Projeto do vereador Professor Gilmar garante Medalha Dom Malan para Tatiana Sampaio, cientista brasileira que descobriu substância capaz de curar pessoas tetraplégicas

A proposta reconhece contribuição histórica da pesquisadora para a ciência e a saúde pública

Na última sessão da Câmara Municipal de Petrolina, realizada no dia 17 de março, a Casa Plínio Amorim aprovou o Projeto de Decreto Legislativo de autoria do vereador Professor Gilmar (PT) que concede a Medalha Dom Malan à cientista brasileira Tatiana Lobo Coelho Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O projeto foi subscrito pelos demais vereadores. A honraria, a mais alta concedida pelo Legislativo municipal, reconhece a relevância do trabalho desenvolvido pela pesquisadora, que há mais de 20 anos se dedica à investigação científica na área de regeneração do sistema nervoso, contribuindo para avanços importantes na medicina e na saúde pública.

Tatiana Lobo é responsável pelo desenvolvimento da polilaminina, substância experimental que tem apresentado resultados promissores na recuperação de movimentos em pessoas com lesões na medula espinhal. Um teste preliminar com humanos, divulgado em setembro do ano passado, foi animador. Seis dos oito pacientes paraplégicos e tetraplégicos recuperaram parte dos movimentos. Um deles voltou a andar. “Ninguém esperava. Cinco meses depois da aplicação, ele devolveu a cadeira de rodas”, disse Tatiana em entrevista concedida à revista Forbes.



A pesquisa representa um avanço importante para a medicina e pode ampliar possibilidades de tratamento no Brasil, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).  Em janeiro, a Anvisa autorizou o início de um estudo clínico oficial para avaliar a segurança do uso da polilaminina em humanos. Se as três fases de teste forem bem sucedidas, o medicamento poderá estar disponível em até cinco anos.

Para o vereador Gilmar Santos, a homenagem reafirma a importância de valorizar a ciência produzida nas universidades públicas e o papel dos pesquisadores brasileiros na transformação social.

“Quando a gente reconhece uma cientista como Tatiana, a gente está dizendo que acredita na ciência como ferramenta de transformação da vida do nosso povo. Quando o nosso Presidente Lula investe cada vez mais na educação, é esse o compromisso que ele reafirma com a população brasileira. A ciência salva vidas. E é por isso que defender investimento nas universidades públicas e nos pesquisadores brasileiros é também defender dignidade, saúde e futuro para o nosso país.”

A homenagem acontece em um momento de retomada dos investimentos na ciência e na educação no Brasil. Desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o país voltou a priorizar áreas estratégicas como pesquisa, inovação e tecnologia, com recomposição do orçamento das universidades e fortalecimento das políticas científicas.

Além de sua relevância científica, a trajetória de Tatiana Sampaio também representa a força das mulheres na ciência, em um campo historicamente marcado por desigualdades de gênero. Sua atuação inspira novas gerações de pesquisadoras e reforça a importância de ampliar o acesso e o reconhecimento das mulheres na produção do conhecimento.

Com a aprovação do projeto, o município de Petrolina presta reconhecimento institucional a uma trajetória que ultrapassa fronteiras e contribui para o avanço da ciência no Brasil e no mundo. A data da entrega da honraria ainda será definida.

Por Aléxia Viana e Victória Santana
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

O QUE ELES QUEREM ESCONDER? | Base do governo derruba requerimento de Professor Gilmar que cobrava transparência sobre R$700 milhões em empréstimos da Prefeitura de Petrolina

Durante a sessão da Câmara Municipal de Petrolina, realizada na última terça-feira (10), a base do Prefeito Simão Durando derrubou um requerimento apresentado pelo vereador Professor Gilmar-PT, que solicitava informações detalhadas sobre a aplicação de cerca de R$700 milhões em operações de crédito contratadas pela Prefeitura junto a bancos nacionais e internacionais.

O Requerimento nº 0086/2026 pedia o envio de um relatório técnico detalhado sobre os empréstimos autorizados por duas leis aprovadas pela própria Câmara em 2025, que somam valores que se aproximam de R$700 milhões. Entre elas está a operação de crédito externo de até US$80 milhões junto ao FONPLATA e ao Fundo OPEP, destinada ao Programa de Desenvolvimento Urbano de Petrolina, além de um financiamento interno de até R$ 200 milhões para investimentos em infraestrutura, saneamento, pavimentação, habitação, aquisição de equipamentos e amortização de dívidas.

No requerimento, o vereador solicitava informações essenciais para garantir transparência no uso dos recursos públicos, como cópias dos contratos firmados, lista detalhada das obras previstas, cronograma físico-financeiro, percentual de execução dos projetos, valores individualizados por ação e o impacto das parcelas da dívida no orçamento municipal ao longo dos próximos anos.

Também foram solicitadas informações sobre o percentual da Receita Corrente Líquida comprometido com os empréstimos, a evolução da dívida consolidada do município e a identificação das secretarias responsáveis pela execução de cada projeto financiado.

Apesar da relevância das informações solicitadas, o requerimento foi derrubado pela maioria dos vereadores da base do governo, impedindo que a Câmara e a população tenham acesso a dados detalhados sobre o destino dos recursos.

Votaram a favor da transparência os vereadores:
Professor Gilmar (PT)
Ronaldo Silva (PSDB)
Dhiego Serra (PL)

Votaram contra a transparência os/as vereadores/as:
Maria Elena (União Brasil)
Rosarinha Coelho (União Brasil)
Roberto da Gráfica (DC)
Diogo Hoffmann (União Brasil)
Capitão Alencar (PP)
Josivaldo Barros (Republicanos)
Gaturiano Cigano (PV)
Cláudia Ferreira (DC)
Marquinhos Amorim (Republicanos)
Júnior Gás (Avante)
Aero Cruz (PDT)
Ronaldo Cancão (Republicanos)

O vereador Wanderley Alves (PDT) se absteve da votação. Já os vereadores Gilberto Melo (União Brasil) e Wenderson Batista (PDT) se retiraram do plenário.

Para o Professor Gilmar, a derrubada do requerimento levanta um grave alerta sobre a transparência na gestão dos recursos públicos.

“Estamos falando de quase R$700 milhões em empréstimos. A população tem o direito de saber como esse dinheiro será aplicado, quais obras serão realizadas e qual será o impacto dessas dívidas no orçamento municipal. Transparência não deveria ser motivo de medo para nenhum governo. O que eles querem esconder?”, questionou.

A votação ocorre em um contexto de investigações conduzidas pela Polícia Federal, como a Operação Vassalos, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo integrantes da família Coelho, grupo político que há mais de 70 anos exerce forte influência na política de Petrolina. Entre os investigados estão o ex-prefeito Miguel Coelho. O atual prefeito Simão Durando, que foi vice-prefeito durante a gestão de Miguel Coelho, integra o mesmo grupo político.

Para o vereador, a decisão da base governista de impedir o acesso às informações reforça a necessidade de maior fiscalização e controle sobre a aplicação dos recursos públicos.

Por Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

NOTA DE REPÚDIO AO PASTOR EDILSON LIRA

O Mandato Coletivo, representado pelo vereador Professor Gilmar Santos, vem a público manifestar veemente repúdio às declarações do pastor Edilson Lira, da Igreja Verbo da Vida, que comparou a Ilha do Massangano à Ilha do Marajó, associando esses territórios a imagens de pecado e degradação.

A Ilha do Massangano é um patrimônio histórico, cultural e espiritual do povo de Petrolina. Território centenário de descendentes de quilombolas e escravizados, carrega a força da ancestralidade africana, indígena e do catolicismo popular. É reconhecida por suas belezas naturais – sob as bênçãos do Velho Chico, pela tradicional Festa de Santo Antônio e pelo emblemático Samba de Véio, expressões legítimas da identidade do nosso povo.

Estigmatizar comunidades tradicionais, atribuindo-lhes uma suposta condição moral inferior, é uma atitude preconceituosa, desrespeitosa e incompatível com os princípios constitucionais da dignidade humana, da liberdade religiosa e do respeito à diversidade cultural.

Os problemas sociais que atingem a Ilha do Massangano, assim como a Ilha do Marajó, não decorrem de suas tradições culturais ou religiosas, mas do abandono histórico do poder público e de desigualdades estruturais que precisam ser enfrentadas com políticas públicas sérias e comprometidas com a justiça social.

Nossa manifestação de repúdio se impõe, principalmente, diante do fato do pastor, após atacar a dignidade dos moradores da Ilha do Massangano, ao invés de se retratar perante uma comunidade indignada, resolve atacar também esse vereador que representa a luta de grupos vulnerabilizados socialmente por equidade e justiça social, numa evidente ofensiva que destoa do evangelho e alimenta uma lógica revanchista.  

Reafirmamos nosso compromisso com a defesa das comunidades tradicionais, da liberdade de crença e da valorização da cultura popular. Não aceitaremos que discursos de uma evangelização colonizadora sirvam para alimentar preconceitos, atacar identidades e reforçar estigmas contra o nosso povo.

A Ilha do Massangano exige e merece respeito. Respeitem os povos tradicionais!

Petrolina, 20 de fevereiro de 2026
Mandato Coletivo – Vereador Professor Gilmar Santos (PT/Petrolina-PE)

“Vá em frente e defenda bem o nosso Pernambuco”, disse Lula ao Professor Gilmar durante o 14.º Encontro Nacional do MST em Salvador

Vereador de Petrolina esteve ao lado de lideranças do MST, dialogou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do governo federal, reafirmando sua pré-candidatura a deputado estadual em defesa da reforma agrária e da justiça social

Foto: Ricardo Stuckert


O vereador de Petrolina e pré-candidato a deputado estadual, Professor Gilmar Santos, participou durante três dias do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), realizado de 19 a 23 de janeiro em Salvador. O evento reuniu cerca de 3 mil militantes de todo o país e foi marcado por intensos debates sobre reforma agrária, agroecologia, soberania alimentar, justiça social e os rumos do Brasil no próximo período.

O encontro culminou em um grande ato político com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reafirmou seu compromisso histórico com a reforma agrária, com os movimentos populares e com a construção de um projeto de país voltado para os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. Em sua fala, Lula destacou a importância da organização popular, da luta por terra, comida saudável e dignidade, além de reforçar a necessidade de manter o Brasil no caminho da democracia, da soberania e da justiça social.

Durante o Encontro, Professor Gilmar esteve ao lado de diversas lideranças políticas e sociais, como a deputada estadual Rosa Amorim, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, além de deputados federais, estaduais e pré-candidatos da base do governo Lula que estarão juntos na construção do projeto político para as eleições de 2026.

Gilmar também teve a oportunidade de dialogar diretamente com o presidente Lula, momento em que reafirmou sua pré-candidatura a deputado estadual em Pernambuco, colocando seu nome à disposição para fortalecer a bancada comprometida com a reforma agrária, os direitos humanos, o combate às desigualdades e a defesa das periferias e do povo trabalhador. Ao saber que o Professor estava no terceiro mandato de vereador pelo PT de Petrolina, o Presidente o incentivou a candidatura estadual: “Vá em frente e defenda bem nosso Pernambuco”.

“A participação no Encontro Nacional do MST reafirma nosso compromisso com a luta por um Brasil que enfrente desigualdades históricas. Saímos desse encontro ainda mais motivados para disputar 2026, principalmente por receber esse incentivo do presidente Lula, que acredita na nossa candidatura a deputado estadual por Pernambuco, onde temos a missão de fortalecer esse projeto e garantir sua reeleição”, destacou o vereador.

O 14º Encontro Nacional do MST é uma das principais instâncias de formulação política do movimento e não acontecia com essa dimensão desde 2009. Além dos debates internos, o evento reforçou a articulação entre movimentos sociais e forças políticas progressistas, apontando caminhos para a retomada e o avanço das políticas públicas no campo e na cidade.

A presença do Professor Gilmar no Encontro reforça sua trajetória de diálogo permanente com os movimentos populares e sua atuação política alinhada ao projeto liderado pelo presidente Lula, em defesa da democracia, da soberania nacional e de um Brasil mais justo e igualitário.

Por Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

AGORA É LEI! Proposta do Professor Gilmar garante banheiros químicos acessíveis em eventos de Petrolina

Lei de autoria do Professor Gilmar garante banheiros acessíveis em eventos e corrige anos de negligência com os direitos das pessoas com deficiência em Petrolina


A acessibilidade em Petrolina deu um passo decisivo com a aprovação da Lei nº 3.833/2025, proposta pelo vereador Professor Gilmar Santos (PT). Com a medida, todos os eventos públicos e privados passam a ser obrigados a oferecer banheiros químicos acessíveis, garantindo um direito que por muito tempo foi negligenciado para as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

A nova legislação determina que pelo menos 10% dos banheiros instalados em cada evento sejam adaptados. Caso o percentual não possa ser atendido, ao menos um banheiro acessível deverá ser disponibilizado ao público. As regras valem para festas, festivais, feiras, shows e qualquer outra atividade que utilize estruturas temporárias. Quem descumprir a Lei poderá ser multado e responder a outras penalidades administrativas.

A aprovação da Lei nº 3.833/2025 representa um avanço necessário diante de um cenário em que o direito ao lazer e à participação social das pessoas com deficiência vinha sendo sistematicamente desconsiderado. Em Petrolina, eventos de grande porte têm sido realizados sem condições mínimas de acessibilidade, limitando o acesso de quem mais precisa de estrutura adequada. A nova medida surge para corrigir essa ausência e assegurar direitos que deveriam ser garantidos há muito tempo.

Segundo o Professor Gilmar, a lei responde a uma demanda histórica das pessoas com deficiência do município e reforça uma cobrança constante do Mandato. “É inadmissível que a prefeitura e o setor privado sigam organizando eventos que tratam a acessibilidade como detalhe. Trata-se de um direito básico, de respeito e dignidade para as pessoas com deficiência. A aprovação dessa lei é resultado da luta de muitos cidadãos e cidadãs e do nosso empenho em garantir que ninguém seja impedido do acesso à cidade, cultura e lazer”, enfatizou Gilmar.

Apesar do avanço, o vereador destaca que a ausência de políticas públicas eficazes e de ações contínuas da gestão municipal ainda compromete o atendimento às pessoas com deficiência. Relatos de negligência, limitações de acesso a serviços e falta de suporte adequado seguem sendo apontados pela população. “Temos uma lei importante aprovada, mas seguimos atentos. A acessibilidade precisa virar prática. Essa é uma pauta permanente do nosso mandato”, reforçou o parlamentar.

A prefeitura de Petrolina tem até 90 dias para regulamentar a aplicação da lei, definindo critérios de fiscalização e as penalidades previstas. O Mandato seguirá acompanhando o processo e cobrando o cumprimento, para que os eventos realizados na nossa cidade garantam inclusão e respeito a todas as pessoas.

Por Glícia Barbosa
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Câmara de Petrolina recebe Sessão Solene em alusão ao Novembro Negro proposta pelo Professor Gilmar

Os movimentos sociais antirracistas de Petrolina ocuparão a Câmara Municipal nesta terça-feira, 18, às 11h com a Sessão Solene em alusão ao Novembro Negro, proposta pelo vereador Professor Gilmar Santos (PT). O momento reunirá movimentos populares, lideranças religiosas, artistas e educadores/as para celebrar a resistência do povo negro e reafirmar o compromisso com a promoção da igualdade racial e o combate à intolerância religiosa no município.

A cerimônia será aberta pela coordenadora do Projeto Social Antirracista Sou Periferia, Victória Santana, seguida de apresentações do Grupo Ojubá, roda de capoeira dos projetos sociais Sou Periferia e Eu Tenho Fé na Capoeira, do artista MC Rastapé e do dançarino Índio Bboy. Também farão uso da palavra o Professor Juscelino Ribeiro, a ativista do movimento negro Ana Meire, a liderança do Templo Religioso Dona Colondina, Mãe Jéssica, e próprio vereador Gilmar.

Após as falas, entidades, movimentos e parlamentares poderão deixar suas saudações. O evento será encerrado com nova apresentação do Grupo Ojubá e, em seguida, o encerramento oficial no Salão de Eventos da Câmara. O vereador Professor Gilmar, autor do Estatuto de Igualdade Racial de Petrolina (Lei Nº 3.330/2020), o primeiro do estado de Pernambuco, esclarece: “Mais de 70% da nossa população é formada por homens e mulheres negras e periféricas que constroem diariamente a riqueza e a história deste município. O Novembro Negro não é apenas um mês de celebração, é um chamado político para enfrentar desigualdades, violências e o racismo estrutural que ainda marca a vida do nosso povo”.

A Sessão Solene integra o conjunto de ações que o Professor Gilmar vem desenvolvendo em defesa da população negra, como a aprovação da Lei do Novembro Negro, do Dia Municipal de Tereza de Benguela, do Dia Miguel Otávio de combate ao racismo, a implementação do Estatuto e a criação do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, instrumento fundamental para consolidar políticas públicas permanentes de enfrentamento ao racismo e de valorização da população negra e dos povos tradicionais.

O mandato reforça o convite a toda a população, movimentos sociais, comunidades tradicionais, instituições e coletivos culturais para compor esse importante momento de reconhecimento, celebração e reafirmação da luta antirracista em Petrolina.

Victória Santana
ASCOM – Mandato Coletivo

Petrolina realizará audiência pública para debater saúde mental e assédio moral na Rede Municipal de Educação, por proposição do Professor Gilmar Santos

A Audiência Pública vai debater denúncias de sobrecarga e precarização na Rede Municipal de Educação, que resultaram em mobilizações e demissões arbitrárias de trabalhadoras

Diante das inúmeras denúncias de assédio moral, sobrecarga e precarização das condições de trabalho na Rede Municipal de Educação, o vereador Professor Gilmar (PT) propôs e aprovou, na sessão da Câmara Municipal do dia 30 de setembro, a realização de uma Audiência Pública para discutir saúde mental e mais dignidade para os/as profissionais da educação de Petrolina.

A audiência acontecerá no dia 12 de novembro, às 18h, no Plenário da Câmara Municipal de Petrolina, abrangendo professores/as efetivos/as e contratados/as, assistentes educacionais, auxiliares de cozinha e demais servidores/as que integram o quadro da educação municipal. A iniciativa surge como resposta às denúncias de assédio, perseguição, desvio de função, censura e demissões arbitrárias praticadas pela gestão do prefeito Simão Durando (União Brasil) e pela secretária de Educação, Rosane da Costa.

Nos últimos meses, profissionais da rede se mobilizaram em atos públicos e paralisações para cobrar melhores condições de trabalho, reajuste salarial, respeito e valorização profissional. O Professor Gilmar Santos foi o único vereador presente nessas mobilizações, prestando solidariedade à categoria e apoiando suas reivindicações. Durante as manifestações, a categoria exigiu uma reunião direta com o prefeito, o qual rejeitou a demanda.

Logo após a mobilização legítima realizada no dia 2 de outubro em frente à Prefeitura, cinco funcionárias de uma mesma unidade escolar foram demitidas, em um claro ato de retaliação contra quem participou do protesto. As dispensas se somam a outros casos de censura e perseguição já denunciados por profissionais da rede, evidenciando o clima de desrespeito e desvalorização que tem marcado a gestão municipal.

A ex-assistente educacional Mariana Cordeiro, demitida após participar da organização do protesto, relatou em entrevista ao programa Nossa Voz os principais pontos da mobilização:

“Estamos aqui em busca de suporte psicológico para lidar com a sobrecarga do trabalho. As horas são estipuladas além do contrato, e muitos colegas sofrem com assédio moral. Também denunciamos o número de crianças por profissional, que chega a quatro ou cinco, quando o contrato prevê apenas duas. Queremos reajuste salarial digno e carga horária compatível com nossas atividades”, afirmou.

Mariana também denunciou as retaliações:

“Foram demitidos dois funcionários da liderança um dia antes da manifestação, sem justificativa. Tentaram nos censurar, mas o povo clama por dignidade e a gestão não pode calar a nossa voz.”

As demissões arbitrárias de assistentes educacionais e auxiliares de cozinha configuram um ato de perseguição política e tentativa de silenciamento contra quem denuncia as irregularidades. O movimento dos profissionais da educação do município contou com o apoio de sindicatos e entidades como o Sindicato Nacional dos(as) Servidores(as) Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE) Seção IF Sertão PE e a Seção Sindical dos Docentes da UNIVASF (Sindunivasf), além da Associação dos Pais de Autistas de Petrolina (Aspape), que também expôs o impacto da negligência sobre as famílias.

“Há tempos a gente vem sofrendo com a falta de assistentes educacionais nas escolas. Chegamos a registrar 19 escolas sem profissionais e outras com assistentes atendendo três, quatro crianças, quando a lei garante um por aluno autista”, declarou Leidiana Silva, representante da Aspape.

Entre as principais demandas das categorias, estão:

  • Reintegração imediata das servidoras demitidas sem justa causa;
  • Fim do assédio moral e da perseguição política;
  • Condições salariais dignas e compatíveis com as funções;
  • Redução da carga horária e da sobrecarga de trabalho;
  • Garantia de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs);
  • Pagamento de adicional de insalubridade;
  • Reunião imediata com o prefeito.

O Professor Gilmar, autor da proposta de audiência, destacou a importância do espaço como instrumento de escuta, denúncia e formulação de soluções:

“A aprovação dessa audiência é uma vitória da luta dos trabalhadores e trabalhadoras da educação. Estamos diante de uma gestão que, em vez de dialogar, tem promovido perseguições e demissões arbitrárias. Nosso mandato seguirá cobrando respeito, valorização e políticas efetivas de cuidado com a saúde mental dos profissionais que constroem diariamente o futuro de Petrolina”, afirmou o parlamentar.

Para o vereador, o debate representa um passo essencial no enfrentamento à desumanização das relações de trabalho que vem marcando a atual gestão municipal:

“A educação é um serviço essencial para o desenvolvimento da cidade, mas os trabalhadores têm sido tratados com descaso e desrespeito. Essa audiência será um espaço para que a voz desses profissionais seja ouvida e para que a gestão seja cobrada a agir com responsabilidade e humanidade.”

A Audiência Pública será aberta à participação dos profissionais da educação, sindicatos, movimentos sociais, entidades de defesa de direitos e representantes da sociedade civil. O Mandato Coletivo, represetado pelo Professor Gilmar reforça que seguirá acompanhando o caso e exigindo providências do Executivo Municipal e dos órgãos de controle para garantir justiça, reparação e dignidade a todas e todos que fazem a educação de Petrolina acontecer.

Por Glícia Barbosa
Edição: Victória Santana
ASCOM – Mandato Coletivo

Motoristas por aplicativo protestam contra abusos da gestão municipal em Petrolina

Mandato Coletivo, representado pelo Professor Gilmar, participa do ato e cobra respeito, diálogo e fim da perseguição aos/às trabalhadores/as

Na manhã da última sexta-feira (10), motoristas e motociclistas por aplicativo de Petrolina ocuparam o Pátio de Eventos Ana das Carrancas e seguiram em caminhada até a sede da Prefeitura, em protesto contra a fiscalização abusiva da Autarquia Municipal de Mobilidade (AMMPLA) e a Lei Municipal nº 3.094/2018, considerada inconstitucional e injusta pela categoria.

O ato, que reuniu dezenas de trabalhadores/as, denunciou o que os/as motoristas classificam como burocracia excessiva, perseguição e cobranças ilegais por parte da gestão do prefeito Simão Durando (União Brasil). Segundo os/as manifestantes, Petrolina é a única cidade do país onde há cobrança de taxa anual e exigência de cadastramento municipal, medida que, segundo eles/as, encarece a atividade e restringe o direito ao trabalho.

“Não somos clandestinos. Somos pais e mães de família que trabalham honestamente. Já somos avaliados e regulamentados pelas plataformas, que exigem habilitação remunerada e antecedentes criminais. O que queremos é apenas trabalhar com dignidade”, afirmou José Filho, representante dos motoristas e um dos integrantes da comissão que se reuniu com a Prefeitura.

Entre as principais queixas da categoria estão:

  • Taxas anuais e exigências de documentos não previstas em lei federal;
  • Multas e apreensões arbitrárias durante fiscalizações da AMMPLA;
  • Imposição de limite de oito anos para veículos, contrariando as plataformas;
  • Falta de diálogo e ausência de apoio da gestão municipal.

O Mandato Coletivo, representao pelo Professor Gilmar (PT) acompanhou a mobilização, reafirmando seu compromisso com os direitos trabalhistas e a dignidade da categoria. O vereador participou da mesa de negociação entre os representantes dos motoristas, o procurador municipal Pedro Granja, o secretário de Governo Henrique Guerra, o diretor-presidente da AMMPLA, Edilson Leite Lima, e demais autoridades municipais.

“Os motoristas por aplicativo cumprem um papel essencial na mobilidade urbana e no sustento de centenas de famílias. Não aceitaremos que sejam perseguidos ou tratados com descaso. Nosso mandato seguirá firme ao lado dessa categoria, exigindo respeito, diálogo e justiça”, reforçou o vereador Gilmar Santos.

Resultados da reunião e próximos passos

Após duas horas de reunião, a pressão popular resultou em avanços importantes. A gestão municipal se comprometeu a:

  1. Suspender temporariamente as fiscalizações consideradas abusivas, até que o tema seja amplamente debatido;
  2. Participar de uma audiência pública proposta pelos vereadores presentes, que será realizada na Câmara Municipal, para discutir a legislação e as reivindicações dos motoristas;
  3. Encaminhar tratativas junto ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) sobre os aspectos legais da lei e das autuações.

A reunião encerrou-se com o compromisso de construção conjunta de soluções, mas os/as trabalhadores/as afirmam que seguirão mobilizados até que a lei seja revogada ou reformulada.

Para o Professor Gilmar, a mobilização demonstra o quanto é urgente repensar as políticas municipais de mobilidade urbana, hoje marcadas por burocracia e ausência de diálogo com quem move a cidade.

“É preciso governar com escuta e respeito. A cidade não se move sozinha, é o povo trabalhador que faz Petrolina andar”, concluiu o vereador Gilmar.

Por Aléxia Viana
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Único vereador presente, Professor Gilmar apoia ato em defesa dos direitos dos/as profissionais da rede muncipal de educação de Petrolina

Categoria denuncia demissões, assédio e sobrecarga de trabalho; gestão municipal se recusa a dialogar com trabalhadores

Na última quinta-feira (2), assistentes educacionais da rede municipal de Petrolina paralisaram suas atividades e realizaram um protesto em frente à sede da Prefeitura, denunciando demissões arbitrárias, excesso de trabalho, perseguição e assédio moral no ambiente escolar. O ato também reuniu professores/as, demais trabalhadores da educação, mães e pais de alunos da rede municipal e representantes da ASPAPE (Associação dos Pais de Autistas de Petrolina).

Apesar de ser dia de sessão ordinária na Câmara Municipal, que deveria se estender até o início da tarde, a reunião foi encerrada antes do meio-dia e nenhum parlamentar esteve presente ao ato, com exceção do vereador Professor Gilmar Santos (PT). Gilmar se reuniu com a categoria e declarou apoio às reivindicações, reafirmando seu compromisso com a defesa dos/as profissionais da educação.

Durante o protesto, foi formada uma comissão de negociação com cerca de 300 assinaturas. No entanto, o prefeito Simão Durando não compareceu e a gestão municipal se recusou a receber o grupo. Entre as principais pautas estão suporte psicológico aos profissionais, redução do número de alunos acompanhados por cada assistente, reajuste salarial, diminuição da carga horária, fornecimento de EPIs, pagamento de insalubridade e o fim de perseguições e assédio por parte da gestão escolar.

O movimento também exige a reintegração imediata das servidoras Mariana Cordeiro e Tainá de Souza, demitidas sem justa causa após organizarem a mobilização.

“Minha demissão foi uma forma de censura. Tentaram calar o movimento, mas não vamos recuar. Seguiremos lutando por melhores condições de trabalho e pelo fim da perseguição”, afirmou Mariana Cordeiro, ex-assistente educacional da rede municipal.

“Também fui demitida sem justa causa. É evidente que foi uma retaliação pela mobilização da categoria. Estamos lutando por dignidade no trabalhoe até agora o prefeito não se pronunciou, nem mesmo pelas redes sociais”, declarou Tainá de Souza.

As denúncias também partiram de servidoras efetivas.

“Estou na prefeitura desde 2002 e venho sofrendo perseguição constante, com relatórios falsos e caluniadores contra mim. Isso é um ataque direto aos nossos direitos e à Constituição. Não vivemos em uma ditadura, mas é assim que a gestão tem tratado os trabalhadores”, denunciou Jurema Almeida, professora efetiva da rede municipal de educação.

Outros trabalhadores que participaram do ato reforçaram as críticas à ausência da gestão e da Câmara.

“É lamentável que só o vereador Gilmar esteja aqui, enquanto os demais se escondem. Nós esperamos respeito e diálogo, e não silêncio e perseguição”, destacou Yure Eráclito, agente de portaria da rede municipal de educação.

Em discurso durante o ato, o vereador Professor Gilmar foi firme: “Quero parabenizar vocês pela coragem. Eu estou aqui cumprindo o meu dever. Fui eleito para defender o povo. É lamentável que os colegas se escondam e que o prefeito se acovarde em não dialogar. Não é possível manter uma rede de educação que massacra trabalhadores e trabalhadoras. Essa luta é justa, e nós estaremos solidários a vocês até que a gestão respeite a dignidade e os direitos da categoria”.

Dois dias antes do ato, o vereador Professor Gilmar conseguiu aprovar na Câmara Municipal a realização de uma Audiência Pública para que os profissionais da educação tenham espaço para expor suas denúncias e reivindicações, como reajuste salarial, fim do desvio de função, combate ao assédio e condições dignas de trabalho. A audiência está prevista para acontecer no dia 29 de outubro, às 19h, no plenário da Câmara.

Por Aléxia Viana
Edição: Victória Santana
ASCOM – Mandato Coletivo

Após denúncia do Professor Gilmar ao Ministério Público, Prefeitura faz reparo paliativo no esgoto do Terra do Sul, em Petrolina

Moradores/as conviveram mais de um mês com esgoto a céu aberto. A prefeitura só agiu depois da pressão da população e do mandato do Professor Gilmar

Foram mais de 30 dias de descaso até que a Prefeitura de Petrolina tomasse alguma atitude sobre o grave problema do esgoto estourado na Rua 4, no bairro Terra do Sul. A situação só começou a ser enfrentada depois que o vereador Professor Gilmar-PT protocolou denúncia no Ministério Público de Pernambuco.

A comunidade conviveu por mais de um mês com esgoto correndo a céu aberto na porta de casa, exposta a risco de doenças, proliferação de insetos e sem poder ir e vir com tranquilidade. Durante todo esse período, moradores relataram a omissão da gestão municipal, que ignorou sucessivas cobranças da comunidade e deixou centenas de famílias em condições indignas.

Diante da negligência, a população se organizou e realizou um protesto intenso, com a presença e apoio do Professor Gilmar, que se solidarizou com os/as moradores/as e reforçou a cobrança por soluções. Ao saber do problema enfrentado pela comunidade, o parlamentar apresentou indicações na Câmara de Vereadores de Petrolina e usou suas redes sociais para denunciar a situação. Como nada foi feito, levou o caso ao Ministério Público, cobrando providências urgentes.

No Pedido de Providências ao MP, no último dia 18 de setembro, o parlamentar aponta grave violação ao direito à saúde, ao saneamento básico, à mobilidade e à dignidade humana. Apenas após essa iniciativa a gestão municipal tomou alguma medida para desobstruir os poços de visitas (“boca de lobo”) e as tubulações de esgoto.

No entanto, a solução apresentada é apenas paliativa. O problema estrutural da falta de saneamento básico segue sem resposta definitiva, repetindo um padrão de abandono histórico das periferias de Petrolina.

“O orçamento do município é de mais de R$2 bilhões. Para onde está indo esse dinheiro? É inadmissível que famílias permaneçam mais de um mês vivendo no meio do esgoto. A prefeitura só se moveu depois da pressão da comunidade e da atuação firme do nosso mandato. Mas o que foi feito não resolve de forma definitiva.  Seguiremos cobrando para que os moradores do Terras do Sul tenham o direito garantido a um saneamento digno”, afirmou o Professor Gilmar.

O mandato reforça que continuará acompanhando o caso junto ao Ministério Público e ao lado da comunidade, até que a prefeitura assuma sua responsabilidade e resolva o problema de forma estrutural e definitiva.

Por Glícia Barbosa
Edição: Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo