Opinião

A volta da fome e a sanha do golpismo

Publicado em 23 de agosto de 2017

Na sessão dessa terça, 22, chamamos a atenção da sociedade para o fato de apesar de todos os esforços feitos pelos governos Lula e Dilma para tirar o país do mapa internacional da fome, o governo ilegítimo do senhor Michel Temer a traz de volta.

Com os cortes nas políticas sociais, mais de 1 milhão de pessoas perderam o benefício do Bolsa Família, exatamente no momento em que temos 14 milhões de desempregados no país e aumenta a dependência dessas pessoas perante o Estado. Os programas de assistência social e de apoio a agricultura familiar tiveram cortes drásticos. Depois da PEC 55, a “pec das maldades”, as previsões de recursos para a educação e saúde sãos as piores possíveis, o que deve elevar ainda mais a situação de vulnerabilidade e violências, principalmente sobre os setores de baixa renda.

O governo golpista procura difundir o discurso da crise, do rombo nas contas públicas, da falta de recursos para investimentos sociais, da necessidade de cortes ou de ajustes. Porém, contraditório e cinicamente, perdoa 78 bilhões de dívidas de empresários e distribui outros bilhões em emendas parlamentares para os deputados que votaram contra a autorização de se investigar o presidente, acusado de crime por corrupção.
São esses deputados, assim como os senadores, que golpearam o governo Dilma e votaram por leis que atacam direitos da classe trabalhadora e o próprio estado democrático, que irão decidir sobre as mudanças nas regras eleitorais para o próximo ano, o que chamam de Reforma Política.

De acordo com essa proposta, os políticos que estão com mandato aumentarão as chances de serem reeleitos, aqueles que têm mais dinheiro ou qualquer outra forma de influência (artista, atleta, traficante, por exemplo), terão maiores chances de se eleger. Se na atual regra vale o partido e o indivíduo, com essa reforma vale totalmente o indivíduo que conseguir mais votos, ou seja, corremos o risco de termos políticos que representarão cada vez mais a si próprio, aos seus interesses, e com toda a arrogância que se possa imaginar. Os partidos e o pouco que resta de coletividade na política podem desaparecer na sua importância.

Isso significa dizer que as oligarquias, os coronéis, golpistas, como os Bezerra Coelho, Adalberto Cavalcanti, Gonzaga Patriota, Mendoncinha, ACM Neto, barbalhos, ruralistas, bancadas da bala e da bíblia, bolsonaros e cia, renovarão seus mandatos para continuarem gozando das benesses do Estado e manter a situação de exploração, miséria e desengano da população brasileira. Em Petrolina, a maior parte dos vereadores, ligados ao senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), fingi que não apoiam esse estado de coisas, e tentam até desviar o foco, acusando o governador Paulo Câmara (PSB), também golpista, de ser responsável exclusivo pelo caos que atinge Pernambuco, como se o Brasil tivesse mudando de nome e endereço.

É preciso coragem para enfrentar tudo isso. Somente a luta nas ruas, com propostas concretas, pode evitar o caos absoluto. É para isso que Lula nos convoca. O cheiro do povo é inspiração.

 

Gilmar Santos – Professor de História e vereador na Câmara Municipal de Petrolina

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