Imagina se fosse o Lula!

“Imagina se fosse o Lula quem tivesse 39 quilos de cocaína em seu avião!”


O ex-presidente Lula / miguel shincariol

Não há como saber, mas a frase “Imagina se fosse o Lula!” deve ser uma das mais repetidas neste ano da desgraça de 2019. Razões não faltam para tanto. Não é um episódio em determinado mês ou certa semana que aciona o gatilho. São motivações diárias e, em certa conjuntura, até horárias. A tamanho bombardeio de besteiras, vergonhas, violências ou mesmo crimes, as pessoas reagem apelando à mesma sentença, que parece tudo definir, dando voz ao nosso espanto e resumindo nossa condição estupefata diante do derretimento do país: “Imagina se fosse o Lula!”

Imagina se fosse o Lula quem tivesse 39 quilos de cocaína em seu avião! Logo o Lula, que deixou nossa mídia corporativa escandalizada quando soube que havia um CD pirata no Aerolula…

Imagina se fosse o Lula quem, fotografado, filmado e capturado carregando uma mala com meio milhão de reais, fosse libertado pelo ministro Luiz Edson Fachin. Foi Fachin quem mandou para casa o ex-deputado Rocha Loures, o homem da mala da JBF e da confiança de Michel Temer.

Imagina se fosse o Lula quem fosse flagrado e gravado pedindo propina a um empresário nos porões do palácio. O que aconteceria?

Imagina se fosse o Lula quem condecorasse seus filhos com a Ordem Nacional de Rio Branco. E, em seguida, como se fosse pouco, condecorasse-os novamente com a Ordem do Mérito Naval. O mundo desabaria. Merval Pereira seria internado, Miriam Leitão desmaiaria e Carlos Sardenberg cortaria os pulsos.

Imagina se fosse o Lula quem premiasse com o posto de ministro um juiz de província. Justamente o juiz que encarcerou e impediu de concorrer o candidato que era, então, o franco favorito da disputa presidencial.

Imagina se fosse o Lula quem, através do mesmo juiz convertido em ministro, deixasse em modo bocejante a perseguição a um ex-assessor chamado Fabrício Queiroz, dono de informações bombásticas sobre a família presidencial.

Imagina se fosse o Lula que tivesse de explicar como e por que um assessor depositou 24 mil reais na conta de sua mulher. E muito mais dinheiro na conta do filho.

Imagina se fosse o Lula a manter relações muito próximas com criminosos milicianos – com direito a amizades, empregos, discursos de exaltação e concessão de medalhas.

Imagina se fosse o Lula a acatar nomeações ministeriais de um astrólogo que contesta o sistema heliocêntrico, suspeita que a Terra é plana e acha que Barack Obama é um agente russo.

Imagina se fosse o Lula a liberar, apenas nos primeiros 100 dias de governo, um total de 152 agrotóxicos, tremenda ameaça à saúde humana e à natureza. Entre eles, vários proibidos em outros países pelo perigo que representam.

Imagina se fosse o Lula a estimular o desmatamento da Amazônia.

Imagina se fosse o Lula a ser boicotado, ridicularizado e enxotado da cidade mais importante do mundo, visto como homofóbico, agressor do meio ambiente e figura repulsiva.

Imagina se fosse o Lula a pedir a cabeça de jornalistas aos patrões, como aconteceu na rede Record, no SBT, na Jovem Pan…

Imagina. Só imagina…

Fonte: Brasil de Fato|Edição: João Paulo Soares

Nota do Mandato Coletivo pela morte de Arthur, neto de Lula

Em Petrolina e em todo o Brasil, milhões estão com Lula e assumem com ele essa dor!

Arthur agora é mais uma estrela amorosa que brilha no céu onde a justiça se faz benção e paz.

Força, companheiro!

O Mandato Coletivo vem expressar o seu profundo pesar pela morte repentina do pequeno Arthur, de 7 anos, — filho de Sandro e Marlene –. neto do companheiro Lula.

Sabemos o quanto a morte de um ente querido nos causa dor e sofrimento. Nas condições em que se encontra Lula, preso injustamente, perseguido politicamente, essas emoções ficam ainda mais fortes e desgastantes.

Nesse sentido, reafirmamos nossa solidariedade ao Lula e familiares, e nos integramos à grande mobilização nacional que exige da justiça brasileira compromisso com a dignidade humana, garantindo ao companheiro o direito de se despedir do seu neto, juntamente com os seus entes queridos.

Em Petrolina e em todo o Brasil, milhões estão com Lula e assumem com ele essa dor!

Arthur agora é mais uma estrela amorosa que brilha no céu onde a justiça se faz benção e paz.

Força, companheiro!

 

Vereador Gilmar Santos/Mandato Coletivo (PT)

Nota do Partido dos Trabalhadores pela morte de Arthur, neto de Lula

Lula tem o direito de compartilhar com seus familiares, o filho Sandro e a nora Marlene, o luto pela morte do pequeno Arthur.

O Partido dos Trabalhadores está solidário com o presidente Lula e sua família, neste momento de dor em que ele perdeu, de forma dramática, o querido neto Arthur, de apenas 7 anos. É mais uma tragédia pessoal que o atinge, em meio à perseguição política e à farsa judicial de que ele é vítima.

A dor de Lula é compartilhada por cada militante do PT e pelos milhões de brasileiros que o reconhecem como o presidente que mais combateu a fome e a mortalidade infantil, com programas sociais, de saúde e geração de renda. O presidente que defendeu a vida e um futuro melhor para nossas crianças.

Lula não merece estar preso, porque provou sua inocência diante de todas as acusações falsas que lhe fizeram. Lula tem o direito de compartilhar com seus familiares, o filho Sandro e a nora Marlene, o luto pela morte do pequeno Arthur.

Muita força, companheiro Lula. Que Deus o abençoe.

Gleisi Hoffmann

Presidenta Nacional do PT

Chico Vigilante: O preço do golpe e da perseguição a Lula

“Os poderosos temem Lula livre, mesmo que seja por horas, em um velório familiar. Eles têm medo da centelha que pode incendiar o sentimento de um povo livre”

Foto: Divulgação

Em 2015 e 2016, a oposição ao governo Dilma, com o apoio do empresariado e da mídia golpista, usou de todas as armas para inviabilizar a estratégia econômica do governo. Diante da queda na arrecadação, provocada pela baixa recorde dos preços dos principais produtos, era necessário reorganizar o orçamento, e impedir as chamadas “pautas bombas” que o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, usava para chantagear o governo. A economia estagnou e o desemprego começou a crescer.

De 2015 a 2016, as incertezas políticas paralisaram os investimentos privados. As dificuldades orçamentárias, provocada pelo boicote do Congresso Nacional, inviabilizaram os investimentos públicos. Veio o golpe, o plano econômico de ajuste de Temer e Meireles, com o teto de gastos, e mais estagnação econômica. Quem paga a conta? Os trabalhadores, com arrocho, desemprego e informalidade.

O IBGE acaba de divulgar a situação do mercado de trabalho no último trimestre do ano passado. A situação é trágica.

A taxa média de desocupação no país caiu de 12,7% em 2017 para 12,3% em 2018. No entanto, houve um aumento brutal da informalidade, no patamar mais alto da história. Foram 12,8 milhões de pessoas desocupadas, em média, no ano passado. Eram 6,7 milhões em 2014, portanto houve um aumento de 90,3%.

O Brasil tem o menor número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada, exceto empregados domésticos, 32,9 milhões em 2018. O número de empregados sem carteira assinada no setor privado chegou a 11,2 milhões. Os trabalhadores por conta própria são 23,3 milhões, mais de um quarto do total da população ocupada no país. O total de empregados domésticos chegou a 6,2 milhões de pessoas, também o patamar mais alto da série, sendo que, desse total, menos de um terço (29,2%) tinham carteira assinada. O trabalho doméstico cresce, precarizado e informal, quando faltam empregos no setor produtivo. Muitos domésticos ganham menos de meio salário mínimo e não têm registro. Aceitam essa condição para sobreviver.

Esse cenário é consequência das escolhas políticas da elite brasileira, que para se livrar do PT, e poder fazer a reforma trabalhista e vender o petróleo do pré-sal a preço de banana, optou pelo golpe e pela eleição de Bolsonaro, que trará ainda maiores perdas de direitos. A começar pela reforma da previdência, que vai impedir os mais pobres e a classe média baixa assalariada de se aposentar.

Mas qual é a saída? Lutar para impedir maiores retrocessos, e trabalhar para que um projeto democrático e popular volte a dirigir o país com políticas sociais voltadas para o emprego, a renda e a redução das desigualdades sociais.

Lula foi preso para impedir que ele fosse eleito presidente em 2018. Ontem, 30 de janeiro, foi impedido de ver pela última vez o irmão Vavá, que ele tanto amava. Os poderosos temem Lula livre, mesmo que seja por horas, em um velório familiar. Eles têm medo da centelha que pode incendiar o sentimento de um povo livre, e um país soberano. Resta a nós, brasileiros e brasileiras, lutar por Lula livre, povo livre, Brasil livre.

 

Chico Vigilante é deputado distrital pelo PT

http://www.pt.org.br

Natal com Lula reúne centenas de militantes em Curitiba na Vigília

Militantes de todo o Brasil vieram ao Paraná para celebrar o Natal perto do ex-presidente Lula, nesta segunda-feira (24)

A Vigília Lula Livre reuniu centenas de pessoas nesta segunda-feira (24), véspera de Natal. Ao longo do dia houve intensa programação artística. À noite, um ato político antecedeu uma celebração inter-religiosa. Em seguida, cerca de 300 militantes participaram da Ceia de Natal em homenagem a Lula. “Que alegria ver vocês aqui, celebrando a esperança no futuro, na luta, na organização e na resistência. Vamos fazer a luta até vermos Lula livre”, disse o deputado federal Pedro Uczai (PT-SC).

Uczai ressaltou que o povo está com Lula, que há 262 dias é preso político em Curitiba. “Lula, estamos contigo, porque você mudou a vida de milhões de pessoas, nos fez sonhar e termos orgulho de sermos brasileiros. Não vamos deixá-lo sozinho nesta noite de Natal”, afirmou.

O presidente do PT-PR, Doutor Rosinha, afirmou que, apesar de uma certa dose de tristeza, não é hora para lamentações. “Somos todos irmãos e irmãs que estamos aqui e tantos outros que não puderam estar. Somos irmãos e irmãs na mesma causa e não vamos soltar nossas mãos para buscar a liberdade de nosso irmão que está ali dentro. A História mostra que quem se organiza e luta, vence. O povo brasileiro não vai deixar Lula sozinho, como não vamos deixa-lo nesta noite”, disse.

Luiz Marinho, presidente do PT-SP, também marcou presença no Natal com Lula. “A festa está bonita, com uma energia muito boa. É bom ver a militância manter a chama da esperança, que é o que Lula representa. Lula merece nosso sacrifício, pois sempre fez sacrifícios por nós e continua fazendo”, afirmou.

Marinho deixou uma mensagem de otimismo à militância: “O momento é de dificuldades, mas isso vai passar. Assim como derrotamos a ditadura, lá atrás, vamos derrotar também esse processo de ditadura implantado com apoio do Judiciário, que dá um verniz democrático para o golpe que estamos vivendo. Se acharam que prendendo Lula ele deixaria de liderar, se enganaram. Ele continua nos liderando”, afirmou Marinho.

João Granzotto, padre aposentado, veio de Maringá participar do Natal com Lula. “O povo não deixou Lula sozinho. É isso que o sustenta e ele está tendo um testemunho disso sob sua janela. O que o está sustentando também é a esposa, Marisa, que do céu o está protegendo, dando coragem, e está orgulhosa dele”, disse.

Por Luis Lomba, de Curitiba para a Agência PT de Notícias

Leia carta de Lula para a reunião do Diretório Nacional do PT

“O povo brasileiro nos deu a missão de manter acesa a chama da esperança, o que significa a defesa da democracia, do patrimônio nacional, dos direitos dos trabalhadores”

 

 

Companheiras e companheiros,

Do fundo do meu coração, agradeço por tudo o que fizeram neste processo eleitoral tão difícil que vivemos, absolutamente fora da normalidade democrática. Quero que levem meu abraço e minha gratidão a cada militante do nosso partido, pela generosidade e coragem diante da mais sórdida campanha que já se fez contra um partido político neste país.

Agradeço à companheira Gleisi Hoffmann e a toda a nossa direção nacional, por terem mantido o PT unido em tempos tão difíceis; por terem sustentado minha candidatura até as últimas consequências e por terem se engajado totalmente, com muita força, na candidatura do companheiro Fernando Haddad.

Agradeço ao companheiro Fernando Haddad por ter se entregado de corpo e alma à missão que lhe confiamos. Ele enfrentou com dignidade as mentiras, a violência e o preconceito. Saiu das eleições como um líder brasileiro reconhecido internacionalmente.

Agradeço à companheira Manuela D’Ávila e aos partidos que nos acompanharam com muita lealdade nessa jornada.

Saúdo os quatro governadores que elegemos, em especial a companheira Fátima Bezerra, e também os que não conseguiram a reeleição mas não desistiram da luta nem dos nossos ideais. Saúdo os senadores e deputados eleitos e todos os que, generosamente, se lançaram candidatos, fortalecendo a votação em nossa legenda.

A luta extraordinária de vocês nos levou a alcançar 47 milhões de votos no segundo turno. Apesar de toda perseguição, de todas as tramoias que fizeram contra nós, o PT continua sendo o maior e mais importante partido popular deste país. E isso nos coloca diante de imensas responsabilidades.

O povo brasileiro nos deu a missão de manter acesa a chama da esperança, o que significa a defesa da democracia, do patrimônio nacional, dos direitos dos trabalhadores e do povo que mais precisa. Tudo isso está ameaçado pelo futuro governo, que tem como objetivo aprofundar os retrocessos implantados por Michel Temer a partir do golpe que derrubou a companheira Dilma Rousseff em 2016.

Esta não foi uma eleição normal. O povo brasileiro foi proibido de votar em quem desejava, de acordo com todas as pesquisas. Fui condenado e preso, numa farsa judicial que escandalizou juristas do mundo inteiro, para me afastar do processo eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral rasgou a lei e desobedeceu uma determinação da ONU, reconhecida soberanamente em tratado internacional, para impedir minha candidatura às vésperas da eleição.

Nosso adversário criou uma indústria de mentiras no submundo da internet, orientada por agentes dos Estados Unidos e financiada por um caixa dois de dimensões desconhecidas, mas certamente gigantescas. É simplesmente vergonhoso para o país e para a Justiça Eleitoral que suas contas de campanha tenham sido aprovadas diante de tantas evidências de fraude e corrupção. É mais uma prova da seletividade de um sistema judicial que persegue o PT.

Se alguém tinha dúvidas sobre o engajamento político de Sergio Moro contra mim e contra nosso partido, ele as dissipou ao aceitar ser ministro da Justiça de um governo que ajudou a eleger com sua atuação parcial. Moro não se transformou no político que dizia não ser. Simplesmente saiu do armário em que escondia sua verdadeira natureza.

Eu não tenho dúvida de que a máquina do Ministério da Justiça vai aprofundar a perseguição ao PT e aos movimentos sociais, valendo-se dos métodos arbitrários e ilegais da Lava Jato. Até porque Jair Bolsonaro tem um único propósito em mente, que é continuar atacando o PT. Ele não desceu do palanque e não pretende descer. Temos de nos preparar para novos ataques, que já começaram, como vimos nas novas ações, operações e denúncias arranjadas que vieram neste primeiro mês depois das eleições.

Jair Bolsonaro se apresentou ao país como um candidato antissistema, mas na verdade ele é o pior representante desse sistema. Foi apoiado pelos banqueiros, pelos donos da fortuna; foi protegido pela Rede Globo e pela mídia, foi patrocinado pelos latifundiários, foi bancado pelo Departamento de Estado norte-americano e pelo governo Trump, foi apoiado pelo que há de mais atrasado no Congresso Nacional, foi favorecido pelo que há de mais reacionário no sistema judicial e no Ministério Público, foi o verdadeiro candidato do governo Temer.

Não teve coragem de participar de debates no segundo turno, de confrontar conosco suas ideias para a economia, o desenvolvimento, a geração de empregos, as políticas sociais, a política externa. E vai executar um programa ultraliberal, de entreguismo e privatização, que não foi apresentado aos eleitores e muito menos aprovado nas urnas.

Ele explorou o desespero das pessoas com a violência; a indignação com a corrupção e a decepção com os políticos. Mas não tem respostas concretas para nenhum desses desafios. Primeiro porque a proposta dele para segurança é armar as pessoas, o que só vai aumentar a violência. Segundo, porque Sergio Moro e a Lava Jato premiaram os corruptos e corruptores da Petrobrás. A maioria está solta ou em prisão domiciliar, gozando as fortunas que roubaram. E por fim, Bolsonaro é, de fato, o representante do sistema político tradicional, que controla a economia e as instituições no país.

As mesmas pessoas que elegeram Bolsonaro vão julgá-lo todos os dias, pelas promessas que não vai cumprir e pelo que vai acontecer em nosso país. Temos de estar preparados para continuar construindo, junto com o povo, as verdadeiras soluções para o Brasil, pois acredito que, por mais que queiram, não vão conseguir destruir nosso país.

O PT nasceu na oposição, para defender a democracia e os direitos do povo, em tempos ainda mais difíceis que os de hoje. É isso que temos de voltar a fazer agora, com o respaldo dos nossos 47 milhões de votos, com a responsabilidade de sermos o maior partido político do país.

E como diz a companheira Gleisi, não temos de pedir desculpas por sermos grandes, se foi o eleitor que assim decidiu. Queremos e devemos atuar em conjunto com todas as forças da esquerda, da centro-esquerda e do campo democrático, num exercício cotidiano de resistência.

Temos de voltar às ruas, às fábricas, aos bairros e favelas, falar a linguagem do povo, nos reconectar com as bases, como disse o Mano Brown. Não podemos ter medo do futuro porque aprendemos que o impossível não existe.

Até o dia do nosso reencontro, fiquem com um grande abraço do

Luiz Inácio Lula da Silva

 

Fonte: http://www.pt.org.br

Leia carta de Lula para a reunião do Diretório Nacional do PT

“O povo brasileiro nos deu a missão de manter acesa a chama da esperança, o que significa a defesa da democracia, do patrimônio nacional, dos direitos dos trabalhadores”

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: Ricardo Stuckert

Companheiras e companheiros,

Do fundo do meu coração, agradeço por tudo o que fizeram neste processo eleitoral tão difícil que vivemos, absolutamente fora da normalidade democrática. Quero que levem meu abraço e minha gratidão a cada militante do nosso partido, pela generosidade e coragem diante da mais sórdida campanha que já se fez contra um partido político neste país.

Agradeço à companheira Gleisi Hoffmann e a toda a nossa direção nacional, por terem mantido o PT unido em tempos tão difíceis; por terem sustentado minha candidatura até as últimas consequências e por terem se engajado totalmente, com muita força, na candidatura do companheiro Fernando Haddad.

Agradeço ao companheiro Fernando Haddad por ter se entregado de corpo e alma à missão que lhe confiamos. Ele enfrentou com dignidade as mentiras, a violência e o preconceito. Saiu das eleições como um líder brasileiro reconhecido internacionalmente.

Agradeço à companheira Manuela D’Ávila e aos partidos que nos acompanharam com muita lealdade nessa jornada.

Saúdo os quatro governadores que elegemos, em especial a companheira Fátima Bezerra, e também os que não conseguiram a reeleição mas não desistiram da luta nem dos nossos ideais. Saúdo os senadores e deputados eleitos e todos os que, generosamente, se lançaram candidatos, fortalecendo a votação em nossa legenda.

A luta extraordinária de vocês nos levou a alcançar 47 milhões de votos no segundo turno. Apesar de toda perseguição, de todas as tramoias que fizeram contra nós, o PT continua sendo o maior e mais importante partido popular deste país. E isso nos coloca diante de imensas responsabilidades.

O povo brasileiro nos deu a missão de manter acesa a chama da esperança, o que significa a defesa da democracia, do patrimônio nacional, dos direitos dos trabalhadores e do povo que mais precisa. Tudo isso está ameaçado pelo futuro governo, que tem como objetivo aprofundar os retrocessos implantados por Michel Temer a partir do golpe que derrubou a companheira Dilma Rousseff em 2016.

Esta não foi uma eleição normal. O povo brasileiro foi proibido de votar em quem desejava, de acordo com todas as pesquisas. Fui condenado e preso, numa farsa judicial que escandalizou juristas do mundo inteiro, para me afastar do processo eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral rasgou a lei e desobedeceu uma determinação da ONU, reconhecida soberanamente em tratado internacional, para impedir minha candidatura às vésperas da eleição.

Nosso adversário criou uma indústria de mentiras no submundo da internet, orientada por agentes dos Estados Unidos e financiada por um caixa dois de dimensões desconhecidas, mas certamente gigantescas. É simplesmente vergonhoso para o país e para a Justiça Eleitoral que suas contas de campanha tenham sido aprovadas diante de tantas evidências de fraude e corrupção. É mais uma prova da seletividade de um sistema judicial que persegue o PT.

Se alguém tinha dúvidas sobre o engajamento político de Sergio Moro contra mim e contra nosso partido, ele as dissipou ao aceitar ser ministro da Justiça de um governo que ajudou a eleger com sua atuação parcial. Moro não se transformou no político que dizia não ser. Simplesmente saiu do armário em que escondia sua verdadeira natureza.

Eu não tenho dúvida de que a máquina do Ministério da Justiça vai aprofundar a perseguição ao PT e aos movimentos sociais, valendo-se dos métodos arbitrários e ilegais da Lava Jato. Até porque Jair Bolsonaro tem um único propósito em mente, que é continuar atacando o PT. Ele não desceu do palanque e não pretende descer. Temos de nos preparar para novos ataques, que já começaram, como vimos nas novas ações, operações e denúncias arranjadas que vieram neste primeiro mês depois das eleições.

Jair Bolsonaro se apresentou ao país como um candidato antissistema, mas na verdade ele é o pior representante desse sistema. Foi apoiado pelos banqueiros, pelos donos da fortuna; foi protegido pela Rede Globo e pela mídia, foi patrocinado pelos latifundiários, foi bancado pelo Departamento de Estado norte-americano e pelo governo Trump, foi apoiado pelo que há de mais atrasado no Congresso Nacional, foi favorecido pelo que há de mais reacionário no sistema judicial e no Ministério Público, foi o verdadeiro candidato do governo Temer.

Não teve coragem de participar de debates no segundo turno, de confrontar conosco suas ideias para a economia, o desenvolvimento, a geração de empregos, as políticas sociais, a política externa. E vai executar um programa ultraliberal, de entreguismo e privatização, que não foi apresentado aos eleitores e muito menos aprovado nas urnas.

Ele explorou o desespero das pessoas com a violência; a indignação com a corrupção e a decepção com os políticos. Mas não tem respostas concretas para nenhum desses desafios. Primeiro porque a proposta dele para segurança é armar as pessoas, o que só vai aumentar a violência. Segundo, porque Sergio Moro e a Lava Jato premiaram os corruptos e corruptores da Petrobrás. A maioria está solta ou em prisão domiciliar, gozando as fortunas que roubaram. E por fim, Bolsonaro é, de fato, o representante do sistema político tradicional, que controla a economia e as instituições no país.

As mesmas pessoas que elegeram Bolsonaro vão julgá-lo todos os dias, pelas promessas que não vai cumprir e pelo que vai acontecer em nosso país. Temos de estar preparados para continuar construindo, junto com o povo, as verdadeiras soluções para o Brasil, pois acredito que, por mais que queiram, não vão conseguir destruir nosso país.

O PT nasceu na oposição, para defender a democracia e os direitos do povo, em tempos ainda mais difíceis que os de hoje. É isso que temos de voltar a fazer agora, com o respaldo dos nossos 47 milhões de votos, com a responsabilidade de sermos o maior partido político do país.

E como diz a companheira Gleisi, não temos de pedir desculpas por sermos grandes, se foi o eleitor que assim decidiu. Queremos e devemos atuar em conjunto com todas as forças da esquerda, da centro-esquerda e do campo democrático, num exercício cotidiano de resistência.

Temos de voltar às ruas, às fábricas, aos bairros e favelas, falar a linguagem do povo, nos reconectar com as bases, como disse o Mano Brown. Não podemos ter medo do futuro porque aprendemos que o impossível não existe.

Até o dia do nosso reencontro, fiquem com um grande abraço do

Luiz Inácio Lula da Silva

Jingle em homenagem à Lula, feito pelo vereador Gilmar Santos, viraliza na internet como sendo de autoria de Léo Santana

A música que viralizou nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens é composta por Gilmar Santos e tem vocal de Davi Pimenta, e foi gravada com arranjos e produção de Genieudes Dias, RGStudio Petrolina, em Petrolina-PE.

A música tem swing baiano e um refrão que gruda como chiclete: “Lula é o mais querido e o PT é preferido”. A estrutura rítmica do chamado pagodão levou pessoas a atribuir a autoria da música compartilhada em áudio pelo what’sapp ao cantor baiano Léo Santana e foi parar no Facebook e Youtube com versões de montagens de vídeo, porém o famoso artista nem compôs e nem canta a música. O jingle na verdade é de autoria do vereador petista de Petrolina-PE. Gilmar Santos, que além de professor de história, filosofia e sociologia é compositor.

A primeira divulgação da música foi feita na página do vereador em um vídeo montagem produzido por sua equipe especialmente para campanha do PT à presidência. Porém, o vereador se surpreendeu quando tomou conhecimento da repercussão da música no perfil de facebook da eleitora de Haddad morador de Goiânia, Dirce Umbelina Santos, onde alcançou 66 mil visualizações e mais 5 mil compartilhamentos.

Dirce coloca na legenda do vídeo o seguinte: Gente, olhe que homenagem linda Léo Santana fez para Lula. É de arrepiar, lindo, lindo!!! Será que um homem desses é ruim? Claro que não, qual é o outro político na nossa história que teve o privilegio de receber tantas homenagens? Fiquei emocionada com essa música e resolvi fazer esse vídeo para abrilhantar mais ainda a homenagem! Léo Santana falou tudo o que a maioria do povo gostaria de falar a ele. Vamos compartilhar esse vídeo e fazer chegar o mais longe que pudermos? Lula merece essa homenagem e muito mais, e nós devemos isso a ele. Devemos também eleger Haddad e Manu, como forma de gratidão a Lula e a partir de agora vamos gritar bem alto Lula é Haddad, Haddad é Lula.

A letra é uma celebração pela liberdade do presidente Lula e pelo resgate do sonho de um país sem miséria e com mais democracia. Fala da paixão e do sentimento de gratidão do povo brasileiro pelo “ex” e cita além dele Haddad e Manu, Fernando Haddad e Manuela D’ávila, confirmados há 7 dias como candidatos a presidente e à vice.

“Essa canção nasce do nosso sentimento, que é também o sentimento da maior parte do povo brasileiro, de gratidão e reconhecimento pelas conquistas históricas alcançadas durante os governos Lula e Dilma em favor, principalmente dos mais empobrecidos, a contribuição do Partido dos Trabalhadores para o país. Mesmo não sendo um músico profissional, a minha pouca experiência com a música foi potencializada justamente por toda a força que representa o presidente Lula e o PT, o que é motivo de alegria em poder animar ainda mais o nosso povo nesse período tão difícil da nossa democracia. Saber que a autoria desse jingle foi atribuída ao Léo Santana nos deixa feliz porque ele é um dos grandes representantes da música baiana na atualidade, com todo o seu alto astral, e isso só mobiliza ainda mais essa linda campanha. Espero que nos renda a volta de um projeto que deu certo e que o Brasil volte a ser feliz de novo”. Afirmou Gilmar Santos.

Para acessar o jingle em áudio ou vídeo seguem os seguintes canais:

 

 

“Odeiam nossa mania de amar e cantar: cantem por mim”, escreve Lula a Festival

Público que foi até a avenida Paulista questionou prisão política de ex-presidente

Mensagem foi lida por Thiago Trindade, neto do ex-presidente / Sato do Brasil

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma carta ao público a aos artistas que participaram do Festival Lula Livre na tarde deste domingo (16) em São Paulo. O documento, lido pelo seu neto Thiago Trindade, pediu aos presentes que não perdessem a esperança e o otimismo.

“Eles odeiam essa nossa mania de amar e cantar, mesmo em tempos de tanto ódio e tanto silêncio forçado. Eu disse que vocês seriam minha voz, minhas pernas e os meus braços. Hoje, cantem por mim e dancem por mim. Haverá um dia em que esse país haverá de ser feliz de novo”, diz trecho da carta.

A mensagem fez outras referências ao momento político pelo qual o país passa: “Cada um de vocês aqui reunidos, artistas e público, é uma semente da primavera que eles não conseguirão deter. Eles plantaram tanto ódio nesse país que amar passou a ser um verbo revolucionário. Por isso, vamos amar cada vez mais, fazer política com amor. Eles pensam que odeiam o Lula, mas odeiam o povo brasileiro”.

Prisão política

A percepção coletiva da democracia brasileira em risco, principalmente por conta dos desdobramentos pós-golpe de 2016, e a indignação contra a prisão política do ex-presidente Luiz Inácio da Silva (PT), foram os principais motivos apresentados ao Brasil de Fato pelos paulistanos que estavam no Festival Lula Livre, na tarde deste domingo (16), na avenida Paulista, um dos principais centros financeiros do país.

“Lula é inocente. Não têm provas contra ele, mas mesmo assim o cara tá preso desde o dia 7 de abril”, disse a auxiliar técnica Lara Souza, de 26 anos.

Para o educador e artista plástico João Belmonte,  35 anos, a prisão do ex-presidente, que teve altos índices de aprovação, colocou em prática programas sociais de grande impacto no combate à pobreza e que liderava as pesquisas de intenção de votos é um indicativo de que a democracia não está sendo respeitada. “Não dá para falar que vivemos numa democracia. O que seria a democracia, a vontade popular, foi interrompida com a prisão do Lula e essa perseguição aos movimentos populares de esquerda. Mas o povo percebeu e é por isso que o festival é importante”, disse.

Apresentações

Durante os shows o público se empolgou bastante com a música e as manifestações de solidariedade ao ex-presidente. O cantor Odair José transformou a Paulista em grande coro para os seus sucessos populares. No final disse:  “Um beijo para vocês e um abraço para o Lula. Lula Livre sempre” .

O cantor Otto, um pouco antes de subir ao palco, afirmou que percebe um sentimento popular cada vez maior pela democracia e contra o fascismo. “É o debate que está aí na eleição. O povo sabe que não pode deixar o fascismo crescer e dominar. Tem que haver resistência. Eu mesmo fico indignado ao pensar no Lula, como cidadão, lá preso”, disse o cantor.

O poeta Sérgio Vaz, idealizador do sarau Cooperifa, também demonstrou preocupação com a prisão política de Lula e os impactos dela na democracia. “Eu vim aqui não pela questão partidária, mas pela defesa da nossa democracia. Eu e muita gente que está aqui hoje. Nós lutamos porque a democracia foi arranhada, ela foi golpeada”, disse.

A rapper Preta Rara fez um show impecável misturando rimas certeiras de rap, o batidão do funk e um discurso feminista. “As forças que atacam a democracia atualmente são também misóginas e racistas”, disse.

O cantor Chico César lembrou de Marielle Franco, a vereadora do PSOL, durante uma improvisação no meio do clássico Mama África. Na última sexta-feira, dia 14, completou seis meses que ela foi morta a tiros no centro de Rio de Janeiro e crime continua sem solução.

No meio do público, o cineasta Cláudio Assis, dos filmes ‘Amarelo Manga (2002) e A Febre do Rato (2011) fez uma análise ao Brasil de Fato sobre a prisão política e as manobras para impedir a candidatura de Lula. “Na presidência, ele fez muita coisa por muita gente, principalmente para os mais pobres. Mas ele irritou quem era contra esses avanços. É só prestar um pouco de atenção em tudo o que está acontecendo para ver que tem uma perseguição política contra ele e contra o que ele fez”.

A concentração de militantes começou antes das apresentações do Festival, a partir das 11h, com o Bloco Lula Livre no vão do Masp. Assim como no domingo passado, o bloco organizado pelo Levante Popular da Juventude, une alegria, músicas animadas e muita batucada para ampliar o debate sobre os ataques à população brasileira.

No próximo domingo, o bloco Lula Livre vai se concentrar às 15h, novamente no Masp.

http://www.brasildefato.com.br

 

“Nosso nome agora é Haddad”: em carta, Lula e PT indicam candidato

Anúncio foi feito nesta terça (11), em um ato emocionante em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba com a presença de líderes e militantes

“Eu sei que um dia a verdadeira Justiça será feita e será reconhecida minha inocência. E nesse dia estarei junto com Haddad para fazer o governo do povo”. Mesmo diante de injustiças incontornáveis e do silêncio do STF, Lula e o Partido dos Trabalhadores optaram por respeitar o prazo imposto pelo TSE.

Daqui para frente, Fernando Haddad e Manuela D’Àvila andarão pelo país levando a mensagem de Lula e do 13 como candidatos a presidente e vice, respectivamente.

O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira (11), em um ato emocionante em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba. Coube à presidenta Gleisi Hoffmann apresentar a decisão de Lula e a posição do partido, sem jamais deixar de lado a indignação.

“Hoje é um derradeiro, um dia determinado pela Justiça. Mas não é um dia de derrota. Mas dor, indignação e revolta, que são o fermento da nossa luta. E é desse fermento que aceitamos o desafio do presidente Lula, de não deixar o povo brasileiro sem alternativas”, disse.

Ricardo Stuckert

Carta de Lula

Amigo e companheiro de Lula há muitos anos, o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh leu uma carta na qual o ex-presidente formalizou seu apoio irrestrito à nova chapa. Num texto longo e emocionado, ele reafirma sua indignação diante da prisão política e do desrespeito do país ao clamor internacional e da ONU.

“Vocês me conhecem e sabem que eu jamais desistiria de lutar. Perdi minha companheira Marisa, amargurada com tudo o que aconteceu a nossa família, mas não desisti, até em homenagem a sua memória. Enfrentei as acusações, denunciei as mentiras e abusos em todos os tribunais”, escreveu.

Em mensagem de esperança, Lula garantiu que ele, Haddad, Manuela farão o que for preciso para retomar o projeto que fez o país feliz por tantos anos, construindo um futuro ainda melhor. Onde todos tenham oportunidades e ninguém tenha privilégios. “Se querem calar nossa voz e derrotar nosso projeto para o País, estão muito enganados. Nós continuamos vivos, no coração e na memória do povo. E o nosso nome agora é Haddad.”

Leia o texto na íntegra aqui.

Lealdade e resistência

Bastante emocionado, Haddad encerrou o ato fazendo um discurso firme sobre o compromisso selado com Lula. “Sinto a dor de muitos brasileiros e brasileiras que hoje vão receber a noticia de que não vai poder votar naquele que subiria a rampa do Planalto. É uma dor sentida pelo povo mais pobre desse pais, que sabe o que representou os nosso governo.”

Também criticou as manobras das elites e do complexo midiático-judicial no golpe que derrubou a presidenta e encarcerou o maior líder popular vivo do país. “O que incomodou foi que uma pessoa sem diploma superior, mas com gana, conseguiu fazer o que eles não fizeram em 500 anos.”

“Eles nos batem mas a gente levanta. Já somos milhões de Lulas e seremos mais. Nós não vamos aceitar o Brasil do século XX, XIX, XVIII. Nós deixamos de sonhar para realizar o sonho. Você está sentindo a dor que eu estou sentindo, mas não é para voltar para casa. É para ir para a rua porque nós vamos ganhar esta eleição.”

Da Redação Agência PT de Notícias

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