Vereador professor Gilmar Santos emite nota de solidariedade à comunidade acadêmica da UNIVASF

“Nos solidarizamos com quem tanto lutou por uma UNIVASF pública, democrática, gratuita, inclusiva e de qualidade; e repudiamos toda e qualquer expressão de autoritarismo, oportunismo e golpismo que assaltam a sua dignidade”, cita um trecho da nota

Foto: Camila Rodrigues

O Vereador Professor Gilmar Santos, junto ao Mandato Coletivo, vem expressar solidariedade à todos e todas que integram a comunidade acadêmica da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) que, através de consulta popular e voto da maioria dos membros do Conselho Universitário (Conuni), no mês de Novembro de 2019, em um processo democrático, transparente e reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC),  escolheram o  professor Télio Leite e a professora Lúcia Marisy, respectivamente, como Reitor e Vice-reitora para a nova gestão do período 2020-2024 dessa universidade que é um patrimônio do povo sanfranciscano, nordestino e brasileiro e que se encontra ameaçada por artimanhas autoritárias e golpistas. 

Ao mesmo tempo, vimos repudiar o comportamento do grupo de professores e servidores derrotados no pleito eleitoral e que, não sabendo conviver com as regras democráticas, apelou para uma ação judicial vergonhosa, com mero intuito de impedir a nomeação dos eleitos e, consequentemente, tirar proveito de articulações políticas indecorosas junto ao governo federal, já que boa parte dos seus membros tem total alinhamento ideológico e partidário com o Sr. Ministro da Educação, Abraham Weintraub e com o Sr. Presidente da República, Jair Bolsonaro.

O grupo derrotado conseguiu o que tanto queria:  governar a UNIVASF através de indicação e arranjos políticos antidemocráticos. O Sr. Paulo Cesar Fagundes Neves, indicado pelo MEC como Reitor pró tempore, desde 09 de Abril de 2020, incorpora na sua atuação o perfil de um interventor, autoritário e incapaz de dialogar com qualquer pessoa ou e espaços políticos orientados pela democracia e autonomia universitárias. 

Prova desse autoritarismo ocorreu quando o  Sr. “Interventor”,  ao indicar os seus pró-reitores e demais servidores para  órgãos administrativos, não aceitou qualquer escuta ou participação do Conselho Universitário, principal instância de decisão da universidade.  O que imperou foi a escolha de sujeitos alinhados político e ideologicamente com o bolsonarismo, de baixa e questionável competência para exercerem as funções a que foram destinados. Conforme manifestações públicas da comunidade acadêmica, o desrespeito do “Interventor” ao Conuni só tem se aprofundado nas últimas semanas. 

Por ser um espaço que abriu portas para milhares de filhos e filhas de trabalhadores; para pessoas das nossas periferias, negros e negras; para trabalhadores rurais, ribeirinhos, quilombolas, indígenas; por oferecer diversos serviços e programas que beneficiam a população em geral, tendo no Hospital Universitário Dr. Wahshington Antonio de Barros (HU) seu maior exemplo; a UNIVASF está ameaçada, na sua democracia, na sua produção científica, nos seus recursos públicos, na sua missão de servir ao nosso povo, principalmente, aos que se encontram  em situação de maior vulnerabilidade social.

Por esses e outros motivos, nos solidarizamos com quem tanto lutou por uma UNIVASF pública, democrática, gratuita, inclusiva e de qualidade; e repudiamos toda e qualquer expressão de autoritarismo, oportunismo e golpismo que assaltam a sua dignidade.

Vereador Professor Gilmar Santos (PT)

Mandato Coletivo

Espaço da vida e território de luta

“Está nas cidades a última barreira de resistência à barbárie instaurada no país”


É preciso, desde já, começar a fortalecer as candidaturas populares / Rodrigo Clemente/PBH

Este ano as prefeituras e câmaras de vereadores estão no centro da disputa do poder político. É a primeira eleição pós-Bolsonaro e o que está em jogo não são apenas projetos administrativos para a as cidades, mas a consolidação da escalada da extrema direita no país. As novas administrações municipais podem ser o início da retomada da resistência ou a pedra tumular da democracia brasileira.

Engana-se quem pensa que no município se joga apenas a partida da segunda divisão da política, da economia e da cultura, no sentido amplo da palavra. A vida está nas cidades. E também a última barreira de resistência à barbárie que se estabeleceu no país. Por isso é preciso, desde já, começar a fortalecer as candidaturas populares a partir de um calendário próprio de mobilização.

Muitas análises otimistas veem na dificuldade em aprovar projetos no Legislativo ou na ação por vezes restritiva do Judiciário, uma reação, ainda que limitada, aos extremismos do governo federal. A postura diversionista e irresponsável do presidente e seus agentes mais destacados tem contribuído para essa falsa impressão, como se o poder central exibisse uma soma de derrotas fruto da vitalidade institucional. Entretanto, o atraso avança.

Muito do projeto entreguista em economia, exterminador em direitos, reacionário em costumes e autoritário em política espera eleição municipal para dar a volta nessa visão ingênua e equivocada, mantida em alta pela mídia corporativa, que tenta se livrar de sua culpa atávica com a situação. Algumas das propostas mais extremistas do neofascismo em estado de consolidação no país vão se dar no âmbito das políticas públicas do município.

Uma simples análise da composição do legislativo municipal e das prefeituras em todo o país mostra um cenário tomado pelo conservadorismo e afeito ao jogo populista da direita mais raivosa e inconsequente. São as administrações municipais e bancadas de vereadores ligadas às religiões neopentecostais, à dependência da ação das milícias, aos interesses corporativos menores e às práticas assistencialistas desmobilizadoras.

Mas não é só isso. Há um esquema orquestrado que parte das forças políticas conservadoras em jogar para as cidades a aprovação de medidas que não foram alcançadas de forma plena nos estados e no país. Ou seja, para cada derrota registrada pelo governo federal e pelos estados, se apresenta uma reestruturação da mesma pauta a partir das políticas públicas municipais. São muitas as frentes.

Como a implementação da escola sem partido nas escolas municipais, que se tornou realidade em muitas administrações, inclusive em Belo Horizonte. Ou a privatização de serviços públicos, abrindo espaço para a entrada da iniciativa privada em áreas estratégicas e natureza social. E ainda a moralização das relações sociais, a intolerância em direitos humanos e a censura, como temos acompanhado em várias cidades.

A onda regressiva de base municipal segue com as propostas de higienização social e práticas dirigidas para extirpar a diversidade cultural, sem falar do fechamento dos espaços públicos para manifestações culturais e políticas. Um território sem vida inteligente, sem criatividade, sem pluralismo, sem passeatas e sem carnaval. Sem gente.  

O impacto das ações contra a liberdade em suas diversas formas são muito evidentes quando partem do governo federal, recebendo com isso a resposta de parte sociedade, da imprensa e até mesmo dos déspotas esclarecidos. No dia a dia das cidades, no entanto, em meio a problemas que parecem mais graves, passam por ações pontuais e de menor monta, quase como uma característica dos costumes locais.

Quando elas se juntam, entretanto, conformam a atmosfera de retrocesso que vai se naturalizando pelo país afora. Pode ser uma bienal de livros que proíbe livros que tratam do amor entre pessoas do mesmo sexo; um festival de teatro que veta peças que questionam dogmas religiosos por pressão da Igreja; ou um show musical que cala a voz de indignação dos cantores. Cada ação que afronta a liberdade se torna paradigma para outra com a mesma inspiração.

Além do campo dos valores e da vida comunitária, há uma nítida intenção do capital em se assenhorar das políticas públicas que hoje são exercidas em grande parte pelo município, sobretudo saúde, educação, transporte e obras públicas. São setores vistos como altamente lucrativos, uma vez que conjugam potencial ilimitado de negócios, obrigatoriedade de consumo e reserva de mercado. Sem falar os constantes embates em torno dos planos diretores e do planejamento urbano, em conluio permanente com a especulação imobiliária.

A eleição para prefeitos e vereadores parece estar ainda muito longe e tudo indica que há problemas mais urgentes nesse momento. Mas a responsabilidade das forças populares com a disputa nos municípios é enorme. Já está na hora de propor o debate nos territórios, de construir propostas coletivas e democráticas, de disputar as narrativas e o poder nas cidades. Há uma dupla tarefa em jogo: resistir e avançar. 

Colunista: João Paulo Cunha |Edição: Elis Almeida

EX-PRESIDENTE LULA É LIBERTADO APÓS 580 DIAS DE PRISÃO; ACOMPANHE

Em diversos pontos do país, brasileiros celebram saída do ex-presidente, preso político por 580 dias em Curitiba

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi libertado nesta sexta-feira (8), após 580 dias de detenção na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba.

A Justiça expediu alvará de soltura, atendendo pedido da defesa do ex-presidente motivado pela decisão do Supremo Tribunal Federal, que derrubou, na quinta-feira (7), a execução de pena após condenação em segunda instância.

Lula foi recebido do lado de fora da PF por uma multidão de apoiadores e seguiu para a Vigília “Lula Livre”, um acampamento militante montado nas proximidades da PF, que denuncia a prisão política do petista.

A reportagem do Brasil de Fato está no local e acompanha de perto a chegada de centenas de pessoas que devem celebrar até o fim desta sexta (8) a saída de Lula da prisão.

Acompanhe a cobertura completa no site do Brasil de Fato

#30M: O nosso projeto é em defesa da vida, da democracia e da dignidade do povo brasileiro

Mandato Coletivo participa da segunda manifestação contra cortes na educação e contra a reforma da previdência. A ação que faz parte de uma mobilização nacional da Greve pela Educação mobilizou cerca de 4000 pessoas em Petrolina-PE.

Foto: Lizandra Martins

Na tarde desta quinta-feira, 30 de maio, o Mandato Coletivo do vereador professor Gilmar Santos (PT), foi às ruas mais uma vez manifestar junto a estudantes, professores, movimentos sociais, sindicatos etc., contra os cortes nos recursos da educação e contra a reforma da previdência proposta pelo (des) governo Bolsonaro. A ação, que é um desdobramento do chamado Tsunami da Educação, -que começou no dia 15 deste mês reunindo mais de 1 milhão de pessoas nas ruas do país em mais de 200 cidades-, faz parte de uma mobilização nacional da Greve pela Educação.

Foto: Lizandra Martins

As movimentações do #15M (15 de maio) incomodou o governo, que também decidiu fazer manifestações, nas quais os defensores da atual gestão federal atacaram o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, rasgaram faixas das universidades, entre outros absurdos- que em nada surpreende, vindo da massa bolsonarista.

Por isso, mais uma vez, a população reuniu forças para mais um ato de luta e resistência aos desmandos do governo, que parece estar mais comprometido com a destruição do país, que de fato, com o seu desenvolvimento. Em Petrolina, a manifestação começou por volta das 15h na Praça do Bambuzinho, Avenida Souza Filho, onde os manifestantes se encontraram e seguiram até a Prefeitura Municipal, na Av. Guararapes, Centro. Cerca de 4000 pessoas participaram do ato no município; em todo Brasil foram mais de um milhão.

Foto: Lizandra Martins

Durante o ato, Gilmar reforçou a importância de estar nas ruas reivindicando direitos, enfrentando um governo desonesto que é executado para defender a classe dos mais privilegiados retirando da maior parte da população uma série de direitos que foram conquistados através de muita luta. Ressaltou também que o projeto que todos aqueles que estão nas ruas defendem é o da educação inclusiva e democrática, de um país soberano.

 “O nosso projeto é em defesa da vida, da democracia, da dignidade do povo brasileiro, coisa que Bolsonaro e seus seguidores não suportam. Eles não se importam ver o povo na rua defendendo a dignidade, não suportam ver o povo defendendo a democracia. Não suportam porque a política de Bolsonaro é a política do ódio, é a política da exclusão, e a política do fracasso; é a política do neoliberalismo que prefere valorizar o privilegio de 1% do que defender mais de 90% da população que quer a volta da nossa soberania, a volta de um projeto que valoriza a educação, a volta de um projeto que inclua cada vez mais o pobre, o trabalhador no orçamento (…) Bolsonaro não suporta saber que os estudantes e os trabalhadores estão e estarão nas ruas, não apenas hoje, mas também nos próximos dias, porque nós só vamos parar quando Bolsonaro cair, ele vai cair!” disse.

Veja Vídeo:

Ditadura nunca mais: Vereador professor Gilmar Santos (PT) solicita Moção de Repúdio contra o presidente da República Jair Bolsonaro

“O requerimento surge após Bolsonaro ter determinado ao Ministério da Defesa que fizesse as “comemorações devidas” pelos 55 anos do início da ditadura militar no Brasil”

Gilmar Santos | Foto: Camila Rodrigues

Otávio Rêgo Barros, porta-voz da Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira (25) que o presidente Jair Bolsonaro determinou ao Ministério da Defesa que faça as “comemorações devidas” pelos 55 anos do golpe que deu início à ditadura militar no Brasil. De acordo com Rêgo, “o presidente não considera o 31 de março de 1964 golpe militar”.

Durante a Sessão Plenária desta quinta-feira (28), o vereador professor Gilmar Santos (PT) apresentou na Casa Plínio Amorim um requerimento oral que solicita moção de repúdio ao presidente por essa atitude.

De acordo com Gilmar, “A Constituição Federal em seu art. 5, inc. XLIV, proíbe qualquer tipo de propaganda, de apologia à Ditadura ou situações que violem os direitos humanos, pois atentam contra a ordem constitucional e o Estado Democrático”. Para ele, é inadmissível termos um representante que solicita a comemoração de um regime que rompeu com ardem democrática e que violou os direitos humanos da população através de torturas, assassinatos, censura, entre outras atrocidades.

“Não é à toa que nós estamos aqui apresentando essa moção de repúdio, não é à toa que nós estamos indignados. Primeiro que o presidente, segundo o artigo 85 da Constituição Federal, ao solicitar a comemoração de uma ditadura militar está incorrendo em crime de responsabilidade” disse.

Na oportunidade, o parlamentar chamou o presidente de irresponsável e leu uma parte de um inventário da violência da ditadura que apresenta a quantidade de torturas, de desaparecidos, de exilados e mortos pela repressão do regime.

“Nós precisamos da democracia, do aperfeiçoamento da democracia e não de ditadura (…) violência só nos atrasa. Fica registrado aqui esse nosso repúdio, e queremos dizer que DITADURA NUNCA MAIS, para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça” concluiu.

Na última terça-feira (26) a Defensoria Pública da União e o Ministério Público Federal questionaram a ordem do presidente e apontaram a medida como violação dos princípios constitucionais e que pode configurar ato de improbidade administrativa.

Segundo a DPU, a ordem de Bolsonaro é ilegal, pois, conforme a Lei 12.345/2010 a instituição de datas comemorativas que vigorem em todo território nacional deve ser objeto de projeto de lei. Além disso, ressalta que essa atitude fere o direito à democracia, bem como estimula novos golpes.

Por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), O MPF afirma em nota que “festejar um golpe de Estado e um regime que adotou políticas de violações sistemáticas aos direitos humanos e cometeu crimes internacionais” é “incompatível com o Estado Democrático de Direito”.

Ainda segundo o MPF, o apoio de Bolsonaro a um golpe militar constitui crime de responsabilidade, segundo o artigo 85 da Constituição, e a Lei 1.079, de 1950, e que pode motivar a abertura de processo de impeachment.

 

Fonte: CONJUR

Clique para saber mais sobre o que foi a Ditadura Militar no Brasil.

 

***Inventário da violência praticada durante a ditadura cívico-militar-empresarial desde 1.4.1964: 55 anos de dor, amnésia, injustiça e sofrimentos de todo o povo brasileiro:

500.000 cidadãos investigados pelos órgãos de segurança
200.000 detidos por suspeita de subversão
50.000 presos entre março e agosto de 1964
11.000 acusados em julgamentos viciados de auditorias militares
5.000 condenados
10.000 torturados no DOI-CODI de São Paulo
40 crianças presas e torturadas no DOI-CODI paulistano
8.300 vítimas indígenas de dezenas de etnias e nações
1.196 vítimas entre os camponeses
6.000 mil apelações ao STM que manteve as condenações destes 2.000 casos
10.000 brasileiros exilados
4.882 mandatos cassados
1.148 funcionários públicos aposentados ou demitidos
1.312 militares reformados compulsoriamente
1.202 sindicatos sob intervenção do Estado e do Judiciário cúmplice e
inconstitucional
248 estudantes expulsos de universidades pelo famigerado decreto
ditatorial numero 477
128 brasileiros e 2 estrangeiros banidos sendo alguns sacerdotes
católicos …
4 condenados à morte (pena comutada para prisão perpetua)
707 processos políticos instaurados pela Justiça militar em diversas
Auditorias
49 juízes expurgados, três deles do Supremo Tribunal Federal
3 vezes em que o Congresso Nacional foi fechado pelos generais ditadores
7 Assembleias Legislativas postas em recesso
Censura prévia a toda a imprensa brasileira
434 mortos pela repressão
144 desaparecidos
126 militares, policiais e civis mortos em ações contra a resistência
à ditadura
100 empreiteiras e bancos envolvidos em escândalos abafados pelos militares
Reimplantação do trabalho escravo nas fazendas do Brasil com o
beneplácito dos governos militares.
Sucateamento das Universidades pela imposição do programa MEC-USAID
Destruição do movimento social brasileiro
Fim das organizações da sociedade civil como UNE, Centros de Cultura,
Ligas Camponesas, JUC, Agrupamentos e partidos de esquerda.
Corrupção em todos os níveis por grupos militares e cobrança de
propinas para as grandes obras.
Submissão aos interesses norte-americanos pela presença da CIA e de
torturadores treinados na Escola das Américas em todos os órgãos
policiais e militares.
Destruição das Guardas municipais e estaduais e militarização das policias
Domínio da Lei de Segurança Nacional e propaganda da Ideologia de
Segurança Nacional.
Expansão do poder de empresas beneficiarias do golpe como redes de TV,
jornais pro-ditadura e grupos econômicos que financiaram a tortura
e a repressão.
21 anos de ditadura e escuridão com a destruição das vias democráticas
e o vilipêndio da Constituição e da Liberdade em nome do Estado
autocrático e destrutivo da nação brasileira.
Construção de obras faraônicos como Transamazonica, Ponte rio-Niteroi,
Itaipu e outras com desvio de vultosas quantias do erário publico
para empresas e corruptos do governo federal e estadual.
Instauração de senadores e prefeitos biônicos.
Criação de locais de tortura e casas da morte, como por exemplo, a de
Petrópolis-RJ.
Instalação de campos de concentração em território nacional usando de
técnicas nazistas.
Pagamento e manutenção de imensa rede de arapongas e informantes das
forças repressivas para denunciar os que lutavam pela democracia.
Apoio de médicos para a realização da tortura e para fazer laudos
falsos das mortes em prisões e locais do Estado brasileiro.
Perseguição e morte de brasileiros fora do Brasil em ligação com as
forças ditatoriais de outros países do Cone Sul.
Acolhida de ditadores de outros países como Alfredo Stroessner do Paraguai.
Financiamento de grupos paramilitares.
Apoio a atos terroristas e incêndio de prédios (UNE), bancas de
jornais, redações, igrejas, sindicatos, e apoio às milícias de
latifundiários para extermínio sistemático e impune de índios e
posseiros em toda a Amazônia e Nordeste brasileiro.
Campanha de difamação contra bispos, pastores, líderes políticos em
canais de televisão para indispor a opinião pública e favorecer a
repressão.
Proibição de citar o nome de Dom Helder Câmara em qualquer órgão de
imprensa do Brasil por mais de 20 anos, quer notas positivas quer
negativas.
Bombas explodidas em todo o território nacional e em particular no
episódio do RioCentro a mando de generais e grupos terroristas dentro
das Forças Armadas.
Perseguição aos artistas brasileiros.
Formação da ARENA, partido de direita manipulado pelos militares e
elite financeira do Brasil.
Repressão e perseguição da UNE e invasão da PUC-SP pelo coronel Erasmo Dias

A Cultura na centralidade política: democracia e direitos do povo brasileiro

Daniel Samam escreve sobre como “a Cultura deve adquirir uma centralidade política num projeto estratégico como condição vital para o desenvolvimento”

Arquimedes Santos/PMO

Em 1988, com a promulgação da Constituição cidadã, o Brasil tinha em mãos um projeto de país cujo pilar central era o combate às desigualdades, a soberania e o desenvolvimento. Entre idas e vindas, com avanços e retrocessos, seguimos esse projeto. No entanto, foi a partir de 2003, com Lula (2003-2010) e Dilma (2011-2016) na presidência, que aprofundamos o cumprimento da nossa Carta maior com o combate à miséria, desenvolvimento econômico com inclusão social e inserção soberana no mundo contemporâneo.

Esse ciclo foi interrompido por um processo violento de criminalização da política – sobretudo de perseguição ao Partido dos Trabalhadores – e de desnacionalização da economia a partir da Operação Lava Jato, que resultou no golpe institucional do impeachment sem crime de responsabilidade de Dilma e, posteriormente, na prisão política e injusta de Lula. Tal processo de ativismo judicial, de criminalização da atividade política e de desmonte do Estado proporcionou nas últimas eleições a chegada ao Palácio do Planalto de um grupo político com um projeto de poder obscurantista e autoritário representado em Jair Bolsonaro.

A conjuntura carregada de retrocessos e iminentes riscos à democracia coloca enormes desafios políticos aos setores democráticos e republicanos do país. A necessária reflexão sobre os acertos e erros experimentados no período democrático (1988-2016) e análise das medidas desferidas pelo estado de exceção (2015-2019), produzido pelo ativismo judicial dos próceres da Operação Lava Jato devem se articular com a construção de alternativa que resista aos ataques, impeça mais retrocessos e torne possível a concertação democrática do Brasil.

Nos malabarismos jurídicos da prisão política de Lula está o alerta de que caminhamos a passos largos para um estado policialesco e de exceção que põe em risco a democracia, as garantias fundamentais e direitos individuais e coletivos inscritos em nossa Constituição.

A luta pela libertação do presidente Lula, nossa maior liderança, vítima de arbitrária, injusta e cruel perseguição a partir do estado policialesco e de exceção implantado no Brasil, é fundamental. A luta pela liberdade de Lula está ligada de forma umbilical à luta pelos direitos individuais e coletivos do nosso povo. Até porque, seu legado e sua história vão nesse sentido. #LulaLivre é a luta pela liberdade de todo o povo brasileiro.

O enfrentamento do desafio colocado pela conjuntura fascistizante implica em saber combinar a resistência a partir da defesa da Constituição de 1988 e o de atualizar o projeto estratégico que dispute contra o projeto ultraliberal e de escancarado caráter fascista. Este desafio está colocado para todas as forças democráticas e terá centralidade na guerra cultural.

O processo de transformação democrática da sociedade brasileira igualmente deve entender o campo da Culturacomo componente fundamental da luta democrática pela hegemonia dos valores capazes de orientar a sociedade na construção de uma nação moderada, livre, fraterna, criativa e respeitosa com sua diversidade social e cultural.

Em suma, a Cultura deve adquirir uma centralidade política num projeto estratégico como condição vital para o desenvolvimento e para a transformação democrática da sociedade.

Hoje o Brasil vive sob um projeto de poder obscurantista e autoritário que ataca e deslegitima os direitos humanos, sociais e culturais. Tais ataques também revelam traços autoritários em todos os segmentos da sociedade brasileira, frutos do nosso cruel passado escravocrata, que ainda produz enormes, inaceitáveis e persistentes desigualdades, privilégios e violências.

A construção da cultura cidadã, além de garantir cidadania e direitos, deve ser capaz de tornar hegemônicos os valores democráticos que devem viabilizar direitos e oportunidades iguais a todas e todos, respeitando as diferenças, reconhecendo as diversidades sociais e culturais, a pluralidade política e de opiniões e, sempre optar pela resolução pacífica dos conflitos na sociedade.

Por Daniel Samam, músico e educador, membro do Coletivo Nacional de Cultura do Partido dos Trabalhadores (PT).

Fonte/link: http://www.pt.org.br/a-cultura-na-centralidade-politica-democracia-e-direitos-do-povo-brasileiro/

Em entrevista, Haddad destaca que militará na resistência democrática

Candidato do PT à presidência nas eleições de 2018, Haddad reafirmou que seguirá na luta em defesa dos direitos sociais e civis.

Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo (Folha de São Paulo, 26/11), o ex-prefeito e ex-candidato à Presidência da República pelo PTFernando Haddad, destaca que a extrema direita no Paísbuscou e conquistou mais espaço na políticabrasileira nesta eleição. Haddad, entretanto, afirma que militará em defesa dos direitos sociais e civis, na resistência democrática contra os retrocessos patrocinados pelo Consórcio Temer/Bolsonaro. A luta, de todos, é contra o autoritarismo que deve crescer e ameaçar o Estado Democrático de Direito.

 

Leia a entrevista completa:

Fernando Haddad (PT-SP) diz que há dois anos previa que a “extrema direita” teria espaço na política nacional. Afirma que errou em uma previsão: a de que João Doria (PSDB-SP) lideraria esse campo como um “PSDB bolsonarizado”. Em sua primeira entrevista desde a eleição, Haddad afirma que não pretende dirigir o PT nem sua fundação, mas que militará pela formação de frentes em defesa dos direitos sociais e civis. Para ele, a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) mostrou que o país vive num sistema híbrido, em que o autoritarismo cresce dentro das instituições democráticas.

O resultado das eleições deste ano já foi definido como tsunami, implosão do sistema. Qual é a sua visão, de quem foi o derrotado?

– [sorrindo] Antes de mim tiveram uns 12 [derrotados], né?

O senhor personificou a derrota.

– Há dois anos, eu te dei uma entrevista. E talvez tenha sido um dos primeiros a dizer: “É muito provável que a extrema direita tenha espaço na cena política nacional”. Eu dizia: “Existe uma onda que tem a ver com a crise [econômica] de 2008, que é a crise do neoliberalismo, provocada pela desregulamentação financeira de um lado e pela descentralização das atividades industriais do Ocidente para o leste asiático”. Os EUA estavam perdendo plantas industrias para a China. E a resposta foi [a eleição de Donald] Trump. Isso abriria espaço para a extrema direita no mundo. Mas a extrema direita dos EUA não tem nada a ver com a brasileira. Trump é tão regressivo quanto o Bolsonaro. Mas não é, do ponto de vista econômico, neoliberal. E o chamado Trump dos trópicos [Bolsonaro] é neoliberal.

Trump apoia Bolsonaro.

– Ele precisa que nós sejamos neoliberais para retomar o protagonismo no mundo, e tirar a China. Está havendo, portanto, um quiproquó: os EUA negam o neoliberalismo enquanto não nos resta outra alternativa a não ser adotá-lo.

E por quê?

– A crise mundial acarretou a desaceleração do crescimento latino-americano e a consequente crise fiscal. No continente todo houve a ascensão de governos de direita —no caso do Brasil, de extrema direita.

Por que o centro político não conseguiu responder a essa crise?

– Eu imaginava [há dois anos] que o [João] Doria, que é essencialmente o Bolsonaro, fosse ser essa figura [que se elegeria presidente]. Achava que a elite econômica não abriria mão do verniz que sempre fez parte da história do Brasil. As classes dirigentes nunca quiseram parecer ao mundo o que de fato são.

O quê?

– O Bolsonaro. Já o Doria seria um PSDB bolsonarizado, mas com aparência tucana. Eu apostava nele.

E por que não no Lula?

– Eu já fazia a ressalva: “Eu não sei o que vão fazer com o Lula”. Está claríssimo que, se não tivessem condenado o Lula num processo frágil, que nenhum jurista sério reconhece como robusto, ele teria ganhado a eleição. Eu fiz 45% dos votos [no segundo turno]. Ele teria feito mais de 50%.

Mas isso inverte todo o seu raciocínio sobre a ascensão da direita.

– O Lula tem um significado histórico profundo. Saiu das entranhas da pobreza, chegou à Presidência e deixou o maior legado reconhecido nesse país. Ele teria força para conter essa onda. Eu dizia: “Tem que ver se vão deixar o Lula concorrer e como o Ciro vai se posicionar”. O Lula foi preso e o Ciro não soube fazer a coalizão que o levaria à vitoria, que só poderia ser uma coalizão com o PT.

Ele diz que foi traído miseravelmente pelo partido.

– Ele não quis fazer [a coalizão]. Uma das razões foi declarada pelo [filósofo Roberto] Mangabeira [Unger, aliado de Ciro] nesta casa. Ele dizia: “Nós não queremos ser os continuadores do lulismo. Não queremos receber o bastão do Lula. Nós queremos correr em raia própria”. Palavras dele. Eles não queriam ser vistos como a continuidade do que julgavam decadente. Apostavam que, com Lula preso, o PT não teria voto a transferir. Aconteceu exatamente o oposto.

Mas o Lula estava disposto a passar o bastão?

– Sempre depende dos termos da conversa, que não aconteceu.

Ciro diz que sim e que até foi convidado para fazer o papel lamentável que o senhor fez.

– Não houve uma reunião entre o Ciro e o Lula. No final, [quando ficou claro que Lula não poderia concorrer], ele foi sondado por mim e por todos os governadores do PT. Eu sou amigo, gosto do Ciro. Mas ele errou no diagnóstico. E pode voltar a errar se entender que isolar o PT é a solução para o seu projeto pessoal. O PT elegeu uma bancada expressiva, quatro governadores, fez 45% dos votos no segundo turno, 29% no primeiro. É até hoje o partido de centro-esquerda mais importante da história do país.

Outras legendas repetem que o PT não abre mão da hegemonia.

– O PT é um player no sentido pleno da palavra. É um jogador de alta patente, que sabe fazer política. Sabe entrar em campo e defender o seu legado.

O senhor disse em 2016 que o PT não teria mais a hegemonia da esquerda.

– O próprio Lula considerava o [então governador de PE] Eduardo Campos candidato natural para receber apoio do PT em 2018, se tivesse aceitado ser vice da Dilma [em 2014].

Todos dizem que não confiam no PT.

– Política é feita de confiança. E de risco, né?

O PT é o mais forte partido de centro-esquerda. Ao mesmo tempo, sofre rejeição que daria a ele pouca perspectiva de vitória.

– Aí entramos nas questões circunstanciais da eleição, com episódios importantes. O atentado [contra Bolsonaro] deu a ele uma visibilidade maior do que a soma de todos os outros candidatos. Houve efetivamente intensa mobilização de recursos não contabilizados para [financiar] o disparo de notícias falsas sobre mim. Houve a ausência do Bolsonaro nos debates. E eu penso que teria sido importante que os democratas tivessem se unido no segundo turno.

O que aconteceu?

– Olha, eu não consegui falar com o Ciro até hoje. Sobre ele e o Fernando Henrique Cardoso [que também se recusou a dar apoio ao PT], eu diria, a favor deles: os dois tinham três governadores [em seus próprios partidos] disputando a eleição fazendo campanha para o Bolsonaro. O PDT [de Ciro] é um partido de esquerda, “pero no mucho”.

E a partir de agora?

– Eu já tentei falar com o Cid [Gomes, irmão de Ciro]. Falei com o PDT, com o PC do B e o PSB. É obrigação nossa conversar. Entendo que devemos trabalhar em duas frentes: uma de defesa de direitos sociais, que pode agregar personalidades que vão defender o SUS, o investimento em educação, a proteção dos mais pobres. A outra, em defesa dos direitos civis, da escola pública laica, das questões ambientais.

O PT dificilmente poderia liderar essas frentes.

– Não é uma questão de liderar. O PT tem que ajudar a organizar. No Brasil está sendo gestado o que eu chamo de neoliberalismo regressivo, decorrente da crise econômica. É uma onda diferente da dos anos 1990. Ela chega a ser obscurantista em determinados momentos, contra as artes, a escola laica, os direitos civis. É um complemento necessário para manter a agenda econômica do Bolsonaro, que é a agenda [do presidente Michel] Temer radicalizada. Essa agenda não passa no teste da desigualdade. Tem baixa capacidade de sustentação. Mas, acoplada à agenda cultural regressiva, pode ter uma vida mais longa. Pode ter voto. Teve voto. Essa pauta mobiliza as pessoas criando inclusive ficções. Eu permaneci à frente do MEC por oito anos. As expressões “ideologia de gênero” e “ escola sem partido” não existiam. Era uma agenda de ninguém. Ela foi criada, ou importada, como um espantalho para mobilizar mentes e corações.

Por PT na Câmara, com informações da Folha

Nota do PT: Cai a máscara de Sérgio Moro

Ao aceitar convite para ser ministro de Bolsonaro, parcialidade e intenções políticas de juiz ficam ainda mais claras “aos olhos do Brasil e do mundo”

Ao aceitar o convite para ser ministro da Justiça deJair Bolsonaro, Sérgio Moro revelou definitivamente sua parcialidade como juiz e suas verdadeiras opções políticas. Sua máscara caiu.

Moro foi um dos mais destacados agentes do processo político e eleitoral. Desde o começo da Operação Lava Jato agiu não para combater a corrupção, mas para destruir a esquerda, o Partido dos Trabalhadores e o governo que dirigia o país. Todas as suas ações foram meticulosamente pensadas para influenciar nesse sentido.

Em 2016 gravou e vazou ilegalmente conversas privadas da presidenta da República; condenou Lula, sem provas e por “atos indeterminados”; fez malabarismo judicial para descumprir a ordem de soltura do TRF 4; manipulou o calendário do processo para impedir um depoimento de Lula, no qual poderia se defender e divulgou uma delação mentirosa de Antonio Palocci às vésperas do primeiro turno.

As decisões arbitrárias, ilegais e parciais de Sergio Moro levaram o Comitê de Defesa dos Direitos Humanos da ONU a abrir um procedimento formal sobre o processo contra Lula, além de determinar a garantia dos direitos políticos de Lula, o que foi desrespeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral, em clara desobediência aos tratados internacionais vigentes.

Moro sempre foi um juiz parcial, sempre agiu com intenções políticas, e isso fica evidenciado aos olhos do Brasil e do mundo, quando ele assume um cargo no governo que ajudou a eleger com suas decisões contra Lula e a campanha de difamação do PT que ele alimentou, em cumplicidade com a maior parte da mídia.

O juiz que atuou tão fortemente contra Lula é o mesmo que beneficiou os verdadeiros corruptos da Petrobrás e seus agentes, que hoje gozam de liberdade ou prisão domiciliar, além dos milhões que acumularam, em troca de depoimentos falsos, de claro cunho político.

Essa nomeação, cujo convite fora feito antes do primeiro turno, como revela o vice- presidente General Mourão, hoje na Folha de São Paulo, é mais um sinal de que o futuro governo pretende instalar um estado policial no Brasil.

O PT conclama os democratas, os que defendem a Constituição e o estado de direito, a reforçar a campanha Lula Livre, por meio de um julgamento justo e do respeito às convenções internacionais assumidas soberanamente pelo Brasil, assim como cobra do Conselho Nacional de Justiça – CNJ que paute imediatamente a representação contra Sérgio Moro, que se encontra no plenário desde o ano de 2016, pelos desvios de sua função e a parcialidade na sua atuação.

Comissão Executiva Nacional do PT 

Fonte: http://www.pt.org.br

 

Em discurso contundente, vereador Gilmar Santos (PT), faz defesa da democracia e denuncia atitude violenta do deputado federal Gonzaga Patriota

“Use a sua valentia senhor deputado para resolver os grandes problemas que afetam o nosso povo”

Foto: Wesley Lopes

Na sessão dessa terça-feira, 10 de abril, com as galerias da câmara lotadas de manifestantes solidários ao vereador, fazendo uso da tribuna, o professor Gilmar Santos proferiu discurso defendendo a democracia e denunciando a violência do deputado Gonzaga Patriota (PSB). O vereador foi, no ultimo domingo, durante um evento em Rajada, agredido fisicamente pelo referido deputado.

Leia abaixo o discurso completo:

Senhoras vereadoras, senhores vereadores, servidores dessa Casa, imprensa, comunidade aqui presente. Agradeço ao vereador Paulo Valgueiro por ter me concedido o seu tempo, ao vereador Cícero Freire por conceder o seu tempo.

Quero aqui lamentar em ter que utilizar essa tribuna hoje para relatar uma  agressão física por parte de um deputado federal, representante ou suposto representante da nação, contra um cidadão de Petrolina e, além disso, um representante do povo de Petrolina.

Quero aqui agradecer aos companheiros e companheiras que me prestam solidariedade, mas muito mais que isso, companheiros e companheiras, combativos, que têm zelo, respeito e compromisso com a democracia.

Quero aqui cumprimentar o Diretório Central dos Estudantes da UNIVASF, na pessoa de Pedro Lucas; a Trup Errante, na pessoa de Thom Galiano; a Companhia Biruta, na pessoa de Veronaldo Martins; a Balançarte, na pessoa de Marco Aurélio; o Teatro Popular de Artes, nas pessoas da companheira Márcia e do companheiro Paulo Henrique; os professores Nilton Almeida e Elson e todos os professores da UNIVASF; a União da Juventude Comunista, o Partido Comunista Brasileiro, nas pessoas dos camaradas Gabriel e Roni; a União da Juventude Socialista, na pessoa do companheiro Luiz Eduardo; a Associação Raízes, os companheiros Chico Egídio e Lizandra; aos companheiros e companheiras do Partido dos Trabalhadores, nas pessoas de Zezinho de Mindú e Geraldo da Acerola; os comunitários aqui presentes, a quem cumprimento na pessoa de Pedro Japão; o companheiro, músico, Maércio José; e a todos os estudantes, professores, educadores, comunitários, lutadores e lutadoras que se encontram aqui nesse ato de solidariedade e de luta pela democracia.

Senhoras e senhores, vou pedir licença, porque eu escrevi, e sei que o tempo aqui, para se tratar de questões de interesse da sociedade, muitas vezes é disciplinado, controlado, porque muitas vezes o que vamos falar fere uma estrutura autoritária que massacra o nosso povo. Aí, eu peço licença aos senhores e as senhoras.

No último domingo, aconteceu no distrito de Rajada a 5ª audiência popular em defesa da pavimentação da PE 630. Ao passar pelo portão de uma escola, onde ocorria o evento, me deparei com o senhor deputado federal Gonzaga Patriota que, de longe, repito, de longe, a mais ou menos uns 5 metros, acenou tentando uma comunicação. Naquele momento, num gesto de protesto, me esquivei e falei ao deputado que me recusava a cumprimentar golpista.

O deputado, sentindo-se contrariado, me seguiu, e continuou insistindo em argumentações. Porém, mantive o meu posicionamento e repeti que o golpe ocorrido em 2016, contra o governo da presidenta Dilma, uma mulher honesta, tinha o voto dele, tinha a responsabilidade dele. Em nenhum momento fui em direção ao senhor deputado, em nenhum momento insisti em aproximação com esse senhor. Em nenhum momento fui fazer provocações diretas a ele. Apenas utilizei do meu direito de não cumprimentar golpista. Ele insistiu. E quanto mais se aproximou, mais reafirmei o meu posicionamento. O senhor é golpista! E naquele momento, o golpista, descontrolado, desequilibrado e de forma truculenta e covarde, o deputado Gonzaga Patriota desferiu um soco no meu rosto. Seguranças que o acompanhavam, de forma profissional, retiraram o deputado da minha frente. Não revidei. Não revidarei da forma suja como ele trata a democracia. Isso não significa dizer, senhores e senhoras, que vou me acovardar. E significa dizer, senhor Gonzaga Patriota, que eu não estou sozinho nessa luta.

O fato ganhou repercussão e o senhor Gonzaga inventou uma versão fajuta, cínica de que estendeu a mão para mim. Mentira. Inventou de que eu havia feito provocações, lhe chamando de ladrão. Mentira! Inventou, afirmando que eu tentei agredi-lo. Outra mentira! Fiz o que fiz de forma pacífica. A minha atitude foi crítica? Constrangeu o senhor Gonzaga Patriota? Tocou na sua ferida política? Tenho certeza que sim. Mas jamais usei ou usarei de palavras de baixo calão, ofensivas ou injustas para atingir a moral, a integridade de quem quer que seja.

Porém, o contrário aconteceu. O senhor Gonzaga usou a violência para resolver uma questão da democracia. Usou a truculência, típica dos coronéis, para resolver o que exigia o diálogo ou até mesmo o silêncio. E pior, diz que bateu mesmo, porque é muito homem,  “homem de bem”, “honesto”,  que não aceita desaforo e dedo na venta. Expressões típicas de gente autoritária, acostumada mandar, impor, humilhar e ser bajulado por gente que baixa a cabeça e não tem coragem de questionar a sua péssima atuação política de um deputado que está há 40 anos na vida pública. São sete mandatos de deputado federal. Político profissional, que aparece em caminhonetas de luxo pelas periferias de Petrolina a cada eleição em busca de votos do povo sofrido,  o povo da periferia que está há 40 anos, sem pavimentação, sem saneamento básico, sem segurança, sem saúde, sem educação de qualidade,  sem dignidade.

É preciso dizer ao senhor Gonzaga Patriota que não use a sua valentia contra um cidadão que o critica, já que nós, políticos, precisamos ter a capacidade de ouvir qualquer tipo de crítica, principalmente quando elas denunciam nossas atitudes injustas. Use a sua valentia senhor deputado para resolver os grandes problemas que afetam o nosso povo. Por exemplo: fui registrar o boletim de ocorrência contra o deputado Gonzaga em delegacia caindo aos pedaços, com policiais civis trabalhando em ambiente insalubre, tomado de mau cheiro do xixi, ambiente estressante, humilhante para aqueles policiais. Onde está a valentia do senhor Gonzaga para resolver esse problema, já que o governador é do seu partido e teve todo o seu apoio? Cadê a valentia do senhor Gonzaga sobre a Compesa, que indigna e maltrata a nossa população? Onde está a valentia do senhor Gonzaga sobre a situação do Hospital de Traumas, Que humilha o nosso povo? Onde está a valentia do senhor Gonzaga sobre a situação dos policiais militares, filhos da periferia, que se transformam em policiais e vão bater no povo da periferia, e que estão em ambiente estressante. Onde está a valentia do senhor Gonzaga para garantir uma segurança pública com inteligência e menos truculência?  Esses são apenas alguns exemplos da contradição, de quem diz defender a democracia, mas está comprometido mesmo é com a violência e questões meramente eleitorais.

O senhor Gonzaga quis bancar de vítima, afirmando que não é golpista, porque golpista é quem rouba, pratica furto, é corrupto. Sugiro ao “nobre” deputado que consulte melhor o dicionário. Golpista é, também, aquele que dá golpe (‘manobra, é desleal’, dá ‘golpe de Estado’). É aquele que favorece esse tipo de manobra, que é traidor do povo.

O golpe parlamentar liderado por Eduardo Cunha, Aécio Neves, Romero Jucá, Rodrigo Maia, com o apoio de Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho,  que usaram cinicamente o argumento de que o impeachment contra a presidente Dilma era para acabar com a corrupção no Brasil; quando na verdade era para colocar Michel Temer e toda uma quadrilha de homens brancos, ricos, racistas e homofóbicos, gente da pior qualidade, que tem levado o Brasil a uma situação de abismo e penúria, vexames, vergonha e escandalosa insegurança jurídica e escancarada perseguição política ao ex-presidente Lula.  Tudo isso contou com o seu voto, senhor deputado.

Esse golpe que tem atingido principalmente a vida dos mais pobres, dos trabalhadores, negros, indígenas, moradores de periferia; que corta e congela por 20 anos os recursos da saúde e da educação; golpe que corta em 95% os recursos para a gente sofrida do semiárido; esse golpe que só foi possível porque deputados e senadores, eleitos para defenderem a democracia,  traíram o povo. Mais de 54 milhões de eleitores que votaram na presidenta Dilma tiveram os seus votos jogados na lata do lixo dos golpistas.

É o golpe patrocinado por empresas e forças políticas dos Estados Unidos da América, gente que está ansiosa para se apropriar do petróleo, do pré-sal e de todo patrimônio nacional possível. Golpe articulado pela Rede Globo de Televisão e demais setores da grande mídia,  que produzem notícias para desinformar, confundir e manipular o povo contra o Partido dos Trabalhadores, contra as organizações e movimentos sociais de esquerda, contra o presidente Lula, gerando sentimentos de ódio, propagando o fascismo e criminalizando  a política.

É um golpe que criou todas as condições para essa ditadura do judiciário, um judiciário conduzido por juízes e promotores que pregam a justiça, mas julgam com parcialidade, partidarismo e ódio aos mais pobres. Como acreditar numa justiça em que juízes que têm super-salários, que têm imóveis (alguns com até 60 imóveis) e ainda recebem auxílio moradia, podem ser justos nos seus julgamentos?

Para a esposa do Eduardo Cunha absolvição, para o Aécio da mala de dinheiro absolvição, para  o Serra arquivamento, para Michel Temer, Romero Jucá, Padilha, Alckmin e tantos outros, nenhuma condenação. Estão soltos e rindo da cara do povo brasileiro. Para o maior  líder político da história desse país, homem que mais defendeu os pobres e trabalhadores, a suposta justiça é muito ágil e rigorosa, e até violadora de direitos fundamentais.

Senhoras e senhores, esse parlamento, a Casa Plínio Amorim, e a comunidade aqui presente, está sendo testemunha de uma violência, não apenas contra um cidadão de Petrolina, mas contra a democracia, contra a liberdade de expressão e política. Os vereadores dessa Casa ao se omitirem diante desse fato abrem caminho para a violência; ao se omitirem diante da truculência política, ao autoritarismo, constroem armadilhas que mais tarde poderão ser utilizadas contra os senhores e as senhoras. Repudiar essa violência, sem arrodeios, sem covardias, é o mínimo que se espera dessa Casa. Assumir uma postura em defesa da democracia é defender a paz social. Assumir uma postura combativa em defesa da democracia é ter compromisso com os nossos filhos e filhas, garantindo a eles um país onde as pessoas possam se manifestar sem ter que agredir fisicamente ninguém. Calar-se covardemente ou ser cúmplice da violência é entregar a nossa sociedade à barbárie.

Se os senhores e as senhoras se calam, são coniventes ou tentam remediar agressões físicas. Devo dizer que, daqui pra frente, qualquer ato de violência física contra qualquer um de nós terá como fundamento essas atitudes.

Não revidei ao senhor Gonzaga porque tenho respeito à democracia. Tenho respeito à dignidade humana. Porém, isso não significa dizer que me calarei, que não usarei medidas cabíveis, exatamente porque não sou covarde. O senhor disse que é muito homem. Devo dizer que ele encontrou outro homem para enfrentá-lo em defesa da democracia, não para agredi-lo covardemente. Senhor Gonzaga Patriota disse que é muito homem, muito macho. Quero dizê-lo que ele encontrou muito mais que um homem, um ser humano que tem princípios e valores e nós não vamos nos curvar. Ser humano que não baixa cabeça para coronéis e tem todo direito de não cumprimentá-los quando se tornam golpistas. Ser humano que não foge da luta e que prefere morrer lutando pela democracia que se calar perante injustiças ao nosso povo. Não tenho ódio do senhor, não quero promover nenhuma guerra contra a sua pessoa ou os seus. Não é pra isso que faço política.

Sou Gilmar dos Santos Pereira, filho de Maria Diuza dos Santos, trabalhadora, combativa, honesta, feirante, cidadã desse município. Sou filho de Euclides Paulo dos Santos, negro, pequeno comerciante, vigilante, cidadão desse município. Em honra à minha mãe, ao meu pai, senhores vereadores, eu farei a devida defesa da democracia porque foram esses valores que eles me ensinaram.

Quero dizer aos senhores e às senhoras, que sou um preto, que chegou a esse parlamento, para defender a juventude negra que está sendo exterminada por esse sistema sujo! Eu sou um periférico, para defender a periferia desse sistema sujo! Em memória da vereadora Marielle, mulher, negra e LGBT, combativa, defensora de pretos, pobres, periféricos, defensora de policiais atingidos por esse sistema covarde! Defensora dos direitos humanos! Em memória de Anderson, dos servidores da segurança pública, massacrados por essa guerra de irmãos e de tanta gente que deu a vida para que esse país seja mais justo, igualitário e fraterno!

Espero que o senhor da vida nos proteja dos truculentos, odiosos e criminosos. Espero que os movimentos sociais e o povo organizado façam a devida justiça. A história haverá de julgá-lo senhor Gonzaga. Viva o povo brasileiro!!!! Viva a democracia!!!! Lula Livre!!!! Fora Temer!!!

 

Nota de pesar

 

Expressamos nossos sentimentos de pesar pelo falecimento do grande poeta e compositor, Manuca Almeida. A obra e a presença artística de Manuca são reveladoras do espírito irreverente, festivo e afetuoso de uma Juazeiro que hoje é conhecida nacionalmente, também, pelas contribuições desse querido artista. Prestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e amigas. Que Juazeiro preserve na sua memória essa importante obra.

Emanuel Almeida (Manuca) faleceu no último sábado, 11, em decorrência de um câncer.

 

Mandato Coletivo

Gabinete do vereador Prof. Gilmar Santos