Desmonte das Universidades e Institutos Federais: vereador Gilmar Santos conversa com o Reitor da Univasf, Julianelli Tolentino. Veja vídeo

“O vereador , que também é professor e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania, foi conversar com o reitor Univasf para entender como a universidade vem se articulando diante dos desmandos do governo e para mais uma vez reafirmar seu compromisso com a educação e com o desenvolvimento do país”

Foto: Hyarlla Wany

O atual ministro da educação, Abraham Weintrab, anunciou corte de pelo menos 30% dos recursos da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), posteriormente ampliando o desmando para as demais universidades e institutos federais de ensino. Segundo ele, as universidades têm permitido eventos políticos, manifestações partidárias ou festas inadequadas ao ambiente universitário, classificando as atividades como “balbúrdia”, que no dicionário da língua portuguesa significa “tumulto, desordem”. Ou seja, o ministro utiliza-se de argumentos vagos para chantagear e sucatear as instituições públicas de ensino impedindo o pensamento crítico e a liberdade de expressão.

Segundo o MEC, “o bloqueio preventivo incide sobre os recursos do segundo semestre” e poderá ser reavaliado “caso a reforma da previdência seja aprovada e as previsões de melhora da economia no segundo semestre se confirmem”. Dessa forma, fica claro o objetivo do atual governo federal: Chantagear a sociedade civil para aprovar uma reforma da previdência criminosa que joga para a população a responsabilidade da má gestão dos recursos públicos, da corrupção e das dívidas do governo.

Diante de tamanha “balburdia” do governo, estudantes, professores, sindicatos e demais organizações políticas de todo o país estão organizando e protestando contra o corte de verbas nas instituições federais e também contra a reforma da previdência. Em Petrolina a situação não é diferente. Por isso, o vereador Gilmar Santos (PT), que também é professor e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania, foi conversar com o reitor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Julianelli Tolentino, para entender como a universidade vem se articulando e para mais uma vez reafirmar seu compromisso com a educação e com o desenvolvimento do país.

Confira Vídeo:

Em visita à secretária, professor Gilmar Santos solicita providências sobre 13 demandas da educação

“Em reunião com a Secretaria de Educação foram levantados pontos como a reativação do Conselho Municipal da Educação, o andamento das creches paradas, a falta de segurança, kit escolar, fardamento e livros didáticos nas escolas, a falta de fraldas no Nova Semente, entre outros”

Foto: Ângela Santana

Na manhã desta segunda-feira (06), o vereador professor Gilmar Santos se reuniu com a Secretária de Educação, Margareth Costa, para apresentar algumas denúncias que chegaram ao seu gabinete e buscar esclarecimentos junto à secretaria.

“Pais, mães, professores, comunidades, têm nos chamado atenção sobre os desmandos, a irresponsabilidade e a negligência dagestão com a educação municipal, então nós fomos verificar”, disse o parlamentar.

Durante a reunião foram levantados pontos como a reativação do Conselho Municipal da Educação, o andamento das creches paradas, a falta de segurança, kit escolar, fardamento e livros didáticos nas escolas, a falta de fraldas no Nova Semente, o andamento do programa que acompanha alunos em distorção idade-série, a assistência social e psicológica nas escolas, informações sobre o cadastro reserva do concurso público para professores, sobre a merenda e o cardápio escolar, o cumprimento da lei Nº 2.914/2017 que disponibiliza espaços das escolas para ensaios de quadrilhas juninas e outros grupos culturais, a efetivação do programa de Esporte e Lazer das Cidades (PELC) e sobre o acompanhamento às crianças com espectro autista.

Conselho da Educação

Gilmar vem cobrando a reestruturação do Conselho da Educação há mais de um ano já que sem esse órgão a educação fica vulnerável e passível de irregularidades. Ao levar essa demanda para a secretária, Margareth Costa explicou que o projeto já havia sido encaminhado, mas só nesta terça-feira (07) o mesmo chegou à câmara dos vereadores.

Falta de Livros Didáticos

O vereador questionou sobre a falta de livros na maior parte das unidades de ensino do município e o atraso de entrega em outras. A secretária admitiu o problema e explicou que é uma falha do Ministério da Educação (MEC). Ao ser questionada sobre as escolas dos Residenciais Monsenhor Bernardino e Vivendas que estão fora da lista de escolas que receberam livros, Margareth explicou que a quantidade de livros enviados pelo MEC são baseados no censo de 2018, e considerando que essas escolas não entraram no censo, pois, não estavam em funcionamento, a previsão é de que o problema só seja normalizado no próximo ano. Na ocasião, pediu apoio do vereador para fortalecer a cobrança sobre a entrega e atraso desses materiais didáticos. De pronto, Gilmar reafirmou compromisso com essa pauta e lembrou que já vem fazendo isso, mas que era importante a secretária e a gestão fazerem essa cobrança a Fernando Bezerra Coelho, líder do governo no senado e ao deputado federal Fernando Filho, aliado do governo Bolsonaro. O edil lembrou que votou em outro projeto para a educação do país.   

Segurança nas Escolas

Diversas escolas estão com muros e concertinas (cercas de aço) danificadas, facilitando o acesso de estranhos que podem oferecer riscos à segurança das crianças, professores e demais servidores. O parlamentar sugeriu o conserto imediato desses equipamentos e exigiu da gestão que avaliasse a viabilidade de colocar vigilantes e câmeras nesses locais, evitando situações de violência. A secretária reconheceu o problema e se comprometeu em tomar as devidas providências.

Construção de Creches Paradas

Em fevereiro o vereador denunciou várias obras paradas, entre elas as creches do Henrique Leite e Antônio Cassimiro (Veja vídeo), e cobrou explicações sobre a retomada e conclusão dessas obras. Sobre o assunto, a gestora reconheceu a denúncia e apontou dificuldades para a pontualidade de entrega dessas obras. Costa atribuiu responsabilidades da empresa FIX responsável pelas 05 creches em construção, já que essa havia desistido do contrato alegando falta de condições financeiras para concluir as obras.  Sobre essa questão específica, a gestora explicou que após diversas intervenções junto ao governo federal conseguiu autorização para novo processo licitatório, previsto para os próximos dois meses. Quanto as outras 05 creches que não tiveram obras iniciadas a administração municipal têm se articulado politicamente para conseguir autorização de novo processo licitatório, previsto para o mês de setembro. Ou seja, a entrega das 10 creches para o município continua no campo da promessa.

Assistência Social e Psicológica nas Escolas

Desde 2017 o Mandato Coletivo vem recebendo demandas da área de saúde mental, entre as quais estão jovens, estudantes e professores da rede municipal e estadual de educação, com quadros de depressão, ansiedade, automutilação etc. Em 2018 o MC desenvolveu campanha sobre o tema em diversas unidades de ensino e identificou ausências e fragilidades nos serviços de assistência social e psicológica voltados para esse público. O edil propôs que a gestão implementasse programa específico para superação dessas demandas. A gestora se comprometeu em avaliar a proposta e aperfeiçoar esses serviços. Lembrou que alguns casos estão sendo encaminhados exemplificando as crianças com espectro autista. De acordo com ela, as crianças que precisam de atendimento psicológico são atendidas mediante laudo médico, que deve ser apresentado na secretaria de educação.

Kits Escolares e Fardamento

O vereador recebeu denúncias de pais, mães e professores sobre o atraso dos kits escolares e do fardamento já estamos no mês de maio e até agora esse material, que é de responsabilidade do governo municipal e não federal, não foi entregue. Os kits envolvem caderno, lápis, borracha etc. e muitas crianças que se encontram em situação de vulnerabilidade não tem condições de ter esses materiais. Tendo em vista essa dificuldade, o vereador cobrou da secretaria explicações sobre o atraso. Margareth admitiu o atraso e justificou falando que esse material foi licitado em setembro do ano passado (2018), mas até agora não estavam prontos, tendo previsão de entrega para o dia 15 de maio. Além disso, ela se comprometeu em estar licitando esse material em junho, para que no ano que vem seja entregue no prazo.

Falta de Fraldas no Nova Semente

O Mandato coletivo recebeu denúncias de que Pais e mães estavam tendo que comprar as fraldas para mandar para a creche porque o município que é responsável por essa distribuição não estava fornecendo as fraldas. Segundo a secretária houve realmente esse problema de atraso do fornecedor, mas a situação já foi regularizada e as fraldas estão sendo distribuídas nas unidades.

Distorção de Alunos em idade-série

A distorção idade-série é a proporção de alunos com mais de 2 anos de atraso escolar, ou seja, os alunos com distorção idade-serie são aqueles que reprovam ou abandonam os estudos por dois anos ou mais e acabam repetindo a série. Sendo assim, eles continuam os estudos, mas com defasagem em relação à idade considerada adequada para cada ano de estudo, conforme a legislação educacional do Brasil.

Cada município adere um programa específico de aprendizagem para acompanhar e regularizar a situação desses alunos, porém o vereador recebeu denúncias de que esse ano o programa ainda não estava sendo efetivado em Petrolina. Dada a informação, o parlamentar cobrou da secretaria informações sobre o processo de construção desse programa. A gestora explicou que realmente o programa não estava acontecendo de forma adequada, mas que eles estavam em discussão sobre a construção desse programa e que até o segundo semestre iria apresentar essa proposta.

Merenda Escolar

O vereador recebeu denúncias de que a merenda escolar comparada com a do ano passado estava menos diversificada, menos rica em diversos produtos. Levando essas queixas à secretaria, Margareth disse que os itens do ano passado estavam sendo os mesmos desse ano e que se tivesse algum caso concreto sobre isso, eles iriam tomar as devidas providencias para regularizar.

Na ocasião, o vereador também lembrou da lei Nº 2.913/2017, de sua autoria, que trata sobre a inserção de produtos orgânicos e agroecológicos na merenda escolar, e a diretora colocou que até o momento estavam sendo cumprindo os 30% (previstos na lei) de alimentos da agricultura familiar através do programa PNAI, o PAA; disse também que estaria avaliando a inserção de orgânicos para que a lei fosse cumprida. O parlamentar também pediu que houvesse uma maior aproximação da gestão municipal, da secretaria, com a associação de orgânicos do município.

Acompanhamento de Crianças com Espectro Autista

Mães e pais de crianças com espectro autista têm denunciado a dificuldade de integração dessas crianças nas atividades escolares, pois, segundo eles, os professores e professoras selecionados no concurso municipal para as vagas de assistentes de creche foram relocados para a vaga dos auxiliares, rebaixando a qualidade da assistência a essas crianças. O vereador questionou a secretária sobre a veracidade da denúncia e ela negou, porém, solicitou que os pais e mães que tenham provas sobre esse fato procurem a secretaria.

Concurso Público

Diversos professores aprovados como cadastro reserva no concurso para a rede municipal de educação procuraram o Mandato Coletivo questionando sobre a convocação dos reservistas. Segundo eles, o edital diz que a carga horária para cada professor é de 100h, mas que os candidatos convocados estavam recebendo carga de 200h. A queixa é de que as normativas do edital não estavam sendo respeitadas, já que não consta nada que valide esse tipo ação. Os professores solicitaram que o Mandato levasse esse questionamento à secretária. Ao ser questionada, Costa explicou que estava fazendo grande esforço para convocar o máximo de pessoas, mas que a rede é bastante ampla e era complexo fazer isso em um tempo menor. Disse também que essas 100 horas a mais que esses professores estavam recebendo eram vagas não reais, ou seja, de professores que foram afastados, realocados na gestão, na direção, na coordenação etc, portanto, a qualquer momento esses professores poderiam estar voltando às 100h. A secretaria disse que entregar 100 horas para esses efetivos não é a melhor forma de se resolver o problema e que por isso estariam procurando contratados para assumir as outras 100h. O vereador chamou atenção sobre o número de contratados na rede municipal, e depois de reunião com esses professores aprovados, que aconteceu também na segunda-feira (06), se comprometeu em fazer requerimento solicitando os números de vagas reais de contratados na rede municipal.

Cumprimento da Lei Nº 2.914/2017

Gilmar questionou à secretaria sobre o cumprimento da Lei Nº 2.914/2017, de sua autoria, que dispõe sobre a utilização de espaço físico das escolas da rede municipal de Petrolina para realização de reuniões e ensaios de quadrilhas juninas e de outros grupos culturais. De acordo com o edil, alguns diretores estavam dificultando a disponibilização desses espaços, seja porque não tem estrutura, como, por exemplo, a escola José Joaquim que não tem energia elétrica na quadra, seja por falta de vigilantes, uma vez que é necessária a presença de alguém que acompanhe esses grupos durante os ensaios. A secretaria se comprometeu em apresentar uma normativa disciplinando e garantindo condições  para o acesso desses grupos.

Efetivação do PELC

O vereador recebeu denúncias de que os professores/educadores físicos selecionados e contratados desde 2017 para atuar no Programa de Esporte e Lazer das Cidades (PELC), ainda não foram chamados para trabalhar. Questionada sobre o assunto, Margareth disse que nos próximos dias esses profissionais estarão em atividade nos diversos núcleos da zona urbana e rural do município para desenvolver essas ações.

O edil aguarda respostas sobre requerimento nº109, apresentado no dia 01 de maio na Casa Plínio Amorim, que solicita informações sobre o andamento do PELC.

Requerimento: Que sejam apresentadas informações sobre o Programa de Esportes e Lazer das Cidades (PELC) de Petrolina


“Nós queremos saber como está o andamento do programa para dar uma resposta também para os profissionais que aguardam serem chamados para trabalhar e, principalmente, à sociedade que precisa de políticas públicas de esporte e esperam por essa ação”

Foto: Hyarlla Wany

Na última terça-feira (30/04) o vereador professor Gilmar Santos apresentou na Casa Plínio Amorim o requerimento Nº 109/2019 que solicita ao executivo junto à Secretaria de Educação, Cultura e Esportes de Petrolina, informações sobre o andamento do Programa de Esportes e Lazer das Cidades (PELC), que é um programa federal gerido pela prefeitura do município.

Foram solicitadas informações como: documentos que demonstrem quais atividades deverão ser desenvolvidas no programa, bem como os locais de sua execução, público alvo, valores utilizados para a sua execução e sua destinação para cada ação e o número de profissionais que irão, de fato, participar.

Segundo o parlamentar, a prefeitura realizou em novembro de 2018 uma formação para os profissionais – educadores físicos-, selecionados e contratados, em 2017, para atuar no programa, mas até agora nenhum deles foi chamado para trabalhar. “Apesar dos recursos desse programa estarem disponíveis desde 2017, e de diversos educadores físicos terem assinado o contrato há quase dois anos, nenhum desses servidores, profissionais, foram efetivados e passaram a servir o município, ou seja, você tem quase dois anos e nenhuma atividade esportiva junto às comunidades previstas nesse programa. Eu gostaria muito de saber se essa denuncia procede, se é pertinente… Se for, é uma vergonha para o município” disse.

Além disso, o edil reforçou a importância de atividades esportivas, educativas e culturais nas periferias da cidade, e apontou a negligência do poder público para com o desenvolvimento de crianças e adolescentes petrolinenses. “Muitas vezes a gente fala sobre a violência nas periferias, da falta de oportunidades para as crianças e os adolescentes, e nós temos aqui um programa esportivo que há quase dois anos tem dinheiro, os profissionais foram contratados, e ninguém foi trabalhar ainda por ingerência, negligência do município”.

Gilmar disse que quer saber como está o andamento do programa para dar uma resposta também para os profissionais que aguardam serem chamados para trabalhar e, principalmente, à sociedade que precisa de políticas públicas de esporte e esperam por essa ação.

Vereador professor Gilmar Santos (PT) solicita ao executivo que recursos para quadrilhas juninas sejam entregues antes do concurso

“É um gesto de valorização. Nós queremos que as quadrilhas juninas tenham esse investimento porque no fim das contas todo mundo acha bonito ver as quadrilhas se apresentando, ver as quadrilhas representando Petrolina fora da cidade… Agora dinheiro que é bom para valorizar o trabalho desses profissionais, desses artistas, não chega”

Foto: Hyarlla Wany

Durante a sessão plenária dessa terça-feira (30/04) o vereador professor Gilmar Santos (PT) cobrou do executivo que os recursos destinados aos grupos de quadrilhas da cidade fossem entregues antes do Concurso, que já é tradição em Petrolina. Segundo ele, os quadrilheiros falaram que estavam indo pedir dinheiro no sinal porque o recurso do município só entra em caixa depois das apresentações e, muitas vezes, com atraso.

O evento além de fortalecer a cultura popular da região, também agita a cidade e atrai turistas de todos os lugares, movimentando assim a sua economia. Este ano, o concurso chega à sua 48º edição, e os quadrilheiros já estão se organizando para montar as apresentações. Sem apoio financeiro antecipado, os grupos vendem rifas nas ruas, outros pedem dinheiro no sinal, fazem brechós, entre outras ações para arrecadar recursos.

Gilmar disse que é uma vergonha para Petrolina pagar milhões para que artistas de outras regiões se apresentarem no município e não garantir mínimo apoio para os artistas locais. “É vergonhoso o prefeito municipal, que tem orçamento, tem dinheiro em caixa, deixar que os jovens das quadrilhas juninas estejam nos sinais de trânsito quase que numa situação de mendicância, praticamente pedindo esmola para poder desenvolver as suas produções” disse.

Na oportunidade o parlamentar também lembrou que no ano passado o seu Mandato Coletivo apresentou quase meio milhão de emendas destinadas para as produções culturais do município e reforçou que existem recursos disponíveis para esses grupos, o que não tem é compromisso e “vergonha” por parte da gestão.

Para resolver o problema, o edil sugeriu que seja organizado um edital para que esses grupos possam receber os recursos antecipadamente, e a partir disso, organizarem as suas produções. Para isso, usou como exemplo o FUNCULTURA de Pernambuco, que disponibiliza editais que garantem recursos antecipados para artistas.

“Nós gostaríamos muito que a gestão municipal pudesse assumir esse compromisso. Nós tivemos um avanço agora com os grupos que montam a crucificação, que receberam recursos para desenvolver suas produções. É um gesto de valorização. Nós queremos que as quadrilhas juninas também tenham esse investimento, porque no fim das contas todo mundo acha bonito ver as quadrilhas se apresentando, ver as quadrilhas representando Petrolina fora da cidade… agora dinheiro que é bom para valorizar o trabalho desses profissionais, desses artistas, não chega. Eu espero que a gestão municipal assuma esse compromisso” concluiu.

Gilmar, que é autor da Lei Nº 2.914/2017 que dispõe sobre a utilização de espaço físico das escolas da rede municipal de Petrolina para realização de reuniões e ensaios de quadrilhas juninas e da Lei Nº 3.046/2018 que oficializa e institui no calendário oficial de festas e eventos do município, o Concurso de Quadrilhas Juninas, vem monitorando e exigindo a disponibilização de recursos e a valorização desses artistas.

“Sem garantia de direitos não há o que comemorar”

Quarta-feira, 1º de maio, é dia do trabalhador, mas para o vereador professor Gilmar Santos (PT) não há o que comemorar quando os trabalhadores tem seus direitos negados

Foto: Hyarlla Wany

Quarta-feira (01/05) é comemorado o Dia Mundial do Trabalhor e o vereador professor Gilmar Santos (PT) aproveitou sua fala na tribuna durante a sessão plenária dessa terça (30/04) para dar uma verdadeira “aula de história” a respeito do que chamamos hoje de “trabalho”.

O parlamentar começou apresentando a origem da palavra, que vem do latim tripalium e significa castigo. “‘Tripalium’ era um instrumento de três madeiras fincadas ao chão utilizadas para torturar escravos na antiga Roma (…) o trabalho que lá no ínicio, na origem da humanidade era uma atividade de realização (…) foi se transformando em uma atividade de exploração (…). As sociedades romanas, gregas, assim como diversas sociedades passaram a utilizar a escravidão como meio de garantia de privilégios para a minoria de uma elite que enriquecia através da exploração da grande massa de trabalhadores” disse.

Dada essa informação o parlamentar comparou o que seria o “tripalium” às propostas do “desgoverno” Bolsonaro, como por exemplo, a PEC 06/2019 que dispõe de uma reforma da previdência que sacrifica a classe trabalhadora; a extinção do Ministério do Trabalho através da MP 870- que surge como uma forma de fragilizar os direitos trabalhistas- entre outras medidas que atacam os direitos e a vida dos trabalhadores brasileiros. Além disso, falou sobre os retrocessos advindos da lei da terceirização e da Reforma trabalhista de 2017.

“Nós tivemos de 2017 para 2018 todo o processo de implementação da terceirização no país, e o que significa essa lei da terceirização? Significa dizer que os terceirizados trabalham 30% mais do que aqueles não terceirizados e ganham 30% menos (…). O discurso dos congressistas que votaram pela lei da terceirização era de que facilitando as regras para as empresas, os empresários iriam aumentar 12 milhões de emprego no nosso país. Passaram se aí mais de um ano e nós não temos nenhum sinal de aumento de emprego, muito pelo contrário, nós temos sinal de desemprego” disse e continuou  “Um outro exemplo é a reforma trabalhista, ou melhor, a “contrarreforma” trabalhista (…) Os empresários diziam que era para modernização, repito, a reforma trabalhista veio para a escravização”.

Na oportunidade, o parlamentar lembrou as conquistas da classe trabalhadora durante o governo Vargas destacando a CLT (Consolidação das Leis de Trabalho). Lembrou também do governo João Goulart com as propostas de proteção social expressas nas reformas de base; e dos Governos Lula e Dilma, com as políticas de valorização do salário mínimo e de geração de emprego.

Segundo uma pesquisa do (antigo) Ministério do Trabalho, mais de 20 milhões de empregos foram gerados durante os governos petistas. No governo Lula (2003-2010) 15,384 milhões de vagas foram abertas, nos três primeiros anos da gestão de Dilma foram 4,880 milhões, somando um total de 20,264 milhões de empregos formais.

“Nós tivemos uma “era” de emprego onde as pessoas tinham a possibilidade de ter sua carteira assinada e de ter direitos sociais protegidos, agora tudo isso está sendo destruído” Afirmou o edil.

Para Gilmar, o atual governo não tem compromisso com a população, principalmente com os mais pobres, e que por essa razão todos os governos que defendiam os direitos do povo sofreram golpe. “Eles derrubam Dilma,
prendem lula, para em seguida atacar a classe dos trabalhadores” indagou.

Diante de tantos retrocessos e ataques aos trabalhadores, o parlamentar disse que não existem motivos para se comemorar o 1º de maio, mas sim motivos para lutar.

“Nós temos motivos para comemorar o dia do trabalhador? Não! Sem garantia de direitos não há o que comemorar, mas para lutar, e muito” concluiu.

“Abril pra Luta” movimenta a periferia de Petrolina com seis dias de atividades culturais e formativas

Este ano serão discutidas as temáticas da ditadura militar e a sua atualidade em práticas de genocídio da juventude negra, o descaso com o saneamento básico e a necessidade de políticas públicas para a periferia da cidade.

Arte gráfica: Fernando Pereira

Entre os dias 26 de abril e 1º de maio, uma série de atividades culturais e formativas vão movimentar os bairros José e Maria, Santa Luzia, Dom Avelar e Terras do Sul, na zona Norte de Petrolina. É a terceira edição do “Abril pra Luta”, iniciativa organizada por um coletivo de ativistas sociais com o apoio das Associações de Moradores e de outras entidades sociais. O objetivo é descentralizar as manifestações artísticas, políticas e desportivas no município, incentivando o protagonismo periférico pela apropriação de pautas que impactam e ameaçam o cotidiano das comunidades.

Este ano, serão discutidas as temáticas da ditadura militar e a sua atualidade em práticas de genocídio da juventude negra, o descaso com o saneamento básico e a necessidade de políticas públicas para a periferia da cidade. Os temas serão aprofundados a partir de diversas atividades lúdicas e culturais, como a exibição de filmes, performance, intervenções poéticas, teatro, dança, oficinas, batalha de Rap, festival, torneio de travinhas e ciclismo. Todas são gratuitas, abertas ao público e organizadas com coragem e ousadia, na construção de paisagens sociais livres e emancipatórias.

A programação deste ano, com o tema “Periferia Viva”, inicia nesta sexta-feira, 26 de abril, às 19h, na Associação das Mulheres Rendeiras do bairro José e Maria, com a performance “Evocando as Ausências – Ditadura? Nunca mais!”, do Rizoma Companhia de Teatro. Em seguida, haverá a exibição do curta-metragem “Filhos da Ditadura”. O assunto discutido na abertura do evento é a atualidade da ditadura militar brasileira, tendo o professor de História e vereador Gilmar Santos como debatedor.

No sábado, 27 de abril, o “Abril pra Luta” desembarca na Avenida Principal do bairro Terras do Sul, às 7h, com o “Baba do 7X1 Nunca Mais”, uma disputa de travinhas com premiação. Às 9h, o Espaço Sonhar recebe a oficina de Capoeira Angola e História, com a confecção de cartazes. À noite, às 19h, a Associação das Mulheres Rendeiras volta a ser sede do evento: com a intervenção teatral “Alforrias”, da Trupe Daqui, e o espetáculo de dança “Batuques”, da Cia Balançarte de Dança.

O bairro Santa Luzia será o palco do dia 28 de abril. A partir das 17h, acontecerá, na Praça Tácio Ítalo (Clube do bairro), uma roda de Capoeira Angola, seguida de uma Batalha de Rap às 18h, com premiação para o primeiro e o segundo lugar e participação da banda Novo Ciclo Rap. Simultaneamente à batalha, será oferecida uma oficina de Slackline (equilíbrio em fita). Na segunda-feira, 29 de abril, a Praça Dom Avelar do bairro Dom Avelar recebe, às 19h, o Cine Reaja Periferia, com a exibição do documentário “No meu Bairro”, produzido pelos estudantes da Escola Antônio Padilha.

Já no dia 30 de abril a Associação das Mulheres Rendeira recebe o Festival Canto Para Resistir, a partir das 19h. Entre as atrações musicais confirmadas, estão as bandas Perdidos do Norte e Norte BA Crew e os artistas Catarine Castro e Camila Roque, Libório, Maércio, Dj Analu e Kayque Bruno. Haverá também intervenções do projeto Ser Tão Poeta e experimentação cênica de Laiane Santos, do Núcleo Biruta de Teatro. A programação do “Abril pra Luta” segue até o dia 1º de maio, no bairro Santa Luzia, às 16h, com o “Bike no grau – o corre do trabalhador”, em parceria com o Clube de Ciclismo de Petrolina. A concentração será na Praça Tácio Ítalo.

Foto: Lizandra Martins

“As atividades e discussões são pensadas de acordo com as necessidades de cada bairro. Um exemplo é o bairro Terras do Sul, que não tem nenhuma política pública de esporte e lazer. Há 2 anos, a atividade que acontece lá é o ‘Baba do 7X1 Nunca Mais’, que traz a discussão da importância do esporte, do lazer e da própria educação na formação das crianças”, destaca Karoline Souza, uma das organizadoras do evento. Segundo ela, o intuito é plantar a semente do questionamento. “As pessoas já sabem que os projetos não chegam de fato em suas comunidades. Estão lá e vivem diariamente essa negligência, então não precisamos dizer que falta, precisamos dizer por que falta e reivindicar a vinda de boas iniciativas para nossos bairros”, afirma.

Entre as entidades parceiras do “Abril pra Luta” 2019, estão a Associação das Mulheres Rendeiras, a Associação Raízes, o Mandato Coletivo do vereador professor Gilmar Santos, o Ponto de Cultura “As Histórias dos Heróis do Povo Negro”, a Associação de Moradores do José e Maria, a Associação de Moradores do Terras do Sul, o Conselho Comunitário do bairro Santa Luzia, a Associação de Moradores do Dom Avelar, o #SouPeriferia, o Rizoma Cia de Teatro, a Cia Balançarte de Dança, a Cia Biruta de Teatro, a Trupe Daqui, o Ser Tão Poeta, o coletivo de Capoeira Angola, o Espaço Sonhar, o Velho Chico Roots e a banda Fogo no Monturo.

Ascom Abril pra Luta

“Quem envenena a população não merece aplausos”

“Vereador professor Gilmar santos vota contra moção de aplausos à Monsanto/Bayer proposta pelo vereador Ronaldo Cancão”

Foto: HyarllaWany

Na sessão ordinária desta terça-feira (23) foi apresentado o requerimento de Nº 103/2019, de autoria do vereador Ronaldo Cancão (PTB), para que fosse consignada pela Casa Plínio Amorim uma “moção de aplausos” à Monsanto/Bayer Petrolina.

Durante a votação do requerimento, o vereador professor Gilmar Santos (PT) ponderou as justificativas apresentadas por Cancão e afirmou que não há motivos para aplaudir uma empresa que, apesar da geração de empregos, envenena a população e o meio ambiente.

“A Monsanto que era uma das mais importantes empresas de produção de agrotóxicos, de herbicidas, agora sob administração da Bayer se transforma na maior empresa mundial de produção de agrotóxicos (…) e quando nós pensamos em geração de empregos eu me pergunto até que ponto a gente pode aplaudir uma empresa que polui o meio ambiente, que despeja agrotóxicos na região, que geram diversas doenças, que explora os trabalhadores e depois sacrifica suas vidas (…) Nós não podemos pensar em desenvolvimento sem saúde, sem sustentabilidade” disse.

Na oportunidade, o edil também listou algumas doenças que podem ser causadas a partir do contato direto ou indireto com os agrotóxicos, como por exemplo o Alzheimer, o espectro autista, a infertilidade, o câncer etc. Acrescentou ainda que é preferível investir e apoiar a produção de orgânicos, a agricultura familiar, e garantir a qualidade dos alimentos consumidos pela população, do que em hospitais para tratar das doenças causadas por essas substâncias tóxicas.

Assim como Gilmar, os vereadores Gabriel Menezes (PSL) e Cristina Costa (PT) se posicionaram contra o requerimento – que acabou sendo aprovado pelos vereadores da bancada do prefeito Miguel Coelho.

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No dia 10 de janeiro o Diário da Agricultura publicou o registro de 28 agrotóxicos e princípios ativos – entre eles o Sulfoxaflor, que vem causando polêmica nos Estados Unidos. As autorizações publicadas em janeiro foram aprovadas no ano passado durante o governo Temer (MDB), e nas duas primeiras semanas do governo Bolsonaro, mais 12 produtos receberam registro para serem comercializados.

Clique aqui para saber um pouco mais mais sobre a Monsanto/Bayer e sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde humana e ambiental.

Vereador professor Gilmar Santos (PT) volta a cobrar do executivo políticas públicas para crianças e adolescentes

“Em menos de um mês nós tivemos quatro crianças barbaramente assassinadas e não é possível que essa câmara não assuma junto à gestão municipal uma grande mobilização para que a gente impeça não apenas a violência contra as crianças, mas o avanço da violência como um todo”

Foto: Hyarlla Wany

Depois do caso dos irmãos Gustavo (13 anos) e Manuel (10 anos) que foram brutalmente assassinados em Petrolina, foram registrados mais dois casos de homicídio na cidade. No último sábado (13) a polícia registrou o caso de João Vitor do Nascimento, de 14 anos, que foi morto a golpes de facão no distrito de Izacolândia. Ontem (15), Pablo César da Silva Santos, de apenas 10 anos, foi executado a tiros dentro de sua própria casa, no residencial Nova Petrolina. Quatro crianças assassinadas em menos de um mês e nenhum posicionamento do governo municipal, Novo Tempo.

O vereador professor Gilmar Santos (PT), que é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Casa Plínio Amorim, voltou a cobrar do executivo a efetividade de políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes. Há mais de um ano o parlamentar vem exigindo a reestruturação dos Conselhos da Juventude, Cultura e Educação, pois, sem os mesmos não há debate sobre políticas para proteção de direitos da juventude, assim como geração de oportunidades.

Segundo Gilmar, o governo municipal e a câmara não fazem esforços para mudar essa realidade e essa negligência é corresponsável por tantas violências que vem acontecendo no município. “Em menos de um mês nós tivemos quatro crianças barbaramente assassinadas e não é possível que essa câmara não assuma junto à gestão municipal uma grande mobilização para que a gente impeça não apenas a violência contra as crianças, mas o avanço da violência como um todo (…) Eu vejo que essa câmara para quando morrem algumas pessoas… Cada vereador quer fazer uma mensagem sobre essa pessoa que morreu, mas a gente não sentiu essa comoção profunda quando aqueles dois jovens foram executados e quando essas crianças são executadas agora” disse.

Além disso, o edil disse que muitos culpabilizam as próprias vítimas e a família pelos crimes, quando na verdade a responsabilidade é de toda a sociedade, principalmente do poder público, que negligencia as políticas públicas de defesa dos direitos de crianças e adolescentes, como por exemplo o abandono da Praça da Juventude, no Bairro João de Deus.

Mais uma vez, o parlamentar que junto ao Fórum Permanente de Articulação sobre Direitos Humanos da Criança e do Adolescente vem construindo uma agenda propositiva de monitoramento de políticas públicas voltadas ao público infanto-juvenil, colocou a comissão de direitos humanos e cidadania a disposição das famílias das vítimas.

“A comissão de direitos humanos vai mais uma vez tomar iniciativa de denunciar, chamar atenção sobre essas violências que vem tomando conta do nosso município, e fazer o acompanhamento dessas famílias”.

Vereador professor Gilmar Santos (PT) apresenta moção de aplausos a grupos de teatro contemplados no edital Via Crucis 2019

“A gente faz esse reconhecimento a todos esses grupos que vem desenvolvendo as montagens referentes à crucificação mesmo sem recursos públicos. Esse ano terá recurso, mas há muito tempo esses grupos desenvolvem o trabalho sem esse apoio”

Foto: Hyarlla Wany

Durante sessão ordinária desta terça-feira (16), o vereador professor Gilmar Santos (PT) apresentou moção de aplausos aos grupos de teatro JUC (PSNC N9 e N6), Guterima (Centro) Imaginart (José e Maria), Mensageiro do Vale Pedro Raimundo), Grupo Vivart (Vila Eduardo) e Grutans (PSNC N7), que foram contemplados no Edital Via Crucis 2019, com incentivo às montagens Sacras deste ano.

De acordo com o parlamentar, o incentivo por parte da gestão municipal deveria acontecer há muito tempo, a fim de fortalecer os grupos e também a cultura local. “A gente faz esse reconhecimento a todos esses grupos que vem desenvolvendo as montagens referentes à crucificação mesmo sem recursos públicos. Esse ano terá recurso, mas há muito tempo esses grupos desenvolvem o trabalho sem esse apoio. Então o nosso voto, a nossa moção de aplausos a esses grupos pela persistência, pela criatividade, pelo compromisso. Eles sim merecem toda a nossa consideração”.



“Somente a luta e a resistência podem impedir que a Reforma Criminosa siga em frente”

Audiência pública realizada na última sexta (12) esclarece dúvidas e pontua mudanças previstas na reforma da previdência através da PEC 006/2019, apresentada pelo governo Bolsonaro, e debate consequências para a classe trabalhadora

Foto: Assessoria

Na manhã de ontem (12), políticos, representantes de instituições, movimentos sociais e sindicais, se reuniram para debater a Reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro na Audiência Pública proposta pela Bancada de Oposição da Casa Plínio Amorim.

A discussão teve como objetivo esclarecer dúvidas e pontuar as mudanças previstas na nova regulamentação, assim como debater sobre as consequências desse projeto de retirada de direitos que ataca principalmente a classe trabalhadora.

Foto: Assessoria

Um dos pontos apresentados na proposta é de que a idade mínima de aposentadoria seja de 62 anos para mulheres, e 65 para homens. Beneficiários terão que contribuir por um mínimo de 20 anos. Da forma que está sendo apresentada, a PEC 006/2019 joga para a população a responsabilidade pela má gestão dos recursos públicos, da corrupção e das dívidas do governo.

Segundo estudo realizado pela Unafisco (Associação Nacional dos Fiscais da Receita Federal), os bancos deverão lucrar R$ 388 bilhões por ano, pois, na capitalização, uma espécie de poupança que o trabalhador terá que fazer para se aposentar,  os bancos cobrarão uma taxa de administração anual sobre o valor do patrimônio acumulado até então. Além disso, também será cobrada uma taxa de carregamento mensal sobre os depósitos feitos na conta individual de capitalização. A que proposta foi construída sem consulta à sociedade civil tem reprovação de 51% da população.

Foto: Assessoria

Durante a Audiência, o vereador professor Gilmar Santos (PT) disse que esse projeto não considera as desigualdades que marcam a história do Brasil e desafia a capacidade da classe trabalhadora de dizer NÃO a um plano que visa retirar do povo os direitos conquistados através de muita luta.

“Como pautar uma reforma na previdência sem considerar as desigualdades que marcam a nossa vida cotidiana? Nem as desigualdades entre o trabalhador que produz riqueza e o patrão que lucra? (…) Sem considerar a tripla jornada que tem as nossas companheiras? Sem considerar a condição da mulher viúva e da não viúva, que tem condições diferentes? da mãe solo e da mãe que tem um companheiro? daquela que é violentada domesticamente e aquela que não é? Sem pautar a condição da mulher branca e da mulher negra? (…) Como pautar uma reforma sem considerar essas desigualdades?” Questionou.

O parlamentar ressaltou também que aprovar um projeto desses, de capitalização, sem ao mínimo levar em consideração as desigualdades existentes, pode resultar em mais pobreza, miséria e suicídio, comparando o modelo de previdência com o que é vigente no Chile – que quando posto em prática elevou o índice de suicídios entre idosos com mais de 80 anos no país.

Para José Adalberto, que já foi dirigente do MST e que faz parte de outros movimentos sociais da região, essa reforma que só trará benefícios para os grandes empresários e é resultado um golpe que vem se articulando desde o impeachment  de Dilma.

“A meu entender, isso é uma reforma empresarial, a qual traz o empregado a ser refém do patrão. Digamos que aí que nós trabalhamos vinte, trinta, quarenta anos, mas nós não vamos ter aquele direito de 40% que a gente tem. A gente já perdeu 90% dos nossos direitos com a entrada pela porta do fundo do golpe de Michel Temer e agora com mais um golpe de Jair Bolsonaro” disse.

Segundo Isabel Macêdo, “essa reforma, assim como todas as iniciativas desse governo, prejudica toda a categoria de trabalhadores, principalmente no que diz respeito às mulheres e às trabalhadoras rurais que já sofrem muito e que mais uma vez vão ser descriminadas”.

Mesmo sendo aposentada, Isabel luta pela garantia de direitos dos que virão e afirma que esse é um momento difícil, pois os governantes estão comprometidos com a “troca de favores”.

A deputada Estadual Ducicleide Amorim (PT) aproveitou seu momento de fala para lembrar os direitos conquistados durante os mandatos de Lula e Dilma e para reforçar a importância de cobrar daqueles em que foi depositado o voto do povo, um posicionamento contra a reforma da previdência no dia da votação.

“… Façam uma reflexão dos políticos que vocês depositaram o voto em outubro. Eles te representam agora no momento? Porque muitas vezes o que é que acontece com os políticos do Brasil: Na hora da eleição vai todo mundo pedir o voto, vem mascarado que vai defender o povo mas quando passa a eleição o golpe que a gente recebe é esse aí, de se juntarem todos contra a massa brasileira que é quem sustenta esse país. Vá atrás de quem você votou e diga “eu quero meu direito assegurado”, porque agora nós precisamos realmente é de senadores e deputados federais para estarem lá nos defendendo” indagou.

O presidente da Federação dos Assalariados e Assalariadas Rurais do Estado de Pernambuco (FETAPE), Gilvan Antunis, comentou sobre algumas medidas provisórias apresentadas pelo governo para, aliadas à PEC 006, retirar os direitos dos trabalhadores, como a MP 871 e 873, – que dispõe da revisão de benefícios por incapacidade entre outros e sobre a contribuição sindical, respectivamente.

 “A sociedade precisa saber o que é o mal dessa reforma da previdência. Nós não chamamos de Reforma, nós chamamos de Deforma, companheiros e companheiras, porque reformar é aquilo que está ruim e fica melhor. Nós não vamos aceitar esse retrocesso contra os direitos dos trabalhadores brasileiros” afirmou.

A diretora da CTB (Central dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil), Geogina Delmondes, aproveitou a discussão para relembrar trajetória e a importância das mulheres na luta pela conquista de direitos e para convidar as que estavam presentes para participar da marcha das margaridas em agosto “para mostrar a Bolsonaro que mulher é gente! Que mulher é mãe, mulher é trabalhadora e nenhuma vai baixar a cabeça”.

A conclusão do debate é de que essa reforma significa uma ataque à dignidade da classe trabalhadora e que somente a luta e a resistência podem impedir que essa proposta siga adiante.