Coletivo na Rua

Coletivo na Rua no bairro Terras do Sul

Publicado em 12 de junho de 2017

Aconteceu no sábado, 18/03, no bairro Terras do Sul, a I Plenária Popular “Coletivo Na Rua”. A plenária reuniu lideranças comunitárias e moradores engajados na luta por melhoria na qualidade de vida da população dos bairros Terras do Sul, Mandacaru, Santa Luzia, São Jorge, José e Maria e bairros adjacentes, como, Pedro Elias, Pedro Japão, […]

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Aconteceu no sábado, 18/03, no bairro Terras do Sul, a I Plenária Popular “Coletivo Na Rua”. A plenária reuniu lideranças comunitárias e moradores engajados na luta por melhoria na qualidade de vida da população dos bairros Terras do Sul, Mandacaru, Santa Luzia, São Jorge, José e Maria e bairros adjacentes, como, Pedro Elias, Pedro Japão, Eduardo, Maria Lopes, Lenisse, Francisco Luiz, Santinha e Márcia Alves. O encontro foi em frente à Igreja, ao lado de um terreno em que a comunidade sonha que sejam construídas uma quadra poliesportiva e uma escola pública para os moradores. Hoje, o terreno é objeto de disputa com a paróquia, que já usufrui de uma parte significativa da área e foi escolhido como lugar por simbolicamente se tratar de um espaço que congrega a luta e o sonho de lideranças comunitárias para melhoria do bairro, mas é apenas um exemplo das muitas demandas da comunidade.

As mais de 50 pessoas presentes receberam o vereador e sua equipe com entusiasmo diante da proposta da Plenária do Mandato Coletivo. Os depoimentos expressavam, por um lado, a surpresa em ver um político indo a comunidade depois das eleições para ouvir e debater com o povo, e por outro lado, muita disposição das lideranças e dos comunitários em participar das discussões sobre políticas públicas de modo mais amplo, planejado e sistemático. Seu Francisco Luiz citou a importância de se ter maior participação popular no desenvolvimento e efetivação do Plano Diretor da cidade e Pedro Japão, presidente da Associação dos Moradores do Bairro Mandacaru, sugeriu que seria importante haver uma sessão da câmara dentro da comunidade. Muitas questionamentos sobre o uso do dinheiro público e cobranças foram feitas, as sugestões serão encaminhadas aos colegas na câmara de vereadores a fim de garantir, de modo cada vez mais profundo, o diálogo entre o legislativo com o povo e por sua vez, que o resultado desse diálogo possa ser ouvido e atendido pelo o prefeito Miguel Coelho.

Diante da agenda ofensiva do governo golpista e sua base aliada para retirada dos direitos dos trabalhadores, que sacrifica os mais pobres e mais vulneráveis, o encontro se apresentou como um processo pedagógico e de fortalecimento da democracia convidando o povo a participação efetiva e organizada para pensar as políticas públicas de real importância para seu bairro, para sua cidade e para seu país. Na ocasião, o vereador lembrou os avanços dos governos Lula e Dilma na melhoria de vida das pessoas da periferia, que com programas como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, Luz para todos e os investimentos em estrutura, puderam melhorar de vida em relação a outros tempos, sem esquecer, porém, de que há muito o que fazer e lutar, tanto para não perder o que  já foi conquistado quanto para superar problemas estruturantes, a exemplo dos muitos citados pela plenária presente, como falta de saneamento básico, de postos de saúde, de vias asfaltadas para passagem de ônibus, de escolas e de espaços de lazer e cultura para a juventude.

Eleito com o slogan Por um Mandato Coletivo, o vereador iniciou com este evento as ações práticas de escuta e participação popular que tem como objetivo nortear as suas decisões, sugestões e projetos feitos em plenário, propondo assim um Mandato Coletivo, onde o vereador não responde por si, mas por uma coletividade organizada que apresenta suas pautas, suas prioridades e aponta os caminhos para um projeto de cidade. Na sua fala, o Prof. Gilmar elucidou que todo mandato é do povo, “o povo é que é o dono do mandato, eu sou apenas um servidor”, diz, afirmando ao longo do encontro o desejo de garantir essa coletividade intrínseca a qualquer mandato em uma metodologia sistemática e continuada, onde realizará diversas outras plenárias em seu mandato, assim como outras ações que favoreçam a participação direta da população e o empoderamento das comunidades e dos diversos povos que as formaram e ajudaram a construir essa cidade.

Além de um canal de escuta potente, porque coloca o vereador à disposição da comunidade em um encontro pessoal sob um formato aberto  à toda população  – pois a ideia é que as plenárias aconteçam nas ruas, nas praças, em frente às casas ou nos espaços em comum das comunidades – o Mandato Coletivo quer com isso, também, aproximar ainda mais o povo dos processos políticos, para aprofundar informações e ampliar os recursos de análise e crítica sobre, por exemplo, qual o verdadeiro papel dos vereadores, no que difere no papel do prefeito, quais os tramites e os rituais que devem ser respeitados e quais os meios da comunidade cobrar e exigir as ações efetivas de cada um desses atores políticos.

Este é só início e o balanço que o Mandato Coletivo faz é muito positivo. As ações serão encaminhadas agora no sentido de dar continuidade e aprofundamento a esse diálogo aberto pelo evento. O vereador prof. Gilmar Santos entende o projeto do Mandato Coletivo, desde sua concepção como uma ferramenta pedagógica e de mobilização e necessita de que as pessoas que acreditam nessa ideia se envolvam, participem, colaborem para que se possa superar a política vinculada aos vícios do personalismo e possamos construir uma nova, horizontal e agregadora dos anseios da população e de sua rica diversidade.

Endereço:
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Email:
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