Sem banheiros acessíveis: Professor Gilmar denuncia descumprimento de lei no São João de Petrolina

Lei nº 3.833/2025, de autoria do vereador, obriga a instalação de banheiros químicos acessíveis em eventos públicos e privados, mas estrutura do São João não oferece o equipamento para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida

O vereador Professor Gilmar Santos-PT denunciou, durante fiscalização realizada no São João de Petrolina, o descumprimento da Lei Municipal nº 3.833/2025, de sua autoria, que determina a instalação de banheiros químicos acessíveis para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em eventos públicos e privados realizados no município.

Ao visitar o Pátio Ana das Carrancas, Gilmar constatou que os banheiros disponibilizados ao público não contavam com unidades acessíveis, o que, segundo o parlamentar, compromete o direito de milhares de pessoas de participarem da festa com autonomia, segurança e dignidade: “Cadê os banheiros acessíveis, prefeito? Essa deveria ser uma festa democrática, para todas as pessoas e todas as classes sociais. Mas, infelizmente, além dos preços elevados que afastam parte da população, as pessoas com deficiência também estão sendo excluídas porque sequer encontram um banheiro acessível para utilizar”, afirmou o vereador em vídeo publicado nas redes sociais.

A Lei nº 3.833/2025 nasceu justamente a partir das reivindicações de pessoas com deficiência em Petrolina. Durante o Carnaval de 2025, o estudante de biologia da UPE, João Pedro Carvalho, pessoa com deficiência e com baixa mobilidade, procurou o vereador para denunciar a falta de banheiros acessíveis nos grandes eventos da cidade. A partir dessa demanda, Gilmar apresentou o projeto de lei, que foi aprovado pela Câmara Municipal e sancionado, tornando obrigatória a instalação desses equipamentos em eventos realizados na cidade.

Ao longo do mandato, Professor Gilmar tem atuado de forma permanente na defesa da inclusão. Entre as iniciativas estão a realização da primeira audiência pública de Petrolina voltada às pessoas com deficiência, autismo e síndromes raras; a proposição para criação de parques sensoriais no município; a defesa de políticas públicas para famílias atípicas e diversas ações de fiscalização para assegurar o cumprimento da legislação de acessibilidade.

O vereador reforçou que continuará exercendo seu papel de fiscalização e adotará as medidas cabíveis diante do descumprimento da Lei nº 3.833/2025. 

“A pessoa com deficiência também participa da festa, consome, movimenta a economia e tem o direito de viver esse momento com dignidade. Não é aceitável que exista uma lei obrigando a instalação de banheiros acessíveis e que ela simplesmente seja ignorada pelo poder público. A acessibilidade não é favor, é um direito”, destacou Gilmar.

Por Victória Santana
ASCOM Mandato Coletivo

Audiência Pública histórica, proposta pelo Professor Gilmar, lota auditório da Codevasf e cobra ações concretas para pessoas com TEA, síndromes raras, altas habilidades/superdotação e deficiências

A iniciativa é uma resposta à ausência de políticas públicas voltadas a esses grupos

Garantir direitos e ações concretas de inclusão foi o foco da primeira Audiência Pública sobre pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), síndromes raras, altas habilidades/superdotação e deficiências (PCDs). A iniciativa, proposta pelo vereador Professor Gilmar Santos-PT, aconteceu na tarde da última quarta-feira (04), no auditório da Codevasf, reunindo familiares, representantes de instituições públicas e movimentos ligados ao tema. 

A audiência se configurou como uma resposta à precariedade dos serviços na rede pública e ao abandono das políticas voltadas a essas pessoas, amplamente denunciadas pela população. Na tribuna, o vereador Professor Gilmar propôs a criação de um comitê popular de monitoramento das políticas de inclusão e acessibilidade, que trate com prioridade a saúde mental das mães atípicas e a criação de um fundo emergencial de assistência para famílias de pessoas com síndromes raras. 

Vereador Professor Gilmar no uso da Tribuna

“É urgente que o governo faça um estudo sobre o orçamento e encontre caminhos para garantir esse suporte. Muitas mães vivem aflitas, sem recursos para comprar suplementos, fazendo rifas e pedindo ajuda para sobreviver. Não se trata de uma população de mil pessoas; é um grupo pequeno, que poderia ser mapeado com um censo. Não queremos estar aqui enxugando lágrimas. Nós queremos mais que abraços e solidariedade. Queremos que a solidariedade se transforme em ação concreta, em luta concreta, e em celebração por conquistas”, defendeu o parlamentar.

Entre relatos de mães emocionadas, Patrícia Bonfim, mãe de uma criança com síndrome rara e presidenta do Grupo Raros, destacou a falta de acesso a diagnóstico precoce e gratuito, a ausência de profissionais capacitados, a descontinuidade no cuidado e políticas públicas efetivas. “Somos esquecidos”, lamentou, referindo-se à invisibilidade das famílias e cuidadores/as. 

Patrícia Bonfim (Presidenta do Grupo Raros)

Marcelo Forte, psicopedagogo com altas habilidades/superdotação, TEA e outras condições, também denunciou a exclusão enfrentada cotidianamente. “Nós estamos excluídos em todos os espaços e é por isso que estamos aqui, para sermos ouvidos”, enfatizou.

Marcelo Forte (psicopedagogo com altas habilidades/superdotação, TEA e outras condições)

Maria Helena, professora de LIBRAS e pessoa com deficiência auditiva, afirmou que a Audiência foi um passo importante para escancarar as dificuldades enfrentadas e chamar a atenção do poder público “para que todos sejam impactados” a fim de melhorar o cenário sobre estas questões.

A partir das reivindicações, surgiram outros encaminhamentos importantes, entre eles: 

  • capacitação de servidores;
  • ampliar o acesso ao tratamento, com ações nas Unidades Básicas Saúde (UBSs); 
  • garantir profissionais da psicopedagogia nas escolas e rede de apoio para familiares; 
  • intensificar palestras de conscientização nas unidades de saúde e nas escolas, enfrentando o bullying e o capacitismo; 
  • melhorar o atendimento nas policlínicas e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), incluindo contato por telefone e ambientes mais acolhedores;
  • fortalecer o trabalho de organizações da sociedade civil.

A iniciativa integra as ações do Mandato Coletivo, representado pelo vereador Professor Gilmar, que há anos denuncia o abandono dessas causas e cobra soluções concretas. Em 2024, o vereador criou a Lei Nº 3.693/2024 que institui a Semana Municipal de Conscientização sobre Síndromes e Doenças Raras.

No requerimento de solicitação da audiência, o Mandato expôs a situação precária dos serviços de saúde voltados ao TEA em Petrolina, a partir de um relatório do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, de 2023, que classificou o município com desempenho “muito baixo” (acima apenas da categoria “crítico”) na prestação desse tipo de assistência.

A 1ª Audiência Pública sobre os temas foi um espaço necessário de fala, acolhimento e aprendizado. Além de familiares e amigos dos grupos representados, estiveram presentes membros da Associação dos Amigos do Autista do Vale do São Francisco (AAMAVASF), Grupo Raros e outras organizações sociais, estudantes de Psicologia da UNIVASF, da Prefeitura de Petrolina, Ministério Público de Pernambuco (MP-PE), das Defensorias Públicas da União e do Estado de Pernambuco e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE). 

Por Glícia Barbosa
Edição: Victória Santana
(ASCOM | Mandato Coletivo)

Cadastro Único: tecnologia petista a serviço dos mais pobres

Principal instrumento para a distribuição do auxílio emergencial aos trabalhadores informais durante a pandemia do coronavírus, o Cadastro Único (CadÚnico) começou a se consolidar em 2003 com o Programa Bolsa Família (PBF)

Foto: Internet

Principal instrumento do governo federal para a distribuição do auxílio emergencial aos trabalhadores informais durante a pandemia do coronavírus, o Cadastro Único (CadÚnico) é um sistema instituído por meio do Decreto nº 3.877, de 24 de julho de 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso. Mas apenas no início do governo Lula, em 2003, começou a se consolidar, com o Programa Bolsa Família (PBF).

Criado em outubro de 2003 e institucionalizado pela Lei n. 10.836/2004, o PBF unificou programas existentes anteriormente, em uma reengenharia que o tornou referência mundial de política social bem-sucedida no combate à fome e à miséria. Em dez anos, depois de reduzir em 82,1% o número de pessoas subalimentadas, o programa retirou o Brasil do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU).

A ONU corroborou os resultados do Bolsa Família demonstrando que, entre 2000 e 2012, os rendimentos médios dos 20% mais pobres da população haviam crescido três vezes mais rápido que os dos 20% mais ricos, graças aos programas de redistribuição de renda que dinamizaram a economia nacional pela base.

Em 2004, com a criação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a gestão do Cadastro Único, assim como a do Programa Bolsa Família, ficou sob a responsabilidade de uma das cinco secretarias do MDS. Foi a partir de 2005, com a expansão do PBF, que se iniciou um intenso trabalho de qualificação dos dados já registrados, bem como a inclusão das famílias ainda não cadastradas.

Outro fator histórico importante para a consolidação do Cadastro Único como instrumento de articulação de programas sociais foi o lançamento do Plano Brasil Sem Miséria (BSM), em 2011. O BSM reafirmou sua centralidade como instrumento básico para identificação do público e planejamento das suas ações.

Inclusão e cidadania

Condutor da consolidação do Cadastro Único, o hoje deputado federal Patrus Ananias (PT/MG) lembrou o início do processo, em entrevista ao Portal R7, em outubro de 2013, por ocasião dos dez anos do Bolsa Família: “Nós começamos com um cadastro muito frágil que herdamos dos programas mais setorizados, que tiveram início no governo FHC. Era um cadastro vulnerável, com dados equivocados. O primeiro grande desafio foi dar qualidade efetiva ao cadastro único. Testes de consistência eram feitos o tempo todo, cruzávamos os dados com outros cadastros. Com isso, o programa foi ganhando respeitabilidade. Outra grande conquista foi a integração com outras políticas”.

Patrus, que foi ministro do Desenvolvimento Social entre 2004 e 2010, apontou em artigo sobre o Bolsa Família o caminho que ainda há a percorrer. “Ainda precisamos incluir milhões de brasileiros nos direitos mais elementares da cidadania e da dignidade humana, como o direito à alimentação adequada, à educação de qualidade, a uma boa saúde. Portanto, precisamos seguir com o fortalecimento e aprimoramento do Bolsa Família e das demais políticas públicas que visam aos objetivos maiores de emancipação das famílias, da redução das desigualdades e da erradicação da fome e da miséria de nosso país”, escreveu o deputado, que hoje lida com uma realidade bem diferente da de quando foi ministro.

Bastaram alguns anos de golpe contra o governo Dilma Rousseff e de escalada da extrema direita para o Brasil regredir aos patamares de pobreza e extrema pobreza do começo do século. Com a precarização dos empregos causada por sucessivas “reformas trabalhistas” que destroçaram os direitos dos trabalhadores nos últimos quatro anos, a insegurança alimentar voltou a ameaçar o país.

Dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), do IBGE, mostram que, em 2018, o país tinha 13,5 milhões pessoas com renda mensal per capita inferior a R$ 145, critério adotado pelo Banco Mundial para identificar a condição de extrema pobreza. Embora o percentual tenha ficado estável em relação a 2017, subiu de 5,8%, em 2012, para 6,5% em 2018, um recorde em sete anos.

Ano passado, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançou um relatório intitulado “O estado da segurança alimentar e da nutrição no mundo”, em que alertava para o risco de o Brasil voltar ao Mapa da Fome, no que pode ser uma das maiores derrotas para a sociedade brasileira no Século 21. Embora, de forma cretina, o presidente Jair Bolsonaro já tenha dito que a fome no Brasil era “uma mentira”, a verdade é que os próprios dados do governo o desmentem.

Em 2003, havia cerca de 10 milhões de famílias cadastradas no Cadastro Único. Em janeiro de 2015, 13,9 milhões de famílias estavam inscritas. Em dezembro de 2019, o número chegou a 28.884 milhões de famílias cadastradas, segundo dados do Ministério da Cidadania. Retrato fiel do crescimento da miséria no país.

***

Via Partido dos Trabalhadores
Fonte:
https://pt.org.br/cadastro-unico-tecnologia-petista-a-servico-dos-mais-pobres/

Pessoas com deficiência recebem apoio do vereador Gilmar Santos (PT) em Conferência Municipal

“O desafio é grande e nós esperamos que toda a sociedade assuma conosco esse compromisso político de inclusão, de acessibilidade e garantia de direitos”, disse o parlamentar

Foto: Antônio Carvalho

O vereador Gilmar Santos (PT) participou, nesta quarta-feira (21), da 5ª Conferência Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência, que aconteceu no SEST SENAT de Petrolina, com o tema “Não há controle social sem participação popular”. A Conferência faz parte da programação da Semana da Pessoa com Deficiência.

Enquanto professor e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Casa Plínio Amorim, Gilmar aproveitou o espaço para reafirmar seu compromisso com a construção de políticas públicas efetivas que garantam a inclusão, acessibilidade e respeito às pessoas com deficiência, ainda tão negligenciadas pelo Poder Público.

Foto: Antônio Carvalho

Na oportunidade, o parlamentar teceu críticas a respeito do atual (des) governo que tem promovido uma política de violência e exclusão dessas pessoas do meio social, negligenciando as diferenças e desrespeitado a dignidade e os direitos dessa população. Além disso, o vereador lembrou de todos os atentados que o atual presidente da República tem direcionado à comunidade.

“Essa população não pode ser sacrificada pelas deficiências do Estado, do Governo, pela negligência, pelo abandono. O presidente da república, enquanto era deputado, votou contra a convenção sobre os direitos da pessoa com deficiência, contra o Estatuto da Pessoa com Deficiência (PL 7699/2006), e agora enquanto presidente apresenta e aprova uma Reforma da Previdência (PEC 6/2019) criminosa que sacrifica essa comunidade, e para piorar, manda fechar o Conselho Nacional Dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE). Então fica evidenciado a falta de compromisso e descaso desse governo para com essa população. O desafio é grande e nós esperamos que toda a sociedade assuma conosco esse compromisso político de inclusão, de acessibilidade e garantia de direitos”, afirmou.

Perante tantos desafios impostos por um governo irresponsável e descomprometido com a garantia efetiva dos Direitos Humanos, o parlamentar tem, junto ao seu Mandato Coletivo, se colocado a disposição da população de Petrolina para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e igualitária; lutando, principalmente, pelos seguimentos mais marginalizados.