortalecimento da democracia. “Precisamos garantir que nossas crianças e jovens tenham acesso à verdade histórica para que os erros do passado não se repitam”, concluiu.

Em tempos de ataques às instituições democráticas, o alerta do Professor Gilmar se faz mais urgente do que nunca. O direito à memória e à verdade histórica é essencial para que o Brasil não retroceda e continue sua caminhada rumo a uma sociedade mais justa e igualitária.

Por Victória Santana (ASCOM/Mandato Coletivo)

Em Plenária Municipal, Professor Gilmar destaca resistência do PT e defende unidade para enfrentar desafios do Partido

O encontro reuniu lideranças políticas, movimentos sociais e militância petista 

O vereador Professor Gilmar (PT-PE) participou, neste domingo (30), em Petrolina, de uma plenária com lideranças políticas, movimentos sociais e a militância petista. Com o tema “É preciso estar atento, mobilizado, organizado e forte”, o evento, organizado pelo Diretório Municipal, destacou os desafios do partido, dando uma largada aos debates do município sobre as eleições internas do PT, o PED 2025 (Processo de Eleição Direta).

Em sua fala, o vereador destacou a conjuntura municipal, a força do PT, a luta do Presidente Lula, e a importância da unidade para romper com a oligarquia dominante na cidade e enfrentar a narrativa da extrema direita, também, a nível nacional. Para ele, é importante que o diálogo com a sociedade sobre programas essenciais como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, e outros, além dos avanços nas áreas da saúde e educação, sejam ampliados e fortalecidos.

Gilmar enfatizou a importância de impedir o retorno da extrema direita ao poder, defendendo a necessidade de mobilização para a reeleição do presidente Lula e a continuidade das transformações que beneficiam os/as trabalhadores/as, os/as mais pobres e toda a população brasileira. 

“Diante dos desafios que ainda existem, a resistência e a força do partido são fundamentais para garantir que o governo do presidente Lula siga promovendo avanços e transformações que garantam melhorias, dignidade e igualdade de oportunidades para o nosso povo, principalmente para os mais empobrecidos. Ao mesmo tempo, precisamos enfrentar com coragem e determinação a extrema direita, que tenta desinformar a população e frear o progresso do nosso povo, da classe trabalhadora”, afirmou.

O parlamentar ainda destacou a relevância da união para garantir os avanços sociais e econômicos no país. “Coletividade, justiça social e igualdade são valores que guiam o nosso Mandato e o Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras. Estaremos atentos, organizados, mobilizados e fortes, para fortalecer nossas bases e renovar nosso propósito”, concluiu.

Por Victória Santana (ASCOM/Mandato Coletivo)

Professor Gilmar homenageia Mestra Maria Jacinta: Rainha do Reisado de Santa Maria da Boa Vista e Patrimônio Vivo de Pernambuco

Com auditório lotado, Petrolina vivenciou um dia emocionante de tributo a uma lenda viva que preserva a cultura popular e a tradição do Reisado no Vale do São Francisco

Na manhã desta quinta-feira, 27 de março, Petrolina celebrou uma das maiores referências culturais do Vale do São Francisco: a mestra do Reisado de Santa Maria da Boa Vista Maria Jacinta. A cerimônia, que lotou o auditório da Fundação Nilo Coelho, contou com a presença de diversas autoridades, como George Duarte (Prefeito de Santa Maria da Boa Vista), Anselmo Gomes (Vice-prefeito de Santa Maria da Boa Vista), Jean Carlos de Alencar (Reitor do IF-Sertão), Muller Alencar (Chefe de gabinete da reitoria da UNIVASF), Jailson Lima (Gerente do Sesc/Petrolina), Dona Santinha, Dona Angelita e Dona Diuza (Representando a Associação das Mulheres Rendeiras do bairro José e Maria), Rubrest Jericó (Ex-vereador de Santa Maria da Boa Vista), Gilvaneide Silveira (Vereadora de Santa Maria da Boa Vista), Tiara Melo (Secretária de Cultura de Santa Maria da Boa Vista) e Humberto Mendes (Ex-prefeito de Santa Maria da Boa Vista).

Com 100 anos de vida, Dona Jacinta recebeu o Título de Cidadã Petrolinense e a Medalha de Honra ao Mérito Dom Malan, em solenidade que foi uma verdadeira reverência a sua existência e contribuições à cultura. As honrarias foram proposições do vereador Professor Gilmar (PT), que destacou a importância dessa homenagem: “Dona Jacinta é uma guardiã da nossa cultura popular. Sua trajetória representa a resistência, a preservação e a força das nossas tradições negras, nordestinas e ancestrais. Hoje, a entrega dessas honrarias é um reconhecimento ao seu trabalho incansável em manter viva a nossa identidade cultural”, afirmou o vereador.

A cerimônia iniciou com a apresentação do Samba de Véio da Ilha do Massangano, dando o tom de celebração e reafirmando a valorização da cultura popular. Dentre as homenagens, o vereador Gilmar Santos emocionou a todos ao cantar uma música autoral que compôs especialmente para Dona Jacinta, com a melodia acompanhada pelo sanfoneiro Iván Greg.

Dona Jacinta, profundamente emocionada, não conteve as lágrimas de gratidão. Durante a cerimônia, contou sua história, a criação do seu Reisado e ainda presenteou todos os presentes com as cantigas do Reisado em um momento lindo e muito especial. “Eu quero agradecer de todo o meu coração. Muito obrigada por tudo, por este apoio. A gente faz uma coisinha achando que não vai a frente, mas Deus é quem prepara e ele foi quem preparou, porque só Deus sabe como eu saía com esse Reis, mas a alegria vinha de dentro do meu coração. A coisa melhor que eu achava no mundo era cantar Reis e ainda hoje, quando precisar, pode convidar”, disse Dona Jacinta, emocionada.

Memória Viva do Sertão

Dona Maria Jacinta não é apenas uma mestra do Reisado, ela é uma verdadeira rainha ancestral, cuja dança e música reverberam pelo Vale do São Francisco. Ao longo de sua vida, ela preservou a tradição do Reisado, levando para as ruas e igrejas de Santa Maria da Boa Vista o encanto das cantigas e das histórias que atravessam gerações. O “Reisado de Dona Jacinta”, como é conhecido seu grupo, é mais que um simples folguedo. Ele é um rito de resistência, que celebra o nascimento de Jesus e reverencia os santos, mas também mantém acesa a chama da nossa cultura popular.

Hoje, Dona Jacinta, aos 100 anos, vê o reconhecimento de sua vida dedicada a essa tradição. Mesmo que seu corpo já não acompanhe os passos da juventude, sua presença continua forte como um farol que orienta todos que buscam na cultura popular a força de um povo. Em sua caminhada, ela semeou o Reisado não apenas entre seus filhos e netos, mas também em escolas, projetos sociais e na comunidade, garantindo que a memória de um povo que nunca se deixa abater continue viva.

Cada passo, cada movimento, cada canto da Mestra Jacinta que ecoa no vento carrega a força de um povo que se mantém firme em suas raízes. Em cada fantasia feita à mão, em cada acorde de sanfona e pandeiro, há uma história de luta, de fé, de identidade. A cada apresentação, Dona Jacinta nos ensina que a cultura popular é o cimento que une a nossa comunidade, que nos dá força para enfrentar os desafios e nos conectar com as nossas origens.

Aos 100 anos, Dona Jacinta, com os passos da sua dança e a voz suave das cantigas, nos faz sentir o pulso vibrante de um Nordeste que nunca se cala. Sua presença é uma poesia em movimento. Cada história que conta, cada sorriso que oferece, cada lembrança compartilhada nos leva a um tempo de simplicidade e beleza, onde a cultura popular não é apenas um valor, mas uma força que impulsiona as gerações a seguir o caminho da resistência.

O tempo passou, mas o coração de Dona Jacinta nunca deixou de bater no ritmo das folias. Ela é, de fato, uma lenda viva, que dança na mente de todos nós e que, hoje, recebe o merecido reconhecimento da cidade de Petrolina. A cerimônia de hoje, com a entrega do Título de Cidadã Petrolinense e da Medalha Dom Malan, é um tributo a essa mulher que, através do Reisado, nos lembra da importância de manter viva nossa história, nossa cultura nordestina e nossa identidade.

“É um privilégio poder reconhecer o trabalho de Dona Jacinta. Ela é um exemplo de como uma cultura popular deve ser preservada e valorizada. Petrolina deve se orgulhar de tê-la como cidadã, de ver o seu legado sendo perpetuado por suas gerações”, disse Gilmar.


Por Victória Santana (ASCOM | Mandato Coletivo)
Imagens de Nilzete Brito (ASCOM | Câmara Municipal de Petrolina)

Professor Gilmar concede Moção de Aplausos ao ambientalista e cineasta Victor Flores

A homenagem é um reconhecimento pela Conquista Internacional do Curta-Metragem ‘As Aventuras de Tita’

O vereador Professor Gilmar (PT) concedeu, nesta quinta-feira (27), na Câmara Municipal de Petrolina, uma Moção de Aplausos ao ambientalista, cineasta e escritor Victor Flores. A honraria foi dada em reconhecimento à conquista internarcional do curta-metragem As Aventuras de Tita, que entrou para o catálogo da plataforma de streaming Panea.TV, nos Estados Unidos.

Victor Flores, que também é criador do Projeto Tita Ararinha, é um defensor incansável da preservação ambiental e da justiça social, valores que dialogam diretamente com as bandeiras levantadas pelo vereador Professor Gilmar. Morador da periferia e militante na luta contra o racismo estrutural, Gilmar sempre destacou a importância de políticas públicas voltadas para a sustentabilidade, a democratização do acesso à cultura e a preservação dos recursos naturais, especialmente no contexto da Caatinga e em convivência com o semiárido pernambucano.

As Aventuras de Tita não só leva a mensagem da importância de cuidar da nossa natureza, mas também destaca a rica cultura e a resistência do povo sertanejo, que enfrenta desafios históricos de desigualdade e exclusão”, afirmou o vereador.

A animação As Aventuras de Tita, dirigida por Victor Flores e Eduardo Padrão, leva o público para um universo mágico, onde a história da ararinha-azul, espécie ameaçada de extinção, é contada com elementos de música e natureza, em uma combinação que fortalece a mensagem de preservação da Caatinga e de respeito à biodiversidade. O filme, além de ser premiado em festivais internacionais, foi reconhecido em várias plataformas e, agora, chega a mais pessoas ao redor do mundo por meio de versões em português, inglês e espanhol.

Victor Flores, que tem sido um elo entre a cultura nordestina e o reconhecimento internacional, expressou sua gratidão pela Moção de Aplausos.

“Dizer que estou muito feliz e emocionado com o reconhecimento e indicação do vereador Gilmar por aplaudir um trabalho que não é só meu. Concebi a Tita com outros artistas que fazem parte do projeto pra gente contar um novo olhar da Caatinga. O que marcou muito a minha infância foi o estereótipo da Caatinga seca, chão rachado, mas a Caatinga é rica e biodiversa. E hoje, poder trazer esse novo olhar para o mundo e para as crianças, através do audiovisual e dos livros que estão em escolas de referência aqui no sertão, chegando também em São Paulo e no exterior, mostra que o conteúdo do Nordeste está chegando em outros espaços”, disse o cineasta.

Para o vereador Professor Gilmar, a homenagem vai além de uma simples celebração. Ela simboliza o compromisso da sua gestão com a inclusão, a igualdade e a sustentabilidade. “O trabalho de Victor é um exemplo de como a arte pode ser uma ferramenta poderosa na construção de um futuro mais justo para todos e todas”, concluiu o vereador.

Com a expansão internacional de As Aventuras de Tita, o curta-metragem se torna um farol de conscientização sobre os desafios ambientais do Brasil, principalmente na preservação do bioma Caatinga, e reforça o papel do audiovisual como um meio de educação e inspiração para um mundo mais sustentável.

Por Victória Santana
(ASCOM | Mandato Coletivo)

Professor Gilmar denuncia Prefeitura de Petrolina por descumprimento da Lei do Dossiê Mulher

O vereador protocolou denúncia ao Ministério Público, cobrando a implementação de banco de dados sobre violência de gênero, criado por legislação de 2019 e ainda não cumprido pela gestão municipal

O vereador Professor Gilmar Santos, do Partido dos Trabalhadores (PT), protocolou, na quarta-feira (26), uma denúncia junto ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra a Prefeitura Municipal de Petrolina pelo não cumprimento da Lei Municipal nº 3.261/2019, que criou o “Dossiê Mulher”, uma importante ferramenta para o combate à violência de gênero no município.

A lei, sancionada em 2019, estabelece a obrigatoriedade da criação de um banco de dados periódico sobre as mulheres atendidas pelas políticas públicas municipais, com ênfase no enfrentamento da violência contra a mulher. O Dossiê Mulher deve reunir estatísticas extraídas de diversas secretarias, como Saúde, Assistência Social, Segurança Pública e Direitos Humanos, e disponibilizar essas informações de forma transparente no site da Prefeitura e no Diário Oficial.

Importante destacar que a Lei nº 3.261/2019 foi uma iniciativa da ex-vereadora Cristina Costa, também do PT, que, ao longo de sua trajetória política, sempre defendeu políticas públicas para as mulheres.

Entretanto, desde a promulgação da lei, a Prefeitura de Petrolina não cumpriu a obrigação legal de elaborar, divulgar e disponibilizar as informações necessárias, comprometendo a eficácia das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. A falta de dados consolidados dificulta a atuação de órgãos competentes no enfrentamento da violência de gênero e impede a formulação de estratégias efetivas para o acolhimento das vítimas.

Em sua denúncia, o Professor Gilmar destacou os alarmantes índices de violência contra as mulheres no Brasil e em Pernambuco, citando dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2023, que apontam mais de 245 mil casos de lesões corporais decorrentes de violência doméstica no país, além de 1.437 feminicídios registrados. Em Petrolina, onde as mulheres representam mais da metade da população, a ausência de um banco de dados estruturado impede o planejamento e a implementação de políticas públicas eficazes.

“A falta de cumprimento dessa lei é um descaso com as mulheres de Petrolina. Sem dados confiáveis, não podemos desenvolver políticas públicas que realmente enfrentem a violência de gênero de forma eficiente e assertiva”, afirmou o vereador Gilmar Santos.

O vereador Gilmar Santos, que há oito anos tem lutado pelos direitos das mulheres, com a implementação de políticas públicas voltadas para a igualdade de oportunidades, reiterou sua determinação em seguir cobrando o cumprimento da legislação e a transparência na gestão pública. “Estamos encerrando o mês de março, mês das mulheres, e não podemos permitir que as promessas de proteção dessa gestão municipal se tornem apenas palavras vazias. A nossa luta por um município mais justo e seguro para as mulheres de Petrolina segue firme”, concluiu.

Na denúncia, o vereador solicitou ao Ministério Público que apure o descumprimento da lei e adote as medidas cabíveis para garantir a implementação do Dossiê Mulher, assegurando a transparência e a eficácia nas ações de enfrentamento à violência contra as mulheres em Petrolina.

A denúncia é um passo importante para garantir que os direitos das mulheres sejam respeitados e que políticas públicas mais assertivas e baseadas em dados concretos sejam implementadas no município.

Por Victória Santana
(ASCOM | Mandato Coletivo)