Suicídio já causa mais mortes de policiais do que confronto em serviço

Em 2018, 104 policiais civis e militares no Brasil cometeram suicídio, e 87 foram mortos em horário de trabalho

343 policiais civis e militares foram assassinados em 2018, no Brasil. Em 75% dos casos, os assassinatos ocorreram quando os profissionais estavam fora de serviço. Os dados são da 13ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O estudo também aponta que a violência à qual os policiais estão permanentemente expostos, o estresse psicológico e o acesso a armas têm causado graves efeitos: 104 policiais cometeram suicídio no ano passado. Esse número é maior do que o de policiais que foram mortos durante o horário de trabalho (87 casos).

O Anuário registrou, ainda, uma redução de 10,8% nas mortes violentas intencionais em 2018, no país. Ao mesmo tempo, houve um aumento de 19,6% no número de mortes decorrentes de intervenções policiais. No total, 6.220 mortes foram provocadas pelas polícias, com uma média de 17 pessoas mortas por dia. 99,3% das vítimas eram homens, 77,9% tinham entre 15 e 29 anos, e 75,4% negros.

Fonte: Observatório 3º Setor

Polícia Civil realizará amanhã (05) uma coletiva para esclarecer detalhes sobre assassinato de dois irmãos em Petrolina

A coletiva  acontecerá às 9h,  na sala de reuniões da Diretoria Integrada do Interior 2, 5º Batalhão.

Delegados Magno Neves e Gabriel Sapucaia. (Foto: Gabriel Siqueira)

A Polícia Civil (PC) marcou para esta sexta-feira (5), às 9h,  na sala de reuniões da Diretoria Integrada do Interior 2, uma coletiva de imprensa com a intenção de esclarecer detalhes sobre o assassinato dos irmãos Gustavo Vitor Souza dos Santos, de 13 anos, e Manoel Carlos Souza dos Santos, de 11.

Gustavo foi encontrado morto na última sexta-feira (29), próximo ao Pátio de Eventos Ana das Carrancas, zona oeste da cidade. Já o corpo de Manoel foi encontrado na tarde da última segunda-feira (1º), no N-9 do Perímetro Irrigado Senador Nilo Coelho, na zona rural da cidade. Ambos foram mortos com tiros na cabeça, dando sinais de execução.

A Delegada Seccional Isabella Cabral e os delegados da 25DPH de Petrolina, Magno Neves e Gabriel Sapucaia, apresentarão à imprensa todas as informações que fizeram a polícia chegar aos autores dos Homicídios.

Munição usada para matar Marielle é de um lote vendido à PF em 2006

Foto: Reprodução

De acordo com informações do G1, a munição utilizada pelos criminosos que mataram a vereadora Marielle Franco (PSOL) com tiros de uma pistola calibre 9mm na quarta-feira (14) é de lotes vendidos para a Polícia Federal de Brasília em 2006. As conclusões são da perícia da Divisão de Homicídios feita pela Polícia Civil nesta quinta-feira (15). O lote de munição UZZ-18 é original, ou seja, ela não foi recarregada. As polícias Civil e Federal vão iniciar um trabalho conjunto de rastreamento.

Segundo a investigação, os lotes de munições foram vendidos à PF de Brasília pela empresa CBC no dia 29 de dezembro de 2006, com as notas fiscais número 220-821 e 220-822.

A polícia também investiga a participação de um segundo carro no assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes. Segundo os investigadores, quando a vereadora voltava de um evento na Lapa, esse veículo passou a seguir o carro de Marielle junto com um Cobalt com placa de Nova Iguaçu. As imagens não foram divulgadas pela polícia.

Ainda não foi informado o modelo desse outro carro nem se dele foram disparados tiros que mataram Marielle e Anderson.

Segundo a polícia, o Cobalt já estava estacionado perto da Casa das Pretas quando Marielle chegou para mediar um debate na noite de quarta-feira. No momento que o carro da vereadora estacionou, um homem saiu do Cobalt e falou ao celular.

Cerca de duas horas depois, Marielle foi embora no carro com uma assessora e o motorista. O Cobalt também saiu, piscou o farol e seguiu o carro de Marielle. De acordo com a investigação, no meio do caminho, o segundo veículo entrou na perseguição.

Em uma nova perícia feita no fim da tarde desta quinta-feira (15), ficou constatado que 13 disparos atingiram o veículo em que Marielle estava: nove na lataria e quatro no vidro.

 

*Com informações do G1

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