Justiça suspende reintegração de posse do Centro Paulo Freire, em Caruaru (PE)

Decisão que impede o despejo do espaço de formação foi publicada na noite de terça-feira (15)

O Centro de Formação Paulo Freire está há 20 anos sob gestão da associação de assentados de Normandia / Foto: Arquivo MST

O pedido de reintegração de posse do Centro Paulo Freire, maior espaço de formação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no Nordeste, foi suspenso na noite desta terça-feira (15) pelo desembargador Manoel de Oliveira Erhardt, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

Em seu despacho, ele defende a possibilidade de conciliação entre o Assentamento Normandia e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), autor do pedido de despejo. 

A ordem de reintegração de posse foi emitida em setembro e deveria ser cumprida até a última quinta feira (10), mas uma nova decisão judicial adiou por mais 30 dias o despejo, agora suspenso pelo desembargador.

Na sentença, Erhardt ressaltou que há a efetiva utilização da área comunitária do Assentamento Normandia, que gere o centro de formação, com atuação em diversas áreas de interesse social. O desembargador destacou a formação acadêmica e a produção da associação dos trabalhadores do assentamento (Atranor).

O Incra pediu a reintegração em 2008, após um desacordo envolvendo quatro famílias assentadas a respeito do uso da área. No entanto, segundo o MST, passados 11 anos, a divergência deixou de existir.

Na decisão, Erhardt alertou para a gravidade do despejo. “Há fundado perigo de produção de danos irreparáveis na imediata reintegração de posse, sendo recomendável a prévia tentativa de resolução amigável do conflito”, registrou, afirmando ainda que, “em caso de insucesso na via conciliatória”, o Incra poderá recorrer.

A área de 15 hectares onde se encontra o Centro de Formação Paulo Freire está há 20 anos sob gestão da associação de assentados de Normandia, nome da antiga Fazenda Normandia, que foi ocupada pelos trabalhadores rurais em 1º de maio de 1993.

Após um longo período de resistência, houve, em 1998, a desapropriação para fins de reforma agrária e indenização ao antigo proprietário. 

:: Centro Paulo Freire: luta por democracia e reforma agrária são urgentes :: 

Na área, vivem 41 famílias, que têm como espaço coletivo o centro de capacitação, três agroindústrias, 52 alojamentos, salas de aula, auditório para 700 pessoas, centro comunitário, quadra esportiva, academia pública para atividades físicas, creche e refeitório.

Procurado pela reportagem, o Incra afirmou não ter informações sobre a decisão. 

Texto: Lu Sudré|Edição: João Paulo Soares

Fonte: Brasil de Fato

Vereador professor Gilmar Santos (PT) aciona Ministério Público sobre problemas da Educação em Petrolina-PE

O parlamentar solicita ao MPPE providências necessárias para que a população petrolinense tenha assegurado, de maneira efetiva, o direito fundamental de acesso a uma educação pública democrática, inclusiva e de qualidade.

Foto: Robisnayara Barbosa

O vereador professor Gilmar Santos (PT) esteve no Ministério Público Estadual, na última terça-feira (08), onde protocolou duas Representações contra o poder público municipal referentes aos diversos problemas identificados na rede da educação. Nos documentos o parlamentar solicita ao MPPE providências necessárias para que a população petrolinense tenha assegurado, de maneira efetiva, o direito fundamental de acesso a uma educação pública democrática, inclusiva e de qualidade.

A representação foi construída após o vereador ter recebido inúmeras denúncias a respeito das carências e desmandos na educação por parte da gestão municipal, bem como após ter participado de reuniões com a categoria de professores que estão sendo prejudicados por essas ações, compreendendo que a população como um todo tem o direito de usufruir dos serviços públicos essenciais de maneira satisfatória e eficaz, devendo o Poder Público, obrigatoriamente, zelar pela sua execução, tal como versam os dispositivos constitucionais.

Ademais, o acesso à educação está dentro do rol dos direitos humanos fundamentais- amparado por normas nacionais e internacionais-, assim estabelecido por incluir um processo de desenvolvimento individual próprio à condição humana. Além dessa perspectiva individual, este direito deve ser visto, sobretudo, de forma coletiva, como um direito a uma política educacional, a ações afirmativas do Estado que ofereçam à sociedade instrumentos para alcançar seus fins, cabendo também ao parlamentar a premissa de fiscalizar, exigir e assegurar que esses direitos sejam assegurados.

Dentre os problemas apresentados por Gilmar, através do documento, está a irregularidade quanto ao cumprimento da carga horária dos professores contratados nas escolas de tempo integral, que tem recebido metade do salário quando comparado com os professores efetivos; a situação de abandono da Biblioteca Pública Municipal que desde 2016 está fechada e em obras; a demora na convocação dos aprovados no concurso para professores da educação especial – o que tem gerando um grave problema de falta de assistência aos estudantes com deficiência- e dos professores que estão na lista de cadastro reserva do concurso realizado no final de 2018 -. esclarecimentos sobre vagas reais; o atraso na entrega dos kits escolares e dos livros didáticos (que até o momento não foram entregues); a inativação do Conselho Municipal de Educação, que está sem funcionar ou funcionando precariamente há quase três anos; o constrangimento aos professores contratados quando da rescisão de contratos sem o devido respeito aos profissionais; entre outras demandas.

Para o parlamentar, que também é professor, “acionar o Ministério Público para denunciar tantos problemas da educação municipal significa, primeiro, o nosso compromisso com a luta pelo direito à educaçào; segundo que é uma prova concreta do quanto o governo tem sido irresponsável com a área da educação; terceiro, esperamos que o MP, assim como cada cidadão e cidadã de Petrolina exijam e lutem para que o direito das nossas crianças e adolescentes, dos profissionais da educação, não sejam negados ou violados. Esse é o compromisso do nosso Mandato Coletivo”, afirmou.

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Nota de repúdio contra os ataques à deputada Marília Arraes

“A luta que temos pela frente é grande demais para que possamos permitir que interesses pessoais, pontuais, que não são aqueles coletivos, partidários, nos tirem do caminho e do lado certo da história”

O Partido dos Trabalhadores tem na sua democracia interna uma de suas maiores riquezas.

E é justamente em nome dessa democracia que estranhamos e repudiamos as recentes declarações do companheiro de partido Dilson Peixoto, que hoje ocupa o cargo de secretário de Desenvolvimento Agrário e Agricultura de Pernambuco, atacando a deputada federal Marília Arraes (PT-PE).

Ataques pessoais, descabidos e que vão frontalmente de encontro ao trabalho, empenho e importância de Marília não só para nosso partido, mas para Pernambuco e para o Brasil.

A luta que temos pela frente é grande demais para que possamos permitir que interesses pessoais, pontuais, que não são aqueles coletivos, partidários, nos tirem do caminho e do lado certo da história.

Brasília, 8 de outubro de 2019.

Nota do Partido dos Trabalhadores

Desorganização do Processo Eleitoral para Conselheiros/as Tutelares é criticado pelo professor Gilmar Santos (PT)

“Quando nós pensamos em direito da criança e do adolescente, pensamos que o esforço deveria ser maior para que a organização fosse realmente responsável no sentido de garantir uma votação sem fraudes, sem compra de votos”, disse o parlamentar

Foto: Ângela Santana

Durante uso da Tribuna Livre, na sessão plenária desta terça-feira (08), o vereador professor Gilmar Santos (PT) criticou o processo de eleição para o Conselho Tutelar (2020- 2024), em Petrolina-PE.

As eleições que aconteceram no último domingo (08), tem sido alvo de inúmeras reclamações sobre as irregularidades sob qual o processo foi realizado. Atraso na liberação da lista de eleitores em algumas sessões, transferência de locais de votação, falta de assinaturas em cédulas e até compra de votos, são as principais denúncias apresentadas pelos eleitores. Segundo informações, algumas urnas das escolas Dom Malan e Jacob Ferreira estavam violadas, bem como houve urna com uma única assinatura e 40 votos para o mesmo candidato.

Todas as queixas apresentadas apontam a falta de organização da Comissão Eleitoral e o desrespeito às normas eleitorais, o que, para Gilmar vem a favorecer fraudes e possíveis manobras políticas e partidárias que podem não estar necessariamente interessadas na defesa dos direitos das crianças e adolescentes.

“Nos entristece muito saber que essa eleição tem sinais explícitos de fraude, de manobras políticas desses conselheiros, que não vão  se comprometer exatamente com o interesse de defesa de direitos, com o interesse público, mas com o interesse, possivelmente, partidários, de agrupamentos políticos ou de agrupamentos outros, que não terão compromisso com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Ficamos bastante tristes com o nível de desorganização dessas eleições: pessoas ficaram nas filas por quase 3 horas para poder ter direito ao voto, em alguns locais a lista de votação com o nome dos eleitores chegaram até duas horas depois das eleições começarem. Temos também o conhecimento de que houve compra de votos e que havia um verdadeiro festival de disputas por parte de grupos diversos (…) Como é que a gente vai acreditar que esses conselheiros que foram eleitos, estão realmente comprometidos em defender os direitos da criança e do adolescente se no pleito é motivo de suspeita, de desconfiança e possível irresponsabilidade?” disse o parlamentar.

Na oportunidade, o edil também criticou a isenção da prefeitura sobre a responsabilidade de organização do pleito e, consequentemente, de todas as irregularidades.

“Essa é uma responsabilidade também da prefeitura, se não exclusiva, é uma corresponsabilidade tanto prefeitura, como do Ministério Público e do Juizado da Infância e Juventude. Como é que a prefeitura pode se isentar se existe uma responsabilidade prevista para defender o direito da criança e do adolescente? Todo apoio deveria ser dado para que esse pleito fosse mais organizado e claro, nós vamos fazer levantamento sobre todas essas responsabilidades, pois, me preocupa a gestão municipal ter se colocado como isenta quando na verdade nós sabemos que quando é para organizar grandes eventos, não se negam esforços para que saiam equilibrados e sem defeitos, e quando nós pensamos em direito da criança do adolescente, pensamos que esse esforço deveria ser maior para que a organização fosse realmente responsável no sentido de garantir uma votação sem fraudes, sem compra de votos”, afirmou.

No município, um total de 58 candidatos estiveram concorrendo a uma das 10 vagas disponíveis para atuar entre os anos de 2020 e 2014.  As sessões aconteceram em mais de 60 escolas, mas devido a desorganização, apuração só foi concluída na quarta-feira (09).

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O Conselho Tutelar é o órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, portanto é de extrema importância que os candidatos eleitos estejam comprometidos com a premissa da entidade.

Gilmar Santos (PT) cobra agilidade na convocação dos aprovados no concurso da Câmara

“Nós esperamos muito que essa Casa, a Câmara Municipal, constituída por representantes da população, legisladores, fiscalizadores, possa minimamente dar o exemplo, garantindo que esses concursados passem a trabalhar aqui ainda neste ano”, disse o parlamentar

Foto: Ângela Santana

O vereador professor Gilmar Santos (PT) cobrou, durante a sessão plenária desta quinta-feira (03), agilidade na convocação dos provados no concurso público da Câmara Municipal de Vereadores de Petrolina, realizado no dia 02 de junho. De acordo com o edital, a homologação desses profissionais seria realizada no dia 03 de setembro, o que até agora não aconteceu.

“Eu gostaria muito que a Mesa Diretora tratasse dessa questão e desse uma resposta aos candidatos que foram aprovados. São pessoas que querem trabalhar, principalmente agora, com o nível absurdo de desemprego. As pessoas querem uma oportunidade de forma honesta, franca, pagaram caro pelo concurso e querem ter o seu direito assegurado. Nós esperamos muito que essa Casa, a Câmara Municipal, constituída por representantes da população, legisladores, fiscalizadores, possa minimamente dar o exemplo, garantindo que esses concursados passem a trabalhar aqui ainda neste ano”, disse o parlamentar.

De acordo com Gilmar, ficou definido em uma reunião entre os vereadores da Casa que os aprovados seriam efetivados ainda esse ano, porém, a previsão de contratação é só para o próximo ano (2020).

“Eu sei que existe problemas em relação ao calendário da empresa contratada, mas me preocupa muito quando a gente tem conhecimento de que aqui, no calendário da empresa, a homologação estava prevista para o dia 03 de setembro, mas a informação que nós temos é de que esses concursados só serão contratados no próximo ano. Como é que se explica isso? Como é que essa Casa que, segundo a fala de alguns vereadores, é a mais interessante do Brasil, trata a sociedade, esses candidatos dessa forma?”, concluiu o edil.

Sobre programa Nossa Praça, Gilmar Santos(PT) aponta contradições e exige maior investimento nas periferias

“Nós queremos a nossa cidade com praças em melhores condições, mas não apenas na orla, não apenas na área central. Nós queremos nas nossas periferias praças bem qualificadas, pro nosso povo ter maior qualidade de vida”, disse o parlamentar.

Foto: Camila Rodrigues

A Casa Plínio Amorim recebeu, nesta quinta-feira (03), o Coordenador de Gestão Ambiental e Sustentabilidade da Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA), Aluísio Gomes, para falar sobre o “Nossa Praça”, programa desenvolvido pela Prefeitura de Petrolina em parceria com a iniciativa privada e a população.

Durante o debate, o vereador professor Gilmar Santos (PT) ressaltou a importância da efetividade das políticas públicas voltadas para o fortalecimento e a proteção do meio ambiente tendo em vista que o município, apesar de ter um clima quente, ainda é pouco arborizado, evidenciando a deficiência do poder público frente a essa problemática.

Na ocasião, o parlamentar apresentou, através do Plano Plurianual (PPA), a previsão de recursos para o desenvolvimento de programas que dialogam com o Nossa Praça e apontou diversas contradições sobre a alta quantidade de verba disponível e o pouco investimento dessas na educação ambiental junto à comunidade petrolinense no sentido de estimular uma consciência sustentável, de cuidado e preservação das praças.

Conforme o que foi apresentado pelo edil, alguns desses programas receberam menos investimentos nos anos de 2018 e 2019 do que está previsto para 2020, ano eleitoral. O programa Consciência ambiental, por exemplo, não teve recursos para sua aplicação em 2018, aumentando para apenas 10 mil reais em 2019.  Já para 2020 existe a previsão da uma aplicação de 250 mil. O programa Cidade Mais limpa (coleta de lixo), que tem como objetivo atuar sobre a falta de educação ambiental, teve o investimento de 21.510.000,00 (milhões) em 2018 e 20.490.000,00 em 2019, dobrando para 41.710.000,00 em 2020. No caso do programa Nossa Praça, a situação é diferente, o que para Gilmar é uma antítese.

“Quando vamos para o programa Nossa Praça, que tinha um investimento de 1.345.000,00 em 2018 e em 2020 cai para 710.000,00, temos uma contradição, pois, nós esperávamos que esse programa se expandisse cada vez mais, já que esperávamos também que a nossa população tivesse mais consciência a partir da aplicação desses recursos para este fim (…) parece que há uma marginalização, uma pouca atenção e até um certo descaso do poder público municipal, – e eu não estou falando só dessa gestão-, em desenvolver uma consciência com a comunidade, porque de nada adianta a gente convencer um empresário a investir num equipamento, que seria de responsabilidade do poder público, existem recursos públicos para restaurar as praças, para garantir a sua manutenção, se não fomentar o sentimento de pertencimento na população. Se o gestor público consegue uma parceria com os empresários, ótimo. Mas a pergunta que fica é: qual a consciência comunitária que a gente está desenvolvendo? A comunidade está participando desse programa? E não seria interessante primeiro convencer a comunidade a desenvolver o programa de educação para que os próprios comunitários assumissem os cuidados com essas praças?” questionou o parlamentar.

Além disso, o edil também exigiu mais atenção às periferias da cidade, visto que a maioria das ações são desenvolvidas no centro/orla.

“Nós queremos a nossa cidade com praças em melhores condições, mas não apenas na orla, não apenas na área central. Nós queremos nas nossas periferias praças bem qualificadas, pro nosso povo ter maior qualidade de vida” concluiu.

II Semana da Agroecologia começa nesta terça-feira (01) em Petrolina

“O evento tem como objetivo promover e ampliar o debate sobre a agroecologia e produção orgânica em todo o Vale do São Francisco, afim de estimular e garantir a segurança alimentar e nutricional de produtores e consumidores da região”

Começa nesta terça-feira (01), e segue até o dia 05 de outubro, a “II Semana da Agroecologia: Produção Orgânica e Segurança Alimentar”, em Petrolina,  

O evento que tem como objetivo promover e ampliar o debate sobre a agroecologia e produção orgânica em todo o Vale do São Francisco, afim de estimular e garantir a segurança alimentar e nutricional de produtores e consumidores da região, vai contar com oficinas, mesa redonda, lançamento de livro e debates.

A Semana da Agricultura Orgânica e Agroecológica está instituída no calendário do município através da LEI Nº 2.986/17, da autoria do vereador professor Gilmar Santos (PT), que desde o início do seu mandato vem acompanhando a pauta dos produtores e comerciantes de alimentos orgânicos e agroecológicos compreendendo a importância da produção e do consumo de alimentos saudáveis, cultivados sem uso de veneno (agrotóxicos).

“Essa segunda edição da Semana Municipal faz parte da resistência e das lutas de produtores, pesquisadores, consumidores e diversas organizações comprometidas com a produção de alimentos que respeitam a natureza, que valorizam a vida em todos os sentidos e fortalecem estilos de vida comprometidos com a história das comunidades tradicionais, com a geração atual e com as gerações futuras. Queremos muito a nossa região com mais saúde, mais produção da agricultura familiar e menos veneno e desigualdades!”, enfatizou Gilmar.

O primeiro momento do evento acontecerá amanhã (01) a partir das 07h30, na horta comunitária do bairro João de Deus com o “Intercâmbio de Saberes” mediado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisa Sertão Agroecológico da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). A programação é totalmente gratuita e aberta a toda comunidade.

Confira aqui a programação completa.

Suicídio já causa mais mortes de policiais do que confronto em serviço

Em 2018, 104 policiais civis e militares no Brasil cometeram suicídio, e 87 foram mortos em horário de trabalho

343 policiais civis e militares foram assassinados em 2018, no Brasil. Em 75% dos casos, os assassinatos ocorreram quando os profissionais estavam fora de serviço. Os dados são da 13ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O estudo também aponta que a violência à qual os policiais estão permanentemente expostos, o estresse psicológico e o acesso a armas têm causado graves efeitos: 104 policiais cometeram suicídio no ano passado. Esse número é maior do que o de policiais que foram mortos durante o horário de trabalho (87 casos).

O Anuário registrou, ainda, uma redução de 10,8% nas mortes violentas intencionais em 2018, no país. Ao mesmo tempo, houve um aumento de 19,6% no número de mortes decorrentes de intervenções policiais. No total, 6.220 mortes foram provocadas pelas polícias, com uma média de 17 pessoas mortas por dia. 99,3% das vítimas eram homens, 77,9% tinham entre 15 e 29 anos, e 75,4% negros.

Fonte: Observatório 3º Setor

Vereadores do Governo reprovam requerimento do Professor Gilmar Santos (PT) que solicita audiência sobre Regularização Fundiária no Município de Petrolina

O requerimento foi posto para votação na manhã desta terça-feira (24) e foi reprovado por 16 votos a 06

Foto: Camila Rodrigues

O vereador professor Gilmar Santos (PT) apresentou, na manhã desta terça-feira (24), o requerimento Nº295/2019 que solicita a realização de uma Audiência Pública para discutir as questões relacionadas a regularização fundiária nos mais diversos locais do município de Petrolina.

A regularização fundiária consiste no conjunto de medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais que visam a regularização de assentamentos irregulares e a titulação de seus ocupantes, de modo a garantir o direito social à moradia, o pleno desenvolvimento das funções sociais da propriedade urbana e o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Para a regularização de imóveis no Brasil, a legislação específica já editada instituiu várias espécies e modalidades de regularização fundiária, pretendendo, com isso, obter um reordenamento do espaço territorial brasileiro, dando ênfase aos meios ambientais urbanos como medida fundamental à integração social, à salubridade e à qualidade de vida.

De acordo com Gilmar, “a regularização fundiária é uma demanda antiga da população de Petrolina, haja vista que diversas comunidades aqui do município iniciaram sua vida em torno de ocupações, que fazem parte de uma luta histórica por direito à moradia do nosso povo. Mesmo após a habitação, essas comunidades não foram regularizadas para ter direito às suas escrituras, e nesse sentido, muitas delas foram negligenciadas pelo poder público e isso acaba contribuindo de alguma forma com a fraude – a exemplo das denúncias sobre as pessoas que têm casa e conseguiram casa no programa “Minha Casa, Minha Vida”-, com a especulação imobiliária e o desordenamento urbano do nosso município”.

Durante a votação em bloco, o vereador Ronaldo Souza fez pedido de destaque ao requerimento, e disse que “aqui (na Câmara) não se discute mais regularização fundiária”. Porém, o parlamentar cai em contradição tanto ao citar diversos bairros de Petrolina que ainda não foram regularizados, quanto ao se colocar como defensor da regularização de terras e votar contra o requerimento.

Em resposta a Ronaldo, o vereador Gilmar argumentou que apenas posse de título não é suficiente: “Eles justificaram que iriam votar contra porque o prefeito já deu título de posse para mais de 5 mil pessoas, mas título de posse não é suficiente para se garantir a regularização, pois,  diz respeito a um conceito amplo que envolve, além do título, a escritura, mas também a infraestrutura necessária para aquelas pessoas viverem bem. Ora, não se pode ter apenas título de posse e ao mesmo tempo um bairro sem saneamento, sem pavimentação, sem serviços diversos”.

Foto: Camila Rodrigues

Votaram a favor do requerimento, os vereadores Gilmar Santos (PT), Cristina Costa (PT), Paulo Valgueiro (MDB), Gabriel Menezes (PSL), Ronaldo Silva (PSDB) e Gaturiano Cigano (PRP). Os vereadores que votaram contra foram: Ronaldo Souza (PTB), Elias Jardim (PHS), Rodrigo Araujo (PSC), Osinaldo Souza (PTB), Alvorlande Cruz (PSL), Aero Cruz (PSB), Manoel da Acosap (PTB), Maria Elena (PSB), Zenildo Nunes (PSB), Ruy Wanderley (PSC), Gilberto Melo (PR), Major Enfermeiro (MDB), Alex de Jesus (PRB), Zé Batista (PDT). Estiveram ausentes Elismar Gonçalves (MDB) e Cícero Freire (PR).

“A gente fica muito triste, tivemos uma audiência recentemente sobre o Programa Minha Casa Minha Vida, as pessoas clamando por moradia, clamando para que a justiça enfrente as fraudes, as irregularidades, e nós temos a mesma Câmara que disse ter compromisso com essas pessoas, votando contra o interesse delas. Fica para a população de Petrolina julgar o comportamento desses vereadores, até porque eles vão bater na porta desses cidadãos/ãs nessa próxima eleição”, concluiu Gilmar.

Organizações e parlamentares cobram apoio da Gestão Municipal para realização da II Semana Agroecológica

A Lei Nº 2.986/17 que institui a Semana Municipal da Agricultura Orgânica e Agroecológica no calendário de Petrolina-PE é da autoria do vereador professor Gilmar Santos (PT)

Foto: Ângela Santana

Na última segunda, 23, o vereador professor Gilmar Santos (PT), participou de uma reunião na Secretaria de Agricultura de Petrolina, para apresentar demandas de produtores e pesquisadores da Agricultura Orgânica e Agroecológica e solicitar apoio do município para a realização da II Semana Municipal da Agricultura Orgânica e Agroecológica que acontecerá entre os dias 01 e 05 de outubro.

O parlamentar, que desde o início do seu mandato vem acompanhando a pauta dos produtores e comerciantes de alimentos orgânicos e agroecológicos, é autor da LEI Nº 2.986 de 2017 que acrescenta ao calendário do município a Semana da Agricultura Orgânica e Agroecológica, e da LEI Nº 2.913/2017, que dispõe sobre a inserção de produtos orgânicos e agroecológicos na merenda escolar, pois compreende a importância da produção e do consumo de alimentos saudáveis, cultivados sem uso de veneno (agrotóxicos).

Também participaram da reunião, articulada por Gilmar, o coordenador da Rede Territorial de Agroecologia do Sertão do São Francisco Pernambucano e Baiano (Sertão Agroecológico), Elson de Oliveira, a presidenta da Associação de Produtores e Produtoras Orgânicos do Vale do São Francisco (Aprovasf), Maria Alzira, o vereador Zé Batista e o secretário de agricultura, Simão Durando.

Para Gilmar, “o encontro com o secretário foi animador, nesse sentido a gestão sinaliza apoio para que as leis da nossa autoria que estimulam a produção e o consumo da agricultura orgânica e agroecológica. Esperamos que essa segunda Semana Municipal leve mais informações sobre a importância da produção e o consumo de alimentos sem uso de veneno haja visto que a nossa região lidera o uso e consumo de alimentos com agrotóxicos e indíces crescentes de câncer. Queremos mais saúde para o meio ambiente e para nossa população em geral.

Além das cobranças para o cumprimento das leis, foram listadas pelas entidades presentes uma série de demandas que vão além da realização do evento. Maria Alzira apresentou, por exemplo, a preocupação com a certificação dos alimentos que estão sendo vendidos no mercado de comercialização de produtos orgânicos. Além disso, a presidenta ressaltou que “a semana da agroecologia junto com os parceiros: professor Gilmar, professor Zé batista, o Sertão Agroecológico e outras instituições fortalecem o nosso movimento da alimentação orgânica e sustentável”.

Apesar de nem todas as demandas puderem ser atendidas, Elson de Oliveira também avaliou positivamente a reunião: “Fiquei feliz por termos conseguido o transporte, o painel de projeção e as cadeiras, o que vai abrilhantar mais ainda e proporcionar um conforto maior para quem for participar dessa II Semana”, disse.

O vereador Zé Batista reafirmou a importância da realização da II semana agroecológica e disse que estaria dando a sua contribuição à ação, pois, conhece a trajetória da central de comercialização de produtos orgânicos.

Na oportunidade, o secretário Simão se dispôs a contribuir com esse movimento: “as pessoas hoje estão cada vez mais cuidando de sua saúde. Essa é a segunda Semana Agroecológica feita aqui no município de Petrolina e a gente enquanto prefeitura municipal de Petrolina está só para contribuir, para somar”, afirmou.