Dilma é a 1ª brasileira a aparecer em 2 filmes indicados ao Oscar simultaneamente

A ex-presidenta aparece no longa metragem dirigido por Fernando Meirelles “Dois Papas” e no documentário “Democracia em Vertigem”, dirigido por Petra Costa.

A ex-presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, acaba de se tornar a primeira brasileira da história a aparecer em duas produções que concorrem ao Oscar.

Após saírem as nomeações à edição 2020 do prêmio mais cobiçado do cinema mundial na última semana, tanto o longa metragem dirigido por Fernando Meirelles “Dois Papas” quanto o documentário “Democracia em Vertigem”, ambos originais Netflix, apareceram na lista de indicados.

“Democracia em Vertigem”, que conta desde a história das corrupções na era do governo do PT (e previamente!) no Brasil até os bastidores do impeachment de Dilma, dirigido por Petra Costa, concorre na categoria Melhor Documentário do Oscar 2020. Sobre a indicação, Petra disse esperar que documentário ajude a ‘entender como é crucial proteger democracias’.

Já o longa “Dois Papas”, que conta a história dos dois Papas mais recentes da história da igreja católica, suas histórias de vida e suas diferenças, concorre em três categorias: Melhor roteiro adaptado, melhor ator (Jonathan Pryce) e melhor ator coadjuvante (Anthony Hopkins).

Nas duas produções, em diferentes momentos há a aparição da ex-presidente Dilma. Em “Democracia em Vertigem” há diversas entrevistas reais gravadas com ela nos bastidores do poder. Já em “Dois Papas”, Dilma aparece no estádio de futebol durante a Copa de 2014 no Brasil, na cena em que os dois papas assistem a um jogo pela televisão ao vivo.

No Twitter, o perfil fake de sucesso de Dilma Rousseff, Dilma Bolada, brincou com o fato inusitado da ex-presidente figurar entre ambas as obras indicadas ao Oscar: “Muitíssimo honrada em ser a primeira brasileira da história a estar ao mesmo tempo em dois filmes indicados ao Oscar: como atriz principal em “Democracia em Vertigem” e com uma participação especial em “Dois Papas”. 

“Sem garantia de direitos não há o que comemorar”

Quarta-feira, 1º de maio, é dia do trabalhador, mas para o vereador professor Gilmar Santos (PT) não há o que comemorar quando os trabalhadores tem seus direitos negados

Foto: Hyarlla Wany

Quarta-feira (01/05) é comemorado o Dia Mundial do Trabalhor e o vereador professor Gilmar Santos (PT) aproveitou sua fala na tribuna durante a sessão plenária dessa terça (30/04) para dar uma verdadeira “aula de história” a respeito do que chamamos hoje de “trabalho”.

O parlamentar começou apresentando a origem da palavra, que vem do latim tripalium e significa castigo. “‘Tripalium’ era um instrumento de três madeiras fincadas ao chão utilizadas para torturar escravos na antiga Roma (…) o trabalho que lá no ínicio, na origem da humanidade era uma atividade de realização (…) foi se transformando em uma atividade de exploração (…). As sociedades romanas, gregas, assim como diversas sociedades passaram a utilizar a escravidão como meio de garantia de privilégios para a minoria de uma elite que enriquecia através da exploração da grande massa de trabalhadores” disse.

Dada essa informação o parlamentar comparou o que seria o “tripalium” às propostas do “desgoverno” Bolsonaro, como por exemplo, a PEC 06/2019 que dispõe de uma reforma da previdência que sacrifica a classe trabalhadora; a extinção do Ministério do Trabalho através da MP 870- que surge como uma forma de fragilizar os direitos trabalhistas- entre outras medidas que atacam os direitos e a vida dos trabalhadores brasileiros. Além disso, falou sobre os retrocessos advindos da lei da terceirização e da Reforma trabalhista de 2017.

“Nós tivemos de 2017 para 2018 todo o processo de implementação da terceirização no país, e o que significa essa lei da terceirização? Significa dizer que os terceirizados trabalham 30% mais do que aqueles não terceirizados e ganham 30% menos (…). O discurso dos congressistas que votaram pela lei da terceirização era de que facilitando as regras para as empresas, os empresários iriam aumentar 12 milhões de emprego no nosso país. Passaram se aí mais de um ano e nós não temos nenhum sinal de aumento de emprego, muito pelo contrário, nós temos sinal de desemprego” disse e continuou  “Um outro exemplo é a reforma trabalhista, ou melhor, a “contrarreforma” trabalhista (…) Os empresários diziam que era para modernização, repito, a reforma trabalhista veio para a escravização”.

Na oportunidade, o parlamentar lembrou as conquistas da classe trabalhadora durante o governo Vargas destacando a CLT (Consolidação das Leis de Trabalho). Lembrou também do governo João Goulart com as propostas de proteção social expressas nas reformas de base; e dos Governos Lula e Dilma, com as políticas de valorização do salário mínimo e de geração de emprego.

Segundo uma pesquisa do (antigo) Ministério do Trabalho, mais de 20 milhões de empregos foram gerados durante os governos petistas. No governo Lula (2003-2010) 15,384 milhões de vagas foram abertas, nos três primeiros anos da gestão de Dilma foram 4,880 milhões, somando um total de 20,264 milhões de empregos formais.

“Nós tivemos uma “era” de emprego onde as pessoas tinham a possibilidade de ter sua carteira assinada e de ter direitos sociais protegidos, agora tudo isso está sendo destruído” Afirmou o edil.

Para Gilmar, o atual governo não tem compromisso com a população, principalmente com os mais pobres, e que por essa razão todos os governos que defendiam os direitos do povo sofreram golpe. “Eles derrubam Dilma,
prendem lula, para em seguida atacar a classe dos trabalhadores” indagou.

Diante de tantos retrocessos e ataques aos trabalhadores, o parlamentar disse que não existem motivos para se comemorar o 1º de maio, mas sim motivos para lutar.

“Nós temos motivos para comemorar o dia do trabalhador? Não! Sem garantia de direitos não há o que comemorar, mas para lutar, e muito” concluiu.

Dilma: Os onze anos de Lei Maria da Penha e a misoginia do golpe

Roberto Stuckert Filho/PR Presidenta Dilma durante cerimônia de inauguração da Casa da Mulher Brasileira

O enfrentamento à violência contra as mulheres foi tratado como prioridade em meus governos e no do presidente Lula que, em 2006, criou a Lei Maria da Penha, hoje fazendo 11 anos.

O caráter machista do governo golpista está evidente no abandono das políticas para as mulheres. O governo ilegítimo retirou as mulheres do orçamento, abandonou o enfrentamento à violência, cortou os recursos destinados às políticas de fortalecimento econômico e social como o bolsa família, o MCMV, o Prouni, a educação e o mais médicos.

As Casas da Mulher Brasileira, centros de combate à violência contra as mulheres nos estados, que estão prontas para serem abertas, não têm, no entanto, recursos para funcionar.

O retrocesso que está sedo imposto pelo governo golpista é muito grave pois a violência de gênero ainda coloca o país entre aqueles onde mais se matam mulheres e, onde os estupros são vistos com descaso.

Foi para combater a violência de gênero que nos empenhamos, trabalhando incansavelmente, no meu governo e no do presidente Lula, para mudar a visão patriarcal e misógina, aprovando leis e implantando políticas públicas.

Um grande passo, sem dúvida, foi a Lei Maria da Penha, que tornou crime a violência contra a violência contra a mulher pelo fato de ser mulher. Usamos de todos os meios para acelerar a implantação da Lei Maria da Penha, tornando disponível serviços de denúncia como o disque 180, os núcleos contra o tráfico de mulheres nas áreas de fronteira seca e a interiorização nas áreas rurais dos serviços de enfrentamento à violência contra a mulher.

A Casa da Mulher Brasileira, em cada capital e no Distrito Federal, soma-se a essas políticas com o objetivo de integrar num só lugar os serviços especializados como a delegacia da mulher, o juizado especializado em violência contra a mulher, a defensoria pública, o acesso a emprego e renda e a assistência psicossocial.

Além disso, aprovamos a Lei do Feminicídio, tornando crime inafiançável o assassinato de mulheres, e os decretos que impõem a obrigatoriedade no atendimento às vítimas de estupro pelos hospitais e a realização das cirurgias reparadoras às mulheres vítimas de violência.

Ao sair, em 2016, tínhamos inaugurado três Casas – em Campo Grande, Brasília e Curitiba. Deixamos cinco em construção, em São Paulo, Fortaleza, São Luiz, Boa Vista e Salvador, que já estão prontas à espera de funcionamento. Mas o governo golpista que me sucedeu não as abriu porque não tem compromisso com os direitos humanos das mulheres.

O desmonte das políticas, com o corte do orçamento da SPM, a suspensão de repasses de recursos aos estados e municípios, o abandono da rede de atendimento, a redução de direitos trabalhistas, mostra que para os usurpadores as mulheres não importam.

A Emenda Constitucional 55/2016, que congela investimentos nas áreas sociais por 20 anos e o desperdício do governo ilegítimo com a distribuição de emendas com o objetivo de comprar votos e sair ileso de graves denúncias, deixa de fora as prioridades dadas por políticas aprovadas em conferências, virando as costas para quem mais precisa das políticas públicas: mulheres, pobres, negras, indígenas, do campo e da floresta, moradoras das periferias. Mulheres brasileiras trabalhadoras e batalhadoras.

Hoje, quando faz 11 anos da sanção pelo Presidente Lula da Lei Maria da Penha, uma vez mais é preciso afirmar o caráter misógino do golpe à democracia de 2016. E chamar toda a sociedade para resistir e retomar o caminho democrático, com a participação ativa das mulheres brasileiras.

A democracia, o lado certo da história, se faz com participação das mulheres e a luta por igualdade de gênero.

 

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