PT retoma caravanas pelo país com Haddad à frente dos atos

Dirigentes petistas dizem que o partido precisa voltar a mobilizar o país

Foto: Marlene Bergamo/Folhapress

O PT vai retomar caravanas pelo país para tentar dar força à oposição ao governo Jair Bolsonaro e ampliar a campanha pela liberdade do ex-presidente Lula. O debate da reforma da Previdência também é uma das prioridades.

De acordo com a coluna Painel do jornal Folha de São Paulo, as viagens serão conduzidas por Fernando Haddad, que desembarcará no Ceará no fim de semana.

Dirigentes petistas dizem que o partido precisa voltar a mobilizar o país. Para isso, é necessário retomar as conversas não só com sua base, mas também com os 47 milhões de eleitores que votaram em Haddad no segundo turno da disputa presidencial.

A ideia é que, além de comandar atos públicos, o ex-prefeito de São Paulo participe de eventos fechados e dê entrevistas para a imprensa local.

Fonte: Folha de São Paulo

Nordeste garante Fernando Haddad (PT) no segundo turno contra Jair Bolsonaro

Dos nove estados da região, Haddad ganhou em oito; Ciro Gomes (PDT) venceu no Ceará

Haddad e Bolsonaro disputarão o segundo turno das eleições no dia 28 de outubro / Divulgação/montagem

Com o total de urnas apuradas, os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) estão confirmados na disputa do segundo turno das eleições presidenciais 2018. O candidato da extrema direita é o primeiro colocado, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Bolsonaro atingiu 46,03% dos votos válidos e Haddad, 29,28%. Ciro Gomes (PDT) é o terceiro colocado, com 12,47% dos votos, seguido de Geraldo Alckmin (PSDB), com 4,76%. Votos brancos chegaram a 2,65%, nulos 6,14% e a abstenção ficou em 20,32% entre os eleitores aptos a votar.

A região Nordeste foi a que mais deu votos ao candidato petista. Dos nove estados da região, Fernando Haddad ganhou em oito, tendo perdido somente no estado do Ceará, onde Ciro Gomes se manteve na liderança. “O Nordeste tem sido a vanguarda da política brasileira, porque pode salvar o Brasil de ter um fascista na Presidência da República”, analisa o cientista político Francisco Fonseca.

Segundo Sérgio Amadeu, sociólogo e professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), não é uma surpresa que, diante da forte concentração dos meios de comunicação nas mãos da elite escravocrata, um candidato com traços fortemente autoritários ganhe força nessas eleições. “Na história da política brasileira, você tem um eleitorado extremamente autoritário. É preciso lembrar que esse é o país que tentou matar os negros e branquear a nação”, apontou.

Para o jurista Pedro Serrano, novas formas de autoritarismo tem ganhado espaço em muitos países, com certa roupagem democrática, o que também ajuda a explicar o alto índice de votação do candidato da extrema direita. “Nós vivemos uma nova forma de autoritarismo no século 21. Não são governos e Estados de exceção, mas de um autoritarismo líquido, disperso, e que implica em medidas de exceção na democracia”, diz Pedro Serrano.

De acordo com Fonseca, a polarização deve se intensificar no segundo turno eleitoral pelo perfil dos dois candidatos. “Essa eleição coloca em lados opostos barbárie e civilização. Bolsonaro é o candidato dos grandes empresários, antipopular e que sempre votou contra os trabalhadores”.

O jornalista Paulo Moreira Leite criticou a ausência do candidato do PSL nos debates eleitorais, e destacou a importância do segundo turno para a discussão de projetos. “Vamos ver se o Bolsonaro vai participar de algum debate no segundo turno. Porque ele é um candidato fraco. Não é uma questão de concordar ou não com as ideias dele, mas a única coisa que ele articula bem são os próprios preconceitos”.

Outro jornalista, o fundador do site Opera Mundi, Breno Altman, afirmou que estará nas mãos da candidatura petista, promover um debate programático, obrigando Bolsonaro a se posicionar. “Fernando Haddad precisa forçar o debate para retirar dele essa construção de que ele é o antissistema. Ele é o candidato mais duro do ‘supersistema’. É preciso ir para o centro da discussão, e o centro da discussão é a agenda econômica e social”, afirmou.

Por Leonardo Fernandes

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Ibope: Haddad dispara, chega a 19% e se isola na segunda colocação

Mais uma vez, candidato do PT foi o que mais apresentou crescimento e atingiu um patamar, inclusive, mais alto que no último Datafolha. Bolsonaro oscilou 2 pontos e os demais candidatos apresentaram quedas ou se mantiveram estáveis

Foto: Divulgação/Coligação “O Povo Feliz de Novo”

Nova pesquisa eleitoral do Ibope para a presidência divulgada nesta terça-feira (18) confirma a curva ascendente de Fernando Haddad (PT), oficializada há exatamente uma semana. O novo levantamento mostra, novamente, que o petista foi o que mais apresentou crescimento com relação à última pesquisa, chegando aos 19% e se isolando na segunda colocação. No estudo anterior, Haddad tinha 8% – cresceu 11 pontos em 7 dias.

O primeiro colocado, Jair Bolsonaro (PSL), oscilou 2 pontos, dentro da margem de erro, com relação à última pesquisa e agora aparece com 28%. Ciro Gomes (PDT), que estava tecnicamente empatado com Haddad em segundo lugar, se manteve estável e, agora, diante do crescimento do petista, figura na terceira colocação, com 11%. Geraldo Alckmin (PSDB) aparece na nova pesquisa em quarto lugar com 7% e Marina Silva (Rede) em quinto, com 6%.

A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.

Confira a lista completa

Jair Bolsonaro (PSL): 28%

Fernando Haddad (PT): 19%

Ciro Gomes (PDT): 11%

Geraldo Alckmin (PSDB): 7%

Marina Silva (Rede): 6%

Alvaro Dias (Podemos): 2%

João Amoêdo (Novo): 2%

Henrique Meirelles (MDB): 2%

Cabo Daciolo (Patriota): 1%

Vera Lúcia (PSTU): 0%

Guilherme Boulos (PSOL): 0%

João Goulart Filho (PPL): 0%

Eymael (DC): 0%

Branco/nulos: 14%

Não sabe/não respondeu: 7%

O Ibope ouviu 2.506 eleitores entre os dias 16 e 18.

Confirmação de tendência

A tendência de evolução na candidatura de Fernando Haddad (PT) já havia se manifestado no último levantamento Datafolha, divulgado na sexta-feira (14). O petista tinha sido o candidato que mais cresceu nas intenções de voto. Ele tinha pulado de 9% para 13%, chegando ao mesmo índice de Ciro Gomes (PDT), que, no entanto, se manteve estável.

Jair Bolsonaro (PSL) aparecia em primeiro, subindo de 24% para 26%. Nas demais colocações, Geraldo Alckmin (PSDB) atingiu 9%; Marina Silva (Rede), 8%; Álvaro Dias (Podemos): 3%; Henrique Meirelles (MDB): 3%; João Amoêdo (Novo): 3%; Cabo Daciolo (Patriota): 1%; Guilherme Boulos (PSOL): 1%; Vera Lúcia (PSTU): 1%; João Goulart Filho (PPL): 0%; Eymael (DC): 0%; Branco/nulos: 13%; Não sabiam/não responderam: 6%.

A pesquisa foi feita entre quinta (13) e sexta-feira (14), com 2.820 eleitores, e a margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.

Ibope anterior

O crescimento de Haddad já podia ser notado na última pesquisa Ibope, do dia 11.  O levantamento anterior apontou que Jair Bolsonaro (PSL) estava em primeiro, com 26%; Ciro Gomes (PDT), com 11%; Marina Silva (Rede), 9%; Geraldo Alckmin (PSDB), 9%; Fernando Haddad (PT), que até a manhã do dia da divulgação da pesquisa ainda não havia sido oficializado como candidato, subiu de 6% para 8% e foi o único, além de Bolsonaro, que apresentou crescimento. Em síntese: Ciro, Marina, Alckmin e Haddad estavam empatados tecnicamente em segundo lugar, pela margem de erro.

Demais colocações: Alvaro Dias (Podemos): 3%; João Amoêdo (Novo): 3%; Henrique Meirelles (MDB): 3%; Vera Lúcia (PSTU): 1%; Cabo Daciolo (Patriota): 1%; Guilherme Boulos (PSOL): 0%; João Goulart Filho (PPL): 0%; Eymael (DC): 0%; Branco/nulos: 19%; Não sabiam/não responderam: 7%.

 

 

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Haddad vai revogar reforma golpista e criar novo marco para Ensino Médio

Fernando Haddad combaterá ‘apartheid educacional’ criado por Temer e construirá uma nova base em diálogo com a comunidade e organizações estudantis

ensino médio no Brasil vive uma grande crise. De cada 100 jovens que ingressam na escola, apenas 59 concluem os estudos. Ao todo, 1,5 milhão de estudantes, entre 15 e 17 anos, não estão estudando e somente 5,6% das matrículas são em tempo integral, segundo dados que constam no Plano de Governo do PT. Com isso, 11 milhões de adolescentes estão sem estudo e sem trabalho. E a situação só piorou com o governo golpista de Michel Temer (MDB).

Com a sanção da Lei 13.415/2017, a chamada Reforma do Ensino Médioos golpistas vão praticamente instituir um “apartheid educacional”, conforme aponta a professora de História e diretora da Escola Nacional de Formação da Fundação Perseu AbramoSelma Rocha. Temer tenta impor uma base curricular excludente, que estabelece que uma parcela importante da grade de disciplinas seja ofertada na modalidade à distância.

A fim de estancar os retrocessos, o Plano de Governo da Coligação “O Povo Feliz de Novo” prevê a revogação da reforma do Ensino Médio. Fernando Haddad, que é professor, foi Ministro da Educação do Governo Lula e fez a maior revolução da história da educação brasileira com novas universidades federais, o Prouni, o novo ENEM, o Sisu, o FIES sem fiador, o Ideb, o piso salarial do professores e levou escolas técnicas para todo o país, vai mudar essa situação.

Haddad vai retomar os projetos de Lula e elaborar um novo marco legal para o ensino médio, em diálogo com a comunidade educacional, organizações estudantis e toda sociedade. O Plano de Governo para as Eleições 2018 propõe a reformulação curricular por meio da Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio, construída coletivamente.

A base garantirá aos estudantes educação integral, por meio de projetos pedagógicos que, a exemplo dos Institutos Federais, permitam o acesso ao estudo de português e matemática, aos fundamentos das ciências, da filosofia, da sociologia e das artes, à educação física, à tecnologia, à pesquisa, em integração e articulação com a formação técnica e profissional.
Por meio do Sistema Nacional de Educação, Haddad vai apoiar os Estados e o Distrito Federal na ampliação do acesso, garantia de permanência e melhoria da qualidade do ensino, com especial atenção ao ensino noturno e às áreas mais vulneráveis.

O novo governo do PT quer induzir ainda uma expansão de novos modelos de ensino médio em tempo integral, ampliando a carga horária e tornando as ciências, a tecnologia, as humanidades e as artes uma experiência escolar mais atrativa.

Ensino técnico e o Sistema S

O governo Haddad também tem como medida aproximar os jovens do Sistema S – composto pelo Sesi, Senai, Sesc, Senac e Senar. A ideia é modificar a governança e concepção do sistema, fazendo com que o ensino técnico e profissionalizante seja articulado com o ensino preparatório, assegurando a possibilidade de acesso à educação universitária para todos.

A meta do Plano de Governo do PT é direcionar 70% dos recursos destinados à gratuidade, provenientes das Contribuições Sociais arrecadadas pela União para a manutenção do Sistema S, à ampliação da oferta de ensino médio de qualidade. Haddad propõe uma intensa participação do Governo Federal na oferta do ensino de segundo grau.

Para isso, a repactuação federativa para o ensino médio se dará por: maior integração entre a Rede Federal de Educação e a Educação Básica; ampliação de vagas, fortalecimento dos campi e interiorização dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, de modo a proporcionar mais acesso e oportunidades aos jovens, sobretudo os adolescentes que vivem em regiões mais vulneráveis e com altos índices de violência; e convênios com os estados e o DF para que o governo federal se responsabilize por escolas situadas em regiões de alta vulnerabilidade.

Segundo o Plano de Governo, os convênios serão firmados, progressivamente, por meio da colaboração e um articulação entre os entes federados (União, Estados, DF e municípios), na esfera do Sistema Nacional de Educação. Além disso, as escolas atendidas pelos convênios devem estar localizadas em áreas com alta vulnerabilidade social, elevados índices de violência – sobretudo com jovens negros – e baixo rendimento escolar, de acordo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

As escolas contempladas pelo convênio serão acompanhadas e contarão com apoio do Instituto Federal de Educação mais próximo. O plano de gestão e o projeto pedagógico das unidades serão construídos a partir dessa integração, do reconhecimento de saberes e cooperação entre a gestão federal e os educadores.

Escolas Vivas

O Plano de Governo prevê ainda que o governo federal ficará responsável pela reforma e ampliação das escolas, implantação de internet de alta velocidade, laboratório, biblioteca e equipamentos desportivos e culturais. Outra medida importante, será a oferta de bolsas para que os educadores permaneçam nas escolas. As unidades serão abertas às respectivas comunidades para se tornarem polos de cultura, esporte e lazer.

Haddad criará ainda um programa de permanência para os jovens em situação de pobreza para combater a evasão e melhorar o rendimento escolar. Essa reformulação do Ensino Médio levará ao surgimento de escolas vivas, que possuam dinâmicas que dialoguem com as reivindicações e necessidades dos jovens.

A principal meta de Haddad é que todo jovem brasileiro conclua o ensino médio na idade certa e tenha oportunidades de ingressar no ensino superior.

Da Redação da Agência PT de Notícias. http://www.pt.org.b

Associado diretamente a Lula, Haddad soma 22% e ultrapassa Bolsonaro

O petista registra 31% no Nordeste e venceria todos os adversários no segundo turno, indica a nova pesquisa CUT/Vox Populi.
Associado diretamente a Lula, Haddad soma 22% e ultrapassa Bolsonaro

A nova pesquisa CUT/Vox Populi confirma o poder de transferência de voto de Lula, preso em Curitiba e impedido de concorrer à presidência da República pelo Tribunal Superior Eleitoral. Quando claramente apresentado aos eleitores como o candidato do ex-presidente, o petista Fernando Haddad alcança 22% de intenção de votos e assume a liderança na disputa.

Jair Bolsonaro, do PSL, aparece em segundo, com 18%. Ciro Gomes, do PDT, registra 10%, enquanto Marina Silva, da Rede, e Geraldo Alckmin, do PSDB, aparecem com 5% e 4%, respectivamente. Brancos e nulos somam 21%.

O Vox Populi ouviu 2 mil eleitores em 121 municípios entre 7 e 11 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. O índice de confiança chega a 95%.

O instituto tomou a decisão de associar Haddad diretamente a Lula no questionário, ao contrário das demais empresas de pesquisa. Segundo Marcos Coimbra, diretor do Vox Populi, não se trata de uma indução, mas de fornecer o máximo de informação ao eleitor. “Esconder o fato de que o ex-prefeito foi indicado e tem o apoio do ex-presidente tornaria irreal o resultado de qualquer levantamento. É uma referência relevante para uma parcela significativa dos cidadãos. Chega perto de 40% a porção do eleitorado que afirma votar ou poder votar em um nome apoiado por Lula”.

Um pouco mais da metade dos entrevistados (53%) reconhece Haddad como o candidato do ex-presidente. O petista, confirmado na terça-feira 11 como o cabeça de chapa na coligação com o PCdoB, também é o menos conhecido entre os postulantes a ocupar o Palácio do Planalto: 42% informam saber de quem se trata e outros 37% afirmam conhece-lo só de nome.

O desconhecimento é maior justamente na parcela mais propensa a seguir a recomendação de voto de Lula, os mais pobres e menos escolarizados. De maio para cá, decresceu sensivelmente o percentual de brasileiros que afirmam não saber que o ex-presidente está impedido de disputar a eleição: de 39% para 16%.

Ainda assim, é em meio a este público que Haddad registra grandes avanços. Na comparação com a pesquisa de julho, mês no qual o PT ainda nutria esperanças de garantir Lula na disputa, o ex-prefeito passou de 15% para 24% entre os eleitores com ensino fundamental e de 15% para 25% entre aqueles que ganham até dois salários mínimos. O petista chega a 31% no Nordeste e tem seu pior desempenho na região Sul (11%), mesmo quando associado ao ex-presidente.

Ciro Gomes é o menos rejeitado (34%) entre os cinco candidatos mais bem posicionados. Haddad tem a segunda menor taxa, 38%. No outro extremo, com 57%, aparece Bolsonaro.

O deputado, internado desde a sexta-feira 7 no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, registra contudo o maior percentual de menções espontâneas (13%), contra 4% de Ciro e Haddad, 3% de Marina e 2% de Alckmin.

O fato de as citações espontâneas se aproximarem da porcentagem registrada por Bolsonaro nas respostas estimuladas demonstra, ao mesmo tempo, um teto do candidato do PSL e uma resiliência que tende a leva-lo à próxima fase da disputa presidencial.

O Vox realizou diversas simulações de segundo turno. Bolsonaro venceria Alckmin (25% a 18%), empataria tecnicamente com Marina (24% a 26%) e perderia para Ciro (22% a 32%) e Haddad (24% a 36%). O pedetista e o petista vencem os demais. O instituto não fez a simulação de um confronto entre os dois.

Por fim, a pesquisa mediu a percepção dos eleitores em relação ao ataque a Bolsonaro ocorrido em Juiz de Fora em 6 de setembro. A maioria absoluta, 64%, associa a facada a um ato solitário de um indivíduo desequilibrado, “com problemas mentais”. Outros 35% acreditam tratar-se de um atentado organizado e planejado, com fins políticos.

A maior parte dos entrevistados (49% contra 33%) não crê que o episódio possa influenciar a decisão de voto dos brasileiros.

fonte:http://www.cartacapital.com.br

Quando apontado como candidato de Lula, Haddad assume segundo lugar, diz XP/Ipespe

Haddad atinge 14% das intenções de votos quando identificado como o candidato apoiado por Lula

Lula e Haddad. Foto: Ricardo Stuckert

Pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta sexta-feira (7) mostra o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) atingindo 14% das intenções de votos quando identificado como o candidato apoiado por Lula. A transferência de votos do ex-presidente ao seu vice é de 35%, suficiente para alcançar a segunda posição da disputa, a 6 pontos percentuais do líder Bolsonaro, e em empate técnico no limite da margem de erro com Ciro Gomes, que aparece com 10% nesta simulação alternativa.

O levantamento com Haddad tendo apoio de Lula. Foto: XP/Ipespe

O levantamento foi a campo após cinco dias de campanha no rádio e na televisão. O deputado Jair Bolsonaro (PSL) mantém a liderança da corrida presidencial com 23% das intenções de voto, mesmo patamar registrado no levantamento anterior, mas a sua rejeição subiu a 62%.

Apesar de deter cerca de 40% do horário de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, Alckmin aparece com apenas 8% das intenções de votos. Para alguns analistas políticos, Alckmin agora também deverá enfrentar dificuldades para reconquistar apoio de antigos eleitores tucanos que hoje declaram apoio a Bolsonaro, após ataque sofrido pelo parlamentar ontem, em Juiz de Fora (MG). O parlamentar é o principal herdeiro do desencanto de eleitores antilulistas com o PSDB.

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Haddad se torna advogado de Lula e poderá visitá-lo todos os dias

Formando em Direito e registrado na OAB, o ex-prefeito de São Paulo, que é coordenador da campanha de Lula, passará a integrar a defesa do ex-presidente e, com isso, poderá visitá-lo com mais frequência para despachar assuntos de campanha

15/09/2016- São Paulo- SP, Brasil- O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso sobre a denúncia do MPF contra ele e sua mulher Marisa Letícia por crimes de corrupção. Na foto: Lula e o prefeito de São Paulo Fernando Haddad, do lado de fora do hotel Jaraguá. Foto: Ricardo Stuckert

Depois do deputado federal e ex-presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, passará a integrar a defesa do ex-presidente Lula, preso há mais de dois meses em Curitiba.

Coordenador da campanha do petista, Haddad é formado em Direito e tem registro na OAB. Ao ser nomeado como advogado de Lula, Haddad poderá visitar o ex-presidente diariamente para despachar assuntos de campanha. Até então, o ex-prefeito só estava autorizado a visitar Lula uma vez por semana.

Desde que Lula foi preso, Haddad, que é tido como um dos principais nomes do PT para encabeçar a chapa do partido caso o ex-presidente seja impedido de concorrer à presidência, havia conseguido visitar o ex-presidente apenas duas vezes. Na última quinta-feira (28), na saída da superintendência da Polícia Federal, a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, afirmou que Lula deseja ver o ex-prefeito de São Paulo diariamente.

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