Nota pública – Vereador Gilmar Santos

Em matéria publicada no site gilmarsantos.org e em suas redes sociais, o vereador Gilmar Santos reafirma seu compromisso com professores para que mais profissionais sejam efetivados através de concurso público, com a devida valorização, como previsto tanto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Federal 9.394/96) quanto no Plano Municipal de Educação (Lei 2.713/15).

Ao contrário do que acusam alguns professores que foram aprovados no último concurso ou pessoas que não se informaram adequadamente sobre o nosso posicionamento, em nenhum momento o vereador acusou professores que foram convocados para trabalhar em carga-horária de 100 h/a de estarem burlando a lei por terem ampliado para mais 100 h/a. O nosso Mandato está pautado na responsabilidade e compromisso com o interesse público. Ao recebermos denúncias por parte de professores que ficaram na lista de reserva, buscamos nos informar diretamente com a Secretária Municipal (http://gilmarsantos.org/2019/05/08/em-visita-a-secretaria-professor-gilmar-santos-solicita-providencias-sobre-13-demandas-da-educacao/) que nos informou que as vagas não reais (vagas geradas por afastamento de efetivos da sala de aula) seriam ocupadas por contratados. Após a visita, apresentamos um requerimento na Câmara Municipal solicitando informações sobre as vagas, vínculos contratuais e distribuição de professores na rede municipal. O nosso questionamento se deu pela identificação de um grande contingente de professores contratados na rede, o que nos leva a crer que vagas reais que poderiam ser ocupadas por professores aprovados no cadastro de reserva do último concurso, estão sendo também ocupadas por contratados. Desse modo, reivindicamos a convocação desses professores para ocupação de todas as vagas reais existentes na rede e reafirmamos o nosso compromisso com todos os profissionais da educação do nosso município.

Nos colocamos à disposição para qualquer outro esclarecimento.

Vereador prof. Gilmar Santos

O PRECATÓRIO É NOSSO: Professores realizam assembléia para discutir o repasse dos precatórios do Fundef em Petrolina

“Durante a reunião foram discutidas questões referentes ao repasse desses recursos no município e foram pensados demais encaminhamentos para aprofundamento do debate”

Foto: Camila Rodrigues

O movimento “O precatório é nosso”, promovido pela Comissão dos Professores da Rede Municipal de Petrolina, realizou na última sexta-feira, 05 de julho, uma assembleia com a categoria na Câmara Municipal de Vereadores, onde foram discutidas questões referentes ao repasse dos Precatórios do extinto Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), conforme previsto na Lei 11.494/07.

A categoria vem reivindicando que o pagamento dos precatórios da educação seja efetuado até 2020, cujo valor estipulado para Petrolina é de R$ 90.228.452,20 milhões. 60% desses recursos devem ser distribuídos entre os professores do ensino fundamental que atuavam na rede municipal entre 1998 e 2006, e 40% devem ser investidos nos demais setores da educação.

Os valores dos precatórios são oriundos de erros de cálculos da União ao efetuar os repasses da complementação do Fundef (hoje Fundeb) a estados e municípios. Por determinação da Justiça, o governo federal está devolvendo aos municípios os recursos que não foram repassados do Fundo, porém, em Petrolina há uma especificidade: o prefeito da gestão anterior, Júlio Lossio, havia contratado uma banca particular de advogados para atuar no processo questionando o valor que seria destinado ao município. A gestão ganhou a causa, mas os valores dos honorários (20% do valor total) dos advogados não poderiam ser retirados do precatório. Mediante tramitação e julgamento da causa, o valor que deveria ser repassado aos advogados diminui para 3%, que deveria ser pago com o dinheiro dos cofres do município, mas além desse valor, a parte perdedora da causa (a União) também deverá pagar 3% aos mesmos, segundo novo Código Civil e por isso, o processo de repasses do precatório ainda não aconteceu.

Foto: Camila Rodrigues

A professora Magda Feitosa disse que mediante descaso do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Petrolina (SINDSEMP), a Comissão contratou advogados para acompanhar a causa e descobriu que esse fator não impede a inscrição dos precatórios: “A notícia que a gente teve é de que o nosso precatório não poderia ser inscrito porque ele ainda estava sub judice, só que nós consultamos nossos advogados e eles disseram que esse recurso especial não encerra prazo, então o precatório pode sim ser inscrito, porque quando essa decisão judicial sair ela só vai dizer se a União paga ou não paga o honorários dos advogados contratados outrora. Não tem nada haver, o valor do nosso precatório já foi definido e esse é um recurso especial que não impede a inscrição”, afirmou.

Além disso, Magda criticou a falta de representantes da diretoria do Sindsemp – instituição que deveria estar junto a seus associados, assim como a ausência do poder executivo- que sonega informações, e dos demais vereadores.

Foto: Camila Rodrigues

Na oportunidade, o vereador professor Gilmar Santos (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Casa Plínio Amorim, comentou sobre o Projeto de Lei nº088 encaminhado à Câmara municipal pelo então prefeito Júlio Lossio, para que os 40% do valor do precatório fossem destinados para o investidos no Nova Semente, mas que não foi votado porque chegou à Casa fora do prazo regimental.

“Eu não sei se todos vocês têm conhecimento disso, mas essa lei continua aqui, e muito dificilmente a atual gestão a retomará para que ela seja votada no formato em que foi apresentada (…) então há possibilidade real de um novo projeto chegar a essa casa. Se esse projeto vai contemplar os interesses de cada um de vocês, depende muito dessa mobilização politica, porque é o interesse politico do prefeito, dos secretários, junto ao interesse da categoria que vai, de alguma forma, contemplar a todos vocês, a todos nós. Todo prefeito quer ser o pai da “criança” e quer fazer propaganda de um recurso que é direito garantido de professoras e professores, então nem o prefeito Julio Lossio, nem o prefeito Miguel Coelho são pais desse direito; esse é um direito dos trabalhadores, via lei federal, e nós esperamos, claro, que a lei seja cumprida”, disse o edil.

O parlamentar argumentou que algumas emendas podem ser construídas juntamente com a categoria e apresentadas no plenário para incrementar o projeto que já existe na casa, atendendo assim as necessidades de toda a categoria: “Esse projeto nº 088 de 2016 pode ser passível de emendas, a gente pode estar apresentando essas emendas para aperfeiçoar e garantir que esse projeto contemple a categoria. Nesse sentido, não precisa que o prefeito encaminhe novo projeto, mas que a gente utilize o projeto que está Casa, a partir de emendas necessárias” disse.

Além disso, Gilmar apresentou total apoio à categoria e reforçou a importância da mobilização dos professores em busca de informações através da LAI (Lei de acesso a informação Nº 12.527/2011) sobre o andamento desses recursos, lembrando também que a presença dos mesmos nas discussões plenárias é de extrema importância para a construção de um projeto democrático.

“A gente vai se posicionar aqui a partir do posicionamento de vocês, e obviamente a posição de vocês deve estar orientada por informações. O que necessitarem da câmara para acesso a informação, vamos buscar, seja através de requerimento ou construindo a proposta de uma audiência pública para aprofundar esse debate” concluiu.

Foto: Camila Rodrigues

Agora é Lei: Fica denominado o Concurso Municipal de Quadrilhas com o nome de “Dona Moça”, mestra da cultura popular

Publicada no Diário Oficial do dia 28 de junho, a Lei de autoria do vereador professor Gilmar Santos (PT) já está em vigor

Foto: Divulgação

A Lei nº 94/2019, da autoria do vereador professor Gilmar Santos (PT), que denomina o Concurso Municipal de Quadrilhas Juninas com o nome de Dona Moça, foi sancionada pelo poder executivo e divulgada no Diário Oficial (Edição 2.183) no dia 28 de junho. A proposta foi apresentada pelo parlamentar na Casa Plínio Amorim no dia 04 de junho e votada no dia 06 do mesmo mês.

O objetivo da nova Lei é prestar justa homenagem a Maria do Carmo Martins dos Anjos, popularmente conhecida como Dona Moça, por entender que ela representa a história e diversidade da cultura popular local, reconhecendo sua dedicação, seu empenho na transmissão do conhecimento e o compromisso com a cultura tradicional nordestina.

Segundo Gilmar , “a dedicação dessa grande mestra à nossa cultura popular é digna tanto do nosso reconhecimento quanto deve ser de inspiração para jovens artistas que mantém acesa a chama das quadrilhas juninas. Com essa lei queremos fazer muito mais que uma homenagem, queremos políticas públicas de cultura que fortaleçam o trabalho dxs fazedorxs de cultura e a nossa identidade”

O parlamentar também é autor da Lei Nº 2.914/2017 – que dispõe sobre a utilização de espaço físico das escolas da rede municipal de Petrolina para realização de reuniões e ensaios de quadrilhas juninas- e da Lei Nº 3.046/2018 – que oficializa e institui o Concurso de Quadrilhas Juninas no calendário oficial de festas e eventos do município.

Saiba mais sobre Dona Moça:

Maria do Carmo Martins dos Anjos- Dona Moça

Dona Moça, filha de Iraci Pereira dos Anjos e Erculano Martins dos Anjos, nasceu em 07 de abril de 1943, em Manfrense, um vilarejo da cidade de Paulistana, no Piauí. A família passou a residir na cidade de Petrolina-PE em meados de 1953 quando Erculano, funcionário da empresa Viação Férrea Federal Leste Brasileiro, foi promovido para o cargo de mestre de linha na antiga estrada de ferro Petrolina-Teresina.

A relação de Dona Moça com a formação de quadrilhas juninas teve início por volta dos anos de 1970, quando sua filha solicitou ajuda para a organização de um grupo que se apresentaria na Escola Marechal Antônio Alves Filho (EMAAF), no bairro Jardim Maravilha, onde residiam. Foi dessa organização escolar que surgiu a junina “Pau de Sebo”.

No ano seguinte, nasce a junina “João Froxó” que surgiu da ideia de formar uma quadrilha com maior sofisticação no figurino e nas coreografias, cuja caracterização remetesse às temáticas da tradição nordestina, das raízes sertanejas. Foi essa quadrilha que, durante 35 anos, lhe rendeu diversos prêmios e mais de 40 premiações em concursos dentro e fora de Petrolina.

A casa de Dona Moça, no Jardim Maravilha, tronou-se a referência para jovens de outros bairros, como Ouro Preto e Vila Mocó, se reunirem para ensaiar. O Centro de Integração do Menor Integrado (CEMIC), no mesmo bairro, transformava-se em palco dos sonhos, tanto para quem se apresentava, quanto para quem assistia ao espetáculo que normalmente era a única alternativa acessível para moradores da periferia.

A ideia ganhou novos horizontes quando uma das filhas de Dona Moça resolveu criar a junina mirim denominada “Matutino João Froxó”. À medida que as crianças iam crescendo, passavam a integrar a junina dos adultos. Dessa forma, a mestra desenvolveu uma verdadeira escola dessa tradição da cultura popular.

Ao longo de mais de 35 anos, mais de mil jovens participaram da junina coordenada por Dona Moça, que sempre foi responsável pela parte mais complexa: o figurino. Sozinha, a mestra assumia o papel de criar, desenhar, selecionar estampas e produzir as roupas que representassem as histórias e personalidades homenageadas pelo grupo.

Associação das Mulheres Rendeiras realiza Arrasta-pé neste sábado (6) em Petrolina

Além de reviver o tradicional festejo junino, o Arrasta Pé das Rendeiras tem o objetivo de arrecadar recursos para a manutenção da sede da Associação.

Foto: Divulgação

Comidas e bebidas típicas, brincadeiras, brindes, sorteios e quadrilha, em um ambiente cuidadosamente decorado com referências ao festejo junino, vão movimentar a Associação das Mulheres Rendeiras neste sábado (6), a partir das 18h, no bairro José e Maria, em Petrolina. É o Arrasta Pé das Rendeiras, que promete não deixar ninguém parado numa noite de alegria e descontração com toda a comunidade sanfrasciscana.

A música ficará por conta das bandas Fogo no Monturo, Corrinha do Acordeom e Claudino do Acordeom, que animarão quem estiver no Arrasta Pé com cirandas, cocos e o autêntico forró pé de serra. A programação conta ainda com a participação do grupo de dança SerTão Pé Quente, do Coral das Rendeiras, DJ e jogos juninos, quadrilha improvisada e barraca das brincadeiras infantis. Os ingressos custam apenas R$ 5 e os participantes vão concorrer ao sorteio de duas cestas juninas.

Além de reviver o tradicional festejo junino, o Arrasta Pé das Rendeiras tem o objetivo de arrecadar recursos para a manutenção da sede da Associação. De acordo com a secretária de comunicação e relações sociais das Mulheres Rendeiras, Marcia Alves, desde a fundação da Associação, há 20 anos, tem sido feito um grande trabalho social de emancipação feminina no bairro José e Maria e adjacências, ao desenvolver ações que elevam a autoestima e geram renda. “Então, é nesse lugar e com a colaboração da comunidade que vamos continuar a nossa luta”, afirma ela.

Dona Santinha, sócia fundadora da Associação das Mulheres Rendeiras, reforça a solidariedade em torno da realização do evento. Segundo ela, o encontro das associadas com os amigos e amigas das cidades de Juazeiro e Petrolina “é um momento de confraternização e também de colaboração para que possamos levar nosso projeto à frente, porque sem esse apoio é impossível caminhar”. O evento será realizado na sede da Associação, na Avenida Francisco Coelho Amorim, 190, no bairro José e Maria, em Petrolina-PE. A produção é da CAIA Produções. Ascom.

Serviço:

Arrasta Pé das Rendeiras

Quando: 6 de julho, sábado, a partir das 18h

Onde: Sede da Associação das Mulheres Rendeiras, na Av. Francisco Coelho Amorim, 190 – José e Maria, Petrolina-PE

Quanto: R$ 5, com direito a concorrer a dois sorteios

Fonte: Ponto Crítico

Nota em solidariedade a Rafael Alencar, vítima de homofobia no São João de Petrolina

“Não admitimos que se naturalizem tais violências na maior festa da nossa cidade, espaço que deveria promover a cultura de paz, de alegria. Tamanha truculência nos entristece, assim como entristece toda a população que quer se confraternizar nos festejos juninos”

Imagem Divulgação

O Mandato Coletivo do vereador professor Gilmar Santos (PT) vem, por meio desta, prestar toda nossa solidariedade ao jovem Rafael Alencar, membro da Federação Pernambucana de Judô, covardemente agredido por seguranças do São João de Petrolina quando estava abraçado ao seu companheiro. Esse é mais um caso de agressão por parte desses seguranças.

Estamos no século XXI, mas nem todos os olhares se voltam para a superação de preconceitos. O Grupo Gay da Bahia registrou 445 homicídios por homofobia em 2017; 30% a mais que em 2016. As pesquisas mostram ainda que até maio do ano passado, ao menos 153 pessoas LGBTs foram mortas no Brasil, vítimas da homofobia.

Considerando as pesquisas que apontam o Brasil como o país que mais mata LGBTS – 1 a cada 19 horas, acreditamos que seja cada vez mais urgente e necessário erradicarmos as abordagens policialescas e violentas contra a comunidade LGBT, que em nossa cidade tem sofrido uma diversidade de violências,sentidas também quando percebemos que as escolas ainda não têm pautado as questões LGBTs como proposta política institucional; quando os corpos gays são vítimas de agressões, piadas, violências físicas, exclusão, segregação; quando lhe são negado o direito de viver; quando se nega a produção de estatísticas acerca dessas mesmas violências; quando também verificamos a pouca participação da pauta LGBT nas agendas de politicas públicas do estado brasileiro, inclusive da nossa cidade Petrolina.

Não admitimos que se naturalizem tais violências na maior festa da nossa cidade, espaço que deveria promover a cultura de paz, de alegria. Tamanha truculência nos entristece, assim como entristece toda a população que quer se confraternizar nos festejos juninos.

A pessoa negra e LGBT não pode ser tratada segundo lógicas eugênicas que ainda são manifestadas nos sistemas de segurança pagos com o dinheiro público do nosso município. O povo não quer pagar para ser agredido. Essa não é a cidade que queremos.

Na oportunidade, lembramos que homofobia é crime, operante na Lei Nº 7716/89 e que as providências jurídicas serão tomadas. Esperamos que a gestão municipal também se manifeste e tome as medidas necessárias para que crimes como este não voltem a acontecer.

Estamos juntos na luta, Rafael!

Mandato Coletivo do vereador Gilmar Santos, Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Petrolina.

Nota em solidariedade ao professor Judson Medeiros, vítima de racismo no São João de Petrolina

Imagem Divulgação

Toda nossa solidariedade ao professor Judson Medeiros Alves, que foi covardemente agredido por seguranças da empresa GMSP no São João de Petrolina.

Nós, educadores, estudantes, parlamentares, movimentos sociais e antirracistas de Petrolina, Juazeiro, Santa Maria da Boa Vista e região sanfranciscana, viemos repudiar, veementemente, a violência sofrida por Judson Medeiros, negro, professor, cidadão que serve ao município de Petrolina no Instituto Federal do Sertão (IF-Sertão), que foi abordado de forma truculenta, antiprofissional, desproporcional e explicitamente orientada pela cultura e estruturas racistas ainda tão arraigadas nas instituições públicas e privadas do nosso país.

Na ocasião o professor teve o braço deslocado e sofreu diversos hematomas pelo corpo, além do trauma psicológico.

O racismo tem-se operado estruturalmente em nossa sociedade brasileira, ele se faz nas mais diversas dimensões de nossa existência; manifesta-se, cotidianamente, nas múltiplas violências sofridas por homens e mulheres negras, especialmente os mais empobrecidos, habitantes de periferias. Trata-se de um sistema de opressão epistêmico e sistêmico que agride as consciências e corpos negros.

Chamamos a atenção para que não se constate ainda mais essa triste realidade, a partir dessa violência sofrida pelo professor Judson, de que os riscos de violência para os cidadãos mais pobres, principalmente negros e negras, se elevam quando se observa que servidores e organizadores da festa são os primeiros a promoverem violações e violências.

Em defesa de uma festa construída democraticamente,  com inclusão, respeito à diversidade e dignidade de todxs aquelxs que constroem Petrolina e toda a região sanfranciscana, repudiamos a violência racial sofrida pelo professor Judson Medeiros e nos solidarizamos a ele e a todxs que sofreram ou sofrem igual discriminação.

Lembramos que racismo é crime e que as providências jurídicas sobre o caso já foram tomadas. Esperamos que a gestão municipal, se tiver alguma dignidade, oriente pelo afastamento imediato desses seguranças, divulgue o fato ao público durante o evento e manifeste seu repúdio em nota pública, assim como fazemos nesse manifesto.

VIDAS NEGRAS IMPORTAM! PROFESSOR JUDSON E TODXS QUE DE ALGUMA FORMA SOFRERAM DISCRIMINAÇÃO NO SÃO JOÃO DE PETROLINA RECEBAM NOSSA SOLIDARIEDADE

Assinam essa nota:

Mandato Coletivo (Vereador Gilmar Santos-PT)

Nilton de Almeida Araújo (Univasf; Movimentos Antirracistas do Vale)

Marília Arraes (Deputada Federal – PT)

Maércio José (músico e pedagogo)

Sônia Ribeiro (Mulher de terreiro,  Militante da luta anti racista de mulheres e homens negras/os)

Diedson Alves (Professor da rede pública e privada)

Cristina Costa (vereadora do PT)

Zezinho de Mindú (Presidente do Recanto Madre Paulina)

Paulo Valgueiro (relator da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Petrolina)

João Alves do Nascimento Júnior (Professor Universitário)

Simão Pedro dos Santos (professor Adjunto – Universidade de Pernambuco UPE Campus Petrolina)

Moisés Almeida (Vice-presidente da Adupe)

Jackson Roberto Guedes da Silva Almeida (Professor universitário)

Antônio Carvalho dos Santos Júnior (Professor)

Angela Coêlho de Santana (mulher negra, feminista, radialista e blogueira)

Isabel Angelim  (Assistente Social)

Camila Rodrigues (atriz e produtora cultural)

Cristiane Crispim ( atriz e professora da rede estadual)

Juliene Moura (atriz e estudante de Artes Visuais)

Antônio Veronaldo (Diretor teatral e arte educador )

Mirele de Macedo Castro (estudante da UPE campus Petrolina)

Saulo Mororó (Advogado)

Maria Gildenir dos Santos –  Coletivo aurora (Aarhus – DK)

Fernando Pereira (Professor e Artista  Visual)

Dra. Cheila Bedor (Professora da Univasf)

Ângela Oliveira (Associação das Mulheres Rendeiras)

Karoline Souza  (Sou Periferia)

Maria Brito Castro (Sou Periferia)

Wanderson Antunes Pereira (Sou Periferia)

Hyarlla Wany (Jornalista)

Lizandra Martins (Fotógrafa)

Inês Regina Barbosa (Professora Universitária)

União de Negras e Negros Pela Igualdade- UNEGRO ( Juazeiro/BA)

Karina Leonardo (Assistente Social)

Movimentos Antirracistas do Vale

Ruth de Souza (Núcleo de Estudos Étnicos e Afro-Brasileiros Abdias Nascimento)

ETC- Observatório de Estudos em Educação, Trabalho e Cultura

Luise Maria Souza (Odontóloga)

MAV- Movimento de

Ramon Messias Moreira (Professor Adjunto da Univasf)

Márcia Medeiros de Araújo (Professora Universitária)

Paulo Pereira (Professor da Univasf)

Grupo de Capoeira Angola do Vale

Vítima de racismo, professor do IF-Sertão é agredido por seguranças da GMSP no São João de Petrolina

“Além dos hematomas e do trauma psicológico, tais agressões resultaram na torção e em uma luxação no braço direito de Judson, que terá que se afastar de suas atividades em sala de aula por pelo menos 15 dias”

Judson Medeiros Alves, professor do IF Sertão, foi abordado e covardemente agredido na madrugada do dia 15 quando se dirigia à saída do Pátio Ana das Carrancas, em Petrolina- onde acontece o São João do Vale, por seguranças da empresa GMSP, que trabalhavam no evento. De acordo com testemunhas, a motivação da agressão seria o fato do professor ser negro.

Segundo informações, um dos seguranças exigiu que Judson levantasse as mãos, e sem entender a situação ele fez o que foi pedido e questionou o que estava acontecendo.  O segurança insistiu para que ele ficasse com as mãos levantadas e não ofereceu qualquer oportunidade de resposta ao professor, que subitamente foi surpreendido com um golpe “mata-leão”, também conhecido como “gratava”, onde foi lançado ao chão. Na ocasião, outro segurança se aproximou e colocou o pé na região torácica da vítima, reforçando a violência da imobilização.

As agressões só cessaram quando um dos amigos que o acompanhava informou que além de cidadão, Judson era professor do IF-Sertão. Nesse momento o comportamento dos seguranças mudou e um deles perguntou ao primeiro, “é ele mesmo?”. Resposta: “acho que sim, parece com o cara que estava fazendo arruaça durante a festa”. E finalmente, sem certezas, reconheceram que tudo não passava de uma grande confusão.

O professor foi socorrido pelos amigos e encaminhado até o Hospital Universitário. Além dos hematomas e do trauma psicológico, tais agressões resultaram na torção e em uma luxação no braço direito de Judson, que terá que se afastar de suas atividades em sala de aula por pelo menos 15 dias.

A forma truculenta, antiprofissional, desproporcional com que o professor foi abordado, deixa nítida a cultura e estrutura racista ainda tão arraigada em nossa sociedade, principalmente nas instituições públicas e privadas do nosso país.  

Diante de tamanho absurdo, fica o questionamento: sendo o suposto “arruaceiro” um homem branco, esses seguranças abordariam da mesma forma truculenta, desumana e antiprofissional, outros homens brancos até identificar o real “delinquente”?

Nota de Repúdio ao comportamento desonesto, apelativo, ofensivo e de baixíssimo nível do vereador Ronaldo Silva (PSDB)

Imagem Divulgação

O Mandato Coletivo do vereador Professor Gilmar Santos, do PT, vem expressar sua profunda indignação e repúdio ao comportamento desonesto, apelativo, ofensivo e de baixíssimo nível do vereador Ronaldo Silva, PSDB, durante a sessão dessa terça-feira, 18, na Câmara Municipal de Petrolina.

Sem encontrar argumentos que justificassem o seu projeto de decreto legislativo, que concedia Título de Cidadão Petrolinense ao ex-juiz e atual Ministro da Justiça, Sérgio Moro, comprovadamente um criminoso (após denúncias do site The Intercept Brasil), o vereador partiu para ataques covardes contra a comunidade presente na sessão, homofóbicos — contra a orientação sexual do jornalista Glenn Greenwald; contra a memória da vereadora do PSOL, brutalmente assassinada, Marielle Franco e, achando pouco, resolveu atacar de forma gratuita a pessoa do Professor Gilmar, inventando situação que depreciasse a sua honra, sua a moral e atribuindo-lhe envolvimento com o uso de maconha.

Esse comportamento, orientado pelo mau caratismo, é típico de pessoas irresponsáveis.
Apelar para a calúnia, a difamação diante de debate tão importante sobre a defesa de direitos e da democracia do povo brasileiro, é ser cúmplice da covardia e assumir total desprezo pelo interesse público, o que é compreensivo vindo de um vereador de precário compromisso com os grandes debates sobre políticas públicas do nosso município.

O vereador Gilmar Santos, além de educador reconhecido e elogiado pela sua atuação profissional e política, atua de forma corajosa no enfrentamento às desigualdades, violações, preconceitos, discriminações e intolerâncias que atingem a nossa população, principalmente a mais empobrecida, composta majoritariamente por negras e negros das nossas periferias.

Milhares de famílias de Petrolina sofrem devido o uso abusivo de álcóol e outras drogas por parte dos seus entes. Através de campanhas educativas e de cobranças sobre os serviços da Rede de Saúde Mental, Gilmar, através do Mandato Coletivo, tem se destacado no seu compromisso com o respeito aos usuários que necessitam de acolhimento e do devido acompanhamento profissional para se libertarem da dependência de psicoativos.

Quando o vereador Ronaldo Silva usa de maneira jocosa, apelativa, baixa, a expressão maconheiro, está não apenas agredindo de forma covarde e desonesta a imagem do professor Gilmar, mas atacando e aprofundando um sério problema de saúde pública, vivenciado por milhares de usuários, muitos dos quais em estados depressivos ou vítimas da chamada guerra contra as drogas, a qual envolve a corrupção de traficantes, de políticos e até mesmo da própria polícia.

Com a consciência tranquila, de quem não deve, não teme e nem se calará diante de comportamento tão estúpido e nocivo à coletividade, o Professor Gilmar Santos lamenta que a Câmara Municipal tenha esse tipo de representação e reafirma seu compromisso com a luta pela garantia de direitos, pelo respeito à diversidade e pela democracia, já que foi eleito para isso e procura fazer justiça ao alto salário pago pela população do nosso município.

No mais, agradecemos o apoio que tantas pessoas têm expressado ao nosso trabalho e nos colocamos à disposição de todos e todas para bem servir ao projeto de uma cidade mais digna, justa, inclusiva, diversa e igualitária.

Mandato Coletivo do vereador professor Gilmar Santos.

Vereadores do grupo do senador FBC aprovam projeto que concede título de cidadão petrolinense ao juiz Sergio Moro

“A história não os perdoará!”, afirmou o vereador Professor Gilmar Santos (PT) ao se colocar contra o projeto.

Foto: Ângela Santana

Projeto de Decreto Legislativo Nº 005/19, de autoria do vereador Ronaldo Silva (PSDB), que concede título de cidadão petrolinense ao juiz Sérgio Moro, foi posto para votação na Casa Plínio Amorim durante a sessão plenária desta terça-feira (18). O projeto foi apresentado pela primeira vez em março de 2018 e foi retirado de pauta naquela oportunidade porque não tinha voto suficiente para aprovação, que segundo o Regimento Interno deve ser de 2/3, ou seja, 16 votos favoráveis.

Conforme o vereador Gilmar Santos (PT), o motivo principal para a não votação naquele momento, foi que o Juiz Sérgio Moro estava no auge da operação lava jato que incriminava o senador Fernando Bezerra Coelho. “Agora o projeto volta à pauta e se naquela ocasião a gente já se perguntava: quais eram os relevantes serviços prestados por Sergio Moro à população de Petrolina? Hoje, nós temos a comprovação de que ele não tem serviços, pelo contrário, ele tem desserviços contra não apenas o povo de Petrolina, mas a toda população brasileira” afirma.

Vereador professor Gilmar Santos (PT)| Foto: Camila Ferreira

Durante a justificativa do seu voto contrário, Santos citou a notícia-crime protocolada pelo Coletivo de Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD) no Supremo Tribunal Federal (STF), que solicita a prisão do ex-juiz e ministro Sérgio Moro, e dos procuradores federais Deltan Dallagnol, que comandou a operação Lava Jato, Laura Gonçalves Tessler, Carlos Fernando dos Santos Lima e Maurício Gotardo Gerum.

Para o vereador, após esse escândalo divulgado pelo site The Intercept Brasil, mostrando as relações imorais do então juiz Sergio Moro com os procuradores da Lava Jato, as relações parciais e promiscuas, prejudicando o judiciário, a democracia, o presidente Lula, mas, acima de tudo, a dignidade do povo brasileiro, atacando a soberania popular, não faz sentido os vereadores concederem título de cidadão a um criminoso. E acrescentou: “Não sou eu quem está dizendo, são os operadores do direito, os especialistas do direito, que tem vergonha e compromisso com a democracia e o povo brasileiro”.

O parlamentar chamou atenção dos colegas vereadores sobre a responsabilidade para com o voto de cada um e fez um pedido: “hoje aqui os senhores e senhoras não vão apenas passar uma vergonha se votarem nesse título, mas estarão sendo cúmplices desse crime e sendo irresponsáveis com o direito, com a democracia e a Constituição brasileira. E eu quero dizer que estarei com a consciência muito tranquila por votar contra. Eu tenho compromisso e espero que cada um de vocês também tenha o mesmo compromisso com a dignidade do nosso povo. É verdade que as circunstancias podem até favorecer a irresponsabilidade, o ódio e a estupidez, mas eu quero lembrar e gostaria que ficasse bem gravado: a história não os perdoará!”, concluiu.

O vereador Ronaldo Silva, sem argumentos para justificar a concessão do título, usou de ataques gratuitos contra o público presente, que se manifestou contrário ao título com vaias, e aos vereadores que votaram contra. “Podem vaiar! Vocês devem fazer parte da quadrilha… deve ser! Porque defensor de bandido aqui não. Bandido tem que ir pra cadeia, e o juiz Sérgio Moro colocou tanto políticos, principalmente do PT, como também empresários” disse.

Além disso, o edil destilou ataques homofóbicos e de ódio contra o jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept, e seu companheiro ao dizer: “vejam quem é que fez as gravações, que gravou e passou: um casal de gays”.

Resultado:

O projeto foi aprovado com16 votos a favor, 3 contra e 2 abstenções.
Votaram à favor: Ronaldo Silva (PSDB), Ronaldo Souza (PTB), Rodrigo Araújo (PSC), Aero Cruz (PSB), Elias Jardim (PHS), Osório Siqueira (PSB), Zenildo Nunes (PSB), Manoel da Acosape (PTB), Gaturiano Cigano (PRP), Ruy Wanderley (PSC), José Batista da Gama (PDT), Major Enfermeiro (PMDB), Gilberto Melo (PR), Alex de Jesus (PRB) e Osinaldo Souza (PTB).

Votaram contra: Gilmar Santos (PT), Cristina Costa (PT) e Paulo Valgueiro (MDB).

Se abstiveram: Gabriel Menezes (PSL) e Elismar Gonçalves (MD).
O vereador Domingos de Cristália (PSL) não compareceu à sessão.

Confira vídeo:

Greve Geral: A rua é a expressão do povo!

“Esperamos que através desse movimento crescente possamos impedir não apenas o pacote de maldades do atual desgoverno, mas impedi-lo no seu projeto de destruição”   

Foto: Lizandra Martins

Nesta sexta-feira, 14 de junho, o Mandato Coletivo do vereador professor Gilmar Santos (PT), junto a estudantes, trabalhadores, movimentos sociais, sindicatos etc., foi às ruas em mobilização da Greve Geral contra os cortes nos recursos da educação e contra a reforma da previdência proposta pelo (des) governo Bolsonaro. A ação faz do chamado “Tsunami da Educação”, que nos dias 15 e 30 de maio, reuniram mais de 1 milhão de pessoas nas ruas do país em pelo menos 200 cidades.

Em Petrolina, no sertão pernambucano, as manifestações começaram por volta das 08h na Praça do Bambuzinho, Avenida Souza Filho, onde os manifestantes se encontraram e seguiram até Ponte Presidente Dutra, que liga Pernambuco à Bahia, indo de encontro à manifestação de que vinha de Juazeiro para interditar a ponte, que permaneceu intransitada por volta de 1 hora. Juntas, as manifestações somaram cerca de 7 mil pessoas; em todo Brasil foram 45 milhões, em mais de 300 cidades.

Para Gilmar, estar nas ruas com os trabalhadores, trabalhadoras e estudantes, nessa greve geral, “é uma a reafirmação do nosso compromisso com a defesa da democracia e de direitos da nossa população que são atacados com esse projeto de destruição do país, iniciado desde o golpe contra o governo da presidenta Dilma e agora consolidado com o desgoverno Bolsonaro”.

Gilmar Santos| Foto: Lizandra Martins

Além de reforçar a relevância das causas pelas quais milhões de brasileiros estavam participando da greve, o parlamentar também manifestou seu repúdio aos procuradores da Lava Jato, em especial Deltan Dellagnol, que coordenou a operação, e ao ministro da justiça e ex-juíz Sergio Moro, que foram desmascarados após a agência de notícias The Intercept Brasil ter divulgado troca de mensagens, entre ambos, que revelam a real função política da Lava Jato.

“Estar nessa luta para impedir a proposta criminosa de reforma da previdência, que transfere para a população mais carente a conta de uma dívida bilionária de milhares de empresas corruptas e sonegadores de contribuições previdenciárias; estamos em luta contra os cortes e desmonte da educação, do SUS, dos ataques aos bens e direitos ambientais, em defesa do nosso patrimônio nacional, vendido a preço de banana ao capital internacional. Estamos nas ruas para denunciar essa farsa que é a Lava Jato, conduzida pelo ex-juiz Moro e os procuradores do MPF, desmascarados pelo The Intercept, o que demonstra a certeza do golpe, as perseguições ao PT e ao presidente Lula como forma de garantir a subserviência ao imperialismo estadunidense, como faz o capitão da reserva, e possível chefe das milícias, o presidente Bolsonaro. É contra tudo isso e em defesa da liberdade do nosso povo, do presidente Lula que estamos em luta. Esperamos que através desse movimento crescente possamos impedir não apenas o pacote de maldades do atual desgoverno, mas impedi-lo no seu projeto de destruição” disse.

Foto: Lizandra Martins

Para Nohara Moreira, estudante de Ciências Sociais, as ruas representam o lugar de expressão do povo, pois, “quando se escolhe um governante, os requisitos geralmente são os de quem mais me representa, mas mesmo assim, ninguém de fato vai nos representar tão bem como nós mesmos. Por isso, quando o povo sai em manifestações, colocando sua opinião em pauta, denuncia de forma literal sua insatisfação”.

Gabriel Gomes, licenciando de artes visuais, acredita que as manifestações sejam a melhor forma de dar visibilidade às ações do atual cenário político “doente”, demonstrar a insatisfação da população e estabelecer uma relação de força com a comunidade.

“Além de tudo isso, temos ainda o desafio da organização do ato, que entendo como um grande aprendizado para lutarmos pelos nossos direitos diante das diferenças, mostrando nossa vontade de lutar” disse.

Segundo o estudante de Jornalismo, André Amorim, esse é um momento marcante na história política do Brasil e que por isso é preciso união para lutar contra todos os ataques do governo.

“Nós precisamos ir à luta, inclusive apoiar os trabalhadores, as mulheres, os LGBT+, assim como todos que estão sofrendo com os cortes e todos os ataques que estão vindo do governo Bolsonaro. Agora esse governo já está começando a cair, desde o inicio já vinha com várias falcatruas, agora estamos descobrindo isso, e é a hora da gente mostrar pra população, abrir os olhos de todo mundo sobre o que está acontecendo e que é preciso se unir”

Amorim também afirmou que, no momento, a palavra de ordem é “resistir”, não perder as expectativas, pois, “Somente a soberania do povo é que vai conseguir resolver tudo isso, e aí, a gente vai ter um Brasil cada vez melhor”.