Mandato Coletivo assina documento de movimentos antirracistas em defesa da população negra e periférica

A população negra representa dois terços da população de Petrolina-PE e mais de três quartos da população de Juazeiro-BA. A garantia dos direitos desta população garante efeitos positivos sobre toda a sociedade.

Foto: Lizandra Martins

Organizações, entidades e movimentos negros, sociais, culturais, artísticos e de Direitos Humanos de Juazeiro-BA e Petrolina-PE, produziram um documento onde solicitam, dos principais municípios do submédio São Francisco, uma agenda sistemática no sentido de proteger a população negra e periférica durante a pandemia do Covid-19, agravada pelo surto de H1N1.

A população negra representa mais da metade da população brasileira, mais de dois terços da população de Petrolina-PE e mais de três quartos da população de Juazeiro-BA. “A garantia dos direitos da nossa população negra terá efeitos positivos sobre toda a sociedade. Não temos direito à inércia ou neutralidade racial.”, diz um trecho da nota.

Após o envio do documento às prefeituras, o Mandato Coletivo Professor Gilmar Santos subscreveu o texto como forma de reafirmação da luta em defesa da população negra e periférica de Petrolina-PE.

“Esperamos que estas proposições contribuam para que todos nós, sociedade civil negra organizada e poder público cumpram com a Constituição brasileira e com os princípios dos Direitos Humanos.
Aguardamos uma resposta do poder público municipal de Petrolina e Juazeiro nos próximos dias”, diz outro trecho da petição.

Movimentos Sociais repudiam em nota, comportamento machista do vereador Osinaldo Souza (PTB)

“(…) estamos juntas contra o machismo em qualquer instância de poder. Não ao machismo! Não ao racismo! Repúdio ao vereador Osinaldo Souza” Diz a nota.

Foto: Blog Preto no Branco

A Associação Espírita e de Cultos Afros Braileiros  (AECAB ) e Mulheres de Terreiros, na pessoa de Teresa  Maria da Silva, unidas a outras vozes do Movimento Feminista e Movimentos da Sociedade Civil Organizada tornam pública nota de repúdio por não aceitarem o repetitivo comportamento machista e preconceituoso do Vereador Osinaldo Souza (PTB), na Câmara de Vereadores de Petrolina.  Confira abaixo a nota na íntegra:

NOTA DE REPÚDIO

A Rede de Mulheres Negras,  A Rede de Mulheres do São Francisco,  as mulheres de terreiros, e os movimentos de apoio a luta das mulheres contra a violência e o racismo, repudiam veementemente o comportamento do vereador de Petrolina Osinaldo Sousa, que mais uma vez em atitude racista e machista,  na sessão desta terça-feira (26),  desrespeitou a vereadora do partido dos trabalhadores Cristina Costa, chamando de insensata, quando colocou a frase “ Cristina Costa em seu único minuto de sensatez” .  A interpretação é de que se aquele era o único minuto de sensatez, como consta dos anais da Casa Plínio Amorim, a vereadora é insensata. De acordo com o dicionário da língua portuguesa, o contrário de sensato é “insensato”, ou seja, desajuizado, desequilibrado, instável, insano, louco, desvairado, doido, maluco, alucinado, tresloucado, desnorteado, etc.

O vereador Osinaldo agiu de forma machista e racista. Cristina foi atingida também no discurso do parlamentar como defensora das minorias, dos direitos humanos, como sindicalista, como professora e servidora, como mulher negra. Negra e maluca, é racismo como retrata a própria história de luta negra. O vereador não mede palavras. E como representante do povo de Petrolina, se mostra totalmente despreparado, porque é secretário da Comissão de Direitos Humanos. Que direitos pode defender um edil que desrespeita uma colega de parlamento, que é mulher, que é negra? Que é de luta e de militância da causa feminista? É notável que esse representante eleito pelo povo mostra incapacidade de atuação nesse sentido.

Os movimentos de defesa dos diretos da mulher, a Rede de Mulheres Negras, A Rede de Mulheres do São Francisco, as mulheres de terreiros, não aceitam nenhum tipo de violência contra mulher em nenhum espaço. Cristina Costa é política, representante de lutas importantes para os movimentos feministas, conhece nossas causas, e estamos juntas contra o machismo em qualquer instância de poder. Não ao machismo! Não ao racismo! Repúdio ao vereador Osinaldo Sousa.

Assinam essa nota:

AECAB – Associação Espírita e de Cultos Afros Braileiros – Mulheres de Terreiros

União Brasileira de Mulheres – Socorro Lacerda

Marcha Mundial das Mulheres núcleo sertão

Partido dos Trabalhadores

Márcia Guena – professora da UNEB e presidente do conselho municipal de promoção   da igualdade racial de Juazeiro (Compir)

Simone Paim – Presidente CUT – Petrolina

Angela Coelho de Santana – Radialista, negra, feminista, blogueira

Antônio  Carvalho – professor, pesquisador,  comunidade LGBT

Normeide  Sousa Freitas

SINTEPE  –  Sindicato Trabalhadores em Educação de Petrolina

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – Petrolina

Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados de Petrolina –  Lucilene   Lima / Marcia Rosa.

Consulta Popular

Frente Brasil Popular

Levante Popular

Vereador Gilmar Santos – presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania

Mandato Coletivo participa de manifestação contra a Reforma da Previdência

“A manifestação, que faz parte de uma mobilização nacional do Dia de Luta em Defesa da Previdência, começou por volta das 9h na Praça do Bambuzinho e seguiu  até a sede do INSS, na Rua Tobias Barreto. Cerca de 1000 pessoas participaram do ato”

Foto: Danilo Souza

Na manhã de hoje (22), o Mandato Coletivo do vereador professor Gilmar Santos (PT) participou de uma manifestação contra a reforma da previdência apresentada pelo Governo Bolsonaro.

A manifestação, que faz parte de uma mobilização nacional do Dia de Luta em Defesa da Previdência, começou por volta das 9h na Praça do Bambuzinho, Avenida Souza Filho, e os manifestantes caminharam até à sede do INSS, na Rua Tobias Barreto. Cerca de 1000 pessoas participaram do ato.

Para Gilmar, essa reforma significa uma ataque à dignidade da classe trabalhadora, pois, transfere para ela os déficits na economia, quando na verdade as empresas que tem dívidas enormes com o Estado não são cobradas da mesma forma. Segundo ele, somente a luta e a resistência podem impedir que essa proposta siga adiante.

“Estar nas ruas com a classe trabalhadora, estudantes e organizações populares foi fundamental para disparar a luta contra a reforma da previdência. A batalha para impedir que o governo Bolsonaro destrua a aposentadoria dos mais pobres se dará com muita mobilização e o dia de hoje foi uma demonstração de muita força, que deu energia para vencermos essa luta”.

Maria de Lourdes, agricultora e vice presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar,  disse que essa reforma representa uma perda de direitos, principalmente paras as mulheres que trabalham no campo.

“Elas hoje tem uma perda na reforma previdenciária porque a aposentadoria pode ser elevada para 60 anos ou para 20 anos de documentação rural. Se hoje a gente já sente dificuldade em organizar essa documentação do pessoal e já tem gente que fica de fora, se a reforma passar vai ser uma perversidade. São os trabalhadores do campo, agricultores e agricultoras que garantem a comida na mesa das cidades… Se o campo não planta, a cidade não janta” .

A professora da rede estadual da Bahia, Célia Rodrigues, disse que a realização do evento foi de muita importância para que a população unida possa assegurar o direito dos trabalhadores, principalmente daqueles que não tem boas condições de trabalho.

“Há grupos que serão ainda mais prejudicados, como os trabalhadores rurais, por exemplo, que pela própria condição de trabalho não será possível ter um tempo de trabalho tão longo. Para a educação também, para os professores que trabalham em péssimas condições. Acredito eu que seria impossível alguém estar dando aulas com 70 anos”.

Para Victor Menezes, estudante de ciências sociais, “Esse  projeto do governo que visa acabar com a saúde do trabalhador, acabar com as formas elementares de vida desses indivíduos, principalmente os mais pobres, porque esse recorte tem um recorte de classe muito grande e que visa atingir principalmente a população mais pobre, a população negra da sociedade. Então estivemos juntos mais uma vez para estar combatendo ao máximo esse tipo de projeto, esse tipo retrocesso na nossa sociedade”.

Foto: Hyarlla Wany

Foto: Hyarlla Wany

Foto: Hyarlla Wany

Foto: Hyarlla Wany