Em
matéria publicada no site gilmarsantos.org e em suas redes sociais, o vereador
Gilmar Santos reafirma seu compromisso com professores para que mais
profissionais sejam efetivados através de concurso público, com a devida
valorização, como previsto tanto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (Lei Federal 9.394/96) quanto no Plano Municipal de Educação (Lei
2.713/15).
Ao
contrário do que acusam alguns professores que foram aprovados no último
concurso ou pessoas que não se informaram adequadamente sobre o nosso
posicionamento, em nenhum momento o vereador acusou professores que foram
convocados para trabalhar em carga-horária de 100 h/a de estarem burlando a lei
por terem ampliado para mais 100 h/a. O nosso Mandato está pautado na
responsabilidade e compromisso com o interesse público. Ao recebermos denúncias
por parte de professores que ficaram na lista de reserva, buscamos nos informar
diretamente com a Secretária Municipal (https://gilmarsantos.org/2019/05/08/em-visita-a-secretaria-professor-gilmar-santos-solicita-providencias-sobre-13-demandas-da-educacao/)
que
nos informou que as vagas não reais (vagas geradas por afastamento de efetivos
da sala de aula) seriam ocupadas por contratados. Após a visita, apresentamos um requerimento na Câmara
Municipal solicitando informações sobre as
vagas, vínculos contratuais e distribuição de professores na rede municipal. O
nosso questionamento se deu pela identificação de um grande contingente de
professores doctorvideos contratados na rede, o que nos leva a crer que vagas reais que
poderiam ser ocupadas por professores aprovados no cadastro de reserva do
último concurso, estão sendo também ocupadas por contratados. Desse modo,
reivindicamos a convocação desses professores para ocupação de todas as vagas
reais existentes na rede e reafirmamos o nosso compromisso com todos os
profissionais da educação do nosso município.
Nos colocamos à disposição para qualquer outro esclarecimento.
“O Mandato Coletivo vem se mobilizando junto à categoria a fim de garantir melhores condições de trabalho a esses profissionais e melhor desempenho da educação pública do município”
Foto: Camila Rodrigues
O grupo de
professores reservistas do concurso para a rede municipal de educação de
Petrolina, realizado esse ano, procurou mais uma vez o Mandato Coletivo do
vereador professor Gilmar Santos (PT) questionando o processo convocatório dos aprovados
para cadastro reserva com a queixa de que as normativas do edital não estão
sendo respeitadas, pois, no documento diz
que a carga horária para cada professor é de 100h, mas os candidatos que foram
convocados estavam recebendo carga de 200h, ocupando a vaga de um possível reservista.
Após a primeira reunião com os professores, em maio, o parlamentar foi até a Secretaria de Educação para conversar com a secretária Margareth Costa, que explicou que as 100 horas a mais que esses profissionais estavam recebendo eram de vagas não reais, ou seja, de professores que foram afastados, realocados na gestão, na direção, na coordenação etc, portanto, a qualquer momento esses professores poderiam estar voltando às 100h. Além disso, Costa afirmou que entregar mais 100h para os professores efetivos não é a melhor forma de se resolver o problema e que por isso estariam procurando contratados para assumir esse excedente.
Na
oportunidade, Gilmar chamou atenção para o número de contratados na rede
municipal e por meio do requerimento nº 160/2019
apresentado na Casa Plínio Amorim, baseado na lei nº 12.527/2011-
que regulamenta o direito constitucional de acesso às informações
públicas-, solicitou ao executivo junto à Secretaria de Educação, Cultura e
Esportes, informações sobre as vagas, vínculos contratuais e distribuição de
professores na rede municipal.
De acordo com os dados encaminhados pela Secretaria de Educação em resposta ao requerimento, o município tem o total de 2066 vagas reais de professores (somando a zona urbana e rural), sendo que apenas 562 dessas são ocupadas por efetivos (em sala de aula), em contrapartida à 999 vagas que são ocupadas por contratados.
A situação contradiz o próprio plano municipal da educação (lei
2.713/15) – qual estabelece que os professores do município devem ser
contratados através de concursos públicos-, e intensifica os questionamentos
que o grupo de professores reservistas vem apresentando desde a divulgação dos
resultados: “Se há um concurso aberto com tantos classificados, porque as vagas
ainda continuam ocupadas por contratos? Porque os novos concursados estão
ocupando dois turnos se o concurso se delimita a apenas um turno?”.
Para Gilmar, que também é professor, apesar de ter realizado esse último
concurso para 400 novos professores, o governo continua mantendo mais de 70%
desses educadores como contratados, recebendo baixos salários, sem os
benefícios e a proteção social de um efetivo, o que resulta na precarização do
ensino no município. “Assumo essa luta por ter vivenciado essa realidade, já
que sou professor, e vamos com o nosso mandato exigir que esses e essas colegas
de categoria, que estão na lista de cadastro de reserva, sejam convocados e que
as informações sobre contratações indevidas sejam evitadas ou devidamente
esclarecidas. Nós estamos lutando por transparência, democracia e maior responsabilidade
nesse processo” afirmou.
O Mandato Coletivo vem se mobilizando junto à categoria de professores
para que o edital do concurso seja cumprido assim como o plano municipal de
educação, a fim de garantir melhores condições de trabalho a esses
profissionais e melhor desempenho da educação pública do município.
Caso você tenha interesse na lista completa da rede municipal de educação é só solicitar para o e-mail gab.gilmarsantos@gmail.com
Em sua memória e homenagem repostamos o vídeo da entrevista cedida ao Ponto Crítico e à Húmus Cultural, em 2015, onde foram abordados temas relacionados ao cenário político brasileiro, crise econômica e a democratização da comunicação. Além disso, prestamos a nossa solidariedade a todos os familiares e amigos que enfrentam esse momento doloroso.
Paulo Henrique Amorim
Recebemos com extremo pesar nesta quarta-feira (10), a notícia do falecimento do jornalista Paulo Henrique Amorim, aos 77 anos. Jornalista desde 1961, PHA -como é carinhosamente lembrado, representa para o jornalismo, para o Brasil e seu atual cenário político, um exemplo de profissional e de pessoa que manteve, até os últimos momentos, uma postura ética e crítica em relação à parcialidade e corrompimento de boa parte da mídia comercial, assim como do Poder Judiciário Brasileiro.
Há menos de um mês, Amorim foi afastado do “Domingo Espetacular”, na emissora de TV Rede Record, por perseguição política do governo Bolsonaro, ao qual vinha tecendo as devidas críticas em seu blog, “Conversa Afiada”. O desligamento do programa foi apontado por muitos dos bastidores como uma retaliação da direção da rede que apoia o indefensável (Bolsonaro).
PHA deixa seu legado para os próximos que virão nesse cenário caótico, aonde jornalistas são ameaçados e perseguidos todos os dias. Deixa sua contribuição na história que o recordará pelo compromisso com o país, por sua luta pela democratização da comunicação e contra as injustiças, por sua coragem e dedicação.
Deixamos a todos os familiares e amigos de Amorim, a nossa solidariedade nesse momento tão difícil. Que seus corações sejam confortados e regozijados pelo espírito da luta, que é constante, em busca de justiça e igualdade; de um país soberano e democrático, assim como fez o grande jornalista.
Mandato Coletivo
Assista a entrevista que PHA cedeu à radialista e editora do Blog Ponto Crítico, Ângela Santana, e ao professor e diretor da Húmus Cultural, Gilmar Santos ( hoje vereador pelo PT), em 2015.
“Durante a reunião foram discutidas questões referentes ao repasse desses recursos no município e foram pensados demais encaminhamentos para aprofundamento do debate”
Foto: Camila Rodrigues
O movimento “O precatório é nosso”, promovido pela Comissão dos Professores da Rede Municipal de Petrolina, realizou na última sexta-feira, 05 de julho, uma assembleia com a categoria na Câmara Municipal de Vereadores, onde foram discutidas questões referentes ao repasse dos Precatórios do extinto Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), conforme previsto na Lei 11.494/07.
A categoria vem reivindicando que o pagamento dos precatórios da educação seja efetuado até 2020, cujo valor estipulado para Petrolina é de R$ 90.228.452,20 milhões. 60% desses recursos devem ser distribuídos entre os professores do ensino fundamental que atuavam na rede municipal entre 1998 e 2006, e 40% devem ser investidos nos demais setores da educação.
Os valores dos precatórios são oriundos de erros de cálculos da União ao efetuar os repasses da complementação do Fundef (hoje Fundeb) a estados e municípios. Por determinação da Justiça, o governo federal está devolvendo aos municípios os recursos que não foram repassados do Fundo, porém, em Petrolina há uma especificidade: o prefeito da gestão anterior, Júlio Lossio, havia contratado uma banca particular de advogados para atuar no processo questionando o valor que seria destinado ao município. A gestão ganhou a causa, mas os valores dos honorários (20% do valor total) dos advogados não poderiam ser retirados do precatório. Mediante tramitação e julgamento da causa, o valor que deveria ser repassado aos advogados diminui para 3%, que deveria ser pago com o dinheiro dos cofres do município, mas além desse valor, a parte perdedora da causa (a União) também deverá pagar 3% aos mesmos, segundo novo Código Civil e por isso, o processo de repasses do precatório ainda não aconteceu.
Foto: Camila Rodrigues
A professora Magda Feitosa disse que mediante descaso do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Petrolina (SINDSEMP), a Comissão contratou advogados para acompanhar a causa e descobriu que esse fator não impede a inscrição dos precatórios: “A notícia que a gente teve é de que o nosso precatório não poderia ser inscrito porque ele ainda estava sub judice, só que nós consultamos nossos advogados e eles disseram que esse recurso especial não encerra prazo, então o precatório pode sim ser inscrito, porque quando essa decisão judicial sair ela só vai dizer se a União paga ou não paga o honorários dos advogados contratados outrora. Não tem nada haver, o valor do nosso precatório já foi definido e esse é um recurso especial que não impede a inscrição”, afirmou.
Além disso, Magda criticou a falta de representantes da diretoria do Sindsemp – instituição que deveria estar junto a seus associados, assim como a ausência do poder executivo- que sonega informações, e dos demais vereadores.
Foto: Camila Rodrigues
Na oportunidade, o vereador professor Gilmar Santos (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Casa Plínio Amorim, comentou sobre o Projeto de Lei nº088 encaminhado à Câmara municipal pelo então prefeito Júlio Lossio, para que os 40% do valor do precatório fossem destinados para o investidos no Nova Semente, mas que não foi votado porque chegou à Casa fora do prazo regimental.
“Eu não sei se todos vocês têm conhecimento disso, mas essa lei continua aqui, e muito dificilmente a atual gestão a retomará para que ela seja votada no formato em que foi apresentada (…) então há possibilidade real de um novo projeto chegar a essa casa. Se esse projeto vai contemplar os interesses de cada um de vocês, depende muito dessa mobilização politica, porque é o interesse politico do prefeito, dos secretários, junto ao interesse da categoria que vai, de alguma forma, contemplar a todos vocês, a todos nós. Todo prefeito quer ser o pai da “criança” e quer fazer propaganda de um recurso que é direito garantido de professoras e professores, então nem o prefeito Julio Lossio, nem o prefeito Miguel Coelho são pais desse direito; esse é um direito dos trabalhadores, via lei federal, e nós esperamos, claro, que a lei seja cumprida”, disse o edil.
O parlamentar argumentou que algumas emendas podem ser construídas juntamente com a categoria e apresentadas no plenário para incrementar o projeto que já existe na casa, atendendo assim as necessidades de toda a categoria: “Esse projeto nº 088 de 2016 pode ser passível de emendas, a gente pode estar apresentando essas emendas para aperfeiçoar e garantir que esse projeto contemple a categoria. Nesse sentido, não precisa que o prefeito encaminhe novo projeto, mas que a gente utilize o projeto que está Casa, a partir de emendas necessárias” disse.
Além disso, Gilmar apresentou total apoio à categoria e reforçou a importância da mobilização dos professores em busca de informações através da LAI (Lei de acesso a informação Nº 12.527/2011) sobre o andamento desses recursos, lembrando também que a presença dos mesmos nas discussões plenárias é de extrema importância para a construção de um projeto democrático.
“A gente vai se posicionar aqui a partir do posicionamento de vocês, e obviamente a posição de vocês deve estar orientada por informações. O que necessitarem da câmara para acesso a informação, vamos buscar, seja através de requerimento ou construindo a proposta de uma audiência pública para aprofundar esse debate” concluiu.
Resistimos e lutamos por uma sociedade democrática, por uma Petrolina igualitária e por um país em que o povo seja feliz de novo.
Foto: Fernando Pereira
O Mandato Coletivo completou 2 anos e
meio de atuação na cidade de Petrolina e a comemoração foi embalada com muito
balanço e arrasta-pé no último domingo, 30, na Associação das Mulheres
Rendeiras. O forró ficou por conta do companheiro Ivan Greg e Trio, que animou
a festa do começo ao fim.
Além da imensa alegria que sentimos com a presença de cada um/a que partilhou esse momento conosco, agradecemos por todo apoio e companheirismo nas lutas que travamos todos os dias por um país mais justo, onde a população tenha seus direitos assegurados.
Foto: Fernando Pereira
Aproveitamos esse momento para reafirmarmos nosso compromisso com a construção e defesa do PT e da liberdade do presidente Lula. Acreditamos que a luta é feita também com festa, pois dessa forma fortalecemos laços e consolidamos esse grande movimento de solidariedade, tão necessário nesses tempos de ódio e violência que tomam conta do país. Para o vereador Gilmar Santos, PT, “receber companheiros/as, amigos/as, parceiros/as queridos/as, que tem nos apoiado e compartilhado das lutas, no nosso Arrasta-Pé, foi de uma alegria imensa e muito nos anima para continuar na nossa defesa da democracia, de uma cidade com mais inclusão, oportunidades e justiça social, principalmente para as populações mais empobrecidas”.
No mais, seguimos firmes em nossa atuação política buscando sempre a construção e manutenção do diálogo com a população que nos escolheu para defender os seus direitos através do poder legislativo. Resistimos e lutamos por uma sociedade democrática, por uma Petrolina igualitária, e por um país em que o povo seja feliz de novo.
Deixamos aqui a nossa imensa gratidão a todos e todas que contribuem com essa caminhada, em especial à Associação das Mulheres Rendeiras, que sempre nos recebe com muito carinho.
“Imagina se fosse o Lula quem tivesse 39 quilos de cocaína em seu avião!”
O ex-presidente Lula / miguel shincariol
Não há como saber, mas a frase “Imagina se fosse o Lula!” deve ser uma das mais repetidas neste ano da desgraça de 2019. Razões não faltam para tanto. Não é um episódio em determinado mês ou certa semana que aciona o gatilho. São motivações diárias e, em certa conjuntura, até horárias. A tamanho bombardeio de besteiras, vergonhas, violências ou mesmo crimes, as pessoas reagem apelando à mesma sentença, que parece tudo definir, dando voz ao nosso espanto e resumindo nossa condição estupefata diante do derretimento do país: “Imagina se fosse o Lula!”
Imagina se fosse o Lula quem tivesse 39 quilos de cocaína em seu avião! Logo o Lula, que deixou nossa mídia corporativa escandalizada quando soube que havia um CD pirata no Aerolula…
Imagina se fosse o Lula quem, fotografado, filmado e capturado carregando uma mala com meio milhão de reais, fosse libertado pelo ministro Luiz Edson Fachin. Foi Fachin quem mandou para casa o ex-deputado Rocha Loures, o homem da mala da JBF e da confiança de Michel Temer.
Imagina se fosse o Lula quem fosse flagrado e gravado pedindo propina a um empresário nos porões do palácio. O que aconteceria?
Imagina se fosse o Lula quem condecorasse seus filhos com a Ordem Nacional de Rio Branco. E, em seguida, como se fosse pouco, condecorasse-os novamente com a Ordem do Mérito Naval. O mundo desabaria. Merval Pereira seria internado, Miriam Leitão desmaiaria e Carlos Sardenberg cortaria os pulsos.
Imagina se fosse o Lula quem premiasse com o posto de ministro um juiz de província. Justamente o juiz que encarcerou e impediu de concorrer o candidato que era, então, o franco favorito da disputa presidencial.
Imagina se fosse o Lula quem, através do mesmo juiz convertido em ministro, deixasse em modo bocejante a perseguição a um ex-assessor chamado Fabrício Queiroz, dono de informações bombásticas sobre a família presidencial.
Imagina se fosse o Lula que tivesse de explicar como e por que um assessor depositou 24 mil reais na conta de sua mulher. E muito mais dinheiro na conta do filho.
Imagina se fosse o Lula a manter relações muito próximas com criminosos milicianos – com direito a amizades, empregos, discursos de exaltação e concessão de medalhas.
Imagina se fosse o Lula a acatar nomeações ministeriais de um astrólogo que contesta o sistema heliocêntrico, suspeita que a Terra é plana e acha que Barack Obama é um agente russo.
Imagina se fosse o Lula a liberar, apenas nos primeiros 100 dias de governo, um total de 152 agrotóxicos, tremenda ameaça à saúde humana e à natureza. Entre eles, vários proibidos em outros países pelo perigo que representam.
Imagina se fosse o Lula a estimular o desmatamento da Amazônia.
Imagina se fosse o Lula a ser boicotado, ridicularizado e enxotado da cidade mais importante do mundo, visto como homofóbico, agressor do meio ambiente e figura repulsiva.
Imagina se fosse o Lula a pedir a cabeça de jornalistas aos patrões, como aconteceu na rede Record, no SBT, na Jovem Pan…
“Não admitimos que se naturalizem tais violências na maior festa da nossa cidade, espaço que deveria promover a cultura de paz, de alegria. Tamanha truculência nos entristece, assim como entristece toda a população que quer se confraternizar nos festejos juninos”
Imagem Divulgação
O Mandato Coletivo do vereador professor Gilmar Santos (PT) vem, por meio desta, prestar toda nossa solidariedade ao jovem Rafael Alencar, membro da Federação Pernambucana de Judô, covardemente agredido por seguranças do São João de Petrolina quando estava abraçado ao seu companheiro. Esse é mais um caso de agressão por parte desses seguranças.
Estamos no século XXI, mas nem todos os olhares se voltam para a superação de preconceitos. O Grupo Gay da Bahia registrou 445 homicídios por homofobia em 2017; 30% a mais que em 2016. As pesquisas mostram ainda que até maio do ano passado, ao menos 153 pessoas LGBTs foram mortas no Brasil, vítimas da homofobia.
Considerando as pesquisas que apontam o Brasil como o país que mais mata LGBTS – 1 a cada 19 horas, acreditamos que seja cada vez mais urgente e necessário erradicarmos as abordagens policialescas e violentas contra a comunidade LGBT, que em nossa cidade tem sofrido uma diversidade de violências,sentidas também quando percebemos que as escolas ainda não têm pautado as questões LGBTs como proposta política institucional; quando os corpos gays são vítimas de agressões, piadas, violências físicas, exclusão, segregação; quando lhe são negado o direito de viver; quando se nega a produção de estatísticas acerca dessas mesmas violências; quando também verificamos a pouca participação da pauta LGBT nas agendas de politicas públicas do estado brasileiro, inclusive da nossa cidade Petrolina.
Não admitimos que se naturalizem tais violências na maior festa da nossa cidade, espaço que deveria promover a cultura de paz, de alegria. Tamanha truculência nos entristece, assim como entristece toda a população que quer se confraternizar nos festejos juninos.
A pessoa negra e LGBT não pode ser tratada segundo lógicas eugênicas que ainda são manifestadas nos sistemas de segurança pagos com o dinheiro público do nosso município. O povo não quer pagar para ser agredido. Essa não é a cidade que queremos.
Na oportunidade, lembramos que homofobia é crime, operante na Lei Nº 7716/89 e que as providências jurídicas serão tomadas. Esperamos que a gestão municipal também se manifeste e tome as medidas necessárias para que crimes como este não voltem a acontecer.
Estamos juntos na luta, Rafael!
Mandato Coletivo do vereador Gilmar Santos, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Petrolina.
Toda
nossa solidariedade ao professor Judson Medeiros Alves, que foi covardemente
agredido por seguranças da empresa GMSP no São João de Petrolina.
Nós, educadores, estudantes, parlamentares, movimentos sociais e antirracistas de Petrolina, Juazeiro, Santa Maria da Boa Vista e região sanfranciscana, viemos repudiar, veementemente, a violência sofrida por Judson Medeiros, negro, professor, cidadão que serve ao município de Petrolina no Instituto Federal do Sertão (IF-Sertão), que foi abordado de forma truculenta, antiprofissional, desproporcional e explicitamente orientada pela cultura e estruturas racistas ainda tão arraigadas nas instituições públicas e privadas do nosso país.
Na
ocasião o professor teve o braço deslocado e sofreu diversos hematomas pelo
corpo, além do trauma psicológico.
O
racismo tem-se operado estruturalmente em nossa sociedade brasileira, ele se
faz nas mais diversas dimensões de nossa existência; manifesta-se,
cotidianamente, nas múltiplas violências sofridas por homens e mulheres negras,
especialmente os mais empobrecidos, habitantes de periferias. Trata-se de um
sistema de opressão epistêmico e sistêmico que agride as consciências e corpos
negros.
Chamamos
a atenção para que não se constate ainda mais essa triste realidade, a partir
dessa violência sofrida pelo professor Judson, de que os riscos de violência
para os cidadãos mais pobres, principalmente negros e negras, se elevam quando
se observa que servidores e organizadores da festa são os primeiros a
promoverem violações e violências.
Em
defesa de uma festa construída democraticamente, com inclusão, respeito à diversidade e
dignidade de todxs aquelxs que constroem Petrolina e toda a região
sanfranciscana, repudiamos a violência racial sofrida pelo professor Judson
Medeiros e nos solidarizamos a ele e a todxs que sofreram ou sofrem igual
discriminação.
Lembramos
que racismo é crime e que as providências jurídicas sobre o caso já foram
tomadas. Esperamos que a gestão municipal, se tiver alguma dignidade, oriente
pelo afastamento imediato desses seguranças, divulgue o fato ao público durante
o evento e manifeste seu repúdio em nota pública, assim como fazemos nesse
manifesto.
VIDAS
NEGRAS IMPORTAM! PROFESSOR JUDSON E TODXS QUE DE ALGUMA FORMA SOFRERAM
DISCRIMINAÇÃO NO SÃO JOÃO DE PETROLINA RECEBAM NOSSA SOLIDARIEDADE
Assinam essa nota:
Mandato
Coletivo (Vereador Gilmar Santos-PT)
Nilton
de Almeida Araújo (Univasf; Movimentos Antirracistas do Vale)
Marília
Arraes (Deputada Federal – PT)
Maércio
José (músico e pedagogo)
Sônia
Ribeiro (Mulher de terreiro, Militante
da luta anti racista de mulheres e homens negras/os)
Diedson
Alves (Professor da rede pública e privada)
Cristina
Costa (vereadora do PT)
Zezinho
de Mindú (Presidente do Recanto Madre Paulina)
Paulo
Valgueiro (relator da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de
Petrolina)
João
Alves do Nascimento Júnior (Professor Universitário)
Simão
Pedro dos Santos (professor Adjunto – Universidade de Pernambuco UPE Campus
Petrolina)
Moisés
Almeida (Vice-presidente da Adupe)
Jackson
Roberto Guedes da Silva Almeida (Professor universitário)
Antônio
Carvalho dos Santos Júnior (Professor)
Angela
Coêlho de Santana (mulher negra, feminista, radialista e blogueira)
Isabel
Angelim (Assistente Social)
Camila
Rodrigues (atriz e produtora cultural)
Cristiane
Crispim ( atriz e professora da rede estadual)
Juliene
Moura (atriz e estudante de Artes Visuais)
Antônio
Veronaldo (Diretor teatral e arte educador )
Mirele
de Macedo Castro (estudante da UPE campus Petrolina)
Saulo
Mororó (Advogado)
Maria
Gildenir dos Santos – Coletivo aurora
(Aarhus – DK)
Fernando
Pereira (Professor e Artista Visual)
Dra.
Cheila Bedor (Professora da Univasf)
Ângela
Oliveira (Associação das Mulheres Rendeiras)
Karoline
Souza (Sou Periferia)
Maria
Brito Castro (Sou Periferia)
Wanderson
Antunes Pereira (Sou Periferia)
Hyarlla
Wany (Jornalista)
Lizandra
Martins (Fotógrafa)
Inês
Regina Barbosa (Professora Universitária)
União
de Negras e Negros Pela Igualdade- UNEGRO ( Juazeiro/BA)
Karina
Leonardo (Assistente Social)
Movimentos
Antirracistas do Vale
Ruth
de Souza (Núcleo de Estudos Étnicos e Afro-Brasileiros Abdias Nascimento)
ETC-
Observatório de Estudos em Educação, Trabalho e Cultura
Luise
Maria Souza (Odontóloga)
MAV-
Movimento de
Ramon
Messias Moreira (Professor Adjunto da Univasf)
Márcia
Medeiros de Araújo (Professora Universitária)
Com o tema De Mãos Dadas Com a Periferia: Ser Coletivo é Ser Solidário, a atividade contou com palestra sobre cuidados, medicamentos e medicina natural, massoterapia, assessoria jurídica, consulta de iridologia, atividade de empoderamento feminino e muito mais! Veja vídeo
Foto: Tassio Tavares
O espaço de convivência do Residencial Monsenhor Bernardino ficou movimentado na noite dessa sexta-feira (31) com a realização da 8ª edição do Coletivo na Rua, atividade desenvolvida pelo Mandato Coletivo do vereador professor Gilmar Santos (PT).
Com o tema De Mãos Dadas Com a Periferia: Ser Coletivo é Ser Solidário, a atividade contou com palestra sobre cuidados, medicamentos e medicina natural, massoterapia, assessoria jurídica, consulta de iridologia, atividade de empoderamento feminino, apresentações musicais e teatrais, roda de capoeira Angola, diálogo sobre Lúpus, cinema, degustação de produtos orgânicos e veganos, contação de histórias e muito mais.
Foto: Tassio Tavares
Nessa edição do Coletivo na Rua foi enfatizada a importância de levar às comunidades periféricas, além do compromisso na luta por direitos, uma rede de diálogo, solidariedade e afeto construída junto a diversos parceiros e parceiras que assumem junto ao Mandato Coletivo a construção de uma cidade mais democrática.
Foto: Tassio Tavares
“Nós queremos dialogar com essa comunidade sobre a importância da política enquanto instrumento de transformação, instrumento de diálogo constante em defesa da qualidade de vida dessa comunidade, mas, acima de tudo, de empoderamento, de informação. É através desse dialogo que nós transformamos a politica em um instrumento também de afeto, de cuidado com as nossas comunidades. Nós trazemos essa possibilidade para que essa comunidade possa ser telki.club escutada e que a gente possa responder através da boa politica, das indicações na câmara municipal, garantindo, não apensas nessa comunidade, mas a toda cidade, mais justiça social, mais igualdade e mais inclusão”, afirmou Gilmar.
Foto: Tassio Tavares
O evento iniciou
as atividades do Coletivo na Rua deste ano, anunciando suas andanças pelas periferias
da cidade para debater sobre temas de interesse da população, bem como levar
atividades de cultura e lazer para essas comunidades.
Mandato Coletivo participa da segunda manifestação contra cortes na educação e contra a reforma da previdência. A ação que faz parte de uma mobilização nacional da Greve pela Educação mobilizou cerca de 4000 pessoas em Petrolina-PE.
Foto: Lizandra Martins
Na tarde desta quinta-feira, 30 de maio, o Mandato Coletivo do vereador professor Gilmar Santos (PT), foi às ruas mais uma vez manifestar junto a estudantes, professores, movimentos sociais, sindicatos etc., contra os cortes nos recursos da educação e contra a reforma da previdência proposta pelo (des) governo Bolsonaro. A ação, que é um desdobramento do chamado Tsunami da Educação, -que começou no dia 15 deste mês reunindo mais de 1 milhão de pessoas nas ruas do país em mais de 200 cidades-, faz parte de uma mobilização nacional da Greve pela Educação.
Foto: Lizandra Martins
As movimentações do #15M (15 de maio) incomodou o governo, que também decidiu fazer manifestações, nas quais os defensores da atual gestão federal atacaram o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, rasgaram faixas das universidades, entre outros absurdos- que em nada surpreende, vindo da massa bolsonarista.
Por isso, mais uma vez, a população reuniu forças para mais um ato de luta e resistência aos desmandos do governo, que parece estar mais comprometido com a destruição do país, que de fato, com o seu desenvolvimento. Em Petrolina, a manifestação começou por volta das 15h na Praça do Bambuzinho, Avenida Souza Filho, onde os manifestantes se encontraram e seguiram até a Prefeitura Municipal, na Av. Guararapes, Centro. Cerca de 4000 pessoas participaram do ato no município; em todo Brasil foram mais de um milhão.
Foto: Lizandra Martins
Durante o ato, Gilmar reforçou a importância de estar nas
ruas reivindicando direitos, enfrentando um governo desonesto que é executado para
defender a classe dos mais privilegiados retirando da maior parte da população uma
série de direitos que foram conquistados através de muita luta. Ressaltou
também que o projeto que todos aqueles que estão nas ruas defendem é o da educação inclusiva e democrática,
de um país soberano.
“O nosso projeto é em defesa da vida, da democracia, da dignidade do povo brasileiro, coisa que Bolsonaro e seus seguidores não suportam. Eles não se importam ver o povo na rua defendendo a dignidade, não suportam ver o povo defendendo a democracia. Não suportam porque a política de Bolsonaro é a política do ódio, é a política da exclusão, e a política do fracasso; é a política do neoliberalismo que prefere valorizar o privilegio de 1% do que defender mais de 90% da população que quer a volta da nossa soberania, a volta de um projeto que valoriza a educação, a volta de um projeto que inclua cada vez mais o pobre, o trabalhador no orçamento (…) Bolsonaro não suporta saber que os estudantes e os trabalhadores estão e estarão nas ruas, não apenas hoje, mas também nos próximos dias, porque nós só vamos parar quando Bolsonaro cair, ele vai cair!” disse.