Vereador Gilmar Santos propõe redução de gastos públicos e aplicação de verbas em fundos de assistência social

Direcionado a todos os representantes do estado de Pernambuco, o requerimento é mais uma ação do parlamentar em busca de ações conjuntas para amenizar os efeitos sociais agravados pela pandemia do novo coronavírus

Foto: Assessoria

Direcionado a senadores, deputados estaduais e federais de Pernambuco, e vereadores de Petrolina, o requerimento (nº 092/2021) de autoria do Vereador Gilmar Santos (PT), apresentado e aprovado na manhã desta terça-feira (13), solicita a realização de estudos de viabilidade para a redução de gastos públicos com o intuito de destinar verbas públicas para fundos de assistência social.

Pessoas em situação de vulnerabilidade social, micro e pequenos empreendedores e empresas de médio porte seriam beneficiadas com a efetivação da proposta.

“É urgente a melhoria da gestão dos recursos públicos, ou seja, é preciso procurar, cada vez mais, a eficiência na despesa pública, de forma a tornar possível fazer mais para o povo utilizando o mesmo volume de recursos disponíveis”, pontuou o parlamentar.

Durante a sessão, ao defender a aprovação do requerimento, Gilmar Santos relembrou os vereadores e vereadoras de denúncias que mostram como gestores públicos têm conduzido uso de recursos públicos.

“As notícias mais recentes, e que impactaram milhões de brasileiros, trouxeram a tona alguns gastos do Governo Federal que, no mínimo, assustaram a população, como, por exemplo, os mais de 15 milhões de reais gastos com leite condensado para o exército, entre outros gastos absurdos feitos com itens alimentícios, que foram divulgados no começo do ano”, pontuou.

Direcionado a todos os representantes do estado de Pernambuco, o requerimento é mais uma ação do parlamentar em busca de ações conjuntas para amenizar os efeitos sociais agravados pela pandemia do novo Coronavírus.

Em fevereiro deste ano, Gilmar encaminhou uma solicitação pedindo que os parlamentares fortalecessem a mobilização a fim de garantir vacinação para toda população e votassem contra o texto da PEC 186/19, que prevê cortes na saúde e na educação. Relembre aqui.

“Que possamos reunir informações e estudar meios para que os poderes do estado brasileiros em todos os níveis possam criar mecanismos a fim de garantir uma real eficiência dos gastos públicos, e que o resultado monetário de tal eficiência possa ser convertido em prol das camadas mais vulneráveis de nossa sociedade e no apoio à micro, pequenas e médias empresas tão importantes para a economia do país”, ponderou.

Na justificativa, o parlamentar ainda frisou a necessidade do poder público dar uma resposta urgente à sociedade. “E quando falamos em qualidade de vida, na verdade, em eficiência, que por sua vez se caracteriza por conseguir o melhor rendimento com o mínimo de erro, dispêndio de energia, tempo, dinheiro ou meios. Ou seja, o investimento público deve ser feito com o menor gasto possível gerando o máximo de benefícios para a população”, finalizou.

Baixe conteúdo do requerimento

Joice aponta ‘dinheiro público’ por trás dos ataques virtuais da direita

A parlamentar denunciou um esquema de organização criminosa na internet operada com ajuda de robôs: “Quero crer que o presidente não sabe disso”


A deputada federal Joice Hasselmann (Valter Campanato/Agência Brasil)

A deputada federal Joice Hasselmann afirmou que existe um esquema de “organização criminosa” organizado na internet a favor do presidente Jair Bolsonarodesde o início da sua campanha. “Há, infelizmente, dinheiro público por trás dos ataques virtuais [da direita]”, afirmou a parlamentar durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito das fake news, nesta quarta-feira, 4.

Joice foi líder do governo no Congresso até o dia 17 do mês passado, quando virou alvo de ataques bolsonaristas pelas redes sociais. A deputada diz que ela não quer “arranhar a imagem” da presidência com as revelações. “Eu ajudei a eleger esse presidente. Quero crer que ele não sabe disso”, ressaltou. Joice era do mesmo partido de Bolsonaro.

“O que eu vou mostrar aqui é fruto de uma investigação que eu comecei a fazer com muito mais intensidade depois que eu virei o alvo de ataques coordenados na internet”, explicou a parlamentar, que teve ajuda de especialistas para elaborar a análise apresentada.

A deputada afirmou que utilizou um software desenvolvido pela Universidade de Indiana para analisar as contas de Twitter do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e do presidente da República.

Segundo o levantamento, os perfis do deputado e do presidente são seguidos por quase 1,9 milhão de robôs. Outros 26 mil robôs já estão seguindo o perfil do partido que Bolsonaro está criando.

Zero Três no comando

De acordo com Joice, há uma organização criminosa, que funciona de “maneira coordenada”, que opera dentro do Palácio do Planalto com a função de destruir reputações e espalhar informações falsas. Esse grupo, conhecido como Gabinete do Ódio, tem Eduardo Bolsonaro como um de seus coordenadores.

A parlamentar explica que a disseminação de informações funciona a partir de uma teia, com pessoas reais e com robôs, e as interações feitas por robôs são pagas. “Para um disparo por um robô, uma hashtag, gasta-se 20 mil reais. De onde vem esse dinheiro? Nós não estamos falando aqui de trocados. Nós estamos falando de milhões”, questionou Joice. Um exemplo dado pela deputada foi os ataques coordenados ao ator norte-americano Leonardo DiCaprio.