Na semana de homenagens ao professor, Gilmar Santos (PT) defende educação municipal e reforça representação contra a gestão municipal no MPPE

“Queremos reconhecimento, homenagens, afetos, afagos, mas queremos também melhores salários, respeito à nossa profissão, condições dignas de trabalho e uma educação efetivamente pública, democrática e de qualidade!” ressaltou o edil

Foto: Camila Rodrigues

Nesta quinta-feira (17), dois dias após a sessão solene pelo dia dos professores, o vereador Gilmar Santos (PT) reforçou a importância da efetividade das políticas públicas no desenvolvimento de uma educação democrática, inclusiva e de qualidade, que garanta a toda a população o direito fundamental à educação, bem como chamou atenção da gestão municipal para com a precarização do trabalho dos profissionais da educação.

“Queremos reconhecimento, homenagens, afetos, afagos, mas queremos também melhores salários, respeito à nossa profissão, condições dignas de trabalho e uma educação efetivamente pública, democrática e de qualidade!” ressaltou o edil.

Na ocasião, o parlamentar lembrou que esteve no Ministério Público Estadual, na última terça-feira (08), onde protocolou duas Representações contra o poder público municipal referentes aos diversos problemas identificados na rede da educação, solicitando ao MPPE a tomada de providências necessárias para que a população petrolinense tenha seus direitos assegurados.

Ainda durante a sessão, Gilmar entregou à Mesa Diretora um abaixo assinado organizado por mães/pais do Fernando Idalino CMEI, que querem respostas do Município sobre a transferência sem justificativa de uma das professoras do local, e convocou o prefeito Miguel Coelho para um debate público junto aos professores, os representantes das sociedade, os comunitários e os sindicatos sobre a educação no município.

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Vereadores da Oposição pedem Audiência Pública para debater sobre pessoas em situação de rua em Petrolina

“Nós precisamos, nessa audiência pública, debater sobre quais são as ações efetivas da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, e também articular esse debate com as Secretarias Estaduais e saber como é que a política nacional em defesa da população em situação de rua tem sido efetivada aqui no município”, disse Gilmar Santos.

Foto: Hyarlla Wany

É fácil passar pelas ruas de Petrolina e encontrar pessoas sobrevivendo em condições desumanas, indignas e muitas vezes desonrosas. Ávidos pela solução desse problema social que afeta o município de Petrolina, os vereadores da Bancada de Oposição Paulo Valgueiro e Gilmar Santos apresentaram na manhã desta quinta-feira (17), durante sessão ordinária na Casa Plínio Amorim, um requerimento solicitando uma Audiência Pública para debater sobre o tema com autoridades políticas e públicas.

O requerimento n° 328/2019 solicita um debate com as autoridades, que tem o poder de minimizar os efeitos do problema, sobre a realidade de pessoas que vivem em situação de rua de Petrolina. Uma oportunidade para discutir e encontrar solução para as necessidades da população de rua, as políticas públicas existentes, fundamentar proposições e elencar os custos sociais decorrentes.

O documento pede a presença de várias autoridades públicas e políticas, como do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho; do procurador-geral do Município, da Secretária de Educação, do Secretário de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, representantes da Justiça e os deputados que representam o município na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

É cada vez maior número de pessoas que estão nas ruas, muitas vezes famílias inteiras morando em calçadas e praças da nossa cidade em condição desonrosa, vulnerável, e por isso, faz-se necessário esforço para a conscientização e buscas pela solução desse problema.

O vereador Gilmar Santos reforça que o requerimento faz parte da lista de prioridades para a luta contra as desigualdades sociais no município. “A condição da população em situação de rua é reflexo da desigualdade, do desemprego, da violência que se aprofunda cada vez mais, da situação dos governos que não desenvolvem as políticas adequadas, e nós precisamos, nessa audiência pública, debater sobre quais são as ações efetivas da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, e também articular esse debate com as Secretarias Estaduais e saber como é que a política nacional em defesa da população em situação de rua tem sido efetivada aqui no município”, disse.

“Essa audiência pública vai mostrar a realidade nua e crua de Petrolina, um número crescente de pessoas desempregadas, nas ruas, sem acesso à saúde, à educação, vivendo abandonadas a própria sorte, ou melhor ao próprio azar, vivendo de forma degradante. Tudo isso pode ser visto a olho nu”, ressalva o vereador Valgueiro, líder da Bancada de Oposição de Petrolina. 

O documento foi aprovado por unanimidade pelos vereadores da Casa, com dia e horário a definir.

Texto: Mônia Ramos/Bancada de Oposição Petrolina

Desigualdade entre ricos e pobres é a mais alta registrada no Brasil

Em 2018, rendimento da fatia mais rica da população subiu 8,4%, enquanto os mais pobres sofreram uma redução de 3,2%. Brasileiros que estão no 1% mais rico ganharam 33,8 vezes mais que o total dos 50% mais pobres.

O rendimento médio mensal real do 1% da fatia mais rica da população brasileira atingiu em 2018 o equivalente a 33,8 vezes o ganho obtido pelos 50% mais pobres do país, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (16/10).

Segundo o instituto, os números mostram que a desigualdade de renda no país alcançou patamar recorde dentro da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNADC), iniciada em 2012.

O 1% da população mais rica – grupo que reúne apenas 2,1 milhões de cidadãos – teve rendimento médio mensal de 27.744 reais, enquanto os 50% mais pobres – mais de 100 milhões – só ganharam 820 reais por mês.

Os números da pesquisa indicam que os pobres ficaram mais pobres e os ricos, mais ricos. Os 30% mais pobres do país, cerca de 60 milhões, tiveram seu rendimento médio mensal reduzido, em alguns casos em até 3,2%. Os 5% mais pobres – cerca de 10 milhões –, por exemplo, tiveram ganhos mensais de apenas 153 reais em 2018, contra 158 reais em 2017. Já o 1% mais rico viu seu rendimento aumentar 8,4%, de 25.593 para 27.744 reais, entre 2017 e 2018.

O PNADC informa que o rendimento médio mensal real domiciliar per capita, que foi de 264,9 bilhões reais em 2017, alcançou 277,7 bilhões de reais em 2018. Os 10% da população com os menores rendimentos detinham 0,8% da massa, enquanto os 10% com os maiores rendimentos concentravam 43,1%.

De acordo com o IBGE, com base na série histórica, esse aumento da desigualdade coincidiu com uma diminuição do número de domicílios que contam com bolsa família: se em 2012 eram 15,9% em todo o país, em 2018 a proporção caiu para 13,7%.

O IBGE aponta ainda que o aumento da desigualdade em 2018 tem relação com a crise do mercado de trabalho: em 2018, 35,42 milhões de pessoas estavam no mercado informal, um recorde da série histórica do IBGE.

Os novos dados revelam que o índice Gini – que mede a desigualdade numa escala de zero (igualdade) a um (grau máximo de desigualdade) – para o rendimento médio mensal recebido de todos os trabalhos aumentou em todas as regiões brasileiras, chegando a 0,509, o pior índice desde 2012. Esse rendimento é calculado para as pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência. 

Segundo o IBGE, ainda houve uma piora no índice Gini para o rendimento domiciliar per capita. Entre 2012 e 2015, ocorreu uma tendência de redução do índice Gini neste caso (de 0,540 para 0,524), mas ela foi revertida a partir de 2016, quando aumentou para 0,537, chegando a 0,545 em 2018.

A pesquisa enfatiza os contrastes regionais no país: o Sudeste, que concentra 40% da população nacional, apresenta uma massa de rendimentos de 143,7 bilhões de reais, maior do que todas as demais regiões somadas.

As regiões Norte e Nordeste apresentaram os menores valores de rendimento médio mensal real domiciliar per capita: 886 e 815 reais, respectivamente, enquanto o Sudeste registrou 1.639 reais, pouco mais do que o dobro do Nordeste.

O índice Gini também apontou contrastes regionais. No Norte, chegou a 0,551, seguido pelo Nordeste, 0,545, e Sudeste, 0,533. No Centro-Oeste, o resultado foi de 0,513. O menor valor foi registrado no Sul: 0,473. O estado com maior desigualdade foi o Sergipe, com 0,575. A menor disparidade entre ricos e pobres, 0,417, foi registrada em Santa Catarina.

JPS/ots

Fonte: Made for Minds

Gilmar Santos (PT) apresenta Moção de Aplausos à professora Teresinha Lima pelo projeto “Viajando Com o Carrinho De Leitura: Da Escola Para Casa, De Casa Para a Escola”

“Com esse lindo e importante projeto de incentivo à leitura a professora Teresinha nos dá prova concreta de que é possível desenvolver boas ideias para que os nossos estudantes leiam mais e se capacitem para transformar o mundo e a sociedade”, disse o parlamentar.

O vereador professor Gilmar Santos (PT) apresentou na última terça, 15 de outubro, uma Moção de Aplausos à Teresinha de Deus Lima, professora da Escola de Referência de Ensino Médio Gercino Coelho, pelo projeto “Viajando com o carrinho de leitura: da escola para casa, de casa para a escola”, que está sendo oferecido aos estudantes dos 1º, 2 e 3º anos do EREMGC no ano letivo em curso.

O Projeto que foi iniciado no ano de 2011, na Escola Antônio Cassimiro e permanece ativo na EREM Gercino Coelho desde o ano de 2015, passou por um processo de aperfeiçoamento para que possa ser vivenciado em toda a Escola como Projeto de Leitura da Biblioteca. O objetivo é estimular nos/as estudantes não apenas o gosto pela leitura, mas também o pensamento crítico, ampliando as competências básicas que lhe assegurem qualidade de vida produtiva, autonomia, bem como, capacidade de intervenção na sociedade.

Segundo Gilmar, “com esse lindo e importante projeto de incentivo à leitura a professora Teresinha nos dá prova concreta de que é possível desenvolver boas ideias para que os nossos estudantes leiam mais e se capacitem para transformar o mundo e a sociedade. É um projeto simples e potente que merece ser copiado por todo educador e educadora comprometidos com a leitura”.

“Com a compreensão de que não existe nada pronto e acabado, mas em processo de construção e aprimoramentos permanentes, assim, viaja O Carrinho da Leitura, de sala em sala, despertando sonhos e conduzindo leitores como protagonistas de muitas “viagens”, ressalta Teresinha.

Justiça suspende reintegração de posse do Centro Paulo Freire, em Caruaru (PE)

Decisão que impede o despejo do espaço de formação foi publicada na noite de terça-feira (15)

O Centro de Formação Paulo Freire está há 20 anos sob gestão da associação de assentados de Normandia / Foto: Arquivo MST

O pedido de reintegração de posse do Centro Paulo Freire, maior espaço de formação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no Nordeste, foi suspenso na noite desta terça-feira (15) pelo desembargador Manoel de Oliveira Erhardt, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

Em seu despacho, ele defende a possibilidade de conciliação entre o Assentamento Normandia e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), autor do pedido de despejo. 

A ordem de reintegração de posse foi emitida em setembro e deveria ser cumprida até a última quinta feira (10), mas uma nova decisão judicial adiou por mais 30 dias o despejo, agora suspenso pelo desembargador.

Na sentença, Erhardt ressaltou que há a efetiva utilização da área comunitária do Assentamento Normandia, que gere o centro de formação, com atuação em diversas áreas de interesse social. O desembargador destacou a formação acadêmica e a produção da associação dos trabalhadores do assentamento (Atranor).

O Incra pediu a reintegração em 2008, após um desacordo envolvendo quatro famílias assentadas a respeito do uso da área. No entanto, segundo o MST, passados 11 anos, a divergência deixou de existir.

Na decisão, Erhardt alertou para a gravidade do despejo. “Há fundado perigo de produção de danos irreparáveis na imediata reintegração de posse, sendo recomendável a prévia tentativa de resolução amigável do conflito”, registrou, afirmando ainda que, “em caso de insucesso na via conciliatória”, o Incra poderá recorrer.

A área de 15 hectares onde se encontra o Centro de Formação Paulo Freire está há 20 anos sob gestão da associação de assentados de Normandia, nome da antiga Fazenda Normandia, que foi ocupada pelos trabalhadores rurais em 1º de maio de 1993.

Após um longo período de resistência, houve, em 1998, a desapropriação para fins de reforma agrária e indenização ao antigo proprietário. 

:: Centro Paulo Freire: luta por democracia e reforma agrária são urgentes :: 

Na área, vivem 41 famílias, que têm como espaço coletivo o centro de capacitação, três agroindústrias, 52 alojamentos, salas de aula, auditório para 700 pessoas, centro comunitário, quadra esportiva, academia pública para atividades físicas, creche e refeitório.

Procurado pela reportagem, o Incra afirmou não ter informações sobre a decisão. 

Texto: Lu Sudré|Edição: João Paulo Soares

Fonte: Brasil de Fato

Vereador professor Gilmar Santos (PT) aciona Ministério Público sobre problemas da Educação em Petrolina-PE

O parlamentar solicita ao MPPE providências necessárias para que a população petrolinense tenha assegurado, de maneira efetiva, o direito fundamental de acesso a uma educação pública democrática, inclusiva e de qualidade.

Foto: Robisnayara Barbosa

O vereador professor Gilmar Santos (PT) esteve no Ministério Público Estadual, na última terça-feira (08), onde protocolou duas Representações contra o poder público municipal referentes aos diversos problemas identificados na rede da educação. Nos documentos o parlamentar solicita ao MPPE providências necessárias para que a população petrolinense tenha assegurado, de maneira efetiva, o direito fundamental de acesso a uma educação pública democrática, inclusiva e de qualidade.

A representação foi construída após o vereador ter recebido inúmeras denúncias a respeito das carências e desmandos na educação por parte da gestão municipal, bem como após ter participado de reuniões com a categoria de professores que estão sendo prejudicados por essas ações, compreendendo que a população como um todo tem o direito de usufruir dos serviços públicos essenciais de maneira satisfatória e eficaz, devendo o Poder Público, obrigatoriamente, zelar pela sua execução, tal como versam os dispositivos constitucionais.

Ademais, o acesso à educação está dentro do rol dos direitos humanos fundamentais- amparado por normas nacionais e internacionais-, assim estabelecido por incluir um processo de desenvolvimento individual próprio à condição humana. Além dessa perspectiva individual, este direito deve ser visto, sobretudo, de forma coletiva, como um direito a uma política educacional, a ações afirmativas do Estado que ofereçam à sociedade instrumentos para alcançar seus fins, cabendo também ao parlamentar a premissa de fiscalizar, exigir e assegurar que esses direitos sejam assegurados.

Dentre os problemas apresentados por Gilmar, através do documento, está a irregularidade quanto ao cumprimento da carga horária dos professores contratados nas escolas de tempo integral, que tem recebido metade do salário quando comparado com os professores efetivos; a situação de abandono da Biblioteca Pública Municipal que desde 2016 está fechada e em obras; a demora na convocação dos aprovados no concurso para professores da educação especial – o que tem gerando um grave problema de falta de assistência aos estudantes com deficiência- e dos professores que estão na lista de cadastro reserva do concurso realizado no final de 2018 -. esclarecimentos sobre vagas reais; o atraso na entrega dos kits escolares e dos livros didáticos (que até o momento não foram entregues); a inativação do Conselho Municipal de Educação, que está sem funcionar ou funcionando precariamente há quase três anos; o constrangimento aos professores contratados quando da rescisão de contratos sem o devido respeito aos profissionais; entre outras demandas.

Para o parlamentar, que também é professor, “acionar o Ministério Público para denunciar tantos problemas da educação municipal significa, primeiro, o nosso compromisso com a luta pelo direito à educaçào; segundo que é uma prova concreta do quanto o governo tem sido irresponsável com a área da educação; terceiro, esperamos que o MP, assim como cada cidadão e cidadã de Petrolina exijam e lutem para que o direito das nossas crianças e adolescentes, dos profissionais da educação, não sejam negados ou violados. Esse é o compromisso do nosso Mandato Coletivo”, afirmou.

Nota de repúdio contra os ataques à deputada Marília Arraes

“A luta que temos pela frente é grande demais para que possamos permitir que interesses pessoais, pontuais, que não são aqueles coletivos, partidários, nos tirem do caminho e do lado certo da história”

O Partido dos Trabalhadores tem na sua democracia interna uma de suas maiores riquezas.

E é justamente em nome dessa democracia que estranhamos e repudiamos as recentes declarações do companheiro de partido Dilson Peixoto, que hoje ocupa o cargo de secretário de Desenvolvimento Agrário e Agricultura de Pernambuco, atacando a deputada federal Marília Arraes (PT-PE).

Ataques pessoais, descabidos e que vão frontalmente de encontro ao trabalho, empenho e importância de Marília não só para nosso partido, mas para Pernambuco e para o Brasil.

A luta que temos pela frente é grande demais para que possamos permitir que interesses pessoais, pontuais, que não são aqueles coletivos, partidários, nos tirem do caminho e do lado certo da história.

Brasília, 8 de outubro de 2019.

Nota do Partido dos Trabalhadores

Desorganização do Processo Eleitoral para Conselheiros/as Tutelares é criticado pelo professor Gilmar Santos (PT)

“Quando nós pensamos em direito da criança e do adolescente, pensamos que o esforço deveria ser maior para que a organização fosse realmente responsável no sentido de garantir uma votação sem fraudes, sem compra de votos”, disse o parlamentar

Foto: Ângela Santana

Durante uso da Tribuna Livre, na sessão plenária desta terça-feira (08), o vereador professor Gilmar Santos (PT) criticou o processo de eleição para o Conselho Tutelar (2020- 2024), em Petrolina-PE.

As eleições que aconteceram no último domingo (08), tem sido alvo de inúmeras reclamações sobre as irregularidades sob qual o processo foi realizado. Atraso na liberação da lista de eleitores em algumas sessões, transferência de locais de votação, falta de assinaturas em cédulas e até compra de votos, são as principais denúncias apresentadas pelos eleitores. Segundo informações, algumas urnas das escolas Dom Malan e Jacob Ferreira estavam violadas, bem como houve urna com uma única assinatura e 40 votos para o mesmo candidato.

Todas as queixas apresentadas apontam a falta de organização da Comissão Eleitoral e o desrespeito às normas eleitorais, o que, para Gilmar vem a favorecer fraudes e possíveis manobras políticas e partidárias que podem não estar necessariamente interessadas na defesa dos direitos das crianças e adolescentes.

“Nos entristece muito saber que essa eleição tem sinais explícitos de fraude, de manobras políticas desses conselheiros, que não vão  se comprometer exatamente com o interesse de defesa de direitos, com o interesse público, mas com o interesse, possivelmente, partidários, de agrupamentos políticos ou de agrupamentos outros, que não terão compromisso com o Estatuto da Criança e do Adolescente. Ficamos bastante tristes com o nível de desorganização dessas eleições: pessoas ficaram nas filas por quase 3 horas para poder ter direito ao voto, em alguns locais a lista de votação com o nome dos eleitores chegaram até duas horas depois das eleições começarem. Temos também o conhecimento de que houve compra de votos e que havia um verdadeiro festival de disputas por parte de grupos diversos (…) Como é que a gente vai acreditar que esses conselheiros que foram eleitos, estão realmente comprometidos em defender os direitos da criança e do adolescente se no pleito é motivo de suspeita, de desconfiança e possível irresponsabilidade?” disse o parlamentar.

Na oportunidade, o edil também criticou a isenção da prefeitura sobre a responsabilidade de organização do pleito e, consequentemente, de todas as irregularidades.

“Essa é uma responsabilidade também da prefeitura, se não exclusiva, é uma corresponsabilidade tanto prefeitura, como do Ministério Público e do Juizado da Infância e Juventude. Como é que a prefeitura pode se isentar se existe uma responsabilidade prevista para defender o direito da criança e do adolescente? Todo apoio deveria ser dado para que esse pleito fosse mais organizado e claro, nós vamos fazer levantamento sobre todas essas responsabilidades, pois, me preocupa a gestão municipal ter se colocado como isenta quando na verdade nós sabemos que quando é para organizar grandes eventos, não se negam esforços para que saiam equilibrados e sem defeitos, e quando nós pensamos em direito da criança do adolescente, pensamos que esse esforço deveria ser maior para que a organização fosse realmente responsável no sentido de garantir uma votação sem fraudes, sem compra de votos”, afirmou.

No município, um total de 58 candidatos estiveram concorrendo a uma das 10 vagas disponíveis para atuar entre os anos de 2020 e 2014.  As sessões aconteceram em mais de 60 escolas, mas devido a desorganização, apuração só foi concluída na quarta-feira (09).

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O Conselho Tutelar é o órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, portanto é de extrema importância que os candidatos eleitos estejam comprometidos com a premissa da entidade.

Gilmar Santos (PT) cobra agilidade na convocação dos aprovados no concurso da Câmara

“Nós esperamos muito que essa Casa, a Câmara Municipal, constituída por representantes da população, legisladores, fiscalizadores, possa minimamente dar o exemplo, garantindo que esses concursados passem a trabalhar aqui ainda neste ano”, disse o parlamentar

Foto: Ângela Santana

O vereador professor Gilmar Santos (PT) cobrou, durante a sessão plenária desta quinta-feira (03), agilidade na convocação dos provados no concurso público da Câmara Municipal de Vereadores de Petrolina, realizado no dia 02 de junho. De acordo com o edital, a homologação desses profissionais seria realizada no dia 03 de setembro, o que até agora não aconteceu.

“Eu gostaria muito que a Mesa Diretora tratasse dessa questão e desse uma resposta aos candidatos que foram aprovados. São pessoas que querem trabalhar, principalmente agora, com o nível absurdo de desemprego. As pessoas querem uma oportunidade de forma honesta, franca, pagaram caro pelo concurso e querem ter o seu direito assegurado. Nós esperamos muito que essa Casa, a Câmara Municipal, constituída por representantes da população, legisladores, fiscalizadores, possa minimamente dar o exemplo, garantindo que esses concursados passem a trabalhar aqui ainda neste ano”, disse o parlamentar.

De acordo com Gilmar, ficou definido em uma reunião entre os vereadores da Casa que os aprovados seriam efetivados ainda esse ano, porém, a previsão de contratação é só para o próximo ano (2020).

“Eu sei que existe problemas em relação ao calendário da empresa contratada, mas me preocupa muito quando a gente tem conhecimento de que aqui, no calendário da empresa, a homologação estava prevista para o dia 03 de setembro, mas a informação que nós temos é de que esses concursados só serão contratados no próximo ano. Como é que se explica isso? Como é que essa Casa que, segundo a fala de alguns vereadores, é a mais interessante do Brasil, trata a sociedade, esses candidatos dessa forma?”, concluiu o edil.

Sobre programa Nossa Praça, Gilmar Santos(PT) aponta contradições e exige maior investimento nas periferias

“Nós queremos a nossa cidade com praças em melhores condições, mas não apenas na orla, não apenas na área central. Nós queremos nas nossas periferias praças bem qualificadas, pro nosso povo ter maior qualidade de vida”, disse o parlamentar.

Foto: Camila Rodrigues

A Casa Plínio Amorim recebeu, nesta quinta-feira (03), o Coordenador de Gestão Ambiental e Sustentabilidade da Agência Municipal de Meio Ambiente (AMMA), Aluísio Gomes, para falar sobre o “Nossa Praça”, programa desenvolvido pela Prefeitura de Petrolina em parceria com a iniciativa privada e a população.

Durante o debate, o vereador professor Gilmar Santos (PT) ressaltou a importância da efetividade das políticas públicas voltadas para o fortalecimento e a proteção do meio ambiente tendo em vista que o município, apesar de ter um clima quente, ainda é pouco arborizado, evidenciando a deficiência do poder público frente a essa problemática.

Na ocasião, o parlamentar apresentou, através do Plano Plurianual (PPA), a previsão de recursos para o desenvolvimento de programas que dialogam com o Nossa Praça e apontou diversas contradições sobre a alta quantidade de verba disponível e o pouco investimento dessas na educação ambiental junto à comunidade petrolinense no sentido de estimular uma consciência sustentável, de cuidado e preservação das praças.

Conforme o que foi apresentado pelo edil, alguns desses programas receberam menos investimentos nos anos de 2018 e 2019 do que está previsto para 2020, ano eleitoral. O programa Consciência ambiental, por exemplo, não teve recursos para sua aplicação em 2018, aumentando para apenas 10 mil reais em 2019.  Já para 2020 existe a previsão da uma aplicação de 250 mil. O programa Cidade Mais limpa (coleta de lixo), que tem como objetivo atuar sobre a falta de educação ambiental, teve o investimento de 21.510.000,00 (milhões) em 2018 e 20.490.000,00 em 2019, dobrando para 41.710.000,00 em 2020. No caso do programa Nossa Praça, a situação é diferente, o que para Gilmar é uma antítese.

“Quando vamos para o programa Nossa Praça, que tinha um investimento de 1.345.000,00 em 2018 e em 2020 cai para 710.000,00, temos uma contradição, pois, nós esperávamos que esse programa se expandisse cada vez mais, já que esperávamos também que a nossa população tivesse mais consciência a partir da aplicação desses recursos para este fim (…) parece que há uma marginalização, uma pouca atenção e até um certo descaso do poder público municipal, – e eu não estou falando só dessa gestão-, em desenvolver uma consciência com a comunidade, porque de nada adianta a gente convencer um empresário a investir num equipamento, que seria de responsabilidade do poder público, existem recursos públicos para restaurar as praças, para garantir a sua manutenção, se não fomentar o sentimento de pertencimento na população. Se o gestor público consegue uma parceria com os empresários, ótimo. Mas a pergunta que fica é: qual a consciência comunitária que a gente está desenvolvendo? A comunidade está participando desse programa? E não seria interessante primeiro convencer a comunidade a desenvolver o programa de educação para que os próprios comunitários assumissem os cuidados com essas praças?” questionou o parlamentar.

Além disso, o edil também exigiu mais atenção às periferias da cidade, visto que a maioria das ações são desenvolvidas no centro/orla.

“Nós queremos a nossa cidade com praças em melhores condições, mas não apenas na orla, não apenas na área central. Nós queremos nas nossas periferias praças bem qualificadas, pro nosso povo ter maior qualidade de vida” concluiu.