Nota do PT: Cai a máscara de Sérgio Moro

Ao aceitar convite para ser ministro de Bolsonaro, parcialidade e intenções políticas de juiz ficam ainda mais claras “aos olhos do Brasil e do mundo”

Ao aceitar o convite para ser ministro da Justiça deJair Bolsonaro, Sérgio Moro revelou definitivamente sua parcialidade como juiz e suas verdadeiras opções políticas. Sua máscara caiu.

Moro foi um dos mais destacados agentes do processo político e eleitoral. Desde o começo da Operação Lava Jato agiu não para combater a corrupção, mas para destruir a esquerda, o Partido dos Trabalhadores e o governo que dirigia o país. Todas as suas ações foram meticulosamente pensadas para influenciar nesse sentido.

Em 2016 gravou e vazou ilegalmente conversas privadas da presidenta da República; condenou Lula, sem provas e por “atos indeterminados”; fez malabarismo judicial para descumprir a ordem de soltura do TRF 4; manipulou o calendário do processo para impedir um depoimento de Lula, no qual poderia se defender e divulgou uma delação mentirosa de Antonio Palocci às vésperas do primeiro turno.

As decisões arbitrárias, ilegais e parciais de Sergio Moro levaram o Comitê de Defesa dos Direitos Humanos da ONU a abrir um procedimento formal sobre o processo contra Lula, além de determinar a garantia dos direitos políticos de Lula, o que foi desrespeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral, em clara desobediência aos tratados internacionais vigentes.

Moro sempre foi um juiz parcial, sempre agiu com intenções políticas, e isso fica evidenciado aos olhos do Brasil e do mundo, quando ele assume um cargo no governo que ajudou a eleger com suas decisões contra Lula e a campanha de difamação do PT que ele alimentou, em cumplicidade com a maior parte da mídia.

O juiz que atuou tão fortemente contra Lula é o mesmo que beneficiou os verdadeiros corruptos da Petrobrás e seus agentes, que hoje gozam de liberdade ou prisão domiciliar, além dos milhões que acumularam, em troca de depoimentos falsos, de claro cunho político.

Essa nomeação, cujo convite fora feito antes do primeiro turno, como revela o vice- presidente General Mourão, hoje na Folha de São Paulo, é mais um sinal de que o futuro governo pretende instalar um estado policial no Brasil.

O PT conclama os democratas, os que defendem a Constituição e o estado de direito, a reforçar a campanha Lula Livre, por meio de um julgamento justo e do respeito às convenções internacionais assumidas soberanamente pelo Brasil, assim como cobra do Conselho Nacional de Justiça – CNJ que paute imediatamente a representação contra Sérgio Moro, que se encontra no plenário desde o ano de 2016, pelos desvios de sua função e a parcialidade na sua atuação.

Comissão Executiva Nacional do PT 

Fonte: http://www.pt.org.br

 

Nota da CUT: A Luta Continua!

Nota oficial da CUT sobre o resultado das eleições de 2018

Foto: cut

A Direção Executiva da CUT, diante do resultado oficial das eleições presidenciais, aprovou a seguinte nota, que deve ser amplamente divulgada para todos os trabalhadores e trabalhadoras da base de cada um dos sindicatos afiliados.

A maioria dos eleitores brasileiros acaba de entregar a presidência da República para alguém que, ao longo de sua carreira política, sempre votou contra os direitos da classe trabalhadora, se opôs às políticas sociais, votou a favor do congelamento dos investimentos em saúde e educação, da entrega do pré-sal e das reservas petrolíferas aos estrangeiros ofendeu e ameaçou militantes de esquerda, as mulheres, os negros e os LGBTs. No entanto, quase a metade da população votou contra o projeto que levará o Brasil ao retrocesso político e civilizatório.

Ao longo da campanha, os meios de comunicação foram utilizados diuturnamente para atacar a candidatura popular. Os empresários pressionaram seus funcionários com todo tipo de ameaças. O nome de Deus foi usado em vão. As redes sociais foram inundadas de mentiras, numa estratégia articulada e paga por empresas com o objetivo de difamar o PT e seu candidato, Fernando Haddad. O sistema judiciário, além de ter impedido, arbitrariamente, a candidatura de Lula, manifestou fraqueza e conivência ao não punir exemplarmente aqueles que ameaçaram abertamente as instituições ou cometeram crime eleitoral. A impunidade contribuiu para o aumento de atos de intimidação e violência contra eleitores do PT e para o crescente clima de ódio que dividiu o país.

Enganam-se aqueles que acharam que destruiriam nossa capacidade de resistência e de luta. O PT saiu mais forte desse processo como a principal força de oposição ao governo de recorte neoliberal e neofascista. A CUT e os movimentos sociais também se fortaleceram.   Lula e Haddad consolidaram-se como as grandes lideranças no campo democrático-popular.  A CUT manterá a classe trabalhadora unida, preparando-a para a luta, nas ruas, nos locais de trabalho, nas fábricas e no campo contra a retirada de direitos e em defesa da democracia.

O governo que tomará posse no dia 1º de janeiro de 2019 vai tentar aprofundar o programa neoliberal que está em curso desde o golpe contra a presidenta Dilma: a reforma da previdência, a retirada de mais direitos, a continuidade das privatizações, o aumento do desemprego, o arrocho salarial, o aumento do custo de vida, a piora da educação e da saúde, o aumento da violência e da insegurança. Além disso, vai tentar perseguir e reprimir o movimento sindical, os movimentos sociais, bem como  os setores democráticos e populares em geral.

Temos um enorme desafio pela frente. É hora de unidade das forças democrático-populares  para resistir. A CUT dará continuidade a sua trajetória de luta e conclama suas bases a continuarem mobilizadas e a resistirem a qualquer ataque contra os direitos e a democracia.

Viva a classe trabalhadora brasileira!

Lula livre!

Vagner Freitas – Presidente da CUT

Por CUT

http://www.pt.org.br

 

CNBB, OAB E outras entidades da sociedade civil unem-se contra o fascismo

Entidades da sociedade civil e de representações de classe repudiaram, por meio de nota, os atos de violência de cunho político registrados nos últimos dias e reafirmaram a necessidade de defender os direitos sociais fundamentais e a liberdade de imprensa, além de condenarem o fascismo crescente no país

Foto: Divulgação

Por meio de uma nota conjunta diversas entidades da sociedade civil e de representações de classe como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Federação Nacional do Jornalistas (Fenaj), repudiaram os atos de violência de cunho político registrados nos últimos dias e reafirmaram a necessidade de defender os direitos sociais fundamentais e a liberdade de imprensa, além de condenarem o fascismo crescente no país.

Na nota, as entidades destacam “o repúdio a toda manifestação de ódio, violência, intolerância, preconceito e desprezo aos direitos humanos, assacadas sob qualquer pretexto que seja, contra indivíduos ou grupos sociais, bem como a toda e qualquer incitação política, proposta legislativa ou de governo que venha a tolerá-las ou incentivá-las” e a “necessidade de preservação de um ambiente sociopolítico genuinamente ético, democrático, de diálogo, com liberdade de imprensa, livre de constrangimentos e de autoritarismos, da corrupção endêmica, do fisiologismo político, do aparelhamento das instituições e da divulgação de falsas notícias”.

O documento pede, ainda, ” que todas as pessoas e instituições a que reafirmem, de modo explícito, contundente e inequívoco, o seu compromisso inflexível com a Constituição Federal de 1988, no seu texto vigente, recusando alternativas de ruptura e discursos de superação do atual espírito constitucional, ancorado nos signos da República, da democracia política e social e da efetividade dos direitos civis, políticos, sociais, econômicos e ambientais, com suas indissociáveis garantias institucionais”.

Veja a íntegra do documento.

NOTA CONJUNTA

As entidades signatárias abaixo nominadas, representativas da sociedade civil organizada, no campo do Direito e das instituições sociais, por seus respectivos Representantes, ao largo de quaisquer cores partidárias ou correntes ideológicas, considerando os inquietantes episódios descortinados nos últimos dias, nas ruas e nas redes sociais, ao ensejo do processo eleitoral, de agressões verbais e físicas – algumas fatais – em detrimento de indivíduos, minorias e grupos sociais, a revelar crescente desprestígio dos valores humanistas e democráticos que inspiram nossa Constituição cidadã, fiadores da convivência civilizada e do exercício da cidadania, vêm a público:

AFIRMAR o peremptório repúdio a toda manifestação de ódio, violência, intolerância, preconceito e desprezo aos direitos humanos, assacadas sob qualquer pretexto que seja, contra indivíduos ou grupos sociais, bem como a toda e qualquer incitação política, proposta legislativa ou de governo que venha a tolerá-las ou incentivá-las;

REITERAR a imperiosa necessidade de preservação de um ambiente sociopolítico genuinamente ético, democrático, de diálogo, com liberdade de imprensa, livre de constrangimentos e de autoritarismos, da corrupção endêmica, do fisiologismo político, do aparelhamento das instituições e da divulgação de falsas notícias como veículo de manipulação eleitoral, para que se garanta o livre debate de ideias e de concepções políticas divergentes, sempre lastreado em premissas fáticas verdadeiras;

EXORTAR todas as pessoas e instituições a que reafirmem, de modo explícito, contundente e inequívoco, o seu compromisso inflexível com a Constituição Federal de 1988, no seu texto vigente, recusando alternativas de ruptura e discursos de superação do atual espírito constitucional, ancorado nos signos da República, da democracia política e social e da efetividade dos direitos civis, políticos, sociais, econômicos e ambientais, com suas indissociáveis garantias institucionais;

MANIFESTAR a defesa irrestrita e incondicional dos direitos fundamentais sociais, inclusive os trabalhistas, e da imprescindibilidade das instituições que os preservam, nomeadamente a Magistratura do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho, a Auditoria Fiscal do Trabalho e a advocacia trabalhista, todos cumpridores de históricos papéis na afirmação da democracia brasileira;

DECLARAR, por fim, a sua compreensão de que não há desenvolvimento sem justiça e paz social, como não há boa governança sem coerência constitucional, e tampouco pode haver Estado Democrático de Direito sem Estado Social com liberdades públicas.

 

Brasília (DF), 19 de outubro de 2018.

 

CLÁUDIO PACHECO PRATES LAMACHIA

Presidente do Conselho Federal da Ordem

dos Advogados do Brasil (OAB)

 

GUILHERME GUIMARÃES FELICIANO

Presidente da Associação Nacional

dos Magistrados da Justiça do

Trabalho (Anamatra)

 

LEONARDO ULRICH STEINER

Secretário-Geral da Conferência Nacional

dos Bispos do Brasil (CNBB)

 

ÂNGELO FABIANO FARIAS DA COSTA

Presidente da Associação Nacional dos

Procuradores do Trabalho (ANPT)

 

CARLOS FERNANDO DA SILVA FILHO

Presidente do Sindicato Nacional dos

Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait)

 

ALESSANDRA CAMARANO MARTINS

Presidente da Associação Brasileira dos

Advogados Trabalhistas (Abrat)

 

MARIA JOSÉ BRAGA

Presidente da Federação Nacional dos

Jornalistas (Fenaj)

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Nordeste garante Fernando Haddad (PT) no segundo turno contra Jair Bolsonaro

Dos nove estados da região, Haddad ganhou em oito; Ciro Gomes (PDT) venceu no Ceará

Haddad e Bolsonaro disputarão o segundo turno das eleições no dia 28 de outubro / Divulgação/montagem

Com o total de urnas apuradas, os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) estão confirmados na disputa do segundo turno das eleições presidenciais 2018. O candidato da extrema direita é o primeiro colocado, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Bolsonaro atingiu 46,03% dos votos válidos e Haddad, 29,28%. Ciro Gomes (PDT) é o terceiro colocado, com 12,47% dos votos, seguido de Geraldo Alckmin (PSDB), com 4,76%. Votos brancos chegaram a 2,65%, nulos 6,14% e a abstenção ficou em 20,32% entre os eleitores aptos a votar.

A região Nordeste foi a que mais deu votos ao candidato petista. Dos nove estados da região, Fernando Haddad ganhou em oito, tendo perdido somente no estado do Ceará, onde Ciro Gomes se manteve na liderança. “O Nordeste tem sido a vanguarda da política brasileira, porque pode salvar o Brasil de ter um fascista na Presidência da República”, analisa o cientista político Francisco Fonseca.

Segundo Sérgio Amadeu, sociólogo e professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), não é uma surpresa que, diante da forte concentração dos meios de comunicação nas mãos da elite escravocrata, um candidato com traços fortemente autoritários ganhe força nessas eleições. “Na história da política brasileira, você tem um eleitorado extremamente autoritário. É preciso lembrar que esse é o país que tentou matar os negros e branquear a nação”, apontou.

Para o jurista Pedro Serrano, novas formas de autoritarismo tem ganhado espaço em muitos países, com certa roupagem democrática, o que também ajuda a explicar o alto índice de votação do candidato da extrema direita. “Nós vivemos uma nova forma de autoritarismo no século 21. Não são governos e Estados de exceção, mas de um autoritarismo líquido, disperso, e que implica em medidas de exceção na democracia”, diz Pedro Serrano.

De acordo com Fonseca, a polarização deve se intensificar no segundo turno eleitoral pelo perfil dos dois candidatos. “Essa eleição coloca em lados opostos barbárie e civilização. Bolsonaro é o candidato dos grandes empresários, antipopular e que sempre votou contra os trabalhadores”.

O jornalista Paulo Moreira Leite criticou a ausência do candidato do PSL nos debates eleitorais, e destacou a importância do segundo turno para a discussão de projetos. “Vamos ver se o Bolsonaro vai participar de algum debate no segundo turno. Porque ele é um candidato fraco. Não é uma questão de concordar ou não com as ideias dele, mas a única coisa que ele articula bem são os próprios preconceitos”.

Outro jornalista, o fundador do site Opera Mundi, Breno Altman, afirmou que estará nas mãos da candidatura petista, promover um debate programático, obrigando Bolsonaro a se posicionar. “Fernando Haddad precisa forçar o debate para retirar dele essa construção de que ele é o antissistema. Ele é o candidato mais duro do ‘supersistema’. É preciso ir para o centro da discussão, e o centro da discussão é a agenda econômica e social”, afirmou.

Por Leonardo Fernandes

http://www.brasildefato.com.br

 

 

Pesquisa FSB/Pactual: Bolsonaro cai 3% e Haddad oscila 1% para cima na votação espontânea

É o primeiro declínio do militar reformado – fora da margem de erro – desde o início da série, em 25 de agosto. Haddad saiu de 3% e foi a 18% em menos de um mês.

Bolsonaro e Haddad. Foto: Montagem

Pesquisa realizada pelo Instituto FSB, realizada no fim de semana e divulgada nesta segunda-feira (1º), mostra uma queda de 3 pontos porcentuais, de 31% para 28%, do candidato do PSL à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), na intenção de voto espontânea – em que não são revelados os nomes dos candidatos. É o primeiro declínio do militar reformado – fora da margem de erro, de 2 p.p. – desde o início da série, em 25 de agosto. Fernando Haddad (PT) oscilou um ponto positivo. Desde que assumiu a cabeça de chapa da coligação, em lugar do ex-presidente Lula, no dia 11 de setembro, o petista saiu de 3% e foi a 18%.

Ainda na votação espontânea, Geraldo Alckmin (PSDB) subiu 3 pontos e foi a 7%, empatando com Ciro Gomes (PDT), que manteve o porcentual da pesquisa anterior, na terceira colocação. João Amoêdo (Novo) tem 3%, Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e Álvaro Dias (Podemos) marcam 1%. Mesmo fora da disputa, neste cenário, o ex-presidente Lula (PT) é lembrado por 2% dos eleitores pesquisados.

Encomendada pelo BTG Pactual, a pesquisa de intenção de voto estimulada – em que aparecem os nomes dos candidatos – mostra que Bolsonaro oscilou 2 pontos para baixo, de 33% para 31%, e Haddad oscilou um para cima, de 23% para 24%. Pelo cálculo dos votos válidos, segundo a BTG Pactual, Bolsonaro caiu 3 pontos, de 38% para 35%, enquanto Haddad oscilou de 26% para 27%.

No cenário estimulado, Alckmin aparece numericamente à frente de Ciro Gomes – 11% a 9%. Em seguida estão Amoêdo, com 5%, Marina, 4%, Meirelles e Álvaro Dias, 2%, e Cabo Daciolo, 1%. Os demais candidatos não pontuaram.

Segundo turno

Em uma simulação de segundo turno, Haddad e Bolsonaro aparecem em situação de empate técnico, com o militar reformado 1 ponto porcentual acima do petista – 43% a 42%. Nas outras simulações de segundo turno, Bolsonaro só vence a candidata da Rede, Marina Silva, por 44% a 39%. Contra Alckmin, Bolsonaro fica numericamente atrás – 42% a 41% – e na disputa com Ciro também, empatado no limite da margem de erro – 45% a 41%.

Voto Útil

O Instituto FSB ainda pesquisou o número de eleitores que estaria disposto a mudar seu voto para impedir um candidato que não gosta de ganhar as eleições. No levantamento, 67% dos eleitores que votam em Ciro Gomes estariam dispostos a fazer esta mudança. Em seguida, está o eleitorado de João Amoêdo, 51%. Daqueles que votam em Haddad, 46% disseram que poderiam trocar pelo “voto útil”. Na sequência vêm os eleitores de Meirelles (45%), Marina (44%), Álvaro Dias e Alckmin (42%). Entre os Bolsonaristas, 34% disseram que poderiam mudar para um “voto útil”, a menor taxa entre os candidatos.

Desconhecimento

Apenas 5% dos eleitores disseram que não conhecem Bolsonaro. O porcentual é a metade daqueles que afirmam desconhecer Haddad. Vera Lúcia (PSTU), João Goulart Filho (PPL) e Guilherme Boulos (PSol) são os menos conhecidos – 56%, 55% e 51%, respectivamente.

Quanto ao índice de rejeição, a liderança é de Marina Silva. A candidata da Rede é rejeitada por 56% dos eleitores. Alckmin, (51%), Haddad (50%), Eymael e Bolsonaro (49%)vêm na sequência. O menor índice de rejeição é de Amoêdo – 33%.

O Instituto FSB entrevistou 2.000 eleitores com idade a partir de 16 anos nas 27 Unidades da Federação (Ufs). A margem de erro no total da amostra é de 2 pontos, com intervalo de confiança de 95%.

http://www.revistaforum.com.br

 

 

 

 

 

Mulheres do Vale do São Francisco também se organizam contra Bolsonaro

“O grupo “Sertanejas contra o Fascismo” nasce com esse sentimento de indignação com a atual situação política do Brasil, é um grupo de mulheres que resolveram se unir e lutar contra o movimento fascista que ameaça nosso espaço conquistado e lugar de fala na sociedade, e mostrar que não aceitamos a disseminação de discursos que impeçam a existência de nossos direitos – principalmente por parte de políticos”.

Foto: Divulgação

No próximo dia 29/09/2018, o grupo “Sertanejas contra o Fascismo” realizará um ato  na Praça do Bambuzinho, em Petrolina (PE), às 09:00h, com o intuito de mostrar o posicionamento contrário a qualquer tipo de discurso que viole os direitos das mulheres. O ato não é organizado por nenhum partido e sim por mulheres diversas que se unem ao coro nacional do movimento Mulheres contra Bolsonaro e à #elenão, como forma denunciar os ataques aos princípios democráticos feito pelo candidato e fortalecer a luta das mulheres pela igualdade de direitos.

A rejeição do eleitorado feminino ao candidato Jair Bolsonaro (PSL), refletida em todas as pesquisas e que no último Datafolha, divulgada dia 10 de setembro, chegou a 49%, se materializou nas últimas duas semanas como um grupo massivo de debate político no Facebook, “Mulheres unidas contra Bolsonaro”. O Grupo foi criado visando à união das mulheres de todo o Brasil contra o avanço e fortalecimento do machismo, misoginia e outros tipos de preconceitos representados pelo candidato e seus eleitores.

O grupo escreveu um manifesto para divulgar as motivações do ato:

O atual cenário político do país tem sido marcado pela constante derrubada de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras que afetam diretamente as minorias provocando o aumento das desigualdades sociais, bem como o cenário social, no qual existe um crescimento da extrema direita conservadora, onde o germe do ódio está à solta com discursos intolerantes e violentos na nossa sociedade, ameaçando o estado democrático de direito e nossos direitos conquistados.

Mesmo com avanços inegáveis dentro do país, o machismo, combinado com racismo, ainda constitui um sério desafio ao processo de construção de uma sociedade, de fato, democrática. O Brasil é o 5º país que mais mata a cada 90 minutos uma mulher é assassinada segundo o Mapa da Violência, segundo dados do IBGE as mulheres ainda enfrentam desigualdades salariais.

Diante desses dados, fica claro que a luta por nossos direitos e liberdades precisam mais do que nunca ser fortalecida, uma luta de combate ao fascismo, que está crescendo no nosso país com a extrema direita e sua propagação de ódio e negação dos direitos humanos. É preciso fortalecer a união entre as mulheres e demais minorias.

O grupo “Sertanejas contra o Fascismo” nasce com esse sentimento de indignação com a atual situação política do Brasil, é um grupo de mulheres que resolveram se unir e lutar contra o movimento fascista que ameaça nosso espaço conquistado e lugar de fala na sociedade, e mostrar que não aceitamos a disseminação de discursos que impeçam a existência de nossos direitos – principalmente por parte de políticos.

Nosso movimento está para além da corrida eleitoral, haja vista que este é apartidário, temos uma série de pautas pelas quais lutar. Formado por estudantes, professoras, advogadas, medicas, comerciárias, trabalhadoras em geral, o grupo “Sertanejas Contra o Fascismo” se apresenta como um movimento que irá promover a formação, o dialogo e a reflexão em prol dos direitos das mulheres e toda a gente prejudicada pelo avanço da onda fascista que hoje tem uma representação política no candidato Jair Bolsonaro.

Comissão de Comunicação das Sertanejas Contra o Fascismo.

Revitalização do Rio São Francisco e Educação foram motes principais do discurso de Haddad em visita a Juazeiro, BA e Petrolina, PE

Uma multidão acompanhou o petista e comitiva em caminhada de Juazeiro para Petrolina, lotando a Ponte Presidente Dutra

Foto: Chico Egídio

Domingo, 23, uma multidão acompanhou a visita do presidenciável Fernando Haddad e comitiva ao Vale do São Francisco nas cidades de Juazeiro, BA e Petrolina, PE. Em ambas cidades uma das falas do petista se reportou a revitalização do rio São Francisco, começando pelas suas nascentes. “Viemos ao Nordeste nos comprometer às margens do Rio São Francisco de que nós não vamos parar de investir no rio. Não é só levar água para outros estados é cuidar das nascentes, porque se não cuidar das nascentes o rio vai morrer. Então é preciso ter consciência ambiental, consciência educacional”, disse.

Haddad, que é professor e que foi Ministro da Educação no governo do ex-presidente Lula por 7 anos, destacou que a educação é o caminho para que o povo se desenvolva. “A gente tem que continuar educando a nossa gente oferecendo oportunidade de trabalho e oportunidade de educação, com trabalho e educação todo povo se desenvolve. Ninguém quer mais guerra, nós queremos paz, nós queremos voltar a ser feliz de novo. O Brasil tem as bases para voltar a sonhar e realizar, porque o Brasil sempre sonhou, mas com Lula realizou e a gente quer voltar a sonhar com esse Brasil que a gente acredita, mas não é um Brasil para um terço das pessoas, é um Brasil para todo mundo”, afirmou.

Foto: Chico Egídio

O presidenciável se referiu a uma visita que fez ao vale do são Francisco há mais de dez anos, junto com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando decidiram construir a Universidade federal do Vale do São Francisco (Univasf) na cidade de Petrolina com campus em Juazeiro.  Segundo ele começou ali uma época de ouro do acesso à educação superior no país, iniciou a interiorização da educação, contou também com o Prouni, que permitiu que 4 milhões de brasileiros filhos de trabalhadores e trabalhadoras pudessem entrar em uma universidade, coisa que não era comum no Brasil do século e 20. “Infelizmente o Brasil atrasou muito o acesso à educação superior e se não fosse um nordestino sem curso superior isso estava não teria acontecido até hoje, essa é que é a verdade”.

Conforme Haddad no governo do ex-presidente Lula o pobre teve acesso não só na universidade. “O pobre entrou no avião, o pobre entrou no restaurante, o pobre entrou no banco, o pobre entrou em todo canto, porque o pobre se tornou cidadão como tem que ser e no mercado de trabalho e no mercado de consumo. Foram 20 milhões de empregos em 12 anos, ou seja, nós não estaríamos vivendo a crise que estamos vivendo hoje se não tivesse sido sabotado por esses golpistas que estão no poder”, pontuou.

Foto: Chico Egídio

O presidenciável se comprometeu com o resgate dos programas sociais que segundo ele fizeram a história da recuperação e emancipação do povo. “Ninguém quer mais guerra, nós queremos paz, nós queremos voltar a ser feliz de novo. O Brasil tem as bases para voltar a sonhar e realizar, porque o Brasil sempre sonhou, mas com Lula realizou e a gente quer voltar a sonhar com esse Brasil que a gente acredita, mas não é um Brasil para um terço das pessoas, é um Brasil para todo mundo”, disse.

Foto: Chico Egídio

Fernando Haddad ainda criticou as declarações de um candidato a vice que afirmou que a delinquência no país é por que as mães e as avós estão educando sozinha. “O investimento que nós fizemos na família é um investimento que vai superar todas as dificuldades e se tem uma mãe sozinha nós vamos cuidar, vamos acolher, vamos respeitar e não estimular mais preconceito porque 46% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres e o Minha Casa Minha Vida, agricultura familiar, o Bolsa Família todos tiveram foco na mulher porque elas muitas vezes carregam nas costas uma 3 a 4 jornadas de trabalho. Vamos cuidar das nossas mulheres, das mulheres negras porque são as mais descuidadas desse país, vamos cuidar do país inteiro, nós não temos o direito de deixar ninguém para trás. Esse Brasil é rico não precisamos ninguém passar fome, porque é um direito de cada brasileiro e brasileira”, concluiu.

Foto: Chico Egídio

Haddad estava acompanhado da esposa Ana Estela, do governador da Bahia, Rui Costa (PT), Governador do Piauí, Wellington Dias (PT), do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) e a candidata a vice-governadora em Pernambuco, Luciana Santos (PCdoB), de senadores de deputados federais, estaduais, vereadores, entre ouros.

Manuela D’Avila (PCdoB), candidata a vice de Haddad não participou da visita, segundo a organização do evento ela estava em outra agenda no Rio Grande do Norte.

https://pontocritico.org/

 

 

Jingle em homenagem à Lula, feito pelo vereador Gilmar Santos, viraliza na internet como sendo de autoria de Léo Santana

A música que viralizou nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens é composta por Gilmar Santos e tem vocal de Davi Pimenta, e foi gravada com arranjos e produção de Genieudes Dias, RGStudio Petrolina, em Petrolina-PE.

A música tem swing baiano e um refrão que gruda como chiclete: “Lula é o mais querido e o PT é preferido”. A estrutura rítmica do chamado pagodão levou pessoas a atribuir a autoria da música compartilhada em áudio pelo what’sapp ao cantor baiano Léo Santana e foi parar no Facebook e Youtube com versões de montagens de vídeo, porém o famoso artista nem compôs e nem canta a música. O jingle na verdade é de autoria do vereador petista de Petrolina-PE. Gilmar Santos, que além de professor de história, filosofia e sociologia é compositor.

A primeira divulgação da música foi feita na página do vereador em um vídeo montagem produzido por sua equipe especialmente para campanha do PT à presidência. Porém, o vereador se surpreendeu quando tomou conhecimento da repercussão da música no perfil de facebook da eleitora de Haddad morador de Goiânia, Dirce Umbelina Santos, onde alcançou 66 mil visualizações e mais 5 mil compartilhamentos.

Dirce coloca na legenda do vídeo o seguinte: Gente, olhe que homenagem linda Léo Santana fez para Lula. É de arrepiar, lindo, lindo!!! Será que um homem desses é ruim? Claro que não, qual é o outro político na nossa história que teve o privilegio de receber tantas homenagens? Fiquei emocionada com essa música e resolvi fazer esse vídeo para abrilhantar mais ainda a homenagem! Léo Santana falou tudo o que a maioria do povo gostaria de falar a ele. Vamos compartilhar esse vídeo e fazer chegar o mais longe que pudermos? Lula merece essa homenagem e muito mais, e nós devemos isso a ele. Devemos também eleger Haddad e Manu, como forma de gratidão a Lula e a partir de agora vamos gritar bem alto Lula é Haddad, Haddad é Lula.

A letra é uma celebração pela liberdade do presidente Lula e pelo resgate do sonho de um país sem miséria e com mais democracia. Fala da paixão e do sentimento de gratidão do povo brasileiro pelo “ex” e cita além dele Haddad e Manu, Fernando Haddad e Manuela D’ávila, confirmados há 7 dias como candidatos a presidente e à vice.

“Essa canção nasce do nosso sentimento, que é também o sentimento da maior parte do povo brasileiro, de gratidão e reconhecimento pelas conquistas históricas alcançadas durante os governos Lula e Dilma em favor, principalmente dos mais empobrecidos, a contribuição do Partido dos Trabalhadores para o país. Mesmo não sendo um músico profissional, a minha pouca experiência com a música foi potencializada justamente por toda a força que representa o presidente Lula e o PT, o que é motivo de alegria em poder animar ainda mais o nosso povo nesse período tão difícil da nossa democracia. Saber que a autoria desse jingle foi atribuída ao Léo Santana nos deixa feliz porque ele é um dos grandes representantes da música baiana na atualidade, com todo o seu alto astral, e isso só mobiliza ainda mais essa linda campanha. Espero que nos renda a volta de um projeto que deu certo e que o Brasil volte a ser feliz de novo”. Afirmou Gilmar Santos.

Para acessar o jingle em áudio ou vídeo seguem os seguintes canais:

 

 

Contra Bolsonaro e o antipetismo – Mais Petismo!

“[…] é preciso dar eco ao programa de governo que aponta para mudanças radicais no país, começando com a revogação de todas as medidas golpistas, como a reforma trabalhista, a terceirização e a PEC da morte. É com este programa que devemos sair às ruas e ir às urnas”. *Por Patrick Campos

Patrick Campos Araújo – Foto: Facebook

Esta é a primeira eleição desde 1994 que a disputa real pela Presidência da República não está polarizada entre o Partido dos Trabalhadores e a candidatura do PSDB.

Por um lado, ao contrário do que alguns desejaram, anunciaram e profetizaram o PT não morreu. E é justamente ele quem segue aglutinando e representando os desejos e sonhos da ampla maioria da classe trabalhadora. É ao PT, e não a outro partido de esquerda, que as camadas populares seguem recorrendo para travar a disputa real contra seus adversários de classe.

Por outro, é o PSDB quem afunda. Sua candidatura não consegue sair do lugar, empacado e sem votos, vê a extrema direita avançar e garantir uma candidatura no segundo turno, antecipando uma polarização que eles só conseguiram nas últimas eleições após uma difícil disputa com outras candidaturas, em especial a de Marina Silva.

Assim, a tendência é termos uma eleição que já no primeiro turno se configura com dois polos antagônicos, figurando de um lado a candidatura da extrema-direita e do outro a candidatura do Partido dos Trabalhadores. Caso Lula não tivesse sido impedido de ser candidato, seria ele quem terminaria o primeiro turno à frente. Haddad, todavia, já desponta como candidato com total possibilidade de passar para o segundo turno, se não empatado, com uma pequena diferença entre ele e Bolsonaro.

E o centro de tudo isso é justamente o Partido dos Trabalhadores. É o que o PT representa que Bolsonaro e a extrema direita estão combatendo. É, portanto, na defesa do PT e do programa petista que precisamos responder. Se Bolsonaro cresce se alimentando do antipetismo, a resposta não pode ser outra que não MAIS PETISMO.

Por isso, alternativas como Ciro Gomes, que caminham na direção de também enfrentar o PT, não se credencia para derrotar a extrema-direita. Por isso o voto útil em Ciro, no momento em que Haddad cresce, passa a ser um voto muito pouco útil para derrotar a extrema-direita. Afinal, não é Ciro, tampouco seu programa que a extrema-direita está agindo para derrotar. A derrota do PT seria a consagração da extrema-direita, que chegaria ao segundo turno muito mais fortalecida.

É por isso que todas as forças e energias das camadas populares, das organizações de esquerda e forças democráticas precisam estar focadas no fortalecimento da candidatura de Fernando Haddad desde o primeiro turno. E é isso que as pesquisas de opinião já apontam de forma muito incisiva, mas que não devem servir para gerar acomodação, mas sim para gerar mais mobilização.

Para auxiliar nessa mobilização é fundamental que o PT e a campanha de Haddad reafirmem de forma contundente algumas questões. A primeira delas é a denúncia da prisão política de Lula e o compromisso de acabar com este absurdo como um dos primeiros atos do novo governo.

Além disso, é preciso dar eco ao programa de governo que aponta para mudanças radicais no país, começando com a revogação de todas as medidas golpistas, como a reforma trabalhista, a terceirização e a PEC da morte. É com este programa que devemos sair às ruas e ir às urnas.

E não menos importante, a caracterização do golpe e de todos os golpistas como responsáveis pelo fortalecimento da extrema-direita no país. Por isso que a aliança para vencer e governar deve ser com os setores populares e que possuem compromisso com um programa democrático, de ampliação de direitos e enfrentamento ao fascismo. Não é tarefa fácil, mas é a tarefa necessária que se impõe principalmente ao Partido dos Trabalhadores.

**Patrick Campos é Advogado, mestrando em Educação pela Universidade de Pernambuco e Vice-presidente do PT de Petrolina-PE.

https://pontocritico.org/

 

 

 

Haddad dispara, vai a 17% e se consolida na segunda posição

Pesquisa feita pelo CNT/MDA e mostra o crescimento impressionante do candidato em apenas 7 dias de seu registro oficial no TSE.

 

Com menos de uma semana de campanha, o candidato do PT à presidente da República, Fernando Haddad, disparou na preferência do eleitorado e já tem 17,6% das intenções de voto, segundo pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira (17/09).

O índice coloca Haddad na segunda posição isolada, bem à frente do terceiro colocado, o pedetista Ciro Gomes, que tem 10,8%. Atrás de Ciro aparecem Geraldo Alckmin (PSDB) com 6,1%, Marina Silva (REDE) com 4,1% e João Amoedo (NOVO) com 2,8%. Na primeira posição está Jair Bolsonaro (PSL), com 28,2%.

No levantamento anterior, de agosto, Haddad não constava da lista de candidatos da CNT/MDA. Não há, portanto, comparativo em relação ao petista. Em relação aos demais, Ciro e Bolsonaro subiram e os outros oscilaram na margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais.

No cenário da pesquisa, os eleitores mais convictos são os de Haddad e Bolsonaro. Dos que declaram voto no petista, 75,4% dizem ser uma decisão definitiva. No candidato da extrema-direita, o índice é 78,2%. Em Ciro, é 49,1%.

As simulações de segundo turno mostram empate técnico nos enfrentamentos entre Haddad x Bolsonaro (35,7% a 39%) e entre Ciro x Bolsonaro (36,1% a 37,8%).

A pesquisa 2.002 eleitores entre 12 e 15 de setembro. Está registrada no TSE sob o número BR-04362/2018.

 

Fonte: https://lula.com.br